Espírita - Manoel Ataides
Liberdade e responsabilidade

A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, respondemos afirmativamente.

Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.

                Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.

                POSSE – O Homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, de acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.

                NEGÓCIO – O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito da clientela que lhe é própria, mas, se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas consequências disso a fieira de provações  com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.

                ESTUDO – O homem é livre de ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser, e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros de humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.

                TRABALHO – O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas, se malversa o dom de empreender e de agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.

                SEXO – O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bênçãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou, ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se  para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela injúria nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.

                O homem é livre até mesmo para receber ou recusas a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.

                Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossa próprias obras...

                Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós. Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou, claramente: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres”.

 

Do Livro: ENCONTRO MARCADO. Emmanuel (Espírito). Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Federação Espírita Brasileira FEB. Brasília. DF. 14ª Ed. 2013.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC Guaraniaçu PR. [email protected]   

Judiciosa ponderação

Dispúnhamo-nos a escrever uma série de apontamentos acerca de nossas ligeiras excursões ao redor de outros mundos, com a intenção de trazê-los aos amigos terrestres, quando abnegado orientador falou, sensato:

- Vocês não se desenvolveram suficientemente para tratar o assunto com a precisa autoridade.  Para relacionar as múltiplas manifestações da vida noutros planetas, não podemos prescindir da consciência cósmica, que ainda estamos construindo, através de sucessivos estágios na Terra, e, nesse sentido, quaisquer impressões de nossa parte serão fragmentárias e imperfeitas, desnorteando a curiosidade sadia das almas bem intencionadas.

E, ilustrando a judiciosa observação, contou, sorridente: - A Humanidade evolvida de um outro astro que se localiza a “trilhões” de quilômetros da Terra, contemplando-a na feição de minúscula estrela, reuniu alguns dos seus sábios mais eminentes, a fim de estudá-la com as minudências possíveis.

Guardando avançados conhecimentos, no domínio da força gravítica, os competentes pesquisadores mobilizaram o tentame, enviando ao nosso mundo diversas expedições, de tempos a tempos.

A primeira veio até nós, depois de complicadas peripécias no Espaço, condicionando-se, como é lógico, à limitada provisão de recursos que trazia, elementos esses que lhe asseguraram a permanência de três dias sobre a face do nosso globo.

Acontece, porém, que os viajantes alcançaram os céus de Paris e, depois de analisarem a refinada capital da França, por mais de setenta horas, anotando-lhe os patrimônios artísticos e culturais, voltaram ao ponto de origem, anunciando que o nosso mundo era centro de notável civilização, com importantes agrupamentos humanos.

A ideia causou grande alvoroço e, tão logo se fez possível, nova comissão nos foi remetida para a complementação de informes.

Os excursionistas, no entanto, em vez de alcançarem Paris, desceram sobre vasta e inculta região africana e regressaram, alarmados, desmentindo as conclusões existentes, porquanto, para eles, a Terra era um simples formigueiro de criaturas primitivistas, singularmente distanciadas da educação.

Ante as controvérsias, novo grupo de investigações veio ao nosso plano terrestre, examinando justamente larga extensão da Sibéria e, por isso, voltou asseverando que o nosso domicílio não passava de um cemitério gelado.

Nova expedição foi levada a efeito. Contudo, dessa vez, os estudiosos planaram sobre a região triste e seca do Saara, sendo levados a crer que a Terra se reduzia a imenso deserto, sob pavorosas tempestades de areia.

Outros pioneiros entraram em lide e, auscultando-nos a residência, esbarraram com as águas do Pacífico, retornando a penates, comunicando a quem de direito que o nosso mundo era puramente líquido, solitário e inabitável.

Diante das informações contraditórias e estranhas, a autoridade superior resolveu sustar as expedições, de vez que os relatórios não concordavam entre si e que não valia ausentar-se da intimidade doméstica para voltar com problemas insolúveis e inquietantes, alusivos a casa alheia.

O orientador fez uma pausa, mergulhou em nós o olhar muito lúcido e rematou:

- Como vemos, não será bom precipitar noticiários e conclusões. Cada viajante pode falar simplesmente daquilo que vê, e o que podemos observar é ainda muito pouco daquilo que, mais tarde, nos será concedido ao conhecimento... “Ir lá” é muito diferente de “lá estar”. Quando pudermos estar nos cimos da evolução, saberemos examinar e compreender, através do justo discernimento. Até lá, estudemos e sirvamos...

