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LOURO INDISCRETO
26/02/2015
É preciso que se tenha muito cuidado com papagaios. Essas aves psitaciformes, que possuem o costume contínuo de repetir mecanicamente grunhidos, assemelhando vozes humanas, são um perigo. O processo de aprendizagem de palavras por memorização dessas aves ainda não foi devidamente estudado pela ciência. Às vezes, são indiscretas e emitem grunhidos, podendo até revelar traições. Foi o que aconteceu em Londres. Os louros são dotados de psitacísmo, que vem a ser o ato de repetir palavras sem saber, como é lógico, o seu significado. Tome-se como exemplo o caso do louro Mats, criado com carinho pelo inglês CristianTaylor. Era só Suzi Kollins, a namorada do dono pegar no celular para que ele desandasse, muitas vezes, a chamar o nome “Gary”. E o fazia com entonações amorosas, com intimidade própria dos amantes. Seu dono, Cris, não conhecia nenhum “Gary”, e Suzi jurava não saber de quem se tratava. Aí, Suzi mudou-se para o apartamento de Taylor. Com a juntada dos trapos, o papagaio foi levado ao apê. Quando os dois iniciaram uma transa no sofá da sala, foram surpreendidos por Mats declarando: “Gary, eu te amo”, passando em seguida aos grunhidos sensuais. No início, Taylor riu. Ao olhar para a namorada em seus braços notou que ela estava ruborizada. Suzi começou a chorar sem parar, e o papagaio não fechava o bico: “Gary, meu macho!”, “Gary meu benzinho”. A moça então confessou. Gary era um colega de trabalho dela numa empresa e foi seu amante durante o expediente e fora dele. O romance se dava por celular. E o louro ouviu tudo, inclusive as juras de amor. Como eram frequentes ele reteve tudo na sua memória. E de lá não saiu mais. Repetia com maestria, todas as frases e sussurros dos amantes. Os dois romperam o namoro por causa disso. Taylor não só perdeu a namorada, mas também foi obrigado a se livrar do louro que criara com tanto carinho. “Eu já não o suportava mais. E o sentimento era mútuo” - disse o traído. O papagaio alcagueta ficou célebre.
Durante muito tempo permaneceu sob os holofotes da mídia inglesa. Frequentou shows de televisão, nos quais disparava o bordão: “Gary, Gary, Gary” levando a plateia ao delírio.
Conselho aos namorados: é preferível ter um gato ao seu lado em casa do que um papagaio falante e indiscreto.

ROUBO? O QUE É ISSO?
O roubo é um dos problemas mais importantes na sociedade. Um crime que aumenta a cada dia e contribui para aumentar outras formas de violência. Traz junto consigo morte e degradação do ser humano. E pensar que a solução para isso é tão simples! É bem verdade que só há uma solução, mas ela é tão simples que chega a causar espanto o fato de a sociedade já não ter posto um basta nisso. Isso tudo na imaginação. Existem sim, alguns países na face da terra onde o índice de roubos e pequenos furtos são raros.
O leitor imagina se tivéssemos desses aparelhos móveis, Samsung, por exemplo, de última geração colocados à disposição de quem quisesse. Se você precisasse era só ir na loja pegar um e sair usando. Imagina se em cada ponto de ônibus, e cada praça, em cada lanchonete tivesse um aparelho desse à disposição. Só chegar e usar. Alguém pensaria em rouba-los?
Pense bem: pra que uma pessoa ia roubar uma Hilux, ou outra caminhonete ou outro carro de luxo, se qualquer um pudesse chegar na concessionária pegar uma e sair dirigindo? Medicamentos? Pra que uma quadrilha iria interceptar uma carga se todo medicamento fosse distribuído de graça, do mais caro ao mais barato?
Me diga, se todo mundo pudesse entrar no supermercado e pegar tudo de que precisasse, da mesma forma nas lojas de roupa, de móveis e eletrodomésticos, de calçados e de qualquer outro produto, alguém ia pensar em roubar? O roubo deixaria de existir porque pegar e levar seria um ato lícito.
Pense bem: a riqueza que temos no mundo é resultado do esforço de todo indivíduo, seja ele quem for. E um verdadeiro socialismo. Porém, esse verdadeiro socialismo, nunca aconteceu. Enquanto houver pronomes possessivos em nossa língua, o verbo roubar não só há de existir como há de ser verbo regular. E junto com ele continuaremos com mais substantivos que poderiam ser evitados.
Reinoldo Back

Reinoldo Back é assinante e colunista do Jornal Correio do Povo

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