Reinoldo Back - Reinoldo Back
VÁ EM FRENTE, FAÇA O SEU DIA

Quando acordar ao amanhecer do dia, assuma o controle de suas atitudes. Essa declaração incorpora uma poderosa verdade que pode mudar radicalmente sua vida. Ela diz que o resultado final do seu dia, não depende de ninguém mais, nem de outra coisa. Não tem de deixar que suas circunstâncias, ambiente ou outras pessoas arruínem seu dia ou mesmo parte dele. Madre Tereza de Calcutá, Índia, passava seus dias nas circunstâncias mais deprimentes, imagináveis. Entreva dia, saía dia, minuto a minuto, hora a hora, vivia em meio a pessoas depauperadas à beira da morte. A visão e o cheiro das doenças e da morte, enchiam seus sentidos a cada momento que passava acordada. Embora ministrasse conforto ao moribundo, sempre enfrentava suas próprias insuficiências, uma vez que não tinha a habilidade de aliviá-los de sua dor e agonia física, nem de libertá-los das garras da morte. Todavia, sua vida não era repleta de depressão nem de desespero. Ela tinha o controle e sabia que suas atitudes mentais e emocionais não tinham de ser determinadas nem controladas pelas circunstâncias à sua volta, nem pelo que acontecia com ela. Um anjo, que passou por esse mundo, que se tornou santa. Pensar em uma situação que seja pior do que ser uma criança que não pode ver, ouvir nem se comunicar. Não conseguimos imaginar essa criança crescer sem poder ver o rosto de seus pais nem poder ouví-los dizer: "amo você", todas as noites antes de dormir. Não conseguimos imaginar querer se expressar como me sinto e, contudo, não conseguir dizer uma palavra. Esse foi o mundo no qual Helen Keller cresceu até os dezessete anos. Foi só pelo incrível amor, compromisso e persistência de Anne Sullivan que o mundo sombrio e silencioso de Helen foi gradualmente "iluminado". Embora nunca tenha recuperado os sentidos da visão e da audição, aprendeu a se comunicar e, por meio de suas palavras escritas e faladas, tem inspirado milhões de pessoas. Viver em um mundo rodeado de pessoas que viam toda beleza que ela nunca pôde vislumbrar, que podiam ouvir todos os sons admiráveis que nunca pôde ouvir, essa menina tinha todo direito e motivo para ficar amargurada e ressentida. Não obstante, não nutriu nenhuma amargura nem ressentimento. Ao contrário, talvez tenha sido uma das pessoas mais positivas e realizadas do século XX.

Não se conformar com os erros!

         Em décadas passadas quando a maioria de nós se formou no Ensino Médio, se é que se formou, tínhamos quase que nenhuma oportunidade de seguirmos em frente no mundo dos conhecimentos. Acabamos por aceitar o que o fraco mercado de trabalho oferecia. Aceitamos casamentos e relacionamentos que estão bem, em vez de lutar para torná-los excelentes. Fizemos apenas o que é esperado de nós em nosso emprego e vez de tentar  superar todo o desempenho registrado nos livros. Não tentamos assumir riscos e transformar nossas ideias em negócios porque realmente acreditamos que não seríamos capazes de superar grandes riscos e de alcançar um sucesso extraordinário. O  fracasso sempre traz consequências terríveis. E a partir daí casamentos terminam em divórcio porque o casal não tem percepção, confiança e conhecimento para transformar um casamento medíocre, ou ruim, em um relacionamento verdadeiramente realizado? Ou, igualmente trágico, quantos casais continuam a viver em relacionamento insatisfatório por anos, ou até mesmo décadas, porque não acham que podem fazer alguma coisa para transformar o relacionamento medíocre e insatisfatório em um relacionamento no qual suas mais altas esperanças e maiores expectativas são realizadas? E o tempo passa rapidamente a nossa vida também.

