Reinoldo Back - Reinoldo Back
CONSTITUIÇÃO – 30 ANOS

A Constituição brasileira completou 30 anos em 08 de outubro de 2018 com um legado ambíguo. Deu ao país estabilidade política e um arcabouço de direitos fundamentais. Só as emendas impediram que ela se tornasse uma barreira intransponível para o crescimento econômico. A Constituição que recém completou 30 anos, refletiu o arrojo das forças políticas dominantes no Brasil quando de sua promulgação. Constituições não materializam consensos perfeitos, mas os acordos possíveis e, como a história, são escritas pelos vencedores. A Constituinte era composta de pessoas de todas as origens. Eram banqueiros, operários, ex-cassados, ex-guerrilheiros. Todos queriam estar representados. Queriam, a seu modo, melhorar o Brasil lembrou o relator-geral da Constituição. Alguns impasses eram insolúveis, como provam os diversos temas consagrados no texto, mas deixados à espera de uma lei complementar. Até hoje há dezenas de artigos que aguardam regulamentação. Vista por este prisma, a Carta deixa claro quanto ainda existe de dissenso na vida pública brasileira. Dois méritos se agigantam quando se fala da Constituição de 88. Assim que foi promulgada, ela se tornou um símbolo. Era o sinal de que, depois de 21 anos de ditadura civil-militar o país havia cumprido a transição democrática. Como na primeira hora, a Carta preserva essa força simbólica. Acima de tudo, ela deu ao país instituições funcionais, verdadeiras máquinas de resolver conflitos sem rupturas políticas dramáticas e paralisantes e, fazendo isso, proporcionou ao Brasil um caminho trilhável para futuro. Não foi pouca coisa naquele momento. A primeira Constituição nos moldes democráticos foi promulgada nos Estados Unidos, em 1787. Era uma pequena carta de princípios, com apenas sete artigos, mas que garantiu o desenvolvimento político de uma das democracias mais civilizadas que o gênio humano produziu. Ali, frisavam-se a supremacia da lei e a garantia dos direitos individuais, como a liberdade e a propriedade. Promulgada logo depois, a Constituição francesa promovia ideais semelhantes. Naquele tempo, o Brasil era ainda um apêndice de Portugal. A primeira Constituição do país seria promulgada em 1824, com a proclamação da independência. Enquanto os americanos, ingleses e franceses aprendiam aos poucos a criar uma democracia, os brasileiros viviam sob a tutela de soberanos (dom Pedro I e dom Pedro II) com poderes quase que absolutos. As luzes da democracia só chegaram ao país em 1881, um século após nascer na Europa e nos Estados Unidos. No século 20 o Brasil conheceu apenas lampejos democráticos, intercalados com as longas sombras dos períodos autoritários. Antes da Carta de 88, foram quatro constituições e duas ditaduras, a de Getúlio Vargas e a dos militares. A ditadura dos militares é ainda hoje muito lembrada, porém a ditadura de Vargas (civil) é pouco lembrada. Será que foi melhor? Enfim, a cada terremoto institucional seguia-se uma nova Constituição. Em 1988, os constituintes queriam assegurar que os abusos da ditadura, como a censura e a perseguição política, não se repetissem. Naquele momento, a maneira mais apropriada de fazer isso parecia ser encravar minuciosamente todos os direitos na Constituição. Paralelamente, a Carta de 88 perpetuou a concentração de poder no Executivo, dando continuidade a uma tradição que remonta ao império. O governo federal se manteve senhor absoluto da chave do cofre. Tanto assim, que o grosso dos tributos pagos pelo contribuinte continuou fazendo uma escala nos cofres da União, para só então ser distribuído, ao alvitre do poder central, aos estados e municípios. Entre o vai e volta, quanto tempo passa? Uma gritante falha da Carta de 88, sem dúvida.

