Gestão & Cia - Luiz Gustavo
NÃO GANHAMOS A COPA, E AGORA?

 

Bem, tem uma convicção popular que diz: “- no Brasil o ano começa depois do carnaval!” Mas este ano, além deste último “culpado”, está acontecendo a Copa do Mundo, depois teremos as eleições, então quando começará o ano? Na verdade pra nós classe média, que poderíamos dizer, nem tão média, ou com status de; o ano começa no primeiro dia de janeiro, já que nossas contas são pagas mensalmente; todo mês vem o talão da luz, da água, o aluguel ou prestação da casa própria, o IPTU que em alguns municípios são divididos em 12 meses, além de plano de saúde, escola, seguros, prestação do carro e tantas outras contas.

Os economistas e os dados estatísticos tem nos mostrado que o segundo semestre é sempre melhor que o primeiro. Então que bom que chegamos em julho, e assim como a formiga que trabalha para se preparar para o inverno, que nós tenhamos uma boa segunda metade do ano! Que compense a primeira metade e nos dê folego para encararmos o primeiro semestre do ano que vem. Então vou te lembrar de duas palavras importantes que poderão te ajudar a vencer estes paradigmas, META e PLANEJAMENTO!

A meta é importante para termos um norte, uma direção, e seja na vida pessoal ou profissional, todos deveríamos aprender a traçar metas! Então faça estas perguntas: O que eu gostaria de atingir, de alcançar, de conquistar? Hoje, ou no curto prazo, e para um ano (médio prazo), e para cinco anos (longo prazo)? Pessoalmente e profissionalmente? Se gostou desta ideia, não deixe passar, anote num papel suas metas, além disso, é bom que vez ou outra dê uma olhada no que traçou como objetivo, vai te ajudar a manter o foco e a motivação.

Então falando de planejamento, você poderá traçar o passo a passo, as etapas, as direções, os planos A e B, além disso, dividir cada meta/objetivo em pequenas metas ou ações que deverá tomar te ajudarão nesta caminhada. Novamente, tome nota, pois será a forma que poderá acompanhar o progresso e fazer possíveis correções de rota. E por fim, lembre-se que é preciso esforço e sacrifício. Tudo é uma questão de escolha! Mas que possamos fazê-las de forma mais consciente possível e que possamos no futuro perceber que nós podemos e devemos tomar as rédeas de nossa vida para que não tenhamos que nos submeter aos “caprichos” do calendário e políticas nacionais.

E ainda, lembrando que teremos eleições em outubro! E isto poderá nos ajudar a alcançar as nossas metas, pois se elegermos políticos engajados com a boa gestão, isto poderá tornar os cenários melhores e poderemos contar com a ajuda da economia. Então, escolher os melhores candidatos, com as melhores propostas, aliados a uma ficha limpa e conduta impecável, poderá ser a chave para mudanças no futuro e quem sabe uma quebra de paradigmas, para que o país volte a crescer e que não tenhamos que esperar passar o carnaval ou a chegada do segundo semestre.

A internet e a família

Comecei a utilizar a internet, no final do Século XX, ainda me lembro do barulhinho do modem conectando nosso micro à grande rede! Que hoje percebo que não era tão grande assim! No início, o acesso discado via linha telefônica era um martírio, além do custo elevado de utilização. Naquela época, sequer existia ou ouvia-se falar em redes sociais, embora o Google já fosse uma ferramenta de busca utilizada. De lá pra cá pude acompanhar o surgimento de empresas e o fechamento de outras, a internet criou novas oportunidades de emprego e foi uma ferramenta importante na globalização e ao acesso de informações sobre tudo e para todos (democratização da informação).

Perto de 20 anos depois, a internet esta cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, sem que muitas vezes percebamos isto. A presença online também é uma grande vitrine, pois o que está exposto lá, assim permanece 24 horas por dia, 7 dias por semana! O que tem proporcionado acesso imediato às informações, às empresas e às pessoas! Atualmente existem jornais e empresas que publicam conteúdos que só existem para consulta online, sem que haja a publicação de versão impressa; muitas empresas também foram criadas para operar somente via online ou que migraram para a rede, um exemplo são as universidades, estas oferecem cursos 100% online ou semipresenciais; e quanto às pessoas, também não é diferente, nos relacionamos com pessoas o tempo todo, foram criados uma infinidade de aplicativos, que são utilizados nos computadores e celulares, sendo que muitas vezes nem as conhecemos fisicamente.

Dias atrás eu estava assistindo um programa de TV com meu filho e o apresentador comentou com um participante: - seu vídeo na internet já foi visualizado mais de 36 mil vezes, fiquei espantado, mas logo me lembrei de um vídeo que havia postado a 10 anos atrás, do primeiro banho que meu filho havia tomado em casa, vídeo amador, com cerca de 30 segundos, e comentei: - “meu filho! Seu vídeo tomando banho já teve mais de 50 mil visualizações”, ele riu, ficou curioso e logo pediu que eu o mostrasse, e para minha surpresa, o vídeo dele já havia ultrapassado a marca de mais de 118 mil visualizações!

Dias depois, eu estava lendo um livro com meu filho, e o autor, um jovem escritor que publica vídeos em um canal da internet escreveu no livro que seus vídeos já haviam sido vistos por mais de 6 bilhões de vezes. Então percebi que meu filho não é nenhuma celebridade, mas que a rede está aí, ávida por novidades, por novos artistas, por mais informação. Então podemos perceber que a internet tem nos trazido novas possibilidades, mas será que estamos preparados para isto?

Faço esta pergunta, porque nós, brasileiros, somos um povo conectado, somos uma grande massa que utiliza a rede de informações, as redes sociais e as ferramentas criadas com o advento da internet, mas será que estamos sabendo fazer uso destas ferramentas? O acesso à informação e ao mesmo tempo um excesso dela, tem nos tornado mais inteligentes e mais preparados para o dia-a-dia? Estamos nos relacionamento melhor? Estamos trabalhando melhor? E estamos sabendo filtrar o que entra em nossa casa? Estes dias recebi um texto no meu celular que fazia esta reflexão, que nos questionava sobre o conteúdo que estava sendo acessado por nossos filhos, sugerindo que nem desconfiamos quando acessam conteúdos impróprios ou são estimulados a atos que reprovaríamos se fôssemos consultados, e no distanciamento que a utilização constante dos celulares e computadores tem causado nas famílias.

Ao refletir sobre o texto, tive a certeza que não conheço tudo o que meu filho acessa! E também sei que a internet é um caminho sem volta!!! Então, rogo que estejamos mais presentes, de corpo e de alma, que possamos acompanhar mais de perto nossas crianças e jovens e que façamos da internet uma ferramenta que nos melhore como pessoas, como profissionais e como empresas! E que a internet seja um estímulo para mais debates e mais humanidade!

O CLIMA ORGANIZACIONAL

Hoje vou escrever um pouco sobre o dia a dia das empresas e o reflexo do ambiente de trabalho na motivação e produtividade dos funcionários. O clima organizacional é a percepção coletiva de como está o ambiente de trabalho em um determinado período. É o retrato da organização no que se refere à percepção do comportamento das lideranças, dos funcionários, da empresa e de suas políticas internas de gestão.

Eu contratava mão de obra para algumas empresas e comecei a me interessar por este tema quando passei a encontrar candidatos a vagas de emprego que haviam saído de grandes empresas, ou de companhias onde todos gostariam de estar. Me causava muito espanto ver pessoas saindo destas empresas para ganhar menos ou abrindo mão de uma gama de benefícios. Elas relatavam que saíam por alguma injustiça percebida, por problemas com as chefias, pela falta de comunicação adequada, por promessas não cumpridas, entre outras causas.

Me chamou tanto a atenção, que comecei a me aprofundar sobre o tema e passei a propor para estas empresas e para as que estavam em busca de melhorias, que realizássemos um trabalho de pesquisa de clima organizacional com o seu quadro de funcionários.

Para entender um pouco mais, o questionário aplicado é anônimo, e por isso acredito que os colaboradores fiquem à vontade para relatar as coisas que devem melhorar na empresa e ainda sinalizar as coisas boas. Quando indagados sobre o que os motivava a continuar na empresa, para a nossa surpresa, na última empresa em que realizamos a pesquisa, o salário foi a oitava escolha entre onze possíveis, a primeira questão escolhida foi gostar do que faz, seguido de perto pela - integração da equipe de trabalho e em terceiro pela oportunidade de crescimento.

Pelo exposto acima, ao identificar os pontos fortes da empresa, as percepções positivas, os fatores de motivação, a empresa poderia manter as políticas positivas e reavaliar as práticas com percepção negativa, o que ajudaria a melhorar a percepção da qualidade de vida no trabalho e da melhoria do ambiente de trabalho.

Por isso, ressaltamos, se está cada vez mais difícil encontrar talentos no mercado, cuide dos que você tem na empresa! Procure criar um clima de trabalho excelente, todos sairão ganhando!

Não digam: Isto é natural

 

Começo este texto citando um trecho da poesia A Exceção e a Regra de Bertold Brecht¹:

“Nós vos pedimos com insistência:

Não digam – Isto é natural.

Diante dos acontecimentos de cada dia.

Numa época em que reina a confusão,

Em que corre o sangue,

Em que se ordena a desordem,

Em que o arbitrário tem força de lei,

Em que a humanidade se desumaniza...

Não digam nunca: Isso é natural.

A fim de que nada passe por ser imutável.”

 

Texto muito atual, nestes dias de incerteza que temos vivido; o país passa por um momento de crise econômica, política e de ética, e por isso, sigo com algumas reflexões sobre as mudanças e sobre o futuro que desejamos para nós, já que nossa expectativa de vida só aumenta! O que ficará para nossos filhos e gerações futuras.

E pensando no que vivenciamos hoje, me remeti ao meu Ensino Fundamental, mais precisamente às aulas de Moral e Cívica; na época esta matéria parecia chata, as aulas pareciam “chover no molhado”, tendo em vista que alguns princípios e regras ensinados já eram praticados em casa; e até por serem comparadas com as aulas das disciplinas que tínhamos maior interesse. Mas hoje, vejo como foram importantes na construção de um referencial de cidadania!

Nós, alunos e professores, discutíamos sobre os assuntos do dia a dia, éramos levados a refletir sobre nossos comportamentos, nossas condutas e sobre a influência destes na construção da sociedade. Travávamos batalhas sobre o que era certo e errado, ou seja, a ética; era ensinado como funcionava a legislatura política e como podíamos participar do processo democrático; o professor falava sobre as leis e a importância de se respeitá-las; discutíamos os valores familiares, falávamos sobre a importância de se respeitar a mãe e o pai, além das pessoas mais velhas, independentemente da escolaridade ou nível social; era valorizada a cultura da gentileza, do olhar para o outro, de se colocar no lugar do outro (empatia). Então, me lembrei da história do menino que sempre gritava que tinha uma cobra no quintal e quando a mãe chegava pra socorrer não havia nada, assim, no dia em que a cobra apareceu de verdade e o menino gritou mais uma vez, a mãe não acreditou e não foi acudi-lo, o que reforçava que não deveríamos contar mentiras, sob o risco de ficarmos em apuros.

E hoje, como bem disse Bertold – “Numa época em que reina a confusão...”, vemos uma inversão de valores, vemos pessoas desonestas orquestrando falcatruas como se fosse coisa natural, assistimos a escândalos de corrupção, de desvio de dinheiro público, de negociatas. Enquanto a grande mídia só fala em Operação Lava-Jato e nestes dias na paralização dos caminhoneiros, vamos nos esquecendo que temos outros problemas, principalmente no nível micro, ou seja, em nossas comunidades, são filhos maltratando os pais, o problema das drogas, da prostituição infantil, da evasão escolar, do trabalho informal e do desemprego, de falta de segurança, e tantas outras mazelas.

É preciso não se conformar! É preciso resgatar antigos valores! É preciso mudar!

 

¹ Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de fevereiro de 1898 — Berlim Leste, 14 de agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. Recebeu o Prêmio Stalin da Paz em 1954 (Fonte: Wikipédia).

Coaching! Já sabe o que é! E como funciona?

Atualmente na mídia, tem-se falado muito sobre o coach...

O estudo da metodologia e objetivos do coaching contribuiu para a definição de diversos tipos de coaching, como: O coaching de vida, que trata de aspectos da vida pessoal, o coaching para esportes, com o foco no desempenho dos atletas, o coaching corporativo, orientado para suprir a necessidade das pessoas no mercado de trabalho e empresas, o coaching espiritual, direcionado à espiritualidade, entre outros.

O coaching é um processo, uma conversa, melhor, uma série de conversas, de perguntas PODEROSAS, que contribuem para a reflexão e motivação rumo aos objetivos estabelecidos.

Na condução do coaching, após a definição do objetivo, o coachee (cliente) é levado a analisar sua situação atual e o que precisa desenvolver de conhecimentos (saber) e habilidades (saber fazer) para atingir a meta escolhida.

Para que o processo de coaching seja eficaz é importante que haja: 1) o planejamento do processo, 2) um contrato escrito que estabeleça as metas de aprendizagem, 2.1) a parte comercial/financeira, 2.2) a forma que o serviço será prestado – dia, horário, local e papeis desempenhados de cada parte, 3) uma avaliação do coachee antes do processo, 4) o plano de ação a ser desenvolvido, 5) o acompanhamento do coach e 6) a reavaliação do coachee e a mensuração do que e quanto foi atingido, preferencialmente em relatório escrito.

Na abordagem do processo de coaching um modelo muito conhecido é o denominado GROW, onde as perguntas são feitas num crescente, levando o coachee a atingir os seus objetivos, um exemplo seria: O que você quer? Goal (metas); O que está acontecendo agora? Como você percebe a situação atual? Reality (realidade); O que você poderia fazer? O que te levaria a um melhor resultado? O que te traria maior satisfação? Options (opções) e O que você vai fazer? Quem necessitará saber do seu plano? Que apoio você necessita e de quem? Will (querer – o que, onde e quando). Assim, através de uma séria de perguntas, o coachee é levado a pensar o processo de mudança e escolher os melhores caminhos em direção às suas metas.

Para dar suporte ao trabalho do coach focado em negócios, existem também várias ferramentas de apoio na condução das sessões de conversas/perguntas, como: a análise estratégica com base na matriz SWOT (forças/fraquezas/oportunidades/ameaças); a avaliação 360°; o levantamento da visão, missão e valores; o conhecimento e exploração das múltiplas inteligências, entre outras.

E para o sucesso do processo, é importante conhecer a maneira de trabalho do coach, seus valores, suas competências, seu credenciamento – para entender a filosofia/metodologia empregada, sua ética, sendo esta talvez a mais importante, já que a parceria coach/coachee pressupõe confiança mútua para que o cliente possa expor suas ideias e sentimentos com a garantia da manutenção do sigilo e da confidencialidade.

Legal né? Dá pra perceber que o coach não é uma moda? Mas sim uma ferramenta de suporte para encontrar as respostas que só a própria pessoa que está recebendo o processo de coaching tem como fornecer! Espero que tenha entendido um pouco, que o texto sirva para demonstrar a importância do tema; se mudar é uma necessidade, o coaching é uma boa opção!