O Ponto do Conto - João Olivir Camargo
VOCÊ ANDA MAIS QUE NOTÍCIA RUIM!

Foi a frase que ouvi de manhã há algum tempo atrás quando me dirigia ao trabalho na prefeitura onde completei 22 anos de labuta no serviço público e, devo acrescentar que lá muito aprendi nestas mais de duas décadas. Explico o motivo da saudação inusitada: na véspera, havia ocorrido a posse do governador do Estado, evento transmitido pelos meios de comunicação da Capital e, depois de formar a mesa de honra o mestre de cerimônias agradeceu pela presença de algumas autoridades citando entre outros o nome de JOÃO OLIVIR GABARDO, o xará importante deste colunista. Há 25 anos, ou seja, no dia 14 de outubro de 1994 era inaugurado o CAIC Irmã Dulce aqui em Laranjeiras do Sul, quando Mário Pereira respondia pelo governo estadual, o presidente era Fernando Collor, o prefeito local José Augusto Beck Lima, o ministro da educação Murilo Avelar Hingel e o secretário estadual de educação, João Olivir Gabardo. Neste evento, este colunista oriundo do rádio era o mestre de cerimônias e senti que os presentes estranharam quando chamei ao palco o secretário João Olivir Gabardo, confusão desfeita quando viram o homem um tanto mais velho que o escriba, um pouco mais alto e bem calvo. Em 1999, quando lancei o livro NERJE o deputado Nereu Moura, presente ao ato, diante de centenas de pessoas que lotavam o Iguaçu Tênis Clube fez a saudação aos presentes, especialmente ao autor da obra João Olivir Gabardo. Logo percebeu o engano e consertou a fala da forma elegante como é do seu estilo. Sempre o tive como um terno amigo e leitor fiel desta coluna. Meu xará famoso que é advogado e geógrafo nasceu em União da Vitória no ano de 1931, foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, professor universitário e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, além de outros cargos de importância na seara política. Devido a um parentesco com minha avó materna batizada como Regina Gabardo e pelo fato de meu pai que recebeu o nome de João Afonso, deram-me o nome desse parente distante o que gerou certa confusão em alguns atos públicos, pois Gabardo e Camargo soam de forma parecida. Meu amigo ouviu a noite pelo rádio o reprise de trechos do evento na Capital, quando foi citado o nome do meu xará importante. Este foi o motivo do amigo me saudar de manhã desta forma: Bom dia, puxa... Você anda mais do que notícia ruim. Ontem de noite você não estava em Curitiba?