Sortudo, Bolsonaro assume com PT delirante e PSDB agonizante

Jair Bolsonaro é um homem de sorte. Além de eleito sob o signo do improvável, assume o governo na circunstância em que os dois partidos que lhe poderiam fazer oposição se encontram em estado de invalidez grave. O PSDB à beira da dissolução física e o PT no limiar da dissipação mental. Este delira e aquele agoniza sem que o atual presidente tenha tido participação ou possa ser apontado como o responsável direto pela situação da qual, não sendo agente, ainda assim é beneficiário. Não que o governo Bolsonaro tenha por isso sucesso garantido. Para ele, o êxito ou o fracasso dependem antes do conjunto de fatores internos que dos obstáculos externos a ser produzidos por tucanos e/ou petistas hoje relegados à completa irrelevância. Nada do que diga o PT ou do que faça o PSDB tem importância. Isso dito de dois partidos que dominaram a cena política até anteontem e por praticamente três décadas atuaram na dinâmica do contraponto, galvanizando posições e emoções. Pareceu que de uma hora para outra viraram pó. O repente, no entanto, foi apenas aparente. A derrocada obedeceu a um processo longo e ao cumprimento de um roteiro de autodestruição alicerçado em equívocos. Os pilares do desastre o PSDB construiu no menosprezo à força da ausência de caráter do adversário e na confiança ilusória da própria superioridade moral. Tucanos achavam-se irretocáveis até que o mensalão e a Lava-Jato lhe bateram à porta. Petistas se consideravam imbatíveis até ser abatidos no vôo breve da candidatura Fernando Haddad, decorrente do devaneio de que Lula preso alimentaria o movimento Lula Livre e libertaria o partido dos crimes cometidos. Pois hoje está o PSDB nas mãos de um ambicioso arrivista disposto a entregar o partido a quem se disponha a inflar seu projeto de chegar à Presidência da República, com seus fundadores ainda restantes perguntando-se o que fazer, sem perceber que não há nada a fazer, pois lhes foram cortadas as cordas vocais. Seus próceres tradicionais falam, e ninguém os ouve. Os tucanos de recente geração não estão nem aí para o que diz Fernando Henrique Cardoso, lixam-se para as ponderações do único e mais qualificado intelectual com passagem pela Presidência, cujo vacilo maior (e definitivo) foi ter cedido ao pragmatismo de Sérgio Motta no embate pela reeleição no próprio mandato. Os petistas se consideravam inimputáveis até a prisão de Lula. A partir daí descompensaram de vez, começando e terminando pela escolha de Gleisi Hoffmann para presidente do partido. Casada com Paulo Bernardo, ele um dos petistas mais ponderados e ela mesma uma chefe da Casa Civil de idéias e comportamento bastante razoáveis, Gleisi tomou o rumo da falta de juízo, recentemente seguida por Haddad, que aderiu à dinâmica bolsonarista de trocar piadas via internet. Pelo visto, houve a opção pelo perdido por um, perdido por mil. Como a presença de Gleisi na posse de Nicolás Maduro como se não houvesse nada mais a perder e nenhuma disposição em investir na recuperação de um projeto que deixou de ter adeptos para reunir fanáticos com os quais não se vai a lugar algum.

(Dora Kramer, publicado na revista VEJA em 23 de janeiro de 2019 – edição nº 2618)

A FUNDAÇÃO DE SEUS SONHOS

George Washington tinha um sonho, que era compartilhado por Thomas Jefferson e outros que assinaram a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. O sonho deles fundamentava-se em seus valores pessoais, e eles lembravam seus tipos de personalidade e pontos fortes a fim de abastecer seus esforços para realizar seu sonho de criar uma nação democrática e independente. Compensaram suas limitações e seus pontos fracos pessoais individuais ao se associarem uns com os outros, lançando uns sobre os outros os pontos fortes para superar suas limitações e pontos fracos. Seu sonho foi convertido em realidade e, até hoje, os cidadãos norte-americanos são beneficiários diretos desse sonho.

