Reinoldo Back - Reinoldo Back
Gostar ou não de política?

Se você não gosta de política, com certeza você será governado por alguém que gosta muito, mas muito dela. A sua falta de interessa pela política é como se esconder debaixo da mesa, enquanto isso, os maus políticos sempre se elegem e reelegem.

 

Antigos emigrantes alemães

Conselho deixado pelos emigrantes: em festividades sempre convidar a subir o palanque, prefeito, padre e pastor; presidente da cooperativa, câmara, clube, partidos políticos, juiz e delegado. É altamente improvável, que aconteça aqui na terrinha, ou não?

 

Vereadores nas ruas

Acredito que os vereadores estão certos em buscar melhorias para aquilo que utilizam. Mas, para serem bons vereadores, eles deveriam ser obrigados a utilizar todos os serviços públicos. Utilizr transporte coletivo para ir trabalhar, levar toda a família para ser atendida nos postos de saúde, colocar os seus filhos para estudar em escolas municipais. Assim, que alguém desses serviços for deficiente, estaria com mais facilidade na pauta da câmara. Ou não?

 

Trabalhar muito

Ainda não vi ninguém morrer porque trabalhou demais. Mas tem muitos microempresários que trabalham 12 horas por dia, as férias são no máximo 7 dias por ano, e não tem 13º salário. As leis trabalhistas deveriam ser mais uma vez revistas. Vivemos em um país em que até desempregados falam em direito trabalhistas, incompetentes tem estabilidade de emprego e se tornam mais inúteis a cada dia. Quando o brasileiro vai descobrir que só o esforço e a competência pode garantir emprego?

 

Inteligência emocional

Quando uma empresa está com problemas financeiros sérios, será que quem vai resolvê-los é o pessoal dos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário? Ou aqueles que tomam cervejinha em bares no final do dia? Com certeza que não. Ou os que tem décadas de experiência no assunto e são especialista em falências empresariais?

 

Apoiou ou não?

“A Igreja Católica apoiou o golpe de 1964 e nem por isso os brasileiros deixaram de ser católicos. Isso mostra que o PT tem futuro.” (José Diceu falando de pecado e perdao em 2005, quando era chefe da casa civil.)

 

Catolicismo

Parte da classe média alta, induzida pelsa mensagens de alguns veículos de comunicação, vai abandonando a Igreja e optando por “religiões empresa” que admitem o convívio egoístico e tranquilo de seus fiés com o consumismo materialista, aliando ás promessas de um céu além da morte os anúncios de milagres, curas e soluções para problemas financeiros e sentimentais. A Igreja Católica comete pecados, há mais de 2000 anos. A Igreja de Pedro teve e terá seus altos e baixos, mas irá até o fim dos tempo (Frei Almir OFM)

 

Burro inteligente?

Prefiro falar de Jesus Cristo, que fez coxo andar, doente sarar, morto ressuscitar, mas nunca fez um burro inteligente. (José Sarney, Membro da Academia Brasileira de Letras)

 

Homem ou Mulher?

“Eu não poderia deixar de prestigiar o maior homem da história de Santa Catarina: a anita Garibaldi.” (Esperidião Amin, então governador de Santa Catarina, no lançamento do livro sobre a vida de Anita Garibaldi, do jornalista Paulo Markun)

 

 

 

 

 

 

Dicionário Irrefletido

Abacate com açúcar – É considerado a fruta mais doce do Brasil.

Academia – Organização fundada, dizem, por Platão e seus amiguinhos filósofos, quando encontraram um jardim de (Academus, claro) onde podiam ensinar, sobretudo a garotada, altas ideias, e gostosas marginalidades.

Ano – Trezentos e sessenta e cinco dias. E seis horas de bandeja

Crase – “A crase não foi feita para humilhar ninguém” (Ferreira Gullar). A crase não existe no Brasil. É uma invenção de gramáticos. Nunca ouvimos ninguém falando com crase.

Descrente – Indivíduo que crê plenamente na descrença.

Especialista – O que sabe cada vez mais sobre cada vez mais sobre cada vez menos e com a descoberta da monociência, infinitamente menos sobre infinitamente mais.

Fé – Está bem que você acredite em Deus. Mas vai armado.

História – Uma coisa que não aconteceu contada por alguém que não estava lá.

Ideologia – Bitola estreita para orientar o pensamento. Não existe pensador católico. Não existe pensador marxista. Existe pensador. Preso a nada. Pensa a todo risco. A ideologia leva à idolatria, à leitura e adoração de mitos. E, finalmente, ao banquete ideológico.

