Quinta-feira, 9 de setembro de 2010
21/07/10

Drica: um ano depois, o mistério continua

Mais de um ano depois, os mistérios que cerceiam o desaparecimento de Adriana da Luz da Cruz, a Drica continuam sem respostas. A mulher, de 30 anos, foi vista pela última vez no dia 25 de junho de 2009 após deixar a filha de seis anos em uma escola de educação infantil no centro de Laranjeiras do Sul. O carro que dirigia, um Fiat Siena vermelho, foi encontrado abandonado no dia seguinte no aeroporto de Rio Bonito do Iguaçu.
Drica era mulher de Pedro Konjunski até um ano antes de seu desaparecimento. Eles moravam em Cantagalo, junto com a filha. Na época o processo de divisão de bens, devido a separação do casal, estava na Justiça. Conforme informações repassadas pelo ex-marido, pouco depois do desaparecimento, ambos tinham um acerto que envolvia soja, a casa e lavoura. O montante totalizava aproximadamente R$ 500 mil. No entanto, advogados entraram nas negociações, fazendo com que as conversas regredissem, e que ela desistisse do acordo feito em cartório. No dia 30 de junho, seria paga uma das parcelas da casa que ele entregou no acordo e comprou de volta. Konjunski relatou ainda que Drica também queria que as terras fossem registradas no nome da filha.
Após a separação, Adriana veio morar em Laranjeiras do Sul. Ela trabalhava a seis meses em uma cerealista de Gilberto Col Debella, com quem supostamente estava namorando. O empresário também foi procurado em 2009. Na ocasião, ele não quis gravar entrevista, mas relatou que a tinha visto pela última vez na quinta-feira de seu desaparecimento, quando almoçaram juntos no restaurante do Reni. Col Debella relatou ainda que não estavam namorando, porque ela não havia resolvido seu caso com o ex-marido.

INVESTIGAÇÃO
As investigações iniciaram logo após seu desaparecimento. A Polícia Civil de Laranjeiras do Sul, com ajuda do serviço reservado da Polícia Militar, o P2, trabalhavam com várias linhas de investigação e desde o início restringiram informações detalhadas à imprensa.
Na época, a 2ª Sub Divisão Policial ainda era comanda por Lino Lopes. No pouco que foi dito, o então delegado relatou que várias pessoas haviam sido ouvidas. As principais possibilidades eram de desaparecimento voluntário ou homicídio. Os trabalhos concentravam-se no confronto de depoimentos e análise de conversas telefônicas.
Atualmente o caso está sob cuidados do delegado Helder Andrade Lauria. Segundo ele, ainda não é possível afirmar nada, pois não existe nada. “Continuamos com as investigações, mas não há nada de concreto”, ressalta.
A reportagem do Jornal Correio entrou em contato com alguns investigadores, mas nenhum deles soube precisar informações. O número de celular, que possivelmente seria da irmã de Drica, também foi tentado diversas vezes, mas não houve retorno.


 

 



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