de 2015
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A QUESTÃO DO JEJUM
26/02/2015
O significado geral da palavra jejum é abstinência, ausência do alimento que entra em nós, ou do elemento que deveria viver conosco.
Ao jejum do alimento da água, da roupa, e até daqueles que conviviam conosco, mas de nós se ausentaram por qualquer motivo, ou deles nos ausentamos.
Nos tempos farisaicos, o jejum era um dos preceitos máximos da Lei. Os fariseus e os escribas usavam muito do jejum. Em geral, os judeus eram jejuadores. Julgavam que a religião consistia em não comer e não beber, ou em não comer e não beber isto ou aquilo. A religião daquela gente consistia em comida e bebida e não na prática da caridade, no amor a Deus.
João Batista, homem de autoridade singular, obedecia o preceito judaico do jejum, mas pregava o batismo do arrependimento das faltas. Queria certamente mostrar aos judeus que submetendo-se aos preceitos judaicos, não era um herege; portanto, sua palavra deveria ter autoridade e ser recebida com amor, com boa vontade, e ser executada tal como era ordenada...
As relações de João com Jesus foram passageiras. Descoberto o Cristo, pela revelação que João havia recebido do Alto: “Este é meu Filho Amado, ouvi-o”, o Profeta do Deserto seguiu o seu rumo, até ser preso e degolado.
Jesus, ao contrário, foi o grande missionário e sua missão consistia numa embaixada de Amor e de Verdade. Ele tinha que plantar no mundo uma Árvore Nova, a Árvore da Vida, e precisava suplantar toda mentira, toda falsidade, todas as convenções, todos os preceitos humanos que mantinham a aparência de religião, para que a sua Doutrina não fosse sufocada por esses espinhos. E o jejum era um desses mandamentos que o sectarismo judaico fazia prevalecer com aparência religiosa.
Como poderiam seus discípulos sentir ausência do que não estava ausente? ...
Jejum implica a falta de alguém ou de alguma coisa. Quem está com Jesus não pode sentir falta de quem quer que seja, nem de coisa alguma. Mesmo um amigo, um parente que se tenha de nós separado pela morte, se nós estivermos de verdade com Jesus, fácil nos será reatarmos as relações com esse parente ou com esse amigo, direta, ou indiretamente.
Jejum é sinal de tristeza, de inapetência, de desânimo da vida, e aqueles que se esforçam por estar com Jesus, que cultivam os seus ensinos, estudando-os com amor, não podem jejuar: comem e bebem como faziam os discípulos do Senhor.

Do Livro: O ESPÍRITO DO CRISTIANISMO. Cairbar Schutel. Casa Editora o Clarim. Matão. SP. 6ª Ed. 1980. p.55
Manoel Ataídes Pinheiro de Souza - Sociedade Espírita Amor e Conhecimento - Guaraniaçu – PR.
Manoel Ataídes

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza é membro da Sociedade Espírita Amor e Conhecimento de Guaraniaçu

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