de 2015
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RESPINGOS NO PARANÁ
30/07/2015
Depois dos tucanos, os petistas foram os que mais falaram sobre o impeachment ao longo do primeiro semestre de 2015, com 49 pronunciamentos sobre o tema no plenário da Câmara. Um dos assuntos preferidos do contra ataque do PT é o governador Beto Richa (PSDB). O paranaense também foi alvo de um pedido de impeachment formulado por um grupo de juristas, mas que não avançou na Assembléia Legislativa do Paraná. Richa foi citado em 38 discursos no período. Apenas 12 desses pronunciamentos foram feitos por parlamentares paranaenses. O recordista nas falas sobre o governador é Aliel Machado (PC do B - PR), que se referiu a ele seis vezes. Na última, em 28 de maio, Machado fez um discurso em desagravo aos professores estaduais e disse ter números que comprovavam que o governador tinha uma aprovação inferior à de Dilma no estado. “Isso se deve não só por ter descido a borracha, a pancadaria em cima dos professores, mas pelo despreparo de quase a totalidade de suas pastas nas conduções dos trabalhos”. Secretário estadual de Segurança Pública e um dos responsáveis pela operação contra os professores, Fernando Francischini voltou à Câmara após o episódio e teve de defender Richa. Em discurso no dia 17 de junho, discutiu com Afonso Florence (PT - BA) e falou que não entendia “de onde vem essa fixação do PT pelo PSDB do Paraná”. “Sua excelência (Florence) teria que olhar para o próprio umbigo, porque a presidente Dilma daqui a pouco estará presa”, completou. O petista baiano respondeu, com apoio de gritos do plenário: “Richa vai antes, Richa vai antes”.
(Henry Milleo)
CHAPÉU ALHEIO
O governo do Paraná está tentando faturar politicamente em cima da parte do ajuste fiscal que foi para os municípios. Por lei, 25% do ICMS e 50% do IPVA recolhidos vão para as prefeituras. Como o governo aumentou os impostos, mais dinheiro entrou em caixa. E o governo comemorou dizendo em nota que nunca o Paraná repassou tanto dinheiro aos municípios: foram R$ 4,2 bilhões no semestre.
CONTENDO GASTOS?
O presidente da Assembléia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), jurou de pés juntos que não decidiu nada sobre a possibilidade de a Casa passar a fazer publicidade. Depois de visitar a Assembléia catarinense, o deputado teria se empolgado com os anúncios feitos por lá. Mas, pelo menos por enquanto, disse ele, nada de contratar agências ou autorizar gastos com propaganda. Até que enfim...
DIRETO NA ÁFRICA
Representantes do Ministério Público têm viajado para países africanos onde as empreiteiras metidas na Lava Jato conseguiram negócios bilionários. E um dos mais talentosos criminalistas de São Paulo, advogado de empreiteiras, reconheceu há algumas semanas, que até agora o trabalho do Juiz Sérgio Moro não deixou brechas para a anulação de suas sentenças nas instâncias superiores.

DIRETO DOS ESTADOS UNIDOS
Documento liberado pelo governo americano do tempo do regime militar brasileiro: no final de 1968 e no início de 1969, os superiores do capitão Carlos Lamarca receberam três avisos de que ele e um sargento estavam aliciando soldados. Um par de denúncias veio de um cabo e de sua mulher. A outra de um soldado. Resolveu-se manter o assunto fora do conhecimento do comando do exército.
Lamarca saqueou o arsenal do quartel e desertou no final de janeiro. Ficou tudo no nível das conversas por aqui, mas nos Estados Unidos tudo foi cuidadosamente registrado.
Reinoldo Back

Reinoldo Back é assinante e colunista do Jornal Correio do Povo

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