Justiça – Sistema de leis legalizando a injustiça.

Lapidar – Verbo antigamente usado para atirar pedras em mulheres adúlteras. Hoje desmoralizado no Ocidente como punição, serve como prêmio e alto elogio, “teu artigo, escritor, é lapidado.” Também usado nos cemitérios (nas lapides) para elogios fúnebres. Não há canalhas nos cemitérios.

Medida – “Todo homem nasce duas doses abaixo do normal” (Humphrey Bogart)

Pão – O pão que o Diabo amassou. Expressão incompreensível pois em nenhum lugar da Bíblia ou da história se diz que o Diabo era padeiro.

Propaganda – A madrasta da prostituição.

Televisão – Maravilha tecnológica que leva ao extremo o barateamento da popularidade.

Medicamentos

Um dado para quem costuma relacionar felicidade financeira com satisfação sexual: em 2007, um ano em que o Brasil cresceu quase 5%, caiu o mercado de medicamentos para impotência ou disfunção erétil, na linguagem politicamente correta. Ou seja, com mais dinheiro no bolso, o brasileiro recorreu menos aos viagras da vida.

Marina Silva

Enquanto era Ministra do Meio Ambiente e defendia o ensino do criacionismo, o desmatamento na Amazônia batia recordes. Quando o desmatamento caía, era obra do ministério eficiente. Quando aumentava, era culpa do preço do boi e da soja. Eram as bravatas principais de Marina Silva. A ministra ainda informava o público de que a floresta estava ficando em pé porque o Ministério do Meio Ambiente implementava políticas públicas na direção correta e não porque o boi e a soja estavam baratos, o que certamente desestimulava sojicultora e pecuaristas de comer um pedaço de floresta. Quando veio o anúncio de que o desmatamento havia aumentado, adivinhem o que a ministra disse: “a culpa é do boi e da soja.” Portanto, quando aumenta, é culpa do preço do boi e da soja. Era óbvio que o boi e soja não esclareciam tudo. Não eram os únicos responsáveis por derrubar árvores ou mantê-las em pé. Havia outras causa para um resultado positivo ou negativo. O discurso da ex-ministra escondia e distorcia a realidade, desviando para o que mais lhe convinha. A ex-ministra Marina Silva, sempre fala baixo, tem saúde frágil, e uma biografia admirável. Era analfabeta até os 17 anos. Aos 26 estava formada em história. Já ganhou prêmios internacionais e sempre foi elogiada pela imprensa. Mas seus diagnósticos dolorosamente temerários. Marina Silva estava muito bem assessorada em assuntos evangélicos, tendo sempre por perto alguém para lhe estender a Bíblia a qualquer hora, a ponto de confundir o estado laico com sua fé. Só faltava se cercar de assessores que sabiam cuidar do Meio Ambiente. As bravatas servidas com carne de gado ao molho de soja, só produziram vexame.

Os bruxos das eleições

Ainda é cedo para falar sobre eleições, pois ainda estamos a um ano delas. Mas os políticos já devem estar articulando entre os partidos e os mais dinheirudos, em contratar os marqueteiros. Teremos com certeza em 2020 eleições para vereador, prefeito e deputados. Não tenho nem tanta certeza se haverá eleições para deputado, mas acho que sim, tamanho é o entusiasmo por eleições. Em nossa cidade provavelmente o atual prefeito, concorrerá às eleições de 2020, ou nomearia alguém de sua confiança. Nossa avaliação é que, está fazendo um bom trabalho e, precisamos estar sempre focados nos candidatos de nosso município. Aliás, gostaria de fazer uma pergunta: Quem são os opositores do prefeito de Laranjeiras do Sul? Até o dia de hoje, não se ouve nada de que algum grupo está criticando ou melhor, trazendo sugestões ao mandatário?

Mas vamos discutir um pouco sobre as eleições estaduais e federais. É lastimável que nós eleitores, votemos em produtos prontos e acabados, feitos sob medida para atender à demanda de mercado. As ideias, os planos a probidade e todas as demais qualidades imprescindíveis aos homens públicos dão lugar aos truques publicitários. E é assim que são eleitos aqueles que comandam os destinos de nosso país. Foge à compreensão dos homens racionais entender o que leva um político a investir milhões em uma campanha para concorrer a um cargo público, o qual deveria ser ocupado com a única finalidade de servir à nação, do qual não decorreriam vantagens pessoais. É paradoxal a veracidade com que os políticos disputam os mandatos com campanhas milionárias e é no mínimo duvidosa a vontade extremada deles de, trabalhar pela sociedade. Também querer mudar a imagem não é mudar o político ou seu caráter, mas a embalagem com que ele se apresenta ao eleitor. Devíamos reverenciar (de longe) esses gênios do marketing que tem o poder de transformar o indébito em legítimos representantes do povo. Realmente, são os homens e mulheres que mais entender como ganhar eleição neste país. Contratando marqueteiros, fica comprovado a incapacidade de nossos políticos de, pensar por si mesmos, além do que deixar claro que o teor dos seus discursos nada mais é, do que orientação dos marqueteiros só para ganhar o voto do eleitor.

