Editorial
 Ciclovia: boa para saúde, economia e meio ambiente. Boa para todos!

No dia do ciclista (ontem), a prefeitura de Laranjeiras do Sul anunciou uma novidade para os praticantes da modalidade sob duas rodas: a tão esperada ciclovia finalmente será construída.

Mais do que contemplar um público de uma modalidade esportiva, a chegada de uma ciclovia tem fins de interesse coletivo. Em tempos de racionamento financeiro e de poluição, deixar o carro na garagem e optar por sair de bike é uma medida que faz bem ao bolso e ao meio ambiente. Não se gasta com combustível. Também não se emite gases poluentes na atmosfera.

Ainda mais além, o ciclismo é aliado à vida saudável. Os benefícios são vários: fortalece a musculatura, auxilia a saúde do coração, reduz o estresse, melhora a respiração, o equilíbrio, entre outros.

Por fim, os ciclistas laranjeirenses finalmente poderão transitar pela cidade – ou pelo menos em parte dela – com maior segurança. A estupidez e falta de prudência dos motoristas locais por vezes desrespeita tanto amantes do veículo sob duas rodas quanto pedestres – causando acidentes frequentes. Com a nova via de trânsito, o problema tende a ser minimizado.

A medida também pode servir de incentivo para outras cidades. É Laranjeiras do Sul entrando na era responsiva!

 

Nada que uma boa conversa não resolva

Todo diálogo tem importância, seja ele na família, no trabalho, na política e conflitos de qualquer espécie. Nada supera a boa conversa, quando o assunto é discutível.  Devemos lembrar que é fundamental para dar o primeiro passo ao se resolver problemas e evitar que outros apareçam. Por isso, pense com carinho no diálogo. Ele pode ser a melhor saída para muitos problemas. Esse preâmbulo, é para pontuar o passo importante que Mauricio Macri, atual presidente e candidato à reeleição na Argentina, e Alberto Fernández, principal opositor e forte concorrente ao cargo, deram ao conversarem na quarta-feira (14) e se comprometerem a colaborar no que fosse possível para que o processo eleitoral e as incertezas políticas não afetem tanto a vida dos argentinos nos próximos meses.

O resultado das prévias das eleições no país vizinho, com vitória da oposição, surtiu como um furacão na economia global tão textualizada na atualidade.

Em síntese, do jeito que a economia caminha, qualquer risco vira um rabisco! Tanto o é, que o imbróglio, entre Estados Unidos e China, tem sido o fiel da balança todos os dias nas bolsas de valores de todo o mundo.

É mais ou menos assim, uma piscadinha de Trump para o líder chinês Xi Jinping, acenando um acordo, pronto as bolsas sobem e o mundo ganha, mas o contrário também procede, qualquer cara feia de um dos lados, as bolsas despencam e muita gente perde. É o vai e vem da economia, que se mostra tênue e de uma fragilidade espantosa, quando se sabe que trilhões de dólares são movimentados diariamente nas bolsas de valores. Isso prova que nem o dinheiro está livre de uma fofoca, e como elas (as fofocas) pesam sobre ele.

Mas, nem os trilhões de dólares movimentados diariamente, são mais fortes e congruentes que uma boa conversa.

Voltando à Argentina, o mercado parece ter respondido bem às declarações dos dois principais candidatos à presidência nas eleições do dia 27 de outubro. O dólar ontem, pela primeira vez na semana, caiu, chegando a valer 55 pesos argentinos, uma queda de 8 pontos em relação aos 63 que chegou a atingir no dia anterior.

As eleições primárias argentinas que ocorreram no último domingo, funcionam como uma grande pesquisa nacional.  Alberto Fernández e a sua vice, Cristina Kirchner, alcançaram 47% dos votos, mais do que os 45% necessários para levar a vitória em primeiro turno. Macri recebeu 32% dos votos.

No entanto a conversa, a exemplo da crise, tem seus dois lados, pois dependendo do tom da proza, a situação pode degringolar. Por isso seria importante, alguém dar um toque no nosso presidente, para ele controlar a língua, uma vez que a palavra vinda da boca do chefe do Executivo de um país da importância do Brasil, tem um peso imensurável!

