Editorial
A força da mulher rural

Quando se trata de pequenos e médios produtores rurais há um ponto em comum na maioria dos casos. A união da família na lida com os trabalhos na propriedade. Com organização e dedicação, famílias atuam e desenvolvem agricultura e pecuária, buscando melhorias e inovações para um melhor desempenho e diversificação.

A participação da mulher no campo é primordial, pois em muitos casos é ela quem dá o suporte necessário para que os homens tenham a possibilidade de atuar em mais de uma frente. Mas em outros, a mulher é quem comanda a propriedade, trazendo um espírito empreendedor e um olhar detalhista que faz a diferença.

Atualmente, elas  ocupam cargos de liderança em propriedades rurais, entidades de classe e empresas dos vários elos da cadeia da produção de alimentos. Esse cenário é comprovado com pesquisas e estudos realizados, como a 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, iniciativa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) e consultoria Informa FNP, que mostra que uma em cada três propriedades rurais do Brasil possui mulheres em sua equipe de gestão, com poder decisório. Além disso, a pesquisa apurou que 81% dos entrevistados consideraram a mulher de importância vital e muito relevante no campo. Numa atividade cada vez mais complexa e competitiva, na qual as modernas tecnologias ganham cada vez mais espaço nas propriedades rurais, informações consistentes e conhecimento técnico fazem-se extremamente necessários para obter a tão desejada alta produtividade e rentabilidade.

Essa deferência à mulher  esteve inserida em evento realizado ontem em Virmond, o Encontro das Amigas do Leite da Cantu,  que reuniu cerca de 250 mulheres que atuam na atividade leiteira.

Estiveram presentes na oportunidade produtoras de vários municípios da região que acompanharam atentas as palestras sobre manejo, ordenha e qualidade do leite.

Isso demonstra que elas querem mais. Querem se qualificar, querem mais produção, mais tecnologia e mais oportunidades. Essa atitude reflete compulsivamente em mais qualidade de vida,  também para suas famílias e a consequência disso é o desenvolvimento de vários setores da economia o que representa um avanço significativo para toda a região. A propósito, ontem também foi o Dia da Mulher Rural e o evento realizado em Virmond, selou a data com muitas homenagens. 

Com direitos exercidos,  a luta contra o câncer é facilitada

Milhares de mulheres tiveram câncer de mama no Brasil e foram afastadas do trabalho. Só este ano, a estimativa é de que 59.700 novos casos sejam diagnosticados, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Trabalhadoras com neoplasia maligna de mama têm direito ao auxílio-doença e, em casos mais avançados, à aposentadoria por invalidez.

Na fase sintomática da doença, toda mulher empregada com carteira assinada pode fazer o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e também do benefício PIS/Pasep — este no valor de um salário mínimo — em agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Também pode-se requerer à Receita Federal a isenção total do Imposto de Renda de Pessoa Física.

Para ter acesso a esses benefícios, é necessário estar na qualidade de segurada da Previdência Social e passar pela perícia médica do INSS para a comprovação da incapacidade de trabalho.

Em casos de aposentadoria por invalidez, a lei ainda prevê um acréscimo de 25% no valor do benefício, caso ela precise de cuidados permanentes de outra pessoa para se locomover, se alimentar, se vestir e tomar banho. Esse benefício, conhecido como auxílio-acompanhante, é pago de forma vitalícia pelo INSS.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) publicou matéria instruindo as mulheres acometidas de cancer, sobre seus direitos. De acordo com O MP as pacientes têm direito a atendimento adequado nas unidades de atenção básica, pois a prevenção é fundamental para a identificação precoce da doença. Conforme avaliação médica, a paciente é encaminhada para exames, como a mamografia. Esse exame é ofertado pela rede pública de saúde especialmente a mulheres a partir dos 50 anos de idade – maior faixa de risco para desenvolvimento da doença – mas também pode ser disponibilizado às demais pacientes, independentemente da idade, a partir de indicação médica.