Resta-nos saber se existe alguma salvaguarda no Código de Defesa do Consumidor caso elejamos um dos produtos vendidos por esses marqueteiros, que venha mostrar-se defeituoso após as eleições, como se os políticos fossem mercadoria qualquer. É uma avaliação bastante fria, mas real de quem procura entender o que se passa em nosso Brasil até o dia de hoje. Aristóteles afirmava que o “ser humano é um animal naturalmente político”, pois é inerente a ele a aglutinação, o convívio com seus iguais, não tendo por princípio o isolamento. Uma vez estando em sociedade, há que se organizar as relações entre os seres humanos. Os gregos batizaram essa organização de polis, suas cidades-estados politicamente organizadas, e foi este o conceito trazido ao Ocidente, até os nossos dias. Já a política partidária é aquela decorrente da filiação de um cidadão a um parido político que deverá ser escolhido a partir de sua ideologia, objetivos e conceitos.

A partir da militância política os cidadãos poderão concorrer a cargos eletivos, como vereador, prefeito, deputado, senador e até a Presidência da República. Enfim, não é o mesmo que interessante acompanhar ao menos um pouco a política, e os políticos? Sempre existem alguns bons entre eles que poderão nos trazer benefícios...

O palito é relativo

 

No Pantanal Mato-grossense, onde vivem várias espécies de jacarés, há uma espécie de ave, de penugem azulada, denominado Paliteiro. Essa ave observa os jacarés fazendo suas refeições. Quando os répteis terminam seu manjar, geralmente viram-se para a margem do rio e colocam metade do corpo fora d’água, escancarando ao máximo sua bocarra. E é aí que os Paliteiros aproveitam e entram na boca do grande animal e se alimentam das sobras de alimentos presos nos seus dentes. Assim, lucram ambos: o pássaro se alimenta e o jacaré fica com os dentes limpos. Não somos jacarés, nem temos um paliteiro que faça a limpeza de nossos dentes, mas nem por isso devemos descuidar de nossa saúde bucal.

Com os humanos é diferente, e o palito usado quase em todas as mesas variam com a cultura e com a época. Não existe atualmente no mundo das boas maneiras, vilão maior do que o palito de dentes. Nos últimos anos, os livros de etiquetas ressurgiram no Brasil e, em todos, lá está ele – proscrito e enxovalhado. “Palitos, nem pensar”, dizem as celebridades. Palito só como último recurso, desde que trancado no banheiro com várias chaves.

Mas nem sempre foi assim. No século 19, por exemplo, os ricos brasileiros consideravam a mesa incompleta sem o paliteiro, quase sempre uma peça rebuscada, feita de prata e na forma de pavões, carneiros e outros bichinhos. Até dom Pedro I usava e abusava do hábito de palitar os dentes. Parece que, antes de se generalizar o uso do charuto, era palitando os dentes que se conversava depois do jantar. E, se os exemplos nativos não parecem confiáveis, é bom saber que nos séculos XVI e XVII, na Europa, ter um palito permanente, entalhado em ouro e enfeitado com pedras preciosas, era o auge da elegância.

Mas qual a moral do caso do palito? Antes de mais nada, ele ajuda a lembrar que até mesmo as regras de civilidade mais simples têm história, e não fazem parte de uma tábua de mandamentos eternos e inflexíveis.

O ritual do jantar, um livro escrito pela canadense Margaret Visser, está recheado de episódios interessantes, escritos em estilo espirituoso, a obra faz um inventário dos bons costumes à mesa dos tempos pré-históricos até os dias atuais. Alguns deles são esdrúxulos para o ocidental. Na Melanésia, por exemplo, há culturas que o anfitrião simplesmente está proibido de tocas na comida que oferece. Fazer isso seria desprezar todas as regras de educação. Até os canibais tinham suas regras e suas etiquetas. No cotidiano, os antigos fijianos se alimentavam com as mãos, mas no momento de se banquetear com um inimigo, usavam um elegante garfo de madeira. Se os garfos ganharam aprovação, o mesmo não aconteceu com as facas para peixe. No século XIX, peixes eram comidos com garfo em uma mão e pão na outra.