 

Livro: CONTOS E APÓLOGOS. Emmanuel. (Espírito). Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Federação Espírita Brasileira. FEB. Rio de Janeiro – RJ. 5ª ed. 1986..

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC, Guaraniaçu – PR. [email protected]

 

A exuberante vida

Para a maioria, morrer é finar-se, acabar-se, destruir-se no caos...

                Na concepção de tantos, a morte, considerada como tabu, deve ser mantida fora das cogitações costumeiras do quotidiano.

                No entendimento de muitos homens, da morte jamais alguém retornou para dizer como as coisas se passam do outro lado, sé que existe. Poucos são os que, compreendendo o fenômeno, nas suas bases, mantêm-se equilibrados, embora naturalmente sofridos, por terem na morte o processo de renovação da vida, longe da indiferença daqueles que se localizam na faixa da desvalorização da vida.

                A consumpção do veículo corporal, representa importante normativa da existência, considerando-se que coisa alguma no mundo constituída por matéria complexa deixará de alterar-se na dinâmica do transformismo bioquímico. É da natureza que tudo que nasce tem que perecer, exceção feita ao Espírito, entidade imortal pela própria condição das substâncias simples, originais, de que é formado em sua estrutura íntima. No largo caminho do entendimento terreno, um enorme contingente de povos, com seus filósofos e mestres, pensadores religiosos ou científicos, poetas e artistas desdobraram o pensamento sobre a morte, que sempre intrigou a Humanidade.

                Na China, na Índia, entre os gregos e persas, nos conceitos dos caldeus quanto nas reflexões romanas e egípcias, a questão da morte ganha destaque, ensinando que por trás de sua cerosa máscara, desprende-se a excelente mensagem de vida formidável.

                No complexo I King e no sensível Livro dos Mortos, de remotas eras chinesas e egípcias, compreendia-se a morte como simples modo de se convergir para a Vida Cósmica, além da Terra.

                No Velho Testamento dos hebreus, quanto no Testamento Novo, que narra os fatos e feitos do Sempre-Vivo Nazareno, a morte sobressai-se como o virar das páginas do livro da experiência dos Espíritos, permitindo-se ler os escritos da Vida estuante.

                Foi Jesus que demonstrou, à saciedade, a grandiosidade da exuberante vida, nos tempos em que no mundo movimentou-se. Com Ele, dialogaram Elias e Moisés, desaparecidos séculos antes de Sua vinda. Junto a Ele deblateraram e se aturdiram tanto legião nas montanhas das Decápolis gregas, quanto o Espírito inconsequente, que se vale do médium desajustado da Sinagoga de Cafarnaum. Os mortos sempre estiveram ao Seu lado, voltando para narrar seus feitos e demonstrar os defeitos que os atormentavam no Além. Não há morte, pois, no Universo, senão vida eloquente cantando as glórias de Deus nos campos da Eternidade.

                Se foste compelido a padecer o guante da Grande abominada, arrebatando-te o ser querido, não te entregues ao desespero ou à rebeldia. Une-te à oração e prossegue disposto e nobre na conquista de felicidade para ti, enviando vibrações de carinho e respeito aos entes desenlaçados do corpo somático. Se experimentares em ti mesmo a lâmina de Dâmocles, retirando-te das sensações grosseira da matéria, reflete com equilíbrio e lembra-te de orar, fazendo ponte para as fontes excelsas dos excelsos Dispensadores.

                Sem as expressões mórbidas, frutos da ignorância, ou da descrença em Deus, repassa os feitos da tua vida e não deixes de lado a certeza de que um dia seguirás, pela estrada da desencarnação, por onde já foram tantos amigos e desafetos, amores de adversários, a fim de te defrontares com os resultados dos teus feitos, felizes ou não.

                Pensando na fulgente vida que te aguarda, mais adiante, renova-te no bem; dispõe-te a servir ao bem; inspira-te no bem sem mácula, sem te perderes na manutenção de distúrbios e conflitos da alma, certo de que, nos passos do amor e do devotamento à Vida sublime, estarás conquistando a palma de luz que o Cristo a ti reserva, após o rol de lutas que vives no mundo.