Acessibilidade tecnológica

Anunciado ontem pelo governador Ratinho Junior a assinatura de protocolo com a Microsoft Brasil, que permitirá o acesso ao software educacional por alunos e professores da rede pública estadual de ensino como ferramenta de aprendizado e capacitação.

Sem dúvidas, a iniciativa colocará o Paraná à frente dos demais estados brasileiros em qualificação do ensino na rede pública, que a cada dia fica mais próxima da privada.

A qualificação do ensino tem provocado inclusive uma migração de alunos das escolas particulares para as públicas. Esse fenômeno tem ocorrido em Laranjeiras do Sul e sempre é citado pelo prefeito Berto Silva, quando o assunto é avanço na educação.

No caso do Paraná, a parceria firmada entre o Estado e a Microsoft, possibilitará às instituições de ensino público acesso à inúmeras plataformas que servirão aos estudantes e também   como apoio acadêmico e treinamentos para os professores.

Além disso, está incluída a oferta de capacitação do corpo docente que, por meio do programa Professores Embaixadores, terá acesso a treinamentos para inserção de tecnologia no processo de aprendizagem por meio de ferramentas cedidas no acordo.

Os profissionais serão beneficiados com um registro no maior portal de colaboração mundial para professores e diretores de escolas, a Comunidade de Educadores Microsoft, que concede acesso a recursos específicos e gratuitos para capacitação de professores e dirigentes de instituições de ensino.

Isso é um grande avanço, pois a informática nos dias atuais esta presente nos mais variados meios, participando e influenciando diretamente na vida das pessoas, em setores como a educação, aonde ela vem sendo utilizada como uma ferramenta pedagógica. Desempenhando um papel importante no processo de ensino aprendizagem, otimizando trabalhos, pesquisas e busca de conhecimento científico. Doravante a informática tem se apresentado não apenas como uma ferramenta de auxilio no desenvolvimento de tarefas, mas sim como uma tecnologia que vai além de uma simples comunicação de dados, tornando assim um meio poderoso para o avanço no ensino.

O anúncio feito pelo governador foi recebido com muito entusiasmo pela classe estudantil da rede pública, que terá, a partir da liberação do acesso ao software educacional, a mesma oportunidade daqueles que estudam na rede privada.

É direito não dar direito?

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri, retirou-se da sessão em homenagem à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que recebeu o título de Cidadã Benemérita do Paraná. “O fascismo não se homenageia. O fascismo se combate”, disse Veneri.

Ele disse à ministra que não se sentia à vontade em participar de uma sessão em que se homenageia a representante de um governo que tem uma concepção de direitos humanos muito diferente daquela que acredita. Veneri votou contra a proposta de concessão do título à Damares por entender que as ações deste governo na área de direitos humanos não podem ser respaldadas por uma sociedade democrática.

Essa atitude deixa claro, que para o parlamentar os “seus direitos humanos” não dão direito de pensar diferente daquilo que ele interpreta como certo.

Se formos averiguar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, percebemos no artigo 2º, o seguinte:

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Portanto, é prematuro afirmar que o atual governo desrespeita a posição e opinião política de quem quer que seja, pois até o momento não se registrou nenhum abuso de poder, prisão, morte ou outrem, que contrariem a Declaração.

A opinião explicitada por Bolsonaro, sobre a esquerda, ainda em campanha, foi avalizada pela maioria dos brasileiros na última eleição. A contestação do parlamentar deve ser respeitada como direito de expressão, mas ele também precisa respeitar quem pensa diferente. A atitude dele não só constrangeu uma mulher, mas acima de tudo, violou uma cláusula da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Poderia sim Veneri, ter deixado o recinto sem chamar para si as luzes do holofote, seria uma atitude bem mais civilizada e condizente com aquilo que ele diz defender.

Profissão em alta

Hoje é comemorado o Dia do Economista, porque foi nessa data que o ex-presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei Nº 1.411, de 13 de agosto de 1951, que oficializava a criação da profissão de economista no Brasil.