Na Grécia antiga, mulheres eram desencorajadas a utilizar facas às refeições: o manejo de armas brancas, ainda que para cortar um prosaico bife de carneiro, era vedado ao sexo feminino. Na Idade Média, havia refeições em que a tigela de comida era partilhada pelo casal. Esperava-se galantemente que, só o homem manejasse a faca.

Assim como as toalhas, os guardanapos datam de Roma. Os próprios convidados deviam trazer os seus usando-os no final para embrulhar restos e levar para casa. Cientistas observaram um grupo de macacos japoneses, quando uma das macacas decidiu tirar a lama de uma batata que ia comer, lavando-a na água. A atitude causou impressão em seu bando, logo, outros macacos estavam fazendo o mesmo. Duas gerações depois, não só a lavagem das batatas era “obrigatória”, como se havia descoberto que, feita em água do mar, podia resultar numa refeição de batata salgada para a macacada. Os bichos podem ser, às vezes, incomodantemente parecidos com os humanos...

 

A arte de culpar os outros

A arte de culpar os outros e a tentativa de encontrar um bode expiatório para tudo, é uma prática que acompanha a humanidade há milhares de anos. Os estudiosos dizem que podemos sim nos livrar dela. A tentativa de jogar a culpa por uma situação indesejada de desastres naturais à guerras, de crises econômicas a epidemias – nas costas de um único indivíduo ou grupo quase sempre inocente, é, uma prática tão disseminada que alguns estudiosos a consideram essencial para entender a vida em sociedade. Se observarmos à nossa volta, encontraremos muitos exemplos. Quando um adulto interrompe a briga de duas crianças, uma aponta o dedo inquisidor para a outra: “Foi ela quem começou! ”.

Nos Estados Unidos, o culpado da vez é o 1% mais rico da população, que paga menos impostos do que a classe média. Na América Latina a tradição populista não existiria sem a invenção de inimigos imaginários internos (as oligarquias, os bandos, a imprensa) e extemos (o FMI, os Estados Unidos). A ditadura cubana sustenta-se há cinco décadas sobre a fantasia de que a miséria da sua população se deve ao embargo americano à ilha, e não ao fracasso de seu sistema comunista.

Enquanto vivo, Hugo Chaves chegou a levantar a bizarra hipótese, de que os Estados Unidos haviam provocado câncer nele e em outros quatro presidentes da região diagnosticados com a doença, entre os quais Lula e Dilma Rousseff. Como é possível que explicações irracionais como essas convenças tanta gente, apesar da falta de evidências? Charlie Campbell em seus livros defende a tese de que cada ser humano tende a se considerar melhor do que realmente é, e por isso tem dificuldade de admitir os próprios erros. “Adão culpou Eva, Eva culpou a serpente, e assim continuamos assiduamente desde então”.

Junte-se a isso a necessidade humana de encontrar um sentido, uma ordem no caos do mundo, e têm-se os elementos exatos para aceitarmos a primeira e a mais simples explicações que aparecer para os males a nos afligir. Desde muito cedo, com o surgimento das primeiras crenças religiosas, a humanidade desenvolveu rituais para transferir a culpa para pessoas, animais ou objetos como uma forma de purificação e recomeço.

A expressão “bode expiatório” refere-se a uma passagem do velho testamento que descreve o sacrifício de dois ruminantes no Dia da Expiação hebraico. O primeiro bode era sacrificado imediatamente em tributo a Deus, para pagar pelos pecados da comunidade. O segundo era enxotado ao deserto, carregando consigo, a culpa de todos os moradores.

Os gregos antigos tinham um escravo ou um marginal, que era banido para purificar o grupo, e assim afastar as punições dos deuses – pragas, secas e outros desastres.

A escolha do bode expiatório costuma obedecer a pelo menos um de três requisitos. Primeiro, deve ser alguém capaz de substituir sozinho muitas vítimas potenciais. Foi o que aconteceu com Andrés Escobar zagueiro da seleção colombiana de futebol cujo gol contra na partida contra os Estados Unidos eliminou seu time da Copa do Mundo de 1994. Quando voltou à Colômbia, Escobar foi assassinado a tiros, supostamente por apostadores que haviam perdido dinheiro com a derrota. Por maior que tenha sido o erro do jogador, é óbvio que num time com onze jogadores não se pode só atribuir a um deles toda a culpa por um resultado ruim.