 

Livro: VOZES DO INFINITO. Camilo (Espírito), por José Raul Teixeira. Fráter Livros Espíritas.  Niterói, Rio de Janeiro – RJ 1991.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza – CEAC - Guaraniaçu – PR - [email protected]

 

Sofrimentos na mediunidade

Identificado com os princípios espirituais, na mediunidade, tens a impressão de que, apuradas as antenas psíquicas, registras angústias, temores e inquietações antes ignoradas.
    Achais isso estranho.
    Não poucas vezes assimilas o pensamento que invade o teu pensamento e deixas-te- desanimar.
    Frequentemente receios infundados vitalizam fantasmas que se corporificam no teu mundo mental, assenhoreando-se em fixação dolorosa e deprimente.
    Sequazes da aflição sitiam teu coração em linhas de soledade e temes.
    É natural que isto ocorra.
    O médico, o enfermeiro, o assistente social, o servente hospitalar, instalados nos serviços de socorro aos enfermos respiram o clima de angústia e dor entre expectações e ansiedade.
    Assim também, no campo da assistência mediúnica aos sofredores, o fenômeno é o mesmo.
    Quem serve participa do suor do serviço.
    Quem ajuda experimenta o esforço do auxílio que oferece.
    Quem ama sintoniza nas faixas do ser amado, haurindo as mesmas vibrações.
    Liberta-te do receio pelo trabalho, faze assepsia mental pelo estudo e abnegação, e prossegue...
    Dizem alguns observadores precipitados, e talvez inconscientes, que as tarefas mediúnicas de socorro aos desencarnados cristalizam psicoses nos médiuns.
    Afirmam vários estudiosos de gabinete que as operações desobsessivas libertam os doentes desencarnados e encarceram em enfermidades perigosas os intermediários.
    Assinalam  diversos aprendizes da Mensagem Espírita que os médiuns operantes no intercâmbio com desencarnados em lamentável estado, conservam desaires e sensíveis desequilíbrios que os fazem exóticos.
    Sabemos, no entanto, que não têm razão os que assim pensam, quem assim procede.
    O médium espiritista tem conhecimento, através da doutrina que professa, dos antídotos e dos medicamentos para manutenção do próprio equilíbrio. Não há dúvida de que médiuns existem, em todos os departamentos humanos, com desalinho mental de alta mostra e, em razão disso, também nas células espiritistas, de socorro eles aparecem, na condição, todavia, de enfermos em tratamentos especiais e demorados. Já vieram em tormentos e se demoram sem qualquer esforço de renovação interior.
    O Espiritismo é antes de tudo lar-escola, hospital-escola-, santuário-escola para aprendizagem, saúde, e elevação espiritual.
    Necessário, portanto, que o sensitivo se habilite para tarefas que lhe cabem, através  de exercícios morais de resultados positivos, estudo metódico e constante, serviços de amor a fim de libertar-se de velhos liames com os espíritos infelizes, que permanecem ligados às suas paisagens mentais em vampirismo insidioso e, naturalmente, embora entre enfermos e necessitados, conduza o tesouro da oportunidade libertadora, na mediunidade socorrista.
    Médium de Deus, Jesus libertou da treva o jovem lunático, atormentado por espíritos imundos, ao descer do Tabor. Concedeu serenidade ao gadareno, ao rumar a Gerseza, ensejando renovação ao espírito infeliz que o obsidiava.
    Sempre que buscado pelos atormentados espirituais da Erraticidade inferior, em momento algum recusou-se ao intercâmbio, falando-lhes e socorrendo-os, na condição de Médico Divino.
    E quando a grande multidão, assediada por obsessores cruéis, em desvario, o arrastou ao testemunho para com a vida, sereno e humilde, orou na noite de vésperas, em dolorosa angústia e vigília de suor e sangue, para galgar os degraus da Vida Perene, doutrinando-os e doutrinando-nos com as palavras do exemplo incorruptível de amor que até hoje permanece com nosso roteiro de segurança.

Livro: DIMENSÕES DA VERDADE. Joanna de Ângelis (Espírito). Psicografia Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada Editora. 1ª ed. Salvador. BA. 1977.
Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC. Guaraniaçu – PR.  [email protected] 

