de 2015
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Espírita
LIDERANÇA IDEAL
26/03/2015
Há pessoas demolidoras e pessimistas em matéria de fé, que estão sempre acionando os camartelos da devastação.
Cultivando o mau humor, fazem-se ríspidas e o que produzem, acionadas por um ideal, desfazem-no pela forma azeda com que se comunicam com os que participam da sua ação.
Acreditam-se sempre certas, sem darem margem aos outros de opinar em contrário.
Agridem, verbalmente, as correntes com as quais não simpatizam, vendo o lado pior de tudo, sem apresentarem a beleza do seu ideal incorporada ao seu comportamento.
Disseminando a ideia do bem, põem-se contra os outros, os que não concordam com as suas expressões, tanto quanto com aqueles que, embora favoráveis, não se lhes submetem ao talante.
São uma propaganda negativa do que pensam defender com entusiasmo e agressividade.
O Espiritismo, sendo doutrina de libertação e responsabilidade, não passa indene a esses propagandistas da violência.
A si mesmos elegem-se líderes e condutores, impondo-se, porém, aos grupos de trabalho, sem as reais condições que dão carisma aos legítimos impulsionadores da Mensagem.
Quando os indivíduos se disputam primazias e relevo, nos ideais que defendem, tornam a ideia suspeita e desacreditada.
A excelência de um programa ressuma das suas qualidades intrínsecas, avaliadas nos resultados que produzem.
O processo de evolução do pensamento é inevitável.
Muitas vezes, dá-se através das grandes convulsões sociais, pelo desnecessário derramamento de sangue, na violência que irrompe devastadora.
Há quem afirme que a História constroi os povos sobre o sepulcro das civilizações vencidas.
Jesus, no entanto, foi o edificador do homem novo dentro dele mesmo, conclamando-o à revolução interior, nas fronteiras da alma, sem dano de espécie alguma para outrem.
Recorreu às armas desconsideradas da mansidão e da humildade, que fazem herois e apóstolos, propondo a serenidade em quaisquer circunstâncias.
Seguindo-lhe as diretrizes, Allan Kardec jamais apresentou o Espiritismo entre os calhaus dos insultos ou pedradas com que pretendesse defender a Doutrina dos adversários gratuitos que se ergueram para combatê-la.
Manteve-se tranquilo, confiando na robustez do conteúdo espírita, mas não fugiu à luta.
Atendeu às solicitações de que foi objeto, esclarecendo e dirimindo dúvidas com lógica e argumentação clara... É claro que se referiu aos erros do século, sem usança do ultraje ou da calúnia, da maldição ou dos arrazoados rudes.

Livro: ROTEIRO DE LIBERTAÇÃO. Espíritos Diversos. Lins de Vasconcelos (Espírito), psicografia de Divaldo Pereira Franco. CAPEMI Editora Gráfica. 1ª ed. Rio de Janeiro. RJ. 1981. p.127
Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. Sociedade Espírita Amor e Conhecimento, Guaraniaçu – PR.
manoelataides@gmail.com


Manoel Ataídes

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza é membro da Sociedade Espírita Amor e Conhecimento de Guaraniaçu

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