O segundo quesito para um candidato a bode expiatório é ser alvo facilmente identificável. Adolf Hitler, um dos mais cruéis inventores de bodes expiatórios, achava que um verdadeiro líder era aquele que em vez de dividir a atenção de seu povo, tratava de canalizá-la contra um grande inimigo. Após séculos de antissemitismo na Europa, foi fácil para os nazistas transformar os judeus em suas vítimas preferenciais, atribuindo a eles a de serem os causadores e beneficiários da crise econômica que assolava a Alemanha.

A expiação coletiva imposta pelos nazistas resultou na morte de 6 milhões de judeus.

E o terceiro quesito para encontrar um bom culpado é suspeitar de qualquer pessoa que tente defender a inocência de um bode expiatório.

Dá pra acreditar?

Pensar na morte deveria ser natural

Alguém com 70 ou 80 anos, um pouco mais ou um pouco menos, se não pensasse na morte seria um alienado. E não se trata de hipocondria ou pensamento compulsivo obsessivo! Entre a psicopatia e a alienação existe a normalidade.

Penso na morte de uma maneira muito pragmática. Tenho 78 anos. Se, numa projeção, viverei até 90, sobram 12 de minha existência. Se chegar aos 105 – Tomara! – ainda tenho 27. Isso para mim é uma forma de pensamento saudável. Mas também não me preocupo demais porque acredito que Deus existe. Que a eternidade existe. Por que então, contar os anos daqui se tenho uma eternidade pela frente?

“Nunca encontrei um ateu no leito de morte “, afirmou Fernando Lucchese. Acho que não existe verdadeiro ateu quando está para morrer. Mas também não quero acreditar em Deus somente na hora do perigo de morte. Claro que pode bater o medo. Tenho que acreditar com lucidez e raciocínio e não irracionalmente.

Mas há os que, ao receber um diagnóstico de dois ou três meses de vida dizem “agora irei acreditar, agora vou rezar!” Menos mal. Mas não é o que eu quero. Como cristãos, temos o privilégio de melhor administrar essa situação da morte e de estresse. O que talvez seja difícil para um materialista ou quem não acredita em nada.

Temos pensamentos filosóficos, mentais e espirituais. Claro que há a questão de nosso físico: idade e morte desembocam uma na outra. Mas não devemos temer porque temos nosso Deus – embora imaginado e representado segundo nossos parâmetros humanos com seus diferentes modelos de acordo com as diversas cultural e civilizações. A morte – assim como a vida – é algo inexplicável. Por que tudo isso? Porque temos fé e isso ajuda a enfrentar a questão.

Quem nunca teve dúvidas? Santo Agostinho duvidou no século IV. São João da Cruz teve sua noite escura. Mas nunca se desesperaram.

A gente poderia perguntar: como alguém, que não tem fé, lida com a expectativa de sua morte? Como elabora a partida definitiva dos seus entes queridos e dos que conviveram com ele? Se não acredita em vida após a morte, por que conserva imagens, fotografias, mensagens, textos dos que partiram? Ou até fala sozinho, como se estivesse dialogando com quem já foi?

Nesse sentido, lembro do caso de dois ex-colegas já falecidos. Numa viagem de avião de Porto Alegre ao Rio de Janeiro, isso na década de 1960, o avião estava com pane e iria cair. Todos apavorados e afivelados nos assentos. Ao que um dos colegas tirou o cinto de segurança, levantou do assento e provocou o outro colega, que se confessava ateu: “E agora, fulano?! Deus existe ou não existe?” O ateu se manteve firme. Felizmente o avião não caiu. Deve ser muito difícil ser um descrente! Ou não, porque o ateu costuma racionalizar sua existência. Simone de Beauvoir, no livro “Todos os Homens são Mortais”, sustentava que seria muito ruim se tivéssemos que ser imortais.

Iríamos cansar de viver e sofreríamos muito por razões singelas: a vida se tornaria chata. Para ela, a vida deve ter um limite, como um jogo de futebol tem só 90 minutos ou até no máximo prorrogação. Ela também não acreditava que somos criaturas de Deus e sim que Deus seria mera criação humana.

Crer ou não crer é uma opção. Eu creio que a vida continua depois da morte e me dou muito bem….

Juros Bancários

Há um meio século que a gente ouve falar sobre os terríveis juros cobrados pelos bancos. Banco nunca perde porque não empresta se não houver uma boa hipoteca. Não existe nenhuma atividade econômica no país que dê tanto lucro. Sem produzir um alimento, um grão sequer. Talvez seja por isso, que tantos bancos estrangeiros queiram se estabelecer no Brasil. Atrás desse carrossel, surgiram nas últimas décadas, as Cooperativas de Créditos Rural. Rural e qualquer outro crédito, ainda nos moldes das Cooperativas de Crédito trazidas pelos imigrantes no século 19.
Na questão dos altos juros a gente se lembra apenas de um governante que reclamou várias vezes: Trata-se do falecido vice-presidente da República do governo Lula, José de Alencar Gomes da Silva, o Zé Alencar. Ele reclamou a todo momento dos juros escorchantes cobrados pelos bancos. Não era de se admirar: ele foi um grande empresário. Até a ex-presidente Dilma Rousseff tentou por decreto e no grito abaixar os juros bancários. Em vão. Em vez de ficar reclamando dos bancos, o governo deveria começar a fazer a parte que lhe cabe, desonerando a tributação sobre operações financeiras compulsória. Na base do Sistema de Crédito aparece a rolagem da dívida pública, que por não ter risco, é o melhor negócio bancário, dizem os economistas.
O governo leva em tudo. É dono de bancos estatais e possui no mínimo ações em bancos privados. Não seria ótimo se esse presidente Bolsonaro, neste momento estendesse uma guerrinha à redução dos impostos no Brasil? Ele que toda semana está envolvido em polêmicas?
É justo os brasileiros pagarem 35,90% de impostos/taxas em uma conta de energia? Essa arrecadação é imensa, pois todos os brasileiros que tem moradia, pagam. Isto é apenas um exemplo. E o governo fala sempre demais, e age pouco. Também reclamar dos juros bancários mais altos do mundo e não lembrar que o governo é um “sócio oculto” que fica com 22% do “spread” a título de impostos? Cada R$ 100 produzidos na economia brasileira, o governo fica com 36 reais na forma de impostos. Poucos países possuem uma tributação dessa magnitude: As exceções são as ricas economias europeias. Na Noruega, a carga tributária chega a 43% do PIB, mas a renda per capita no país é de U$ 97 mil. Não é esse o caso do Brasil, onde a renda mal ultrapassa U$ 11 mil e os serviços prestados pelo governo à sociedade estão a anos luz do padrão escandinavo. Um estudo expões com nitidez rara, o desperdício de riquezas em decorrência do binômio formado pela carga tributária pesada e pelo gasto público de má qualidade. Essa combinação viciosa faz o país perder o equivalente a um produto interno bruto (PIB) a cada dez anos trata-se de um custo para a sociedade superior ao dos juros elevados do real valorizado, dois fatores frequentemente apontados como causa da perda de competitividade da indústria nacional. O peso dos impostos, os juros cobrados pelos bancos e a ineficiência pública minam a produtividade e corroem o potencial do crescimento. Colocando a equação em números, cada aumento de 1 ponto percentual na carga tributária reduz o crescimento em 0,5 ponto percentual.
O pano de fundo seria estimular a produção nacional partindo de um ganho de eficiência o setor público, em vez de se preocupar apensa com poucos incentivos à demanda. Se o governo deixar de impor uma afixia aos empreendedores, reduzindo os impostos e os juros bancários seguramente o país começara a andar, e os empregos surgirão.
Um controle de gastos por parte da união, a simplificação das cobranças ao contribuinte. E o dinheiro consumido todo ano com os juros das dívidas estaduais e municipais? Se nada for feito, o avanço na renda dos brasileiros sempre será modesto.

Meu encontro com Deus

Um médico fala do seu “encontro com Deus”


Depois de uma semana cansativa de trabalho, que aguçou a saudade de casa, o médico João Carlos Resende se emocionou e comoveu internautas ao relatar a consulta com uma paciente de câncer. Dona Socorro chegava ao Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, ansiosa por uma boa notícia, mas receberia em seguida um novo diagnóstico da doença. A simplicidade da reação da idosa, mesmo decepcionada, tocou profundamente o coração de Resende. Ele publicou o encontro no hospital com aquela mulher franzina, pobre, simples, um sorriso brincando no seu rosto marcado pela visa. Mas Resende precisava avisá-la de que a doença havia voltado e progredido, e ela precisava retomar a cansativa e nauseante medicação. João Carlos Resende Martins é de Campina Grande, Paraíba, e foi morar no interior de São Paulo em 2017, para fazer sua residência médica em oncologia. Sempre gostou de escrever, movido pela leitura e pelo incentivo da mãe que é revisora ortográfica. Muito ligada aos parentes desde criança, ele convive hoje com a solidão. Mas aposta na missão de ajudar na fragilidade dos pacientes com câncer, em um mundo que “usa a fragilidade das pessoas para o engano, o golpe”. E se apoia em afagos como de Dona Socorro, o que trouxe um sopro de esperança.
Dr. Resende:
Semana curta e cansativa, coração agitado mente num turbilhão. Deus hoje resolver me visitar. Ele tinha um corpo franzino, rosto marcado pelo sol, mãos com sutil aspereza de quem trabalhou pesado a vida toda e um cheiro de lavanda misturado com as cinzas de um fogão de lenha. Ele falava de um jeito bonito e simples, arrastado e vindo lá de Goiás. Vestia a melhor roupa que tinha, colorida, bem cuidada, mas respingada da sopa que lhe serviram antes da consulta. O sapato de algodão listrado não combinava com a blusa florida... Oh, mas com Ele era Deus e podia tudo. Seus olhos fugiam dos meus. Como podia Deus se fazer pequeno assim? Logo lembrei que Ele sabe muito bem fazer isso. Lembrei que Ele foi homem, é pão e será sempre grande, pequeno Deus. Parecia envergonhado, ansioso pela notícia, infelizmente não tão boa. Estava cansado da viagem, da sala de espera lotada e de anos de luta contra o câncer. Diante da grandeza à minha frente, aumentei minha pequenez para que pudesse caber na menor brecha que ousei adentrar naquela vida. A doença mudou, progrediu e voltou a judiar. Aquele remédio que tanto cansava e nauseava aqueles poucos quilos tão frágeis se faria necessário mais uma vez.
- Mas Douto. Não diga isso.
Seu rosto se entristeceu e quanto me doeu ver Deus ser tão gente ali, diante de mim.
- Dona Socorro, não fique triste. O doutor aqui tem coração mole e pode chorar.
Olhou para mim e pude ver o brilho dos olhos sábios dizendo:
- Vou chorar em casa, para o senhor não olhar.
Como pode Deus me visitar assim. Aquilo me engrandecia. Examinei aquele corpo pequeno. Coração forte e barulhento, pulmões que sopraram em mim o sopro da vida e o mais belo sorriso com as cócegas geradas ao palpar seu abdômen. Pensava comigo o quanto eu queria, com minha mão retirar os tumores um a um e ao mesmo tempo para mim era uma visita de Deus. Minha prescrição talvez seria o que menos importava ali, mas assim mesmo a fiz.
- Dona Socorro, vou prescrever aquele remédio chatinho, mas para tentar controlar a doença da senhora.
Humilde ela respondeu:
- É o jeito. O resto pode estar doente e não prestar, mas o meu coração é grande e bom. Doutô.
Já emocionado, pedi um abraço ganhei mais: uma foto, um carinho no rosto e a certeza de que Deus sempre estará comigo e me visitará de diversas formas.
Ironicamente, saiu daquela sala e falou:
- Fica com Deus, Doutô.
- Estive com ele, Dona Socorro, estive com ele!

Maximiliano Kolbe

Ninguém Tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo próximo (João, 15,13).

Maximiliano Maria Kolbe, nascido Rajmund Kolbe, na localidade de Zduńska Wola, Polônia, em 08 de janeiro de 1894, foi um missionário franciscano que morreu como mártir no campo de concentração nazista de Auschwitz, tomando o lugar de outro prisioneiro, Franciszek Gajowniczek. Kolbe foi canonizado pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de outubro de 1982. Frei franciscano conventual, Padre Maximiliano estava recolhido a uma das prisões de Auschwitz como outros 320 presos trazidos de Varsóvia em 28 de maio daquele ano de 1941, identificado sob o número de 16670.

Sorteados para morrer de fome e sede, em fins de julho com um dos presos conseguira fugir (foi encontrado mais tarde afogado numa latrina). Em represália, o responsável daquele campo de concentração separou dez presos que deveriam morrer de fome e de sede, trancafiados num porão daquela masmorra. Enfileirados, ele – o chefe – estava tirando o décimo da fila até completar a cota dos sorteados para morrer.

Padre Kolbe não tinha sido um dos sorteados, mas ofereceu-se para o lugar de Franciszek Gajowniczek que desesperado, gritava: minha pobre mulher e meus filhos não vão mais voltar a me ver.

O implacável e sádico subcomandante vendo Kolbe vindo em sua direção prontamente sacou a arma e gritou: alto, o que quer esse polaco sujo? O religioso, magro e pálido, apenas disse: quero morrer em lugar daquele. Warum? (Por que?) Retrucou o chefe, e Kolbe: já sou velho e não sirvo mais para nada. Cada vez mais pasmo, o chefe falou: e por quem você quer morrer? E, indicando Franciszek: por aquele que tem mulher e crianças. E o chefe, agora ainda mais curioso: mas quem é você? Resposta de Kolbe: Sou um padre católico. Injeção letal. Após duas semanas de fome e de sede, apenas quatro dos dez restavam vivos, no escuro e fétido porão, três deles já inconscientes. Kolbe, contudo, continuava lúcido. Finalmente, os que ainda estavam vivos receberam o golpe final da lenta agonia: Uma injeção de ácido fênico para desocupar a cela.

“Frei Kolbe – conta Bruno Borgowiek, um dos auxiliares do médico da prisão – com uma prece nos lábios, ofereceu ele próprio, o braço ao algoz. Eu não pude resistir. Meus olhos não quiseram mais ver. E sob pretexto fugi”. Era 14 de agosto de 1941, os restos mortais do religioso franciscano foram cremados em 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora. Frei Kolbe foi canonizado em 10 de outubro de 1982, na presença de Franscizek, aquele que tinha sido “sorteado” para morrer.

Kolbe é visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo. E também é padroeiro dos presos. Em julho de 1998, a Igreja Anglicana ergueu uma estátua de Frei Kolbe em frente a Abadia de Westminster, em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado a memória dos dez maiores mártires do Século XX.

E por quem você quer morrer? Por aquele que tem mulher e crianças. Mas quem é você? Sou um padre católico.

Frei Maximiliano Kolbe.

(Matéria do jornalista Hugo Hammes)

O juiz que condenou Cristo

Arqueólogos israelenses encontraram o mausoléu da família de Caifás, o sacerdote que presidiu o julgamento de Jesus e entregou-o aos algozes romanos. As ossadas foram descobertas numa antiga caverna na periferia de Jerusalém. Um dos personagens mais enigmáticos da Bíblia, Caifás é retratado por historiadores como um homem obcecado pelo poder e um grande bajulador do governador sarraceno Pôncio de Pilatos. Como a maioria das descobertas arqueológicas, a do túmulo de Caifás também ocorreu por acaso. Um grupo de operários que trabalharam no alargamento de uma estrada em Jerusalém encontrou a gruta, que continha doze urnas funerárias. “É a descoberta arqueológica mais significativa do período em que Jesus viveu”, afirmou um professor de religião inglês, estudioso da trajetória de Caifás.

Renovar as esperanças ainda em 2019:

...que haja mais amor em cada coração e mais vida e mais esperança em cada corpo humano;

...que haja mais mensagens de otimismo e menos incitação ao ódio circulando pelas redes sociais;

...que haja mais respeito pelo diferente e menos conformismo diante do desrespeito que atinge as pessoas mais fragilizadas da sociedade;

...que haja menos desânimo diante dos fatos que se apresentam como consumados e não são mais que formas de clamar pelas mudanças em nosso país;

...que haja mais empenho por parte da sociedade, religiões e governantes na construção de um mundo mais justo e fraterno e menos gente acomodada na “zona de conforto”;

...que haja mais fé em Deus e nos homens e menos seguimentos aos falsos profetas;

...que haja cada dia, novos sonhos e mais vontade de realizar a utopia de um mundo justo, terno e solidário, sinal de que a esperança ainda não morreu no coração da humanidade;

...que haja ainda esperança para quem se encontra em um leito de hospital, privado de seus familiares e amigos, por uma razão ou outra. A vida é curta demais para se odiar alguém. Faça as pazes com seu passado para não estragar a sua partida.

...que haja nunca ninguém que comanda a sua felicidade, a não ser você. Tenha consciência que a vida é uma escola e que todos os dias você pode aprender uma nova lição. Se ficar doente, os amigos farão o seu trabalho, mantenha se possível contato com eles.

Eu. Você... perante a sociedade:

1° Entre mais em contato com sua família e seus amigos;

2° Dê algo de bom aos outros diariamente;

3° Perdoe a todos que já te ofenderam um dia;

4° Passe quanto tempo puder com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;

5° Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;

6° O que os outros pensam de você é problema deles, não seu;

7° Você não necessita ganhar todas as discussões; aceite também a discordância;

Com relação a vida:

1° Faça sempre o que é correto, ou pelo menos tente:

2° Desfaça – se do que não é útil, bonito ou alegre;

3° Deus cura quando for pedir;

4° Por muito boa ou má que a sua situação seja, ela mudará;

5° Não interessa como se sente, levante, se arrume e apareça;

6° O melhor ainda está por vir;

7° Quando acordar vivo de manhã, agradeça a Deus pela graça;

8° Mantenha seu coração sempre feliz. Amém... que assim seja.