O economista é o profissional que compreende a forma como as sociedades usam seus recursos materiais, visando produzir e distribuir bens e serviços. Na prática, o economista é um profissional multifuncional, atuando tanto em bancos e setores financeiros, como também em ramos da área comercial, administrativa e internacional.

Em Laranjeiras do Sul, o curso é oferecido nas versões presenciais (UFFS) e à distância em várias EADs, que atuam na cidade.

O mercado de trabalho para quem exerce a função, está entre os que mais cresceram na última década, impulsionado pelo rápido desenvolvimento e a escalada do Brasil como uma das maiores potências econômicas do mundo.

Mesmo com o avanço da recente crise e a diminuição no ritmo de contratações, a profissão continua a despertar o interesse de um número cada vez maior de jovens por todo o Brasil.

Motivos para isso não faltam: a área de trabalho é ampla e diversificada, há oportunidades bem interessantes no setor público e privado, sem contar a possibilidade de atuar como autônomo e a chance de embolsar um bom salário no fim do mês.

Um economista pode trabalhar em inúmeros segmentos – muito mais do que aqueles que estamos acostumados a imaginar.

O local mais fácil de encontrá-los é no departamento de Economia e Finanças de empresas de todos os portes e áreas de atuação. Também são muito numerosos em órgãos públicos, autarquias e bancos.

A missão do economista é acompanhar de perto os movimentos dos mercados no Brasil e no mundo e, a partir daí, definir o melhor rumo a ser tomado. Num País em recessão, seu trabalho tornou-se vital para sobrevivência econômica em diversos setores.

Para quem está em dúvida em qual profissão optar, quem sabe neste dia 13 de agosto, não se decide pela Economia. Se assim, o for, sucesso!

 

Quem é mesmo o sexo frágil?

O mês de agosto é conhecido como o Agosto Dourado e também como o Agosto Azul. Na primeira, a campanha é dedicada ao incentivo e orientação do aleitamento materno e na segunda, dedicada a alertar os homens sobre a importância dos homens também cuidarem da saúde.

As mulheres são rotuladas como o sexo frágil e talvez por isso mesmo não tem medo ou vergonha de procurar o serviço de saúde quando necessário.

Já os homens, que são durões e ‘machões’ não possuem tanta facilidade. Costumam só procurar ajuda médica quando realmente já não há outra solução.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o termo saúde é definido como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade”.

Com base nisso, segundo a OMS, por serem mais sensíveis, as mulheres são mais suscetíveis a desenvolverem depressão. Mas nem por isso os homens não terão.

Desde pequenos, os homens são ensinados que devem ser fortes, com velhos ditados como “homem não chora”, ou ainda menosprezando mulheres como “mulher não joga futebol; menina não brinca de carrinho” e por aí vai.

O fato é que isso é cultural. Provavelmente o pai do seu pai não ia ao médico, consequentemente o pai não ia e agora a nova geração também acha frescura. Por isso, finalizamos com a uma frase muita famosa de Dalai Lama: “O que mais me surpreende na vida é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido” .

Mais tecnologia e menos empregos no campo

 

Foi-se o tempo que a agricultura exigia força física e muito suor de quem plantava. Os tempos são outros.  A crescente demanda mundial por alimentos faz com que a busca por tecnologia no campo também seja grande por parte dos produtores rurais. Os equipamentos, as máquinas agrícolas, sementes e defensivos precisam cada vez mais ser eficientes.

A perspectiva positiva para a comercialização de máquinas, em especial para os próximos anos, é decorrente a demanda por alimentos, a necessidade cada vez maior de produtos, faz crer que haverá uma crescente nos próximos anos se não houver nenhum tipo de freio ou dificuldade externa, alheia a própria economia e demanda da agricultura.

