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Eleições
31/10/2014
Após o resultado das eleições, com a reeleição da Presidente Dilma Rousseff (PT), alguns questionamentos foram feitos, principalmente por aqueles que perderam a eleição. Se não vejamos: por que o percentual enorme de abstenção (eleitores que não foram votar), que chegou a 21% do total de eleitores aptos a votar? O por quê dos quase 7% de eleitores que votaram em branco ou anularam o voto? Acredito que uma explicação seja o restrito número de opção de bons candidatos para os eleitores escolherem. Afinal, fazem exatamente seis eleições seguidas que a escolha do presidente fica restrita a dois candidatos do PT ou do PSDB. Ou seja: foram 24 anos, sendo oito do governo FHC (PSDB), oito do Lula (PT) e outros quatro com Dilma (PT) e agora mais quatro e mesmo assim nenhum partido emplacou outro candidato. Daí eu pergunto: cadê os demais partidos que são considerados ou que pelo menos se considera grande? Exemplo: PMDB, PSD, PR, PP, DEM, PSB, PDT, PTB, PSC entre outros. Para as pessoas que votaram no PSDB e estão indignadas por mais uma vitória do PT, cabe a reflexão, se somente o PMDB tivesse lançando um candidato a presidente, podia ser até o Frangão, certamente teria feito uns 10% dos votos válidos, dai a Dilma não ganharia a eleição. Mas, retornando aos partidos considerados grandes, o que deveria acontecer é que acabassem as coligações, ou pelo menos restringi-las a no máximo dois partidos. Dessa maneira os partidos grandes seriam obrigados a lançarem candidatos, acabando com os acertos de bastidores em troca de apoios e, o mais importante, o eleitor teria mais opções viáveis para votar. Hoje saem 10 ou 12 candidatos a presidente que se somados não alcançam 1% dos votos válidos, mas a culpa não é deles, afinal o que estes candidatos querem com a sua candidatura é promover o partido pequeno deles, porém uma coisa eles tem que é a coragem de sair candidatos, coisa que muitos políticos que estão em partidos grandes, não tem e que deveriam ter!
Quanto ao Nordeste
Outra hipocrisia é essa questão dos eleitores do Aécio culparem os nordestinos pela vitória da Dilma. Vejam os números, tirando São Paulo que a diferença foi grande em favor do Aécio, os outros estados a diferença foi pouca, como por exemplo no Rio Grande do Sul. Sem contar a vitória da Dilma em Minas Gerais terra do Aécio e no Rio de Janeiro. Pergunta: por que o Aécio não ganhou em Minas Gerais, Estado ao qual ele representa como Senador? Quer criticar os nordestinos, mas se quer conseguiu ganhar em Minas Gerais, onde deveria ter pelo menos 70% dos votos. Ou seja: Alguma coisa errada deve ter. Acredito que a moral do Aécio em Minas Gerais, deve ser a mesma que o Requião tem no Paraná. Aliás quem critica o nordeste, pelo menos conhece a região nordestina? Eu não conheço e por isso não posso falar com convicção. Será que só tem pobreza no nordeste? Acho que não, acredito que deva sim existir regiões afetadas pela estiagem, porém existem regiões ricas, aliás, mais desenvolvidas do que muitas cidades daqui da região sul. Principalmente as cidades que exploram o turismo nacional e internacional. Para quem não sabe o nordeste cresceu acima da média do Brasil nos últimos anos. Agora a questão de votar no candidato “A” ou “B” é uma opção que o cidadão tem, tendo em vista que vivemos numa democracia, caso contrário seria uma ditadura. Então meus amigos, vamos parar de brigas e discussões principalmente nas redes sociais, até porque a eleição já acabou e a nossa vida continua. Se ganhasse o Aécio não mudaria muita coisa, até por que: “A mesa é a mesma, só mudam as moscas”!
Paulo Pandini

Paulo Pandini é representante do Jornal Correio em Guaraniaçu, Diamante do Sul, Ibema e Campo Bonito.

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