A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade
inegável. A sociedade terá que se organizar e agir contra este fenômeno. De
igual modo, a escola terá que ajustar os seus conteúdos programáticos e
proteger mais as crianças. Devido às exigências, as famílias muitas vezes
destituem-se da sua função educativa, delegando-a à escola essa função.
Infelizmente no meio de toda esta confusão, estão as crianças muitas vezes
inocentes mas que pagam o preço dessa disfunção social.
Como vivemos em um mundo globalizado essa realidade já bateu as portas das
escolas da região e seus professores vivem esse drama. Muitas vezes
transtornados pelo medo provocado por ameaça de jovens alunos que
extrapolam os limites da racionalidade. É inadmissível adiar providências
enquanto buscam as causas da violência nas escolas.
A escola e a sociedade não podem continuar fingindo que não existe um
problema. Nossos professores não podem continuar fingindo que ensinam e os
alunos - do período noturno, principalmente – fingindo que aprendem. Que
cidadãos estamos formando para o futuro de nosso país?
Se por um lado muitos acreditam que as escolas são autoritárias, sufocam
os alunos favorecendo sua agressividade outros acreditam que é disciplina.
Essa falta de disciplina vem de casa e se estende à escola tornando
ambiente. A realidade é que professores vivem num ambiente de medo e tensão
provocados por jovens em idade escolar que quando contrariados chegam a
ligar para a residência dos professores fazendo ameaças. É hora das
famílias participarem mais da vida escolar de seus adolescentes. A
violência já bateu à nossa porta. Não podemos fechar os olhos, é preciso
enfrentá-la.