Terça-feira, 7 de setembro de 2010
Opiniões e Editorial

Tolerância zero

Esta é a lei que deveria ser implantada em Laranjeiras do Sul e em várias cidades do país, se considerarmos a criminalidade dos últimos tempos. Andar nas ruas já não é mais seguro, principalmente se for à noite. Dentro da própria casa, o cidadão pode levar um tiro. As praças, ao invés de pontos turísticos estão servindo de palco para o crime. E já que o cidadão não pode estar armado, alguma medida precisa ser urgentemente tomada.
Enquanto os índices de criminalidade atingem níveis intoleráveis, obrigando o cidadão de bem a trancar-se dentro de sua própria casa (e mesmo assim correndo risco), e as autoridades responsáveis pela política de segurança pública em nosso país parecem simplesmente não saber que rumo tomar, nos Estados Unidos encontra-se em pleno andamento uma extraordinária experiência de redução de criminalidade.
Mas porque não podemos copiar os exemplos que dão certo? Se, dizem, os inteligentes aprendem com os erros dos outros, já estava mais do que na hora de vermos o que há de bom na política criminal de tolerância zero. Essa política, inclusive, deve chegar ao Brasil nos próximos anos, já que o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani foi contratado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, para dar consultoria na área de segurança para os Jogos Mundiais Militares 2011, a Copa 2014, além dos Jogos Rio 2016.
Conhecido por usar o esporte como uma de suas armas para combater a violência, Giuliani destacou que os eventos promoverão renascimento urbano do Rio. Mas o que o resto do Brasil ganha com isso? Algum legado essa história de Olimpíadas e Copa deve deixar ao país. Esta era uma boa hora de aproveitar a deixa e instalar a ‘tolerância zero’ por aqui. Fica a dica às autoridades competentes no setor de segurança pública.


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