Beleza e Riqueza de Deus

Quando o pólen minúsculo vai conduzido pelo vento ou pelas patinhas dos insetos, vemos o curiosíssimo fenômeno a partir do qual se a fertilização vegetal. Essa integração entre plantas, os insetos e o vento fala-nos da beleza que caracteriza as leis do Criador.
    Mas os luxuriantes campos de floração e os frutos variados, abundantes, que dela decorrem, apresentam-nos a grandiosa riqueza de Deus a saciar o anseio de beleza e a fome da sua criação animal.
    Quando as poeiras celestes se reúnem nos cenários cósmicos e acalantam o nascimento de um astro rodopia numa procura incessante do epicentro em que tudo teve início, conseguimos ver a beleza do Criador a inundar os espaços.
    Porém, ao olharmos a olho nu ou por meio de equipamentos tecnológicos, a formosa teia de astros, as vertiginosas constelações, que tudo repletam e iluminam com seus brilhos e cores, sentimos a riqueza de Deus a falar-nos dos sem-fins de universos inimigináveis.
    Quando alcançamos a movimentação do verme na furna do subsolo, conseguindo transformar a matéria até que surja húmus, a fim de fertilizar o chão que a todos dará a mesa farta; ou quando vemos a ação do unicelular, desde a ameba, avançando nas vias do progresso, temos aí, a beleza que se mostra na obra divina.
    Entretanto, ao atinarmos com a multiplicidade das formas animais, nas famílias e classes, expressas em taxonomias variadas e esplendorosas, aí, então, vemos como tudo isso exprime a riqueza da obra de Deus.
    Quando o mundo da irracionalidade nos abre as janelas para que observemos nas rações animais o impulso do instinto, e o acerto de suas reações, somos levados a penetrar os campos de beleza do Pai-Criador que unifica o vaga-lume e o chimpanzé, a mosca e o dromedário, a formiga e o leão, na vasta cadeia da evolução animal.
    Todavia, ao saborearmos as experiências humanas, que reúnem em si todos os progressos dos seres inferiores à humanidade, apresentando dados de grandiosas sofisticações intelectuais, morais, espirituais, não há como ficarmos indiferentes a e
sas demonstrações da riqueza  de Deus.
    Não há como conceber a Inteligência Suprema do universo sem que seja dessa forma: a beleza e a riqueza plenas e perfeitas a penetrar e envolver os mundos.
    Toda feiura e toda a beleza que vemos sobre o planeta sao devidas às construções infelizes, desastrosas, que somente o ser humano é capaz de fazer. Ele cava para si mesmo abismos de dor e veredas de morte, em razão de dar ouvidos às sombras que remanescem na sua intimidade, ou de rebelar-se contra as indispensáveis disciplinas que engrinaldam e valorizam as obras humanas, preparando todos nós para a integração na beleza e na riqueza do Supremo Senhor, nos tempos porvindouros da vitória da alma imortal sobre o atraso.
    É assim que, ao reconhecer a nossa condição de  filhos do Grande Rei, nos sentimos herdeiros das constelações e donos da vida,uma vez que é o nosso Pai o Dono de tudo, a pairar sobre tudo e sobre todos.
    Por que persistir em conservar as pobrezas da mente e do coração, geratrizes das carências do mundo físico, se, perante a magnitude de Deus tudo é beleza, tudo é riqueza, tudo é campo de vibrante evolução?
    O que devemos buscar é o aprimoramento da alma, o embelezamento íntimo e a riqueza do caráter, a fim de que desenvolvamos em nós o Reino dos Céus, na marcha destemida para a evolução.

Livro: EM NOME DE DEUS. José Lopes Neto (Espírito), psicografia de José Raul Teixeira. Fráter Livros Espíritoas.  Niteroi – Rio de Janeiro – RJ. 1ª Ed. 2007. Pág. 101.
Manoel Ataídes Pinheiro de Souza - Sociedade Espírita Amor e Conhecimento, Guaraniaçu – PR [email protected]

Deveres Austeros

Antes que reencarnasses para a atual jornada evolutiva, refletiste demoradamente em torno da oportunidade feliz que te era facultada. Como consequência, entendeste os benefícios que poderias auferir caso firmasses um compromisso austero com a consciência.

Os teus Guias espirituais apresentaram-te programas de reabilitação dos erros pretéritos, mediante as disciplinas morais, o estudo e o trabalho que te poderiam libertar das algemas escravizadoras dos vícios e da paixões asselvajadas, e concordaste de boa mente.

Discutiram contigo de forma que tivesses suficiente claridade mental para aceitares ou não os deveres carregados de responsabilidades e lutas. Nada te ocultaram.

Informaram-te que o retorno à experiência carnal seria assinalado por problemas que deixaste pendentes numa existência anterior, a seu serviço.

 Tal compromisso torna-te membro da sua família, e aqueles que o acompanham, no mundo, por enquanto, ainda não encontram compreensão nem amizade.

São marginalizados, desacreditados pelos próprios companheiros que ainda vivem em competição doentia, longe da verdadeira fraternidade. Desse modo, não te resta outra atitude, senão a de prosseguir em júbilos e com paz interior.