O PÚBLICO BRASILEIRO E A MÍDIA

A diminuição do público interessado em acompanhar o que diz a mídia, sobre a campanha dos políticos, ficou  muito claro nas últimas eleições. Provavelmente não tinha havido até esta última campanha eleitoral uma oportunidade tão clara de medir o tamanho da distância que separa hoje o que a imprensa imprime ou põe no ar daquilo que existe nas mentes e nos sentimentos da audiência. A mídia diz uma coisa. O público o contrário. A mídia anuncia que vão acontecer os fatos A, B e C. Não acontece nenhum dos três. Para que ficar tentando esconder a realidade? O que acaba de acontecer nas eleições de 28 de outubro de 2018, foi o maior fiasco que os meios de comunicação brasileiros já viveram em sua história recente. "É melhor admitir que alguma coisa deu errada, e averiguar quais falhas foram cometidas?" comenta um jornalista idoso, e experiente. Porque a mídia ignorou a lista de reivindicações, de mudanças claríssimas que a maioria dos brasileiros estava apresentando aos candidatos? Porque não tentou, em nenhum momento, entender porque um número cada vez maior de eleitores se inclinava a votar em Jair Bolsonaro? Ou Bolzonaro em italiano? Durante meses seguidos, os comunicadores brasileiros tentaram provar nos noticiários que coisas trágicas iriam acontecer para todos, se Bolsonaro ganhasse as eleições. No entanto nunca pensaram na possibilidade de que milhões de brasileiros estivessem achando que essas coisas trágicas, justamente essas, eram as que consideravam as mais certas para o país. A mídia convenceu a si própria de que não estava em cobertura jornalística, e sim, numa luta do bem contra o mal. Em vez de só cobrir, passou a torcer e a trabalhar por um lado da campanha, convencida de saber tudo. Teve como resultado, em que disputou uma eleição contra Jair Bolsonaro e perdeu com uma diferença de mais de 10 milhões de votos. Não é função dos órgãos de comunicação disputar eleições, muito menos perder. Já que decidiram fazer as coisas erradas, voltando o seu trabalho a favor de um lado contra o outro, deveriam pelo menos, evitar o papelão de acabar surrados pelo candidato que declararam "inimigo" e por seus quase 58 milhões de eleitores. Isso em português claro, significa que você está falando, mas ninguém esta ouvindo o que você diz ou ouvindo tão pouco  que não faz diferença nenhuma. "No caso de Bolsonaro, a credibilidade da mídia foi para o espaço" diz JR Guzzo. Como passar seis meses ou mais, fazendo uma operação contínua contra o candidato menos equipado materialmente pata disputar a campanha eleitoral e contatar, no dia da apuração, que todo esse esforço não resultou em nada? A conclusão é que o público está pouco ligando para o que a mídia lhe diz. "A partir daí, ela se torna irrelevante na vida real. Fica como arquibancada em jogo de futebol: xinga o juiz de ladrão e o técnico de burro, mas não altera em nada o resultado do placar" conclui Guzzo. Inventou-se como estratégia, desde o começo, que o ex-presidente Lula era candidato à Presidência da República em 2018 e não apenas isso, a mídia garantia que ele era o favorito disparado para ganhar. Foi uma falsificação integral. Lula não podia ser candidato. Condenado a mais de doze anos de cadeia em duas instâncias da justiça brasileira. Resta torcer para que o presidente eleito faça  as coisas certas, e seus filhos não atrapalhem.