Adolf Hitler, Benito Mussolini e Hideki Tojo também tinham um sonho fundamentado em seus valores pessoais, tipo de personalidade e pontos fortes e fracos pessoais. O sonho deles não só resultou em suas mortes prematuras (suicídio, enforcamento e apedrejamento), mas, infinitamente pior, transformou-se no pesadelo de seus próprios países, sacrificando a vida de homens, mulheres e crianças e quase levando uma civilização à beira da aniquilação. O sonho deles, ao mesmo tempo, causou a morte de homens, mulheres e crianças de outros países e gerou o desenvolvimento de armas nucleares que ameaçam as gerações do futuro. A diferença entre o resultado do sonho de Washington e Jefferson e o de Hitler, Mussolini e Tojo foi em função de uma coisa: a diferença de seus valores pessoais. Quer gostemos, quer não todo sonho já perseguido fundamenta-se nos valores pessoais de alguém. Se esses valores são a cobiça e o engrandecimento pessoal o sonho pode se transformar no pesadelo de outras pessoas. Quando, por sua vez, um sonho fundamenta-se em valores virtuais, a realização pode trazer benefício incalculável para as gerações futuras. Jim Coob sonhou ser o maior jogador de basquete que já existiu. Ele estabeleceu mais recordes no basquete profissional que qualquer outro na mesma modalidade. Sonhou ganhar fama e fortuna e conseguiu. Além da fama no basquete seu investimento na primeira oferta pública da incipiente empresa Coca-Cola garantiu-lhe mais riqueza do que conseguiria gastar em uma dezena de vidas. Realizou seus sonhos impossíveis, todavia apenas três pessoas compareceram em seu funeral. Ele conquistou sucesso, fama e fortuna durante a vida, mas foi destituído de amor, alegria e felicidade pessoal. Não havia nada inerentemente ruim ou errado com os sonhos de Coob, de ser o maior jogador de basquete da história ou de fazer fortuna pessoal. Se esses sonhos tivessem sido fundamentados nos valores e prioridades corretos, teria sido um homem feliz e realizado. Sua vida teria sido cheia de alegria oriunda de relacionamentos amorosos com a família e com os amigos. Mas em vez disso, viveu e morreu um homem infeliz, conhecido por sua raiva, rancor e amargura. Na época de sua morte, ele ainda detinha noventa dos principais registros da liga principal, e tinha milhões de dólares no banco. Contudo, estava totalmente falido nas áreas mais importantes da vida: amor, família, amigos, felicidade, realização e paz interior. Como seria trágico se você conquistasse seus mais elevados sonhos, e descobrisse que eles trouxeram pouca ou nenhuma felicidade só porque eles, como os de Coob foram edificados sobre valores falhos.

 Existem incontáveis homens que amavam sua família, porém a destruíram na perseguição de seus sonhos e negócios de carreira. E quantos artigos de revistas são publicados falando de mulheres que se sentem desencorajadas porque se sacrificam tendo uma família em vez de perseguir uma carreira? As coisas não precisam ser desse jeito. Você pode ter uma vida familiar maravilhosa e, ao mesmo tempo, ter uma carreira brilhante. Mas para fazer isso, você precisa definir primeiro os seus valores e, depois priorizá-los. Depois de fazer isso você e todos nós, podemos tocar a vida.

PROMETO CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO!