Não poucas vezes, os cardos dos caminhos difíceis cravam-se nas carnes da tua alma, dilacerando-a.

Noutras ocasiões, o ácido das acusações de muitos profitentes da tua fé queima-te os tecidos do coração. Porque te dedicas com intensa firmeza, acusam-te de exibicionista.

Em face da tua perseverança, profetizam para ti uma futura tormenta.

Desde que não recuas, és tido por fanático.

Como te renovas no trabalho abraçado, és considerado farsante...

Tentas avançar integérrimo, todavia ressumam do teu passado as heranças perniciosas de que ainda não conseguiste libertação, afligindo-te sem palavras.

Quando vences uma luta, nova batalha surge ameaçadora, convidando-te ao prosseguimento sob vigilância constante.

Rondam-te os sentimentos negativos, nalguns momentos o desânimo, noutros o cansaço e a amargura.

O sol da alegria que te iluminava antes o íntimo, nessas ocasiões, em face das nuvens borrascosas, apresenta-se como crepúsculo sombrio que te assusta.

Sentes a necessidade de avançar, mas o cerco de Entidades perversas em ambos os planos da Vida procuram cercear-te os movimentos.

Não descoroçoes, porém.

Da mesma forma que essas conjunturas aflitivas se te apresentam, nunca deixaste de receber o apoio dos teus benfeitores espirituais que te auxiliam ternamente e te inspiram a melhor conduta a preservar.

Nenhuma ascensão é fácil. A queda é sempre comum e quase natural, enquanto que o soerguimento moral constitui um esforço que não pode ser desconsiderado.

Porfia, pois, viajante querido, seguindo adiante, disposto e jovial, embora a chuva de doestos e as acusações que tombam sobre a tua cabeça, tentando levar-te a desanimar do ideal.

Não renasceste para a colheita de alegrias e bênçãos imediatas, portanto, indevidas, mas para semeá-las com vistas ao teu futuro. Assim, não recalcitres, não queixes, não lamentes.

Agradece a Deus a oportunidade, e não te detenhas.

Fita os altiplanos espirituais, e continua pelas veredas difíceis das baixadas.      É no vale que os rios alargam o leito, rumando na direção dos mares e oceanos.

Também aí conquistarás experiências e sabedoria até o momento em que alcançaras o Divino Oceano.

 

Livro: ILUMINAÇÃO INTERIOR. Joanna de Ângelis (Espírito). Psicografia Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada Editora. 3ª ed. Salvador. BA. 2015.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC. Guaraniaçu – PR.  [email protected]

 

 

 

Prosperidade

Prosperidade na Terra quer dizer fortuna, felicidade.

            Grande parte das criaturas, almejando-lhe a posse, pleiteia relevo, autoridade, domínio...

            Gastam-se largos patrimônios da existência para conquistar-lhe o prestígio e não falta quem surja no prélio estudando as forças ocultas para incorporar-lhe o bafejo.

            Milhões dos homens de hoje vivem à cata de ouro e predominância, com o mesmo empenho com que antigamente, em aprendizados mais simples, se entregavam aos misteres primitivos de caça e pesca.

            É que, na procura desse ou daquele valor da vida, mobilizamos a energia mental, constituída à base de nossas emoções e desejos.    O espelho do coração, constantemente focado no rumo dos objetos e situações que buscamos, traz-nos à rota os elementos que nos ocupam a alma.

            Não esqueçamos, todavia, que, na laboriosa jornada para a Glória Divina, nos confudimos sempre com aquilo que nos possui a atenção, demorando-nos nesse ou naquele setor de luta, conforme a extensão e duração de nossos propósitos.

            Como no filme cinematográfico, em que a história narrada é feita pelos quadros que se sucedem, ininterruptos, a experiência que nos é peculiar, nessa ou naquela fase da vida, constitui-se dos reflexos repetidos de nossos sentimentos, gerando ideias contínuas que acabam plasmando os temas de nossa luta, aos quais se nos associa a mente, identificando-se, de modo quase absoluto, com as criações dela mesma, à maneira da tartaruga que na carapaça, formada por ela própria, se isola e refugia.

            Em razão disso, o conceito de prosperidade no mundo é sempre discutível, porquanto nem todos sabem possuir, elevar-se ou comandar com proveito para os sagrados objetivos da Criação.