EU, VOCÊ, PRECISAMOS DE UM PLANO

Se você estiver construindo uma casa, com certeza não começou comprando o material de construção antes do projeto. Da mesma forma, se estivesse indo daqui do Paraná para Roraima, certamente teria um mapa à mão para auxiliá-lo.. muitos perigos espreitam a pessoa que procura aventuras ou investimentos sem um plano claro e conciso. Outra pessoa pode estar economizando para adquirir a casa dos sonhos e, ao mesmo tempo, acumulando dinheiro para iniciar um novo negócio ou escrever um livro.  Isto é ótimo. No entanto, para a maioria de nós, há um limite para o dinheiro que conseguimos economizar. Isto significa que devemos ter uma prioridade; acreditar muito em uma vida sem dívidas. O senso comum nos diz que os três maiores estresses da vida envolvem o dinheiro, casamento e a saúde. Muitas vezes o estresse financeiro gera a tensão conjugal, podendo certamente provocar problemas de saúde. Em seguida, vamos tentar seguir conselhos de um grande economista, que diz que você e eu, temos que priorizar alo: como liquidar todas as dívidas não cobertas por seguro, ou seja, cartões de crédito, linhas de crédito etc. A maior parte desses tipos de crédito cobra altas taxas de juros; astronômicos. Liquidemos essas dívidas, e mais importante, não voltemos a utilizar esses tipos de crédito. Assim esperamos obter uma taxa de retorno garantida, igual ao montante do juro que estávamos pagando. Seguindo em frente, o renomado economista aconselha, liquidar sua hipoteca. Não há sensação melhor que viver em uma casa que seja um grande ativo patrimonial. Lembra ele, da primeira vez que entrei em minha casa depois de assinar o cheque da última prestação da hipoteca. Uau! Foi como entrar na casa pela primeira vez. Sentei na minha cadeira de leitura (claro que somente eu e meu gato temos direito de sentar nessa cadeira, embora os cachorros desobedeçam à regra quando não estou em casa) e saboreei o fato de que a casa era finalmente minha. Ninguém poderia tirá-la de mim. Que sensação maravilhosa! Sei que não pode ser grande coisa, mas considero isso muito importante e libertador. Freqüentemente, consultores financeiros são contra o pagamento de hipoteca. Afinal de contas, a hipoteca proporciona uma grande dedução tributária, e é o dinheiro de outras pessoas que está sendo utilizado. Mas há mais do que isso. Ao liquidar sua última parcela da casa, você, além de alcançar a liberdade financeira, sente a satisfação de saber que o dono de sua casa é você e, não o banco. "Eu compreendo a lógica das hipotecas, mas não consigo mais lembrar a quantidade de vezes em que, como consultor de investimentos, ajudei casais a liquidarem suas dívidas junto as instituições financeiras e, algum tempo depois,  recebi cartas ou chamadas telefônicas de esposas agradecendo-me pelo estímulo  para que tomassem essa decisão. Em geral as mulheres se preocupam mais coma segurança financeira do que com o crescimento de uma carteira de investimentos. É uma generalização, eu sei, mas minha experiência me diz que é verdadeira. Confie sim, uma vida sem dívidas liberta a mente o espírito, conclui o consultor de investimentos. Albert Einstein certa vez afirmou que os juros compostos são "a oitava maravilha do mundo". Os mais velhos podem se sentir desestimulados pelo fato de que tanto tempo passou e eles estão hoje em uma "sinuca de bico". Também os velhos passaram por turbulências econômicas, tendo sua poupança seqüestrada pelo governo. Tudo bem; isso em parte é verdade, mas nunca é tarde para poupar.

PRESERVAR EMPRESAS

Com o fim da II Guerra Mundial, (1939-45) uma Alemanha arrasada tentava ressurgir das cinzas. Dividida em quatro zonas de ocupação pelos Aliados isto é, Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética (Rússia). Os aliados ocidentais Estados Unidos, França e Inglaterra formaram um governo pós-guerra proclamando a República Federal da Alemanha, tendo como capital a cidade universitária de Bonn. Teodor Heus e Korad Adenauer, presidente e chanceler da Nova República. A União Soviética com sua zona de ocupação, criou a República Democrática da Alemanha (DDR) que de democrática nunca teve nada. Walter Ulbricht nomeado chefe pelos russos, e a capital uma parte de Berlim. A DDR durou até a queda do Muro em 1989. Houve então a reunificação, e Berlim voltou a ser novamente a capital da Alemanha. Os alemães trabalharam mais uma vez arduamente, para reconstruir a parte sucateada que receberam dos Russos. Voltando ao pós-guerra em 1945, os Aliados Ocidentais, foram mais inteligentes e optaram em preservar as empresas que haviam cooperado com o governo nazista: Volksvagen, Hogo Boss, BMW, Deutsche Bank, Dainmler-Benz e, algumas menores. Nenhum desses gigantes, que ajudariam o país a se transformar na potência atual, teria sobrevivido sem aquela sábia decisão. Mas, tiveram o cuidado de excluir a Krupp, fábrica de material bélico, aquela que no século 18 fabricou os primeiros canhões. Até hoje, a marca Krupp não foi totalmente apagada. Em 1769 o primeiro automóvel foi inventado na Alemanha e, o motor era movido a vapor. E o primeiro automóvel movido à gasolina, foi construído em 1885, também na Alemanha, por Karl Benz, dezoito anos antes de Henry Ford vender seu primeiro carro. Portanto, Henry Ford não foi o primeiro inventor de carro, e sim, o primeiro fabricante em série.

Inventores e empresas geram riquezas. Não só para seus donos e empregados. Elas geram riquezas para seus parceiros, revendedores, fornecedores, clientes, governos e todos os que estão à sua volta. É o chamado ecossistema de prosperidade nos dias de hoje, século 21. Quando se fala de uma empresa, pensa-se apenas na marca ou em seus donos. Poucos imaginam, por trás de uma logomarca há muitas pessoas que vivem dela. Com a tecnologia hoje tão avançada, os países com o maior número de multinacionais, são também os mais ricos. O Brasil, por breve período chegou a ter empresas nacionais em destaque no mercado mundial. Hoje como se lê, poucas resistem. Segundo o Boston Consulting Group, o Brasil só tem duas empresas nacionais que são consideradas desafiantes globais, ou seja, com potencial para assumir a liderança mundial no segmento em que atuam. Esse encolhimento se deve a vários fatores como: crise no mercado interno, instabilidade política, falta de reformas necessárias, e claro corrupção sem precedentes que abalou o país. Muitas dessas empresas assinaram acordos de leniência acreditando que poderiam se salvar e ajudar a salvar o país. Não foi o que aconteceu. Os acordos deveriam ter como objetivo preservar as empresas que assumiram seus erros e, colaboraram com as investigações. Puni-las sim, mas não quebrá-las. Na prática, elas se tornaram reféns da burocracia estatal, e expostas a todo tipo de represália. Todas as pessoas físicas ou jurídicas, cometem erros. Pergunta-se hoje, o que teria acontecido com a Alemanha em meados de 1945, se numa falta de visão e em nome de uma suposta justiça histórica para atender o clamor público internacional, tivesse decidido aniquilar as empresas do país e a famosa "Made in Germany"? é de se esperar que as autoridades brasileiras sigam o exemplo alemão, em vez de destruir optem pela preservação da fonte de prosperidade.

COMO FAZER E ACEITAR CRÍTICAS?

Como aceitar críticas tão fortes como: "Eu falei para você!". "Não acredito que você fez isso!""Em que droga você estava pensando?" "Você sempre faz isso!" "Você nunca faz isso!""Não seja ridículo!"Você está louco!" "Sabia que isso ia acontecer!""Porque você não me ouviu?""Não seja tão sensível!""Parece que você ganhou peso! Você realmente precisa prestar atenção no que come".

Críticas, críticas e críticas... crítica não é um palavrão, mas poderia ser. A crítica pode se apresentar de várias formas - uma declaração, uma pergunta sarcástica e até mesmo, um olhar condescendente. Ninguém a quer, e todo mundo a recebe. E embora todos nós odiemos receber críticas, não tem problema em fornecê-la. Ser criticado é uma das experiências mais difíceis que você tem de lidar todos os dias; contudo, criticar é tão fácil e natural quanto respirar.

Você se lembra de alguma coisa pela qual foi criticado enquanto crescia? Pense nisso por um minuto. Quais foram algumas das críticas que recebia dos professores, dos pais dos irmãos, das namoradas ou dos namorados? Disseram-me que tinha nariz grande, uma letra horrível, que era relaxado, que era muito possessivo, que era estúpido. Essas são apenas algumas que podemos ter recebido em nossa juventude. Procure se lembrar de mais alguma, tá!

Agora, vamos tentar se lembrar de alguma crítica que recebemos nos últimos trinta dias. Lembremo-nos de uma só. Agora também vamos tentar se lembrar de algumas críticas que fizemos na infância. As chances são grandes que seja muito mais fácil de lembrarmos das críticas que recebemos do que, das que fizemos. Porque? A resposta é que as críticas nos ferem muito mais profundamente, embora que, não admitamos. Mas, ferem tão fundo que o nosso cérebro nunca mais se livrará delas, mesmo depois de parar de pensar nelas por décadas. Na verdade, a crítica é tão desagradável, desalentadora e dolorosa que, quando se forma no ensino médio o estudante faz de tudo que pode para evitá-la. Todos devem se ajustar em seu comportamento para evitar ser criticado. Quantos relacionamentos e quantas famílias poderiam ter sido salvos se a ajuda tivesse sido oferecida livremente, em vez de negada por medo de crítica. Quantas grandes ideias e inovações que poderiam tornar a vida melhor nunca foram realizadas por medo da crítica. A crítica é uma das forças mais destrutivas em sua vida pessoal e profissional e na sociedade como um todo.  Essa é a má notícia. A boa notícia é que há uma forma de você superar o impacto negativo da crítica de alguém e derrotar por completo qualquer consequência negativa que ela possa ter em sua vida.

Outra forma de derrotar o impacto negativo da crítica e de parar de evitá-la é se arriscar a enfrentá-la. Não a ignore nem fique indiferente a ela. A única forma de derrotar o impacto negativo da crítica é aprender a maneira correta de lidar com ela. E há apenas um modo correto de lidar com a crítica. Veja, qualquer crítica que você recebe pode ser o seu melhor aliado ou seu pior inimigo, isso depende de três coisas: a fonte, a exatidão e a sua reação com ela. E se ela se torna sua inimiga conquistadora ou sua aliada é sua escolha. Embora ela possa vir a você como uma inimiga com intenção de machucá-la, você pode convertê-la em uma aliada que pode ajudá-la muito.

O FILHO PRÓDIGO

Há um número considerável de famílias que possui em seu meio um filho pródigo. E se for filho único? Pior ainda. Os motivos de afastamento da família são vários: desavença com os pais, irmãos, (quando tem), bebida, drogas etc. A falta de fé em Deus, e que Deus é qualquer coisa menos alguém capaz de colocar alegria em suas vidas. Pensar nele não trás boas recordações e, por isso, o "excluíram" de suas vidas. Alguns, no entanto, recordam a parábola do filho pródigo da bíblia, mas nunca a tenham escutado com o coração e tomado como referência para o que deve ser o comando da família. O verdadeiro protagonista dessa parábola é o pai. Por duas vezes repete o mesmo grito de alegria: "Este meu filho estava morto, e voltou a vida"; estava perdido e eu o encontrei". Este grito revela o que há em seu coração de pai. A este pai não interessa sua honra, seus interesses,  nem o tratamento diferenciado que lhe dão os seus dois filhos, no caso da parábola. Não utiliza nunca uma linguagem moral. Só pensa na vida do seu filho: que não fique destruído, que não continue morto, que não viva perdido sem conhecer a alegria da vida. O relato descreve com detalhes o encontro surpreendente do pai com o filho que abandonou o lar. Estando, ainda, longe, o pai o viu, com fome e humilhado, e ficou comovido. Este olhar bom, cheio de bondade e compaixão é o que nos salva, que salva um filho, que salva uma família. Deus nos olha assim. Então o pai corre ao encontro do filho ingrato. Não é só o filho que volta para casa, é o pai que corre ao encontro do filho e o abraça com grande ardor. Diz um texto: "Atirou-se ao pescoço e pô-se a beijá-lo". Assim está sempre Deus: com seus braços abertos para quem volte para Ele. Assim deveria ser todo pai. Mais adiante o filho começa sua confissão que preparara longamente em seu interior. O pai o interrompe para poupar-lhe mais humilhações. Não lhe impõe castigo algum, não lhe exige nenhum rito de expiação, não lhe põe condições para acolhê-lo em casa. O pai só pensa na dignidade de seu filho. Mando trazer o melhor vestido, o anel e as sandálias, símbolos de dignidade, para entrar em casa. O filho deve conhecer junto a seu pai a vida digna e ditosa que não pode desfrutar longe dele. Quem ouve esta parábola com o coração talvez chore de alegria e agradecimento. Sentirá que, no mistério último da vida, há alguém que nos acolhe e perdoa porque só quer a nossa alegria, nossa felicidade: o Pai que está no céu, referência divina para toda paternidade humana. A parábola da Bíblia conta a história moderna, alguns voltam para "pegar" mais um pouco e retornam ao mundo do vício e não estão nem aí para o sofrimento dos pais. Cada andarilho, e morador de rua, tem uma história, quase sempre muito triste. Apesar de tudo,  tem Alguém, para recebê-los de braços abertos.

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA

Que violência atraí e gera mais violência é uma constatação histórica. Nem todos e nem sempre as pessoas estão dispostas a "oferecer a outra face", isto é, quando agredidas, responder com uma palavra tranqüila que leve o agressor a refletir sobre a injustiça da sua agressão. A opção do diálogo para construir a paz parece ser sempre uma utopia, fraqueza ou ingenuidade. O episódio da derrubada das torres gêmeas em Nova York, com milhares de vítimas inocentes, levou ao massacre retaliador de dois povos, de duas nações: Afeganistão e Iraque. Com centenas e milhares de vítimas inocentes. Na guerra histórica entre palestinos e israelenses, cada agressão de uma das partes é respondida por outra, mais violenta, mas mortífera, com mais mortes inocentes. Quando vamos compreender que violência só gera mais violência e que diálogo é sempre a melhor e a mais humana opção? Não envergonhemos nossos irmãos animais...

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA

"Amaria fazer isso, mas não tenho tempo nem dinheiro".

"Queria começar o meu próprio negócio, mas não sou bom vendedor!"

"Sei que preciso começar a fazer exercícios, mas não tenho tempo!"

Essas são apenas algumas alegações que se ouve de amigos e amigas quando se é jovem ou de meia idade. Todos refletem o mesmo problema, a mesma corrente que mantém principalmente os adultos ancorados à sua plataforma, quando precisam decidir o que serão no futuro. A falta de recursos, como a falta de experiência, parece, para muitos, um obstáculo intransponível. Quando a falta de recursos surge entre você e seus sonhos, a resposta normal é dar a volta e continuar insistindo. O dinheiro sempre representa um recurso "limitado" para todos nós.

Para onde vai o tempo? O dia?

São duas declarações que representam o mais precioso recurso limitado que todos nós temos: tempo! Não importa o quão rico e poderoso alguém possa ser, o indivíduo ainda está limitado todos os dias às 24 horas do dia, sete dias por semana e 52 semanas por ano. O tempo é o mais limitado e precioso recurso que qualquer outro que você possua, não obstante é ao que você menos presta atenção e esbanja mais livremente. Quando esbanja seu dinheiro, mesmo que você perca cada centavo, tem potencial para recuperá-lo. Alguns dos homens mais ricos do mundo perderam suas fortunas da noite para o dia, e no entanto conseguiram recuperar tudo ao longo do tempo. Não esqueçamos, que ao lado de um grande homem, esta quase sempre uma grande mulher.

Se você falhar em usar seus talentos hoje, sempre pode começar a usá-los amanhã. Estão sempre à sua disposição. Mas quando você esbanja tempo, não pode jamais recuperá-lo, nem um único minuto não importa quanta riqueza você tenha, quão talentoso você seja, uma vez que o tempo tenha passado, foi-se para sempre. Pior ainda, seu tempo futuro foi igualmente limitado e fica mais limitado a cada dia que passa. Não obstante, o tempo, a mais limitada e valiosa mercadoria de todo o planeta, mais limitado e precioso que o ouro, é desperdiçado de forma que o tão abundante quanto a água da descarga.

Em agosto de 1994, meu pai foi diagnosticado com câncer terminal conta um consultor de empresas norte-americano. Os médicos achavam que ele tinha onze ou doze meses de vida no máximo. Durante esse tempo, de vez em quando conta ele, eu me afastava de minhas obrigações de negócios e tirava alguns dias para passar com ele. Ele vivia a cerca de mil quilômetros, e visitá-lo geralmente envolvia um monte de planejamento de antemão. Pouco mais de seis meses depois de ser diagnosticado com essa doença, começou a piorar mais rápido que o esperado. Contudo, eu continuava a agir como se fôssemos ter muito mais tempo depois. Levei-o ao hospital num fim de semana e, quando estava saindo, disse-lhe que voltaria em três semanas. Ele morreu duas semanas e meia depois. Como todo adulto que perde um dos pais, desde então desejei um milhão de vezes ter tido, pelo menos, uma hora a mais com meu pai. Trocaria, sem hesitar, cada centavo que tenho no banco por essa hora. Contudo, não posso tê-lo de volta nem por um minuto. Nenhum abraço, nenhum beijo, nenhum sorriso. Sinto tanto a falta dele que, às vezes, encontro-me doente e fisicamente dolorido por sua ausência. No entanto, enquanto estava vivo, poderia ter tido centenas dessas horas... só não percebi como o tempo estava passando depressa e irrevogavelmente. Sinto remorsos de não ter ficado com ele, até que partiu, meu querido pai.

FAMÍLIAS DOMINANTES

(A perpetuação de famílias na política brasileira é uma das causas da crise de representatividade, isto é, sempre os mesmos).

Só algumas delas:

1ª Os Bezerra Coelho

O legado do clã começa no início do século XX, quando Clementino Coelho se tornou político na região de Petrolina. Seu filho Nilo Coelho foi governador biônico de Pernambuco, senador, e presidente do Congresso durante o regime militar. Fernando Bezerra Coelho é senador, foi ministro de Dilma e dois de seus filhos têm mandato político.

2ª Os Calheiros

Em 1980, Olavo Calheiros Novais, o Major Olavo, foi eleito pela primeira vez prefeito da alagoana Murici. Entre os seus oito filhos, o mais ilustre é Renan Calheiros que se cristalizou no cargo de Senador, posto que ocupa desde 1995 - licenciando-se apenas em 1998 para virar ministro de FHC. Renan Filho, o atual governador de Alagoas caminha para a reeleição.

3ª Os Collor

Lindolfo Collor foi deputado nos anos de 1920 e ministro do primeiro governo de Getúlio Vargas. Seu genro Arnon foi governador e senador por Alagoas. Em 1989, o neto Fernando, então governador do mesmo estado, chegou à Presidência na primeira eleição direta realizada após a redemocratização, mandato ao qual renunciou. Hoje, é senador em segundo mandato.

4ª Os Sarney

Filho de um membro do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Sarney assumiu o governo do estado aos 35 anos. Foi eleito presidente após a morte de Tancredo Neves, de quem era vice. Seu filho Zequinha foi ministro dos governos FHC e Temer e hoje é deputado federal. A filha Roseana, foi deputada, senadora e governou o Maranhão por quatro vezes.

5ª Os Barbalho

Deputado estadual no Pará, Laércio Wilson Barbalho teve o mandato cassado pela ditadura. Seu filho Jader, hoje senador, governou o Pará e foi ministro de estado na administração Sarney. Helder, filho caçula de Jader, foi prefeito e chefiou três ministérios, dois no segundo mandato de Dilma Rousseff e um na gestão de Michel Temer. Hoje é candidato ao governo do Pará. (fonte: Veja).

A importância de dizer "Não"

Com certeza, todos nós conhecemos pessoas que têm muita dificuldade em dizer "Não". Ou até mesmo você, pode ser uma delas. Em geral, são indivíduos de bom coração sempre dispostos a ajudar. É um pai, uma mãe, que nunca consegue dar um sonoro "não" a um filho ou filha. Uma pessoa que empresta seu crédito a um amigo(a) já sabendo que poderá ter que arcar com graves problemas se o amigo não honrar. Então, perde quase sempre o dinheiro e o amigo. A ajuda de um amigo, deveria ser temporária como em casos de doença. Porque o problema começa quando alguns espertinhos percebem o temperamento de uma pessoa generosa e começam a abusar. Seja no ambiente de trabalho, de estudo ou na família, quem não sabe dizer "não" acaba se sobrecarregando. Fica quase sem tempo para realizar todas as tarefas e não consegue reservar sequer um minuto para seu próprio cuidado. Enquanto isso, os que vivem na "sombra e água fresca" não crescem, porque se acomodam nas facilidades da "vida mansa". Por isso, caso você perceba que precisa dizer "chega" não fique com pena. Coloque um ponto-final nesta situação.

Faltou cortar!

Cortar o que? Oito carros por ministros. A frota do Supremo Tribunal Federal continua com 88 carros de luxo. Carmem Lúcia dirigia um fusquinha. Ótimo. Mas antes de deixar o STF, poderia ter cortado alguns dos 88 carros da super-frota do Tribunal. Até junho, foram 2 milhões de reais gastos só com motoristas. Para cada carro deve ter um motorista. E o combustível? E muito mais...

VEM NA CONTA DE LUZ

Há tempos Paraguai e Brasil negociam a construção de uma segunda porte entre os dois países lá em Foz do Iguaçu. Depois de uns anos de discussões, os dois países chegaram a um acordo sobre quem vai bancar a obra. O dinheiro, uns 60 milhões de reais, vira de Itaipu. Ou seja: sua conta de luz paga a fatura. E podem ter certeza: o Paraguai se sairá bem na empreitada. Como também, as Construtoras brasileiras.

Qual seria a preferência?

Numa reunião recente na empresa, Emílio Odebrecht revelou aos interlocutores que estava arrependido de ter feito delação. Na sua visão, a colaboração não surtiu os efeitos que imaginava, nem para a companhia nem para a família. Foi lembrado com muita gentileza por um dos presentes, que a outra opção, era bem pior: cadeia para seu filho Marcelo e ele, também.

Inútil para o coração

(Estudo encomendado pela Organização Mundial da Saúde revela que consumir cápsulas de ômega - 3 todo dia, não previne doenças cardiovasculares). Natália Cuminale, Veja. A reputação dos suplementos alimentares, que já não andava boa, acaba de sofrer um novo golpe. Desta vez, as vítimas foram as populares cápsulas de ômega - 3. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que seu consumo seria capaz de prevenir problemas do coração e vasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. O estudo encomendado pela OMS, mostrou que não existem evidências que isto ocorra. Há muitas coisas que podemos fazer para proteger nosso coração, como não fumar, ter uma vida ativa, disse a líder da pesquisa. "As cápsulas de óleo de peixe não vão nos ajudar". Estima-se que 54% da população brasileira consuma complementos alimentares, sendo o ômega - 3 um dos mais populares.

O Instituto Cochrane, organização inglesa que avalia estudos médicos, seus pesquisadores revisaram os principais trabalhos publicados na literatura científica, analisaram 79 pesquisas e dados de 112.000 pessoas. E a síntese , nesse caso, não foi nada positiva para as cápsulas: mostrou que elas trouxeram pouco ou nenhum benefício para a saúde vascular. A boa fama do composto surgiu na década de 70, quando cientistas identificaram um menor risco cardíaco em esquimós que viviam na gélida Groenlândia. Viram que, a dieta deles era composta de peixes, baleias e focas - fontes naturais de ômega - 3. A substância tem ação anticoagulante, anti-inflamatória, diminui o acumulo de placas de gordura, dilata os vasos reduz a pressão arterial, baixa os triglicérides e aumenta o colesterol bom. Porque então os suplementos não conseguem alcançar esses efeitos? Uma das hipóteses é que a ação do ômega - 3, seja em cápsulas, não é suficientemente potente para modificar o curso de doenças, diz um cardiologista da USP. É mais ou menos como a relação entre o consumo de carne vermelha e a incidência de câncer. Estudos comprovam que ela existe, mas isto está longe de significar que quem come filé vai ter doença. Na virada dos anos 1990, os suplementos vitamínicos passaram a ser associados como o Santo-Graal da saúde. Seriam capazes de acabar com a queda de cabelo e até de prevenir o câncer. Mas logo se descobriram falhas nas pílulas, e surgiram medicamentos com efeitos bem mais poderosos do que os das cápsulas, e com doses mais altas. No caso do ômega-3, porém, estudos ainda podem comprovar sua eficácia, com outra dosagem. Mas, por enquanto o levantamento da OMS, é claro: não há porque gastar com suplementos. Sabemos que o consumo de peixes faz bem à saúde de forma geral. Ainda há pessoas que preferem a facilidade das cápsulas. A boa notícia para os adeptos do óleo de peixe comprado em farmácia é que mal para a saúde ele não faz, só mesmo para o bolso.

SEU GPS PESSOAL

(Steven Scott, escritor)

Adoro o GPS (Sistema de Posicionamento Global por Satélite). Costumo me perder facilmente quando estou dirigindo. O GPS mudou tudo para mim. Em vez de ficar olhando para um mapa, uma bela voz feminina me guia com rapidez e eficiência até o destino que busco. Se pego a pista errada, ou perco uma saída ou um retorno, ela instantaneamente me diz que esta "refazendo minha trajetória", e me leva aonde quero ir, apesar do meu erro.

Como o GPS funciona? Os satélites GPS simplesmente têm uma visão panorâmica perfeita do carro que estou dirigindo, da minha localização atual do meu destino e de todas as vias no percurso. Eles são capazes de calcular a melhor rota para mim. As vezes eu me afasto do caminho traçado ou me esqueço de ligar o GPS. Mas, quando estou perdido, eu o ligo, o sistema capta o meu sinal e rapidamente me guia por uma rota alternativa até onde quero chegar. Do mesmo modo, por meio do seu exemplo de vida, Jesus nos oferece um mapa da maneira como devemos viver e tratar as pessoas que nos cercam. Com suas palavras ele nos oferece um GPS que, quando devidamente seguido, nos guia passo a passo pelas oportunidades e adversidades da vida cotidiana. Quando não prestamos atenção em suas instruções e nos perdemos, indo parar em um lugar onde não queríamos estar, ele pode oferecer as instruções de que precisamos para voltar atrás e chegar ao nosso destino final.

Jesus falava usando uma linguagem que todos pudessem entender. Autodenominava-se o "Bom Pastor" e referia-se aos seus seguidores como seu rebanho. O que faz um pastor? Guia suas ovelhas até encontrarem alimento, água, abrigo e segurança. Toma conta delas. Jesus disse: "Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância" (João 10:10). Ele veio para nos dar uma vida abundante. Como o GPS, ele não nos obriga a seguir seu caminho. Em vez disso, simplesmente o aponta para que possamos decidir se vamos ouvi-lo e segui-lo ou se vamos ignorar suas palavras e tomar nosso próprio rumo. Não me entenda mal. A "vida abundante" que Jesus nos oferece não se refere a riqueza material. Conheci pessoas ricas mais infelizes e "vazias" do que outras que tinham uma condição mediana. Jesus disse, "A vida de um homem não se consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15). Sei de muitos que pensavam que sua insatisfação desapareceria se conseguisse um carro novo, uma casa nova, um novo conjugue, um cargo ou título, ou qualquer outra coisa que combinassem. Mas, assim que obtinham o que tinham lutado tanto para conseguir, descobriam que aquilo não trazia a satisfação que tanto almejavam. Como Jesus afirmou, o melhor que a vida tem a oferecer não pode ser encontrado em um objeto. Ele disse: "pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder-se ou destruir a si mesmo" (Lucas 9:25) se estamos perdidos em uma floresta, em um oceano ou em um deserto, que diferença faz nossa riqueza ou nosso patrimônio? Quando um homem morre em um acidente de carro, que diferença faz se foi em um BMW novo ou em um Chevrolet usado? Por outro lado, se uma pessoa é realmente feliz, realizada e segura, que diferença faz se ela é rica ou não?