Em matéria de mediunidade, não nos esqueçamos do pensamento.
Nossa alma vive onde se lhe situa o coração.
Caminharemos, ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for.
A gravitação no campo mental é tão incisiva quanto na esfera da experiência física.
Servindo ao progresso geral, move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se, em desequilíbrio, sob as trevas do mal.
A Lei Divina é o Bem de Todos.
Colaborar na execução de seus propósitos sábios é iluminar a mente e clarear a vida. Opor-lhe entraves, a pretexto de acalentar caprichos perniciosos, é obscurecer o raciocínio e coagular a sobra ao redor de nós mesmos.
É indispensável ajuizar quanto à direção dos próprios passos, de modo a evitarmos o nevoeiro da perturbação e a dor do arrependimento.
Nos domínios do espírito não existe a neutralidade.
Evoluímos com a luz eterna, segundo os desígnios de Deus, ou estacionamos na treva, conforme a indébita determinação de nosso «eu».
Não vale encarnar-se ou desencarnar-se simplesmente. Todos os dias, as formas se fazem e se desfazem.
Vale a renovação interior com acréscimo de visão, a fim de seguirmos a frente, com a verdadeira noção da eternidade em que nos deslocamos no tempo.
A consciência pesada de propósitos malignos, revestida de remorsos, referta de ambições desvairadas ou denegrida de aflições não pode senão atrair forças semelhantes que a encadeiam a torvelinhos infernais.
A obsessão é sinistro conúbio da mente com o desequilíbrio comum às trevas.
Pensamos, e imprimimos existência ao objeto idealizado.
A resultante visível de nossas cogitações mais íntimas denuncia a condição espiritual que nos é própria, e quantos se afinam com a natureza de nossas inclinações e desejos aproximam-se de nós pelas amostras de nossos pensamentos.
Se persistirmos nas esferas mais baixas da experiência humana, os que ainda jornadeiam nas linhas da animalidade nos procuram, atraídos pelo tipo de nossos impulsos inferiores, absorvendo as substâncias mentais que emitimos e projetando sobre nós os elementos de que se fazem portadores.
Do Livro: NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE. André Luis (Espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier. 23ª ed. Federação Espírita Brasileira – Departamento Gráfico. Rio - RJ, 1995, p. 117. |
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Manoel Ataídes |
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| Manoel Ataídes Pinheiro de Souza é membro da Sociedade Espírita Amor e Conhecimento de Guaraniaçu |
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