A cada dia cresce também a tendência por tecnologia. O agricultor tem que ser cada vez mais eficiente. Ele tem que reduzir o custo operacional dele, controlar melhor seus custos para poder ter a garantia da rentabilidade independente do clima e isso passa muito pelas máquinas. A tecnologia embarcada, a tecnologia do escritório terá uma demanda aceleradíssima e quanto mais tecnologia que reduz o custo de operação, melhor é a eficiência da operação.

No entanto a adoção tecnológica no agronegócio reduz a demanda por mão de obra no setor. Segundo pesquisa, as vendas de tratores e colheitadeiras nos últimos 11 anos cresceram quase 50%. No entanto, os números mostram que, no mesmo período, o agronegócio passou a empregar 1,5 milhão a menos de pessoas.

Entretanto, tem a compensação, pois essa mão de obra é absorvida por setores da economia que têm vantagens com aumento da produção agropecuária, como o segmento de serviços. Além disso, os benefícios trazidos pela modernização compensariam a queda do nível de oferta de empregos no campo.

O dado pode representar uma compensação feita pela tecnologia. Enquanto as máquinas substituem a mão de obra, a produção contínua aumenta a demanda por trabalhadores e assim segue a roda-viva da economia, enquanto fecham-se algumas portas, abrem-se outras, mas para fazer parte desse contexto é preciso se qualificar. O segmento não aceita comodismo, até pela sua versatilidade e competitividade.  Isso serve tanto para quem contrata quanto para quem trabalha.

 

 

O preconceito é mais amplo do que imagina

Se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em meio às diferenças. A origem da palavra tolerância deriva do latim tolerare e tem o sentido de suportar, aceitar o que não se quer ou o que não se pode impedir. Intolerância, portanto, é não aceitar aquilo que destoa do que se deseja.  Isso é construído culturalmente e tem crescido ao invés de diminuir.

Mas a intolerância vai além da preferência sexual, da cor, da religião, das crenças, apesar de serem estas as mais comentadas.

No entanto, pouco se fala sobre a intolerância estética e social, que está enraizada na sociedade brasileira.

Na verdade quem mais sofre preconceito e intolerância nesse país é o feio. Desde criança, se a pessoa não tem o mínimo de beleza padrão, sofre bullying, ganha apelidos, enfim sofre as consequências da genética que a natureza lhe deu. Tem se falado, mas muito pouco, sobre a gordofobia. Como se o obeso ou obesa, tivessem optado pela genética, só para ser achincalhado.

No dicionário o sinônimo de obeso é um acinte: barrigudo, balofo, leitoado, abdominoso, barrigana, barrigana ou baselga, só para citar os mais pejorativos. O pior que todos estes adjetivos, podem ser usados normalmente em textos ou falas, sem qualquer restrição ou perigo de sofrer uma sanção judicial. Não é xingamento é linguagem coloquial.

Mas, o preconceito não para por aí, podíamos falar dos idosos, dos baixinhos, dos indigentes, dos analfabetos e de tantas outras categorias, sociais ou estéticas, que precisaríamos de mais que um editorial para concluirmos o assunto.

Logicamente o preconceito ou a intolerância são repugnáveis sob qualquer aspecto, no entanto, muitos deles ainda permeiam nosso cotidiano, sem que percebamos, o quanto muitas vezes somos cruéis, em avaliar alguém por sua condição social, cultural ou estética.

A intolerância não pontua só no conceito de gêneros ou racial como comumente é pregado nas mídias sociais e na imprensa, pois ela vai muito além desse contexto. Só quem é feio, gordo, pobre, sabe mensurar o quanto sofre com isso.

 

Cultura machista

A violência doméstica, infelizmente vem crescendo dia a dia em nossa região. No entanto não existe um estudo específico sobre o porquê da gradação do problema.

O número de registros de violência doméstica no Paraná tem aumentado. De janeiro a junho deste ano foram 26.228 ocorrências, contra 21.048 no primeiro semestre do ano passado. O  aumento foi de 24,6% (ou 5.180 registros a mais). São ocorrências de diversas naturezas, desde agressão verbal até lesão corporal, contra ambos os sexos, sempre dentro do ambiente doméstico.

Diariamente nos relatórios policiais estão descritas situações que beiram inclusive a crueldade, como um caso, em Laranjeiras do Sul, que o marido embriagado, queria obrigar sua esposa doente, com muitas dores, a trabalhar. Suas filhas interviram em defesa da mãe e foram agredidas. O episódio virou caso de polícia e o acusado foi levado para a delegacia.

No Paraná existem 20 Delegacias da Mulher, distribuídas por todo estado. Estes são os locais mais indicados para que vítimas de qualquer forma de violência doméstica possam buscar ajuda e orientação logo ao primeiro sinal de abuso.

Há anos, se fala na criação de uma delegacia da mulher em Laranjeiras do Sul, mas até o momento o assunto não saiu do discurso.

Certamente  com instalação de uma delegacia especializada, as ocorrências não diminuiriam, no entanto, facilitaria em muito a resolução de casos e quem sabe intimidaria os autores.

No entanto, o problema da violência domésticas na região extrapola a razão, ele está intrínseco na nossa cultura, onde impera o machismo e a balela de que na relação, o homem  manda e a mulher obedece.

E essa prática, por incrível que pareça, não é privilégio das classes menos abastadas e menos alfabetizadas, pois essa cultura atinge toda a pirâmide social, porém, como é praxe, o noticiário potencializa os casos registrados nas famílias mais humildes, dando a impressão que nas classes média e alta, o problema não existe. Ledo engano, existe sim e na mesma proporção.

 

Precisamos mudar

O povo brasileiro é trabalhador, receptivo e alegre, são alguns predicados que estampam nosso perfil para boa parte do mundo.

Mas, infelizmente nem tudo é assim. Temos também o lado pejorativo, como mal-educado, oportunista e ladrão, que estampam nosso perfil, para outra boa parte.

Infelizmente a nossa fama não é boa, carregamos a pecha de sermos um povo que não merece confiança.

E a culpa é de quem? A culpa é de todos, não podemos crucificar ninguém isoladamente. Essas características vêm dos nossos antepassados., não tem como fugir, mas tem como mudar.

É comum querermos levar vantagens, passar o outro para trás. Institucionalizamos a famosa Lei de Gerson, que está intrínseca na nossa cultura.

Fizemos esse preâmbulo para citar um fato ocorrido em Salvador na Bahia, com uma “Geladeira Solidária”. Esse é o nome de um programa cujo objetivo é disponibilizar o eletrodoméstico para receber doações e disponibilizar alimentos de graça para moradores de rua.

Funciona assim: o equipamento é colocado em um ponto da cidade e a pessoa que precisa, pode retirar o alimento que necessitar para saciar a fome e pronto. Não paga nada, por isso.

A ideia é muito boa e humana acima de tudo.

Porém, uma geladeira destas foi furtada de um ponto na capital baiana. Levaram o aparelho e todo o alimento contido nele.

E então? Somos ou não somos um povo que não merece confiança?

Mas alguém pode falar, mas são casos raros e isolados.  Realmente, são raros os casos com a mesma dimensão, que ganham a repercussão que esse ganhou. Por isso, as pessoas imaginam que isso não acontece com frequência. Só que acontecem sim. Cada vez que um brasileiro tenta furar uma fila, estaciona em uma vaga para idoso ou deficiente, sem sê-lo, ou tenta subornar um guarda, ou se aceita o suborno, ele está cometendo o mesmo deslize que o ladrão que furtou a “Geladeira Solidária” em Salvador. Furtando o direito de outrem.

E assim sendo, como exigir que nossos representantes nas esferas políticas sejam diferente e ajam com dignidade.

Muitos que estão lá, subornaram, compraram, se venderam e se corromperam. No entanto, só estão lá, porque muitos se venderam e foram corrompidos, por aqueles que estão lá a nos representar.

Por isso, é que nossa fama não é boa, porque todos os dias milhares de “geladeiras solidárias” são furtadas, ou pelo eleito ou por quem os elegeu. Há, vale lembrar que a educação, a índole e o caráter, são exemplos que precisam ser dados em casa. Só assim seremos merecedores de  respeito!