Esta é a lei que deveria ser implantada em Laranjeiras do Sul e em várias
cidades do país, se considerarmos a criminalidade dos últimos tempos. Andar
nas ruas já não é mais seguro, principalmente se for à noite. Dentro da
própria casa, o cidadão pode levar um tiro. As praças, ao invés de pontos
turísticos estão servindo de palco para o crime. E já que o cidadão não
pode estar armado, alguma medida precisa ser urgentemente tomada.
Enquanto os índices de criminalidade atingem níveis intoleráveis,
obrigando o cidadão de bem a trancar-se dentro de sua própria casa (e mesmo
assim correndo risco), e as autoridades responsáveis pela política de
segurança pública em nosso país parecem simplesmente não saber que rumo
tomar, nos Estados Unidos encontra-se em pleno andamento uma extraordinária
experiência de redução de criminalidade.
Mas porque não podemos copiar os exemplos que dão certo? Se, dizem, os
inteligentes aprendem com os erros dos outros, já estava mais do que na
hora de vermos o que há de bom na política criminal de tolerância zero.
Essa política, inclusive, deve chegar ao Brasil nos próximos anos, já que o
ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani foi contratado pelo governador
do Rio, Sérgio Cabral Filho, para dar consultoria na área de segurança para
os Jogos Mundiais Militares 2011, a Copa 2014, além dos Jogos Rio 2016.
Conhecido por usar o esporte como uma de suas armas para combater a
violência, Giuliani destacou que os eventos promoverão renascimento urbano
do Rio. Mas o que o resto do Brasil ganha com isso? Algum legado essa
história de Olimpíadas e Copa deve deixar ao país. Esta era uma boa hora de
aproveitar a deixa e instalar a ‘tolerância zero’ por aqui. Fica a dica às
autoridades competentes no setor de segurança pública.