Com mais de 138 mil cabeças de gado de corte, Guaraniaçu reúne atualmente o segundo maior rebanho bovino estadual deste gênero, ficando atrás apenas de Ortigueira, que possui 149.164 cabeças. De acordo com dados repassados pela secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), na terceira colocação está Umuarama com 133.458 cabeças e em quarto lugar encontra-se Paranavaí, com 131.601 cabeças.
Porém, se os números forem analisados em relação a extensão territorial de cada município em quilômetros quadrados, Guaraniaçu acaba se tornando o maior produtor de gado de corte do Paraná, com 112,6 cabeças por km². Isso porque sua área territorial é de 1.225 km², enquanto Ortigueira conta com uma extensão territorial de 2451 km², ou seja, possui 60,8 cabeças por km², o que a colocaria na quarta colocação. Ainda de acordo com estes dados, Umuarama com 1.227 km² tem uma produção de 108,7 cabeças por km². Já Paranavaí, com extensão territorial de 1.206 km² conta com uma produção de 109 cabeças por km². Sendo assim, elas praticamente dividem a segunda posição.
PECUÁRIA DE CORTE
A pecuária bovina de corte possui longo ciclo de produção, variando de quatro a sete anos, de acordo com o nível de tecnologia adotado pelo produtor. A produção de gado de corte é dividida em diversas fases, que podem ou não estar integradas dentro da mesma propriedade rural. São elas: cria, recria e engorda. Todas desenvolvidas em pastagens.
A fase de cria concentra-se na produção de bezerros de sete a nove meses mantidos ao pé da vaca. Já a fase de recria, que varia de dois a quatro anos, vai da desmama até a época de acasalamento das fêmeas e engorda dos machos. Enquanto a fase de engorda tem duração aproximada de 12 meses, sendo na sua quase totalidade, realizada em pastagens ou em menores proporções nos confinamentos.
GUARANIAÇU
Em Guaraniaçu, atualmente, 1.508 propriedades abrigam rebanho bovino de corte, sendo que ao todo o município conta com 2.567 propriedades rurais cadastradas pela secretaria municipal de Agricultura. Entre as principais raças produzidas no município, destacam-se Nelore, Charolês, Simental, Aberdeen Angus, Jirolando, Jersey e outras raças zebuínas com europeias.
Porém, nem tudo são flores. Mesmo tendo o segundo maior rebanho de corte, praticamente toda a produção guaraniaçuense é levada para o abate em frigoríficos de outras cidades, já que o município não possui local próprio. Segundo o prefeito Ronaldo Cazella, o governo municipal está em busca de parcerias, algumas já adiantadas, que visem a implantação de um mini-frigorífico e abatedouro no município. “Esse é nosso desejo desde o início do mandato. Pois, com a implantação de um frigorífico estaríamos absorvendo essa produção, seriam criados novos empregos e haveria aumento da receita, através dos impostos”, explicou.
O município também cumpre a risca a vacinação da febre aftosa, atingindo um total de 99,8 % do rebanho vacinado na última campanha realizada em junho.
ALCATRA NA BRASA
Em relação a divulgação do rebanho bovino de corte, a administração municipal estuda a possibilidade da realização de uma festa, com a criação de um prato especial. A ideia, de acordo com o prefeito, é que o evento seja realizado anualmente. “Já estamos analisando alguns pratos. Porém, queremos criar um inédito não só no município, mas também em nível de Paraná. Pessoalmente estou sugerindo a realização da festa da Alcatra na Brasa, que poderia abranger ainda outros pratos que levariam alcatra em sua receita”, concluiu Cazella.