Pelo tratamento ser muito agressivo, a mulher precisa de um tempo maior para se adaptar e algumas empresas têm acordos com sindicatos que garantem uma estabilidade provisória. Em caso de demissão, se conseguir provar que foi devido à patologia, os tribunais entendem como demissão discriminatória e ela pode pedir reintegração ou uma indenização substitutiva.

Em alguns casos, além de retirar a mama, é necessário o esvaziamento de linfonodos da axila, o que pode provocar inchaço no braço em alguns movimentos rotineiros, como passar marcha de carro. Por isso, a compra de um carro automático chega a ter 25% de desconto, já que há isenção de IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) e de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), além de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), para mulheres com câncer.

Além destes, muitos outros direitos são devidos às mulheres portadoras de câncer, que quando enfermas, precisam se fazer valer de todos eles, assim a convivência com a moléstia, até a cura, fica bem mais leve, auxiliando inclusive na cura da enfermidade.

Momento de fé e confraternização

A véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil é perfeita para se falar em fé. Para o brasileiro, a fé está em primeiro lugar, inclusive de acordo com pesquisa da ONG Oxfam Brasil em conjunto com o Instituto Datafolha, sobre o ranking “Prioridades para melhoria de vida, ela vem antes da educação.

Segundo os dados apresentados, para 28% dos brasileiros, a fé é mais importante para ter uma vida melhor do que os estudos (21%), acesso à saúde (19%), o trabalho (11%) e ganhar mais dinheiro (8%). Nota-se um fato relevante, a renda, pura e simples, não é vista como aspecto prioritário para uma vida melhor.

Baseado na frase de Tomaz de Aquino: para aqueles que têm fé nenhuma explicação é necessária”, a pesquisa não surpreende e mostra que a pluralidade e influências que recebemos de tantas culturas, torna o Brasil um país de muita fé.

O povo brasileiro tem expectativa de coisas boas, tem esperança e acredita que tudo vai melhorar, porque a fé move montanhas e a pessoa entende que ela vai ajudá-la a arrastar para as demais coisas. É uma bússola para a vida das pessoas. Esta é a razão de que a fé é mais importante. O brasileiro foca na fé porque ele se torna mais forte, que descobre os propósitos de vida, que triunfa sobre o medo, a ansiedade e o estresse do dia a dia e que gera um caminho para as soluções da vida dele do ponto de vista material, espiritual e comportamental. A fé é o fio condutor do brasileiro.

Vejamos por exemplo a nossa região. Amanhã teremos muitos eventos que reunirão milhares de romeiros e devotos para homenagear Nossa Senhora Aparecida e se confraternizarem com amigos e parentes.

Por outro lado, a fé também produz divisas e muitas comunidades aguardam o dia de Nossa Senhora Aparecida que através das festas, conseguem recurso para investirem na manutenção de capelas e pavilhões.

Então que o dia de amanhã, 12 de outubro, seja repleto de boas ações e de muita confraternização. Opções para rezar e se divertir não vão faltar, é só conferir a matéria da página 6 na edição de  hoje do Jornal Correio.

Investindo no futuro

Parceria com o sistema Positivo de Ensino, informatização, climatização das salas de aula e qualificação dos professores, são algumas iniciativas que merecem destaque

Uma criança, nos primeiros anos de sua vida, tem no ambiente familiar uma fonte única de aprendizado e desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sensoriais. Ao caminhar e movimentar-se, comer, relacionar-se e até mesmo dormir, ela está a cada dia criando seu próprio repertório dentro daquela que é sua primeira noção de mundo.

Para um bom desenvolvimento nesta fase, a criança precisa estar em um ambiente acolhedor, harmonioso e rico em experiências desde o período pré-natal. Isso é possível por meio dos cuidados com a mãe e seu ambiente, e deve continuar a ser promovido de forma intensiva após o nascimento.

Ao entrar na escola, parte do seu intelecto começa a avançar: ela aprende a se posicionar diante dos vários ambientes e grupos onde convive (escola, família, sociedade), a desenvolver um raciocínio crítico e lógico, além de perceber melhor o ambiente cultural e religioso onde se situa.

Ao conviver com várias outras da faixa de idade dela, a criança pode trocar conhecimento com suas coleguinhas, vivendo experiências enriquecedoras, enfrentando novos desafios e trocando informações com pessoas diferentes.