Foi o que ouvimos mais uma vez no dia 1º de janeiro do presidente eleito, ao tomar posse. No dia 5 de outubro de 1988, há exatos 30 anos o deputado Ulisses Guimarães (PMDB) anunciou a promulgação da Constituição com um dos mais belos discursos da história brasileira. Três anos após o fim do regime militar a Carta tinha ares de liberdade e democracia. Por apontar como principal característica da Carta Magna - a sétima de nossa história -, a ampla distribuição de direitos e garantias individuais, Ulisses Guimarães a chamou de “cidadã”. Complexa, detalhista, saiu da gráfica oito vezes maior que a norte-americana. Perde em tamanho apenas para as Constituições Indiana e Nigeriana. Já recebeu 99 emendas. A Constituição dos Estados Unidos com 231 anos e apenas sete artigos, tem 27 emendas. O garantismo jurídico e o resgate da dívida social moldaram-na, e não há dúvida, nesse aspecto, que seja realmente “cidadã”. Contudo, ao criar um Estado de bem-estar social de país desenvolvido, a Carta brasileira se tornou incompatível com a nossa realidade. Nas palavras do constituinte Roberto Campos, prometia uma “seguridade social sueca com recursos moçambicanos”. Poderia também ter sido declarada de Constituição do PMDB (hoje MDB), pois a maioria dos parlamentares era desse partido e os demais da esquerda. Ainda, da elaboração da Carta saiu um conjunto incoerente que abrigou utopias, intervencionismo, patrimonialismo, paternalismo, corporativismo e outros ismos. Se fosse perfeita, seria irreformável. Essa é a Constituição de 1988, abarrotada de emendas. Porém, todas as Constituições brasileiras proclamam o direito à propriedade, mas as três últimas tentam subordiná-la a sua “função social”. Como a função social é aquilo que o governante do momento está pensando, o resultado é um país onde não faltam proprietários, donos de imensas porções de terra, mas sem ânimo para investir em seu cultivo ou modernização do plantio, porque podem perdê-las de uma hora para outra para o MST. As leis brasileiras têm fama de ser boas, a única dificuldade é que não há meios de serem cumpridas. É certo que a história do país está recheada de maus exemplos. Em 1892, inconformado com a pregação oposicionista de um grupo de parlamentares e generais, o marechal Floriano Peixoto decidiu colocá-los na cadeia. O habeas-corpus acabara de ser criado pela Constituinte, mas Floriano, o segundo presidente da República, não teve receio de pressionar a Justiça quando Rui Barbosa entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para conseguir a libertação dos políticos trancafiados. “Não sei, amanhã, quem dará habeas-corpus aos ministros do Supremo”, advertiu o marechal, chamando o Poder Judiciário à disciplina. A questão de fundo é mais complexa, porém: faz parte do ABC das faculdades de direito aprender a fazer leis que funcionam e, também aperfeiçoar aqueles detalhes que, invisíveis numa primeira leitura, asseguram que uma resolução jamais sairá do papel. Em 1937, por exemplo, quando pôs de pé a Constituição mais autoritária que já existiu no país, o professor Francisco Campos tratou de enfeitá-la com um brinde democrático. Aquele calhamaço de leis era duro, sem dúvida, mas seria submetido a um plebiscito nacional em que se fixaria, inclusive, o mandato do ditador Getúlio Vargas. Campos, que em 1964 enriqueceu o bestiário liberticida do Direito Constitucional brasileiro ao redigir o Ato Institucional de 9 de abril, morreu botando a culpa no Estado Novo com Getúlio Vargas por não ter convocado o plebiscito. Já no governo do general Figueiredo, o último do regime militar, um grupo de parlamentares do PMDB falou em Constituinte pela  primeira vez, mas a idéia parecia fora de propósito tanto que Ulisses Guimarães presidente do partido achou melhor deixá-la de lado “pois seria o mesmo que jogar um lenço vermelho no rosto dos militares”. Saída do Partido Comunista Brasileiro, a Constituinte era uma palavra maldita nos anos 70. O Congresso voltara a funcionar com apenas dois partidos: MDB e ARENA e o país voltava lentamente à democracia.

VÁ EM FRENTE, FAÇA O SEU DIA

Quando acordar ao amanhecer do dia, assuma o controle de suas atitudes. Essa declaração incorpora uma poderosa verdade que pode mudar radicalmente sua vida. Ela diz que o resultado final do seu dia, não depende de ninguém mais, nem de outra coisa. Não tem de deixar que suas circunstâncias, ambiente ou outras pessoas arruínem seu dia ou mesmo parte dele. Madre Tereza de Calcutá, Índia, passava seus dias nas circunstâncias mais deprimentes, imagináveis. Entreva dia, saía dia, minuto a minuto, hora a hora, vivia em meio a pessoas depauperadas à beira da morte. A visão e o cheiro das doenças e da morte, enchiam seus sentidos a cada momento que passava acordada. Embora ministrasse conforto ao moribundo, sempre enfrentava suas próprias insuficiências, uma vez que não tinha a habilidade de aliviá-los de sua dor e agonia física, nem de libertá-los das garras da morte. Todavia, sua vida não era repleta de depressão nem de desespero. Ela tinha o controle e sabia que suas atitudes mentais e emocionais não tinham de ser determinadas nem controladas pelas circunstâncias à sua volta, nem pelo que acontecia com ela. Um anjo, que passou por esse mundo, que se tornou santa. Pensar em uma situação que seja pior do que ser uma criança que não pode ver, ouvir nem se comunicar. Não conseguimos imaginar essa criança crescer sem poder ver o rosto de seus pais nem poder ouví-los dizer: "amo você", todas as noites antes de dormir. Não conseguimos imaginar querer se expressar como me sinto e, contudo, não conseguir dizer uma palavra. Esse foi o mundo no qual Helen Keller cresceu até os dezessete anos. Foi só pelo incrível amor, compromisso e persistência de Anne Sullivan que o mundo sombrio e silencioso de Helen foi gradualmente "iluminado". Embora nunca tenha recuperado os sentidos da visão e da audição, aprendeu a se comