04/09/08
Auto-hemoterapia: esperança polêmica
O próprio sangue usado como remédio. Esse é o princípio da
auto-hemoterapia
(auto-hemo) uma técnica que vem se difundindo e ao mesmo tempo sendo
combatida em todo o país.
O método consiste na retirada do sangue da veia e imediata aplicação em
algum músculo do corpo, geralmente braços ou nádegas. Segundo os
defensores
é possível tratar doenças infecciosas, como acne, hepatite, pneumonia,
toxoplasmose; doenças alérgicas como asma, bronquite, alergias; doenças
auto imunes como artrite, esclerose; gangrenas, corpos estranhos miomas e
até câncer.
Um dos principais nomes da auto-hemoterapia é o médico Luiz Moura, que
aplicou-a com bons resultados na Casa de Saúde São José no Rio de Janeiro
entre os anos de 1943 e 1947. A principal forma de propagação da técnica
foi um vídeo com uma entrevista de 2 horas e meia onde o médico explica
como funciona e comenta os benefícios da auto-hemoterapia. Hoje há cópias
na íntegra pela internet. “É uma técnica simples que fortalece a
imunidade”, diz ele.
Conforme Moura, o sangue injetado é visto como um corpo estranho ao
organismo, o que acelera a produção de macrófagos, ou anticorpos. “A taxa
normal de macrófagos no organismo é de 5%, com a auto-hemoterapia, cresce
para 22%. Essa elevação se mantém pelo período em que o sangue está no
músculo, o que dura cerca de cinco dias”, explica. Na seqüência ele
relata
muitas experiências bem sucedidas e admite que a técnica ainda não é
reconhecida pela medicina convencional. “Mas deveria ser divulgada,
pesquisada e utilizada. É um método muito barato que poderia ser usado em
regiões sem recursos, onde as pessoas não têm condições de pagar
medicamentos caríssimos, que produzem o mesmo efeito da
auto-hemoterapia”.
No vídeo ele chega a relatar casos de melhora signficativa para doenças
graves, inclusive a Aids.
Na prática
Em Laranjeiras do Sul Marileide Veronese conta ter comprovado os
benefícios da técnica. “Eu fiz auto-hemoterapia e não me envergonho
disso.
Foi o que me salvou”, diz ela. Marileide passou por momentos difíceis em
2007, tinha insônia e tomava antidepressivos. “Depois da segunda
aplicação
abandonei os remédios para dormir. Hoje tenho disposição, tenho vontade
para fazer as coisas. Minha vida melhorou muito”, comentou. Ela chegou à
técnica através da mãe, Nely. “Fiz 30 aplicações e achei incrível o
'sumiço' das varicoses. Eu tinha horário no médico para retirá-las e
não
foi mais necessário”, conta.
Para João*, um dos principais motivos que levam a medicina a não aceitar
a
auto-hemo é a questão econômica. “A aplicação é muito barata e trás
diversos benefícios, já vi muita gente tratar doenças sérias e ter bons
resultados. Se fosse liberada, evitaria muitos custos que existem hoje”,
comentou. Mas ele faz um alerta.
A empresária Maria Gelci Rambo de Carvalho também utilizou o método. “Eu
sentia muitas dores. Tinha muitos problemas e a auto-hemo me ajudou a
superar. Depois de algumas aplicações as dores sumiram”, disse ela, que
conhece outras pessoas que fizeram as aplicações. “Eu vi gente que
definhava de câncer recuperar a vitalidade e ganhar mais qualidade de
vida”, conta. “É claro que as pessoas não devem abandonar seus
tratamentos
médicos, mas é uma terapia complementar”, conta.
Sem permissão
A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em abril de
2007 uma nota técnica alertando que a auto-hemoterapia “pode causar
reações
adversas, imediatas ou tardias, de gravidade imprevisível”. A Sociedade
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), O Conselho Federal de
Medicina (CFM) e de Enfermagem (CFE) também se posicionaram contra. Eles
alertam que o método não foi submetido à estudos clínicos e por isso não
recomendam.
Profissão
Conforme o médico Márcio Marreiros não há base científica que comprove
qualquer benefícios da técnica. “Eu atribuo as melhoras em determinados
sintomas ao fator psicológico. As pessoas acreditam tanto que vai dar
certo, e dá certo”, diz ele. “Nunca tive a oportunidade de consultar um
paciente logo após a aplicação. Mas, pelos relatos que ouvi, me parece um
processo bastante doloroso, com risco de hematomas ou equimoses”, disse.
“É
uma técnica que não é aprovada pelo conselho. Tem havido muitos
questionamentos por parte de pacientes, mas realmente não artigos
científicos que comprovem qualquer eficácia nos tratamentos com essas
aplicações”, acrescentou.
Em Guaraniaçu, a Secretaria municipal de Saúde, através do departamento
de
vigilância sanitária, também alerta a população. Segundo a nota enviada
ao
Jornal Correio, o método é 'ilegal' e constitui infração sanitária. “A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nota técnica
recomendatória sobre essa irregularidade”, comenta a responsável pelo
setor, Aline Cruz.
Segundo ela, um flagrante da Vigilância Sanitária pode resultar na
autuação do sujeito por exercício da atividade sem o referido diploma.
“Se
a pratica estiver sendo exercida por enfermeiros, médicos e
farmacêuticos,
além de encaminharmos os autos de infração às autoridades competentes,
será comunicado aos conselhos regionais de classe para as devidas
providências”, alerta. “Quando a denúncia apontar que a prática esta
sendo
feita em residência, a Visa estará pedindo apoio policial e encaminhará
a
denuncia ao Ministério Público por pratica contra o cidadão e por ferir a
coletividade”, acrescenta, diz.
Embora diverso locais realizem as aplicações na região, nenhum autorizou
a
divulgação nesta reportagem. O medo da polêmica ou da punição da classe
profissional impera sobre a técnica.
Desde 1911
A auto-hemoterapia na França, em 1911, introduzida pelo médico Francois
Ravout como proposta para tratar febre tifóide. Em 1938, numa tentativa
de
encontrar um tratamento eficaz para infecção ela voltou a ser empregada.
Nessa época os antibióticos ainda não estavam disponíveis, e isso levou o
médico francês Gaston de Lyon a propor injetar sangue da própria pessoa
no
membro afetado para evitar amputação. O tratamento gerou alguns
resultados,
motivo pelo qual se popularizou na Europa até a década de 50. Depois, foi
perdendo o seu apelo, com a introdução de novas drogas antimicrobianas.
eu acredito na auto-hemoterapia não vejo o porque de não faze-la.
zaza (10/09/08)
CFM VOLTA ATRÁS PARA PERMITIR AUTO-HEMOTERAPIA COM TAMPÃO
A busca da verdade é algo fascinante, porque ela anda junto com a justiça, a ética e todos os princípios estabelecidos pela humanidade em função do bem comum. Por isto o mundo sempre lembra a vitória de Pirro, aquele general que ganhou uma batalha, mas nela arriscou tudo e perderia a guerra logo no confronto seguinte. Algo parecido tem ocorrido com a condenação do uso da auto-hemoterapia pelo Conselho Federal de Medicina, que vem influenciando outros órgãos da área de saúde. Os argumentos insustentáveis contra a técnica vêm desmoronando a cada dia, pois a própria categoria dos médicos está reagindo e mostrando aos poucos o quanto foi errada a decisão de anunciar publicamente que a auto-hemoterapia não teria comprovação científica.
Além das dezenas de declarações de médicos a favor da auto-hemoterapia – técnica que consiste na retirada de sangue da veia e aplicação no músculo, capaz de curar várias enfermidades – o Conselho Federal de Medicina viu-se obrigado a publicar um esclarecimento que põe de água abaixo os argumentos do seu Parecer Nº 12/2007. Eis a publicação, feita no Jornal de Medicina nº 168: “Nota de esclarecimento - Em face de falha na redação do artigo “Auto-hemoterapia não tem eficácia comprovada’ no Jornal Medicina (XXII, 167, DEZ/2007, p.11), esclarecemos que o procedimento terapêutico denominado “tampão sangüíneo peridural” é cientificamente amparado por relevante literatura médica e remetemos o leitor ao texto que trata dessa matéria no Parecer CFM 12/07.”
Com este esclarecimento, o CFM anuncia que a auto-hemoterapia é permitida aos médicos anestesistas, pois o “tampão sangüíneo peridural” nada mais é do que uma espécie de auto-hemoterapia utilizada durante cirurgias. Mais grave ainda é que este procedimento foi comentado no Parecer do CFM, porém numa tentativa de desqualificá-lo. A nota de esclarecimento do CFM foi publicada também no site da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
Trata-se de uma referência idêntica à do Dr. Alex Botsaris, que disse, em artigo: “não é verdade que essa terapêutica não tenha nenhum fundamento, nem que não haja nenhum trabalho publicado sobre ela na literatura mundial ou nacional, como afirma a SBHH”. Dr. Botsaris informou que “Na base de dados pubmed, do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano), considerada a maior base de dados médicos do mundo, existem cerca de 106 estudos científicos publicados sobre auto-hemoterapia, a maioria sendo clínicos.” Segundo ele, “É um numero modesto, mas mostra que alguma pesquisa já foi realizada.”
A contradição do CFM fica patente quando vemos a nota referente ao Parecer sobre auto-hemoterapia afirmar que "não há comprovação de sua efetividade, nem de sua segurança". E foi mais longe, dizendo que "não existem estudos relativos à auto-hemoterapia desde a sua proposição como recurso terapêutico na primeira metade do século XX até os dias atuais" e que "não há evidência científica disponível que permita a sua utilização em seres humanos". Além do mais, o presidente do Conselho, Edson de Oliveira Andrade, enfatizou que "Os que o praticarem (o procedimento) deverão ser denunciados, para serem processados por isso. Trata-se de uma falácia, que não tem valor científico e não pode ser aceita.” Como explicar a correção da nota, se ela permite o uso da auto-hemoterapia e comprova sua eficácia científica?
Mais uma vez o CFM deve explicações ao público, pois admite o uso do Tampão Sanguíneo Peridural. O Tampão Sanguíneo Peridural é auto-heoterapia. E agora, então? A Auto-hemoterapia está permitida? Ou é permitido fazê-la em uns casos e em outros não? Em quais casos é permitido? As explicações que o CFM deve terão efeito em cadeia, pois influi nas decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia - SBHH e dos Conselhos Regionais de Medicina - CRM.
Estes fatos confirmam que a decisão anunciada em dezembro pelo CFM foi precipitada, pois atendia a uma pressa de impedir a propagação do uso da técnica, que vem sendo cada vez mais adotada pelo Brasil afora. Esta precipitação levou a tomarem decisão com base em parecer superficial e tendencioso, que não levou em conta o resultado de mais de cem anos de prática e pesquisas na área, o que fica comprovado com a reação dos anestesiologistas. Com tudo isso, quem ficou e ainda está sendo prejudica foi a população, que precisa da auto-hemoterapia para enfrentar inúmeros problemas de saúde. Foi por conta dessas interpretações que o CREMERJ cassou o registro do Dr. Luiz Moura. Ele é médico e foi cassado por usar auto-hemoerapia durante cerca de sessenta anos. Os anestesiologistas podem usar. Por quê Dr. Moura não?
Walter Medeiros (25/09/08)
Auto-hemoterapia: esperança polêmica
“O próprio sangue usado como remédio. Esse é o princípio da auto-hemoterapia (auto-hemo) uma técnica que vem se difundindo e ao mesmo tempo sendo combatida em todo o país. O método consiste na retirada do sangue da veia e imediata aplicação em algum músculo do corpo, geralmente braços ou nádegas. Segundo os defensores é possível tratar doenças infecciosas, como acne, hepatite, pneumonia, toxoplasmose; doenças alérgicas como asma, bronquite, alergias; doenças auto imunes como artrite, esclerose; gangrenas, corpos estranhos miomas e até câncer.”
Com esta introdução, o Jornal Correio do Povo do Paraná publicou ampla matéria agora em setembro (dia 4) mostrando como a técnica vem sendo praticada e apresentando também pessoas que a combatem. Mostra que “Um dos principais nomes da auto-hemoterapia é o médico Luiz Moura, que aplicou-a com bons resultados na Casa de Saúde São José no Rio de Janeiro entre os anos de 1943 e 1947.” e afirma que “A principal forma de propagação da técnica foi um vídeo com uma entrevista de 2 horas e meia onde o médico explica como funciona e comenta os benefícios da auto-hemoterapia.”, informando que “Hoje há cópias na íntegra pela internet. ‘É uma técnica simples que fortalece a imunidade’, diz ele.”
Acrescenta que “Conforme Moura, o sangue injetado é visto como um corpo estranho ao organismo, o que acelera a produção de macrófagos, ou anticorpos. ‘A taxa normal de macrófagos no organismo é de 5%, com a auto-hemoterapia, cresce para 22%. Essa elevação se mantém pelo período em que o sangue está no músculo, o que dura cerca de cinco dias’, explica. Na seqüência ele relata muitas experiências bem sucedidas e admite que a técnica ainda não é reconhecida pela medicina convencional. ‘Mas deveria ser divulgada, pesquisada e utilizada. É um método muito barato que poderia ser usado em regiões sem recursos, onde as pessoas não têm condições de pagar medicamentos caríssimos, que produzem o mesmo efeito da auto-hemoterapia’.” Informa que “No vídeo ele chega a relatar casos de melhora significativa para doenças graves, inclusive a Aids.”
Na prática
A reportagem do Jornal Correio do Povo mostra também que “Em Laranjeiras do Sul Marileide Veronese conta ter comprovado os benefícios da técnica. ‘Eu fiz auto-hemoterapia e não me envergonho disso. Foi o que me salvou’, diz ela. Marileide passou por momentos difíceis em 2007, tinha insônia e tomava antidepressivos. ‘Depois da segunda aplicação abandonei os remédios para dormir. Hoje tenho disposição, tenho vontade para fazer as coisas. Minha vida melhorou muito’, comentou. Ela chegou à técnica através da mãe, Nely. ‘Fiz 30 aplicações e achei incrível o 'sumiço' das varicoses. Eu tinha horário no médico para retirá-las e não foi mais necessário’, conta.
Para João, um dos principais motivos que levam a medicina a não aceitar a auto-hemo é a questão econômica. ‘A aplicação é muito barata e trás diversos benefícios, já vi muita gente tratar doenças sérias e ter bons resultados. Se fosse liberada, evitaria muitos custos que existem hoje’, comentou.” Mas faz um alerta.
Ainda sobre experiências, cita que “A empresária Maria Gelci Rambo de Carvalho também utilizou o método. ‘Eu sentia muitas dores. Tinha muitos problemas e a auto-hemo me ajudou a superar. Depois de algumas aplicações as dores sumiram’, disse ela, que conhece outras pessoas que fizeram as aplicações. ‘Eu vi gente que definhava de câncer recuperar a vitalidade e ganhar mais qualidade de vida’, conta. ‘É claro que as pessoas não devem abandonar seus tratamentos médicos, mas é uma terapia complementar’, conta.
“Permissão”
O jornal paranaense recorda que “A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em abril de 2007 uma nota técnica alertando que a auto-hemoterapia ‘pode causar reações adversas, imediatas ou tardias, de gravidade imprevisível’.”, que ‘A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), O Conselho Federal de Medicina (CFM) e de Enfermagem (CFE) também se posicionaram contra.’, explicando que ‘Eles alertam que o método não foi submetido à estudos clínicos e por isso não recomendam.”
Como se sabe, a Nota da ANVISA não tem base científica nem legal; trata-se de um documento completamente confuso, da mesma forma que a SBHH não apresentou qualquer argumentação séria a respeito da auto-hemoterapia. O CFM, por sua vez, baseou-se em parecer superficial para tratar do assunto, chegando depois a permitir a auto-hemoterapia feita pelos anestesistas.
Profissão
Quando parte para ouvir os médicos e autoridades da saúde, o jornal encontra um verdadeiro terrorismo, que tenta levar o medo à população. Vejamos o que diz a matéria:
“Conforme o médico Márcio Marreiros não há base científica que comprove qualquer benefícios da técnica. “Eu atribuo as melhoras em determinados sintomas ao fator psicológico. As pessoas acreditam tanto que vai dar certo, e dá certo”, diz ele. “Nunca tive a oportunidade de consultar um paciente logo após a aplicação. Mas, pelos relatos que ouvi, me parece um processo bastante doloroso, com risco de hematomas ou equimoses”, disse. “É uma técnica que não é aprovada pelo conselho. Tem havido muitos questionamentos por parte de pacientes, mas realmente não artigos científicos que comprovem qualquer eficácia nos tratamentos com essas aplicações”, acrescentou.”
Quando ele diz que “não há base científica que comprove qualquer benefícios da técnica.”, o médico vai de encontro a centenas de trabalhos científicos que o CFM faz questão de ignorar ou tratar de forma enviesada.
Ao afirmar: “Eu atribuo as melhoras em determinados sintomas ao fator psicológico. As pessoas acreditam tanto que vai dar certo, e dá certo”, o médico tenta fazer todo mundo de idiota, pois ignora toda uma prática documentada e relatada; ou será que a verdade só estaria do lado deles (médicos que combatem sem argumentos)?
Ele vai além e diz que “Nunca tive a oportunidade de consultar um paciente logo após a aplicação. Mas, pelos relatos que ouvi, me parece um processo bastante doloroso, com risco de hematomas ou equimoses”. Onde está o processo doloroso, se a auto-hemoterapia usa seringas iguais às que são usadas para colher sangue nos laboratórios e as mesmas que servem para aplicar injeção nos hospitais, ambulatórios e postos de saúde? Os riscos que ele fala são os mesmos riscos que todo mundo corre ao procurar os médicos, de cujos erros muitas vezes são vítimas até fatais.
Por fim o Dr Márcio alega que “É uma técnica que não é aprovada pelo conselho.”. Já vimos que o Conselho Federal de Medicina tratou da questão de forma superficial e tendenciosa, ignorando os trabalhos científicos existentes nas bases de pesquisa.
Secretaria
Continuando a matéria, foi registrado que “Em Guaraniaçu, a Secretaria municipal de Saúde, através do departamento de vigilância sanitária, também alerta a população. Segundo a nota enviada ao Jornal Correio, o método é 'ilegal' e constitui infração sanitária. “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nota técnica recomendatória sobre essa irregularidade”, comenta a responsável pelo setor, Aline Cruz.” A responsável cumpre seu papel de obedecer as orientações da ANVISA, porém é preciso lembrar que a Nota daquela agência é cheia de falhas, constituindo-se num verdadeiro abuso de autoridade.
O abuso de autoridade da ANVISA leva a Secretaria Municipal a também agir de forma arbitrária, pois a sua representante diz que “um flagrante da Vigilância Sanitária pode resultar na autuação do sujeito por exercício da atividade sem o referido diploma. Se a pratica estiver sendo exercida por enfermeiros, médicos e farmacêuticos, além de encaminharmos os autos de infração às autoridades competentes, será comunicado aos conselhos regionais de classe para as devidas providências”, alerta. Acrescenta eu “Quando a denúncia apontar que a prática esta sendo feita em residência, a Visa estará pedindo apoio policial e encaminhará a denuncia ao Ministério Público por pratica contra o cidadão e por ferir a coletividade”,diz. Como se vê, aquele órgão está ventilando a possibilidade até de invasão de domicílio, pois ao contrário do que a ANVISA diz, auto-hemoterapia não é infração sanitária nem está capitulada como crime em nenhuma lei.
O amedrontamento praticado pelos órgãos da área médica e autoridades sanitárias é tanto que o periódico mostra que “Embora diversos locais realizem as aplicações na região, nenhum autorizou a divulgação nesta reportagem. O medo da polêmica ou da punição da classe profissional impera sobre a técnica.” – revela.
Desde 1911
A reportagem expõe, ao final, sobre “A auto-hemoterapia na França, em 1911, introduzida pelo médico Francois Ravout como proposta para tratar febre tifóide. Em 1938, numa tentativa de encontrar um tratamento eficaz para infecção ela voltou a ser empregada. Nessa época os antibióticos ainda não estavam disponíveis, e isso levou o médico francês Gaston de Lyon a propor injetar sangue da própria pessoa no membro afetado para evitar amputação. O tratamento gerou alguns resultados, motivo pelo qual se popularizou na Europa até a década de 50. Depois, foi perdendo o seu apelo, com a introdução de novas drogas antimicrobianas.” – conclui.
Trata-se de mais uma mostra de como as entidades médicas e autoridades sanitárias estão semeando o terror e o medo no Brasil inteiro, na tentativa de dificultar o uso de uma técnica que vem sendo utilizada há mais de cem anos, com êxito, por milhões de pessoas.
Walter Medeiros (25/09/08)
Vida longa para o Dr Luiz Moura.
marcus (26/09/08)