Estudos já atestam que creches qualificadas auxiliam e fazem grande diferença no desenvolvimento intelectual de crianças, já que trazem aspectos muito positivos para a vida da criança no presente e no futuro.

Inseridas nesse contexto estão as ações da administração municipal de Laranjeiras do Sul, que vêm investindo pesado na educação.

Parceria com o sistema Positivo de Ensino, informatização, climatização das salas de aula e qualificação dos professores, são algumas iniciativas da atual administração que merecem destaque.

Como exemplo de empenho pelo ensino público no município, o prefeito Berto Silva, autorizou ontem (9) a construção da Super Creche 3, que será edificada no bairro São Francisco, Loteamento Bom Pastor entre as ruas XV de Novembro e Castro Alves, onde será aplicado R$ 1,6 milhão.

Uma creche ou pré-escola é o ambiente mais propício para que se aprendam habilidades sociais. Por isso, é de suma importância a criação de um espaço seguro e favorável para que as crianças desenvolvam relacionamentos saudáveis, criando suas próprias experiências.

Privatizar ou modernizar?

Por muito tempo se falou e se pediu a privatização dos Correios, sempre com um não por parte do Governo. Agora que essa é uma possibilidade real, é preciso pensar de verdade em quais as consequências disso.

Em uma primeira análise, é fácil pensar que a privatização será uma coisa ótima. Depois de tantas encomendas perdidas, roubadas ou esquecidas por meses nos depósitos dos Correios, uma boa dose de empresa séria seria mais do que bem vinda. Pessoas que podem perder seus cargos, serem demitidas e que serão cobradas por desempenho vão deixar tudo mais eficiente.

Além disso, podemos esperar modernização de processos, logística, maquinário e até treinamento especializado de pessoal. Quem já recebeu entregas de empresas concorrentes como DHL, Fedex, USPS e outros transportadores, percebe que há um pouco mais de profissionalismo e capricho em tudo o que é feito.

A ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) tem o monopólio de cartas no Brasil desde 1978, mas apenas das cartas. Dessa forma, a União é responsável pelo recebimento, transporte, entrega e expedição de cartas. Encomendas diferentes de cartas têm aval de entrega livre no Brasil, basta apenas não conflitar com as cartas como um todo.

Por isso, DHL, Fedex, Transfolha e outras podem, sim, atuar por todo o Brasil. Porém, elas não fazem isso, e muitas se limitam a entregas em grandes capitais.

Empresas grandes, particulares, sabem como é complicado o transporte de carga nesse país. Muitas que fazem isso gastam um bom dinheiro com seguros, escoltas e manutenção de caminhões e vans devido aos buracos em rodovias.

Qual empresa em sã consciência gostaria de tomar o lugar dos Correios? Por Lei, os Correios são obrigados a atender todos os CEPs do país. E não apenas direto na porta, mas também com agências minimamente próximas. Qual empresa gostaria de ter uma agência em, por exemplo, Manacapuru, cidade do Amazonas com menos de 100 mil habitantes?

Mas a decisão da privatização, embora seja interessante, não é tão simples e tão fácil de ser tomada.

Então, quando falamos de entregas, das nossas encomendas de importação que ficam meses perdidas no fluxo postal, realmente seria bom contar com um serviço decente. A máquina dos Correios está inchada, precisa de renovação e de processos mais enxutos, gastando menos e servindo mais, tirando quem só suga recursos.

 

Sarampo toma conta do Paraná

O sarampo vem causando grande preocupação para a saúde pública. A doença, que já estava erradicada no Brasil, com certificado concedido pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS), em 2016, teve seu certificado retirado neste ano, por conta de um surto da doença em 2018 com mais de 10 mil casos registrados especialmente no Amazonas e em Roraima.

O Brasil tem um modelo considerado exemplar quando o assunto é o calendário de vacinação, mas a oferta de vacinas no SUS não tem sido suficiente para garantir a taxa desejável de cobertura vacinal da população.