            Muita gente, pela reflexão mental incessante em torno dos recursos amoedados, progride em títulos materiais; entretanto, se os não converte em fatores de enriquecimento geral, cava abismos dourados nos quais se submerge, gastando longo tempo para libertar-se do azinhavre da usura. Legiões de pessoas no século ferem o solo da vida, com anseios repetidos de saliência individual, e adquirem vasto renome na ciência e na religião, nas letras e nas artes; contudo, se não movimentam as suas conquistas no amparo e na educação dos companheiros da senda humana, quase sempre, muito embora fulgurem nas galerias da genialidade, sofrem o retorno das ondas mentais de extravagância que emitem.

            Há, por isso, muita prosperidade aparente, mais deplorável que a miséria material em si mesma, porque a mesa vazia e o fogão sem lume podem ser caminhos de louvável reparação, enquanto o banquete opíparo e a bolsa farta, em muitas ocasiões, apenas significam avenidas de licença que correm para o despenhadeiro da culpa, de onde só conseguiremos  sair ao preço de longos estágios na perturbação e na sombra.

            Muitos religiosos perguntam por que motivo protegeria Deus o progresso material dos ímpios. Em verdade, porém, semelhante fortuna não existe, de vez que a prosperidade, ausente da reta conduta, não passa de apropriação indébita e é como roupa brilhante cobrindo chagas ocultas, que exigem a formação de reflexos contrários aos enganos que as originaram, a fim de que a prosperidade legítima, a expressar-se em serviço e cultura, amor e retidão,  confira aos espírito o reflexo dominante da luz.           

Livro: PENSAMENTO E VIDA. Emmanuel. (Espírito). Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Federação Espírita Brasileira. FEB. Rio de Janeiro – RJ. 13ª ed. 2008.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC Guaraniaçu – PR. [email protected]

Relacionamento com espíritos

Por mais que recuemos no tempo, será sempre complexo determinar o momento em que os habitantes da Erraticidade passaram a manter contato com os encarnados, na Terra. Dessa forma, pode-se dizer, sem erro, que essa interlocução teve começo desde que o primeiro grupo estabeleceu-se sobre o dorso planetário.

A realidade do Espírito se estabelece em dois estágios: um deles, o estágio no soma e outro, fora dele. Contudo, é sempre o Espírito experimentando a densidade da matéria bruta ou dela liberado, em etapas que se revezam, enquanto se enriquece de valores intelectuais e morais,  ao longo das múltiplas jornadas.

O relacionamento dos encarnados com os desencarnados, nos mais variados quadros, através do tempo, esteve sempre assinalado por uma mística, em alguns momentos, mítica em outros, deixando-nos perceber quão pouco os seres humanos, revestidos de matéria orgânica, estranhavam ou desentendiam os irmãos que se achavam em outra dimensão. Daí, as suposições de que os desenfaixados do soma eram deuses, idolatrados, reverenciados, ou santos, com a evolução dos séculos, como se tivessem criação e destinação diferenciada, em função dos seus feitos, das suas realizações pelo mundo.

Não obstante, esteve a Terra, sempre pontilhada por indivíduos isolados ou formandos  em escolas iniciáticas, que aprenderam a ver nos Espíritos os irmãos desencarnados da Humanidade, ora merecendo justo respeito, ora admissível admiração, ora o socorro e a orientação, ora a admoestação, em razão dos caracteres que vinha apresentar aos que com eles contatavam.

 Nos variados tempos, essas Entidades invisíveis para a maioria dos mortais, foram encaradas como protetoras, guardiães, padroeiras...

 Por pouco enfoque, deveriam tratar das plantações e das colheitas, das guerras e dos armistícios, da orgia ou da paz, de conformidade com as inclinações psicológicas do grupo social que as considerava.

Nos tempos atuais, tudo mostra que não houve tantos progressos conceptuais para a alma das coletividades.

Ainda são procurados os desencarnados, para atenderem questões mais rudimentares, que dizem respeito aos encarnados.

São requisitados os habitantes do Invisível, para que solucionem, milagrosamente, as pendências humanas, que o orgulho, a vaidade, a má vontade não deixaram solucionar, normalmente.

Os desencarnados, hoje, são inculcados como responsáveis por proteger as pessoas, por oferecer soluções fáceis a problemas humanos, por curar a saúde física e por resguardar as vivendas, do mesmo modo que nos idos dias do pretérito terreno...

