de 2015
Manchetes
O MATUTO
A decadência dos bons costumes certamente vai levar a falência de instituições públicas
18/02/2015
Outro dia, conversando com alguns amigos, profissionais que atuam em entidades públicas governamentais, eles falavam das suas preocupações quanto ao futuro da nossa sociedade, com atual decadência das boas práticas e bons costumes. Coisas simples, como estar com vestes apropriadas e boa aparência nos locais de trabalho. O fato chama atenção, mas também nos preocupa e vão aqui alguns questionamentos para que você reflita.
Qual seria sua impressão ao chegar numa audiência no judiciário, ao seu lado sentar uma pessoa toda tatuada, cabeluda, com vestes estranhas, com argolas no ouvido, ir à igreja e se deparar com indivíduo descrito, um médico chegar para fazer uma consulta com sua pessoa, o cidadão estar odores de recém ter cheirado ou fumado maconha?
A coisa não para por aí, vamos citar um exemplo que é a Emater, onde por anos exigiram boa conduta, postura, afinidade com atividade a ser exercida. Com o novo concurso, muitos desses itens deixaram de ser exigidos e como fica se o cidadão que passou no concurso tem uma postura diferente das demais no seu entorno. Já imaginaram que tipo de confiança o caboclo, agricultor que cultiva tradições iria ter desse profissional.
O tema pode até dar entendimento de preconceituoso, mas não é objetivo, longe disso, respeitamos todos os cleros, etnias, estilos de vidas diferentes. É preciso ser repensado de como isso será trabalhado em algumas instituições públicas, com exigências, que pelo menos nos locais de trabalho haja uma postura diferente, que demonstre seriedade, comprometimento e possa transmitir confiança às demais pessoas.
Isso vale para homens e mulheres, o indivíduo tem livre arbítrio para usar as vestes e adereços que melhor lhe servem, mas é preciso ter o discernimento que, do outro lado, pode sofrer descriminações no seu local de trabalho.
Muitas vezes a descriminação ocorre por culpa da atitude do cidadão em si e não pelo fato da pessoa ser preconceituosa. Fica a reflexão sobre o assunto e lembrem-se, muitas vestes diferentes e adereços podem ser bonitos no carnaval, na praia, festas noturnas, nos encontros de grupos, mas no local de trabalho isso certamente será visto pela maioria da sociedade como um ato de desrespeito à profissão que exerce, ou ao cargo que ocupa. Dedico este texto aos amigos da velha guarda da Emater, que ao longo dos anos vem prestando relevantes serviços ao homem do campo e à sociedade.

João Muniz

João Muniz é acadêmico de jornalismo e representante do Jornal Correio em Quedas do Iguaçu, São Jorge d' Oeste, Catanduvas, Espigão Alto e Três Barras

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