Por causa disso, em 2017 o país teve o menor índice de vacinação em crianças menores de um ano em 16 anos. Todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo da meta de cobertura ideal.[R1]

Ontem, iniciou uma campanha nacional de imunização contra o sarampo. A doença vem se espalhando muito rapidamente, nas últimas semanas, no Paraná.

Conforme o boletim divulgado ontem, são 59 pessoas diagnosticadas com a doença. 20 a mais do que no último boletim divulgado.

Serão duas etapas de imunização, conforme pode ser conferido na página 4, da edição de hoje.

Mas as pessoas precisam se conscientizar da importância de vacinar toda a família. A vacina é o meio mais eficaz e melhor de tudo, gratuito, para evitar qualquer doença. Pense nisso.

A comunicação evoluiu

Semanalmente, recebemos visita de alunos em nossa sede, interessados em saber sofre o funcionamento e todo o processo de produção do jornal impresso. São alunos das mais diferentes idades.

Na maioria das vezes, as professoras estão trabalhando em sala de aula os diferentes meios de comunicação e a visita vem como um reforço a essa aprendizagem. Os meios de comunicação nada mais são do que instrumentos que possibilitam a difusão de informações e a comunicação entre as pessoas.

Com o passar dos anos, a forma de se comunicar sofreu inúmeras transformações na medida em que a sociedade e as tecnologias também evoluíram. Essas transformações diminuíram as distâncias entre os povos e possibilitaram a disseminação cada vez mais rápida de informações.

Em tempos modernos, o jornal impresso não é mais encontrado em todas as cidades. Em muitos, o jornal digital é a principal fonte de informação. Além disso, como 70% da população tem acesso a internet, conforme a pesquisa TIC Domicílios, hoje em dia qualquer um pode se passar por repórter, tirando uma foto e publicando um texto junto.

Mas o que difere isso de um jornal, é a qualidade na informação. Buscamos sempre a informação mais correta possível, para levar ao leitor a notícia assim como ela realmente aconteceu.

E ter ainda crianças e jovens que se interessam por saber em como tudo isso é feito é algo que nos orgulha e nos deixa muito felizes. Agradecemos a todos os professores e diretores que buscam nosso meio como inspiração e como modelo de comunicação.

E aos que ainda não conhecem como é o processo de produção do jornal, basta apenas agendar o dia, pois estamos sempre dispostos a recebe-los.

 

 

Economia em alta

Recentemente o presidente Jair Bolsonaro disse ter convicção de que o Brasil vai superar os eventuais problemas que possam surgir se houver uma crise econômica mundial. No mês passado, houve pânico nos mercados financeiros de todo o planeta em meio a temores de uma nova recessão na economia global após a divulgação de dados econômicos ruins na China e na Alemanha e a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Com isso o dólar superou a barreira dos R$ 4 e a bolsa acumulou queda. Bolsonaro citou recentes medidas que o Brasil vem adotando e disse que o governo está fazendo o dever de casa. "Pode ter certeza, se não tivéssemos tomado as medidas que tomamos, o Brasil estaria em uma situação bastante complicada. Estamos fazendo o dever de casa. O Brasil estava arrebentado economicamente. Eu tenho esperança, o povo pode acreditar, nós vamos vencer", disse o presidente.

Em agosto, na comparação com julho a produção industrial brasileira cresceu 0,8% , após  três meses em queda, segundo IBGE.

Apesar da timidez do número, a economia do país cresceu. Mas não foi só isso, o crescimento registrado em agosto é também o melhor resultado mensal desde junho do ano passado, quando houve avanço de 12,6%, na comparação com o mês imediatamente anterior.

Outra boa notícia é que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre , na comparação com os primeiros três meses do ano. Com o resultado, o país evitou entrar em recessão técnica, os dados também são do IBGE.

Parece, mesmo com tanta torcida contra, que as coisas estão entrando nos eixos, a situação ainda não é a desejada, mas o gerenciamento que está sendo praticado na economia está surtindo efeitos.

 

Produção leiteira em crescimento

A pecuária leiteira do Paraná é a que mais cresceu ao longo das últimas duas décadas, tanto em produção (litros produzidos) quanto em produtividade (litros por cabeça). Esse avanço fez com que o Estado saltasse para terceiro colocado em ambos os rankings nacionais em 21 anos, evidenciando a posição de destaque do setor. Hoje, a atividade está presente nos 399 municípios do Paraná e gera cerca de R$ 5,7 bilhões por ano no Valor Bruto de Produção (VBP).

O crescimento exponencial da produção no Estado está diretamente relacionado à produtividade do plantel, que mais que dobrou em duas décadas. A média produzida por vaca pulou de 1,4 mil para 3 mil litros por ano: aumento de 111%. Apenas Santa Catarina (3,5 mil litros por ano, por animal) e Rio Grande do Sul (3,2 mil litros) superam o Paraná em produtividade. Todos os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), com base no rebanho geral.

Um dos pilares deste crescimento indubitavelmente é a Emater-Pr, que não mede esforços em aperfeiçoar a produção, qualificando a mão de obra, incentivando o produtor e dando a devida assistência técnica ao segmento.

O resultado deste esforço é sentido a cada ano com o aumento da produtividade e principalmente da qualidade do leite produzido aqui.

A região da Cantuquiriguaçu conta com um projeto gerenciado pela Emater, dos mais importantes, inclusive, tido como um dos responsáveis pelo desenvolvimento da produção leiteira regional trata-se do “Leite Competitivo”, que trabalha todos os fundamentos da produção do leite, como seleção dos animais, alimentação, ordenha e conservação do produto.

O projeto Leite Competitivo teve início em 2017 e tem como proposta aumentar a renda das unidades de produção familiar orientadas. Para isso, os extensionistas e produtores trabalham com a meta de elevar em 50%, tanto a produtividade de leite dos animais quanto a produtividade de leite por hectare. Além disso, é objetivo garantir renda mensal média de 2,5 salários mínimos por família atendida e elevar a escola de produção de cada unidade produtiva em 125%.

Para chegar a este resultado, o projeto preconiza levar uma assistência técnica intensiva e continuada, estabelecer uma rede colaborativa de assistência técnica e extensão rural, profissionalizar o produtor para a gestão técnica, econômica e financeira da unidade de produção e definir parcerias estratégicas com empresas de laticínios.

Nada é conquistado por acaso, todo avanço depende de capacitação, organização, know how e investimento. Esse conjunto, está fazendo a diferença na produção leiteira da nossa região, graças ao empenho dos produtores, ao desprendimento dos técnicos da Emater, das prefeituras e do governo do estado, o resultado disso é que aqui na Cantu, o volume da bacia leiteira tem crescido em média mais de 10% ao ano, bem acima da média nacional.

 

Recomeça a luta pelo IML

Uma luta de 20 anos. O Instituto Médico Legal (IML) é um sonho antigo da população de Laranjeiras do Sul e região e também das autoridades locais.

Ainda em 2009, quando o prefeito Berto Silva cumpria seu segundo mandato, ele doou ao governo do Paraná um terreno, com a intenção de que ali fosse construído o IML.

Já naquela época, esta era uma grande necessidade da população. 20 anos depois, com a história de entra governo e sai governo, o Instituto ainda não teve um tijolo erguido.

O Correio do Povo, inclusive, com apoio de outros órgãos, levantou a bandeira e fez uma grande campanha pedindo pela construção. Mas também não teve muito efeito.

Agora, voltando a lutar pela causa, o vereador Junior Gurtat pediu apoio de deputados para trazer esse órgão para Laranjeiras. Sabe-se que o custo para manter toda a estrutura é alto.

E na região, o IML de Guarapuava atende a 24 municípios. Deve ter dois ou no máximo três viaturas disponíveis.

Além de cobrir tantos municípios, muitos são longes. E no caso de acontecer duas ou três mortes ao mesmo tempo, um corpo ficará no aguardo da equipe.

É uma nova luta encampada, mas uma coisa é certa: é preciso que mais vereadores, prefeitos e empresários se unam para que realmente essa causa seja ganha. Um vereador sozinho, apesar da boa vontade, não terá forças para conquistar um IML. Mas é como dizem: ‘a união faz a força’.