de 2014
Manchetes
Back
ÉTICA E POLÍTICA
24/07/2014
Não somos um povo que prima pela ética “Basta ver os políticos que nos representam, será que os eleitos são mesmo piores do que seus eleitores no quesito ética?” Indaga o colunista Gustavo Ioschpe.
Histórico – para Gustavo o peso histórico de um evento é determinado pelo que lhe sucede. A prisão dos mensaleiros tem tudo para ser um dos acontecimentos mais importantes da história brasileira em décadas, mas só nossos passos dirão se será um ponto de inflexão ou um ponto fora da curva. Gerações. – Mas se o mensalão for o primeiro de muitos casos em que banqueiros, congressistas e ex-ministros vão para a cadeia por seus delitos, as próximas gerações verão este ano como o ponto de virada. Se, pelo contrário, essas prisões forem apenas a exceção que confirma a regra, um caso isolado em que as instituições funcionaram, então os historiadores do futuro verão o mensalão como uma curiosidade.
Pilates – É difícil prever e não se pode ter muito otimismo ressalta o colunista. Porque ter uma justiça ágil e rigorosa contraria quatro pilares na formação do Brasil. O primeiro é o corporativismo. Somos o país de interesses de grupos. O segundo é o nosso pendor cristão – filossocialista de achar que todo criminoso é vitima de um sistema social injusto.
Desempenho – O terceiro é a nossa secular desigualdade de renda. O quarto e o mais importante de todos: a verdade seja dita, não somos um povo que prima pela ética. Só há um caminho, a melhora educacional precisa vir antes da melhora social e com desempenho ético. Foi assim nos países de sucesso.
Olho – O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB) tem insistido na tese de que os empresários precisam acompanhar mais de perto a agenda do Congresso Nacional. Ele defende a necessidade do empresariado participar da política não apenas como financiador de campanhas o que neste ano deve ser vetado a pessoas jurídicas – ou simples eleitor. Diz que o exercício da cidadania exige sair da zona de conforto, de só criticar e sim participar.
Parque – a história de fechamento da estrada do Parque Nacional do Iguaçu se repete. Desta vez em Foz do Iguaçu, mas quem quer fechar a estrada de acesso às Cataratas são os trabalhadores do turismo que se vêem ameaçados com a proibição da entrada de vans e táxis. Ao contrario da Estrada do Colono que foi fechada pela Policia Federal e nunca mais abriu. Ambos os casos tem o dedo da Justiça.
HERANÇA COLONIAL
Porque algumas árvores são chamadas de madeira de lei?
Madeira de lei é um termo que surgiu na época do Brasil Colônia e é ainda empregado em vários lugares do país. Atualmente, chamam-se assim as madeiras de maior interesse comercial, ou nobres, como o mogno, o cedro, a cabreúva, a cerejeira, a peroba e o jacarandá. Mas essa denominação é incorreta. A origem do termo madeira de lei está relacionada ao interesse de Portugal em preservar madeiras brasileiras, principalmente das matas situadas na região de Pernambuco, Alagoas e sul da Bahia. Algumas espécies ali encontradas eram importantes para a construção de navios de guerra e mercantes portugueses. Por isso, em 1698, a Corte baixou uma lei protegendo as espécies mais fortes e resistentes, que só podiam ser extraídas com autorização do governador. Na segunda metade do século 19 a exploração foi sistemática até que aquelas espécies se extinguiram. Desde 1991, há espécies protegidas por lei que podem ser exploradas, mas sob controle.
Reinoldo Back

Reinoldo Back é assinante e colunista do Jornal Correio do Povo

Últimos Posts Back
 
Início | Quem Somos | Comercial | Redação | Direção | Sugestões | Trabalhe Conosco | Publicaçôes | Fale Conosco | Política de Privacidade
Jornal Correio do Povo :: Rua Cel. Guilherme de Paula, 880 Fone: (42) 3635-2944 CEP 85.301-220 - Laranjeiras do Sul - PR