Urge modificar-se tal quadro de relacionamento doentio, interesseiro ou fanático, por meio de acurado processo educacional, com o qual se possa orientar as consciências, desde as horas infantis, a manter contato equilibrado e lúcido com os desencarnados, aprendendo a viver em consonância com o bem, sem coisa alguma oferecer-lhes, a não ser a nossa vibração carinhosa e bem ajustada ao equilíbrio, quando se nos apresentem inferiores, ou a nossa vibração de fidelidade ao trabalho renovador, quando se mostrem vitoriosos companheiros iluminados, certos de que aquilo de que necessitarmos para nossa trilha no mundo, eles, sob o comando de Jesus, nos atenderão, sem que deles façamos estafetas dos nossos desejos ou escravos das nossas paixões...

Livro: EDUCAÇÃO E VIVÊNCIAS. Camilo (Espírito), psicografia de José Raul Teixeira. Fráter Livros Espíritoas.  Niteroi – Rio de Janeiro – RJ. 3ª Ed. 2004.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza - Sociedade Espírita Amor e Conhecimento, Guaraniaçu – PR [email protected]

Deus e a morte

Em todas as regiões do mundo, entre todos os filhos racionais da Divindade, emerge das mentes uma pergunta de profundo conteúdo filosófico, dirigida aos ouvidos do Universo: Por que se tem que morrer?

                Mesmo no seio de comunidades ateístas ou materialistas, com reconhecidas exceções, advém a mesma pergunta: Por que a morte?

Quando nos pomos a meditar acerca do que é a morte, não tardamos a encontrar o seu sentido na própria existência da vida.

                O fenômeno morte-vida representa frente e verso de uma mesma questão. Logo, se filosofarmos um pouco, podemos chamar a vida de morte ou a morte de vida.

Cada indivíduo que viaja da Terra para o Mundo dos Espíritos,  ou seja,  cada pessoa que desencarna, em verdade, prossegue vivendo em dimensão invisível à maioria dos olhares, quedando inativo, alterado, esgotado ou morto, tão somente o corpo biológico no qual se agitou até bem pouco tempo.

                Morto, assim, fica o corpo físico, enquanto o ser pensante, intelectual, continua existindo e prossegue vivendo. Cada indivíduo sai do corpo sem que saia da vida.

                Se continuarmos refletindo, observaremos que tudo o que é matéria densa no mundo acaba por se alterar, modificar-se, envelhecer e morrer.

                Teremos, pois, a morte como transformação no rastro da evolução, já que evolui o ser espiritual como também evolui a matéria específica que compõe o corpo biológico, como parte da matéria imutável do mundo.

                É aí que passamos a compreender a razão pela qual Deus legislou estabelecendo a existência da morte.

                Uma vez que cada um de nós se acha no mundo terrestre com o objetivo de rumar para a perfeição, a desencarnação tem que estar a serviço dessa evolução, desse aperfeiçoamento.

                O ser humano, enquanto no mundo, muitas vezes se prende apenas aos dados que os sentidos físicos lhe concedem. Então, vive todo o tempo empreendendo esforços para tentar perpetuar as posses, os gozos e os prazeres, o poder, sem deter-se um pouco que seja para se indagar sobre o significado dessas posições, ou das coisas que acabam por repletar nossas vidas.

                Deus permite a existência da morte, ou desencarnação, afim de que cada um dos seus filhos, por meio de ingentes esforços, de lutas intensas, logre conquistar as bênçãos de progresso e de alegria, que suplantam o presente e se lançam para o grande futuro.

                Ao refletir, cada pessoa se dará conta de que ninguém está renascido no planeta por mero passeio, por diletantismo, ou como um prazeroso lazer sem fim.

                O retorno às dimensões do mundo invisível, por parte de cada um de nós, permite avaliações excelentes do aproveitamento do tempo e das oportunidades no mundo da matéria grosseira. A estada no além, por algum tempo, deixa o desencarnado revisar toda a sua conduta no planeta, na vivência consigo mesmo e na convivência com os demais.

                Esse balanço que cada um realiza, logo que chega aos campos invisíveis, permite que os Guias Nobres ou os Anjos Guardiães possam avaliar o fazer recomendações a seus tutelados relativamente ao porvir.

                Ninguém morre por acaso nos planos de Deus, ressalvados os casos dolorosos de suicídio que costumam causar maiores agonias, mais intensos tormentos sobre quem desejava liberar-se das carências, das torturas íntimas, dos conflitos e dos remorsos, tendo conseguido, então, em função da atitude infeliz, maiores problemas para resolver no futuro.

 

Livro: EM NOME DE DEUS. José Lopes Neto (Espírito), psicografia de José Raul Teixeira. Fráter Livros Espíritoas.  Niteroi – Rio de Janeiro – RJ. 1ª Ed. 2007.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza - Sociedade Espírita Amor e Conhecimento, Guaraniaçu – PR [email protected]

 

Tempos narcisistas

Desde há trezentos anos mais ou menos, com o surgimento das doutrinas liberais, do iluminismo, do cientificismo, do modernismo, a sociedade humana lentamente vem abandonando a fraternidade decantada na Revolução Francesa de 1789, para assumir uma identidade egoísta narcisista...

                Nos dias atuais, o distanciamento que se apresenta entre os indivíduos leva-os a situações inquietantes, avançando no rumo de problemas graves de comportamento...

                O narcisismo é prática antissocial, que degenera em corrupção moral e insensibilidade emocional.

                Preocupado somente com a sua imagem, o narcisista opera segundo as manipulações que lhe ofereçam resultados lucrativos, elogios e aplausos ilusórios.

                Dominadas pelo capitalismo perverso, as criaturas são educadas para usufruir ao máximo, trabalhando-se em favor do individualismo que se sobrepõe às mais avançadas técnicas proporcionadoras da vida feliz.

                As empresas, insensíveis aos seus servidores (exceções abençoadas) visam apenas ao lucro, atendendo aos impositivos legais, longe, no entanto, da retribuição verdadeira àqueles que fazem parte do seu organismo social. Seus executivos pensam apenas no crescimento e nas rendas da entidade, sendo vítimas periodicamente, dos conflitos econômicos e das oscilações das ações nas bolsas de valores em ascensão e quedas frequentes.

                O objetivo real da vida é proporcionar ao Espírito o desenvolvimento dos recursos divinos nele ínsitos e adormecidos, que são capazes de guindá-lo à real alegria e á saúde integral.

                Olvidando=se esse sentido existencial, o tempo juvenil é gasto no acumular do poder e no fruir do prazer, alcançando patamares de insatisfação e perda de significado psicológico, que levam às fugas espetaculares para o abismo de si mesmo, desidentificando-se da própria realidade...

                Onde predomina, porém, o egoísmo, desfalece o sentimento de humanidade...

                Necessário reverter-se o quadro infeliz, conforme já vem ocorrendo em alguns setores científicos e culturais, inclusive na medicina que recomenta o amor como a mais saudável terapia preventiva e curadora em relação aos diversos males da sociedade antropocêntrica.

                Lentamente  se torna necessária a volta à consideração das coisas simples e puras da existência, aos acontecimentos ingênuos e belos dos relacionamentos humanos, à contemplação da beleza das paisagens, às considerações em relação à Natureza e à sua preservação...

                Descrentes do significado do amor, porque foi confundido com desejo e sexo, os indivíduos redescobrem a fraternidade, a compaixão, a solidariedade, e ressurgem os sentimentos afetivos vitalizando as débeis forças que se consumiram no tráfico das paixões servis...

                A compreensão, portanto, da fragilidade orgânica, das mudanças que se operam em todos os sentidos enquanto se encontra o Espírito no corpo físico, faculta uma visão diferenciada do narcisismo e nasce o desejo de repartir, compartir, solidarizar-se.

                Quem elege a solidão, candidata-se ao abandono.

                Quando se escolhe a solidariedade, encontra-se a retribuição.

                Dizem que o sentido do amor desapareceu por falta de correspondência, por traição e infâmia, por falta de vitalidade.

                A alegação é falsa, porque destituída de significado. Mesmo que alguém não retribua o afeto ou o degrade, isso não significa  a fraqueza do seu conteúdo, e sim a debilidade moral do indivíduo.

                O amor é dinâmico e produtivo. Caso alguém o desrespeite ou lhe traia a confiança, ele permanece intocável, à semelhança da luz solar que beija o pântano e a pétala da rosa, mantendo-se integral, inatingível.

                É inevitável que o narcisismo ceda lugar, na cultura do futuro, nesse vir-a-ser que se desenha para o porvir, sendo substituído pela fraternidade que vigerá nas mentes e nos corações como passo inicial para a plenitude do amor que tanta falta faz à civilização hodierna.

 

Livro: ATITUDES RENOVADAS. Joanna de Ângelis (Espírito). Psicografia Divaldo Pereira Franco. Livraria Espírita Alvorada Editora. 1ª ed. Salvador. BA. 2009.

Manoel Ataídes Pinheiro de Souza. CEAC. Guaraniaçu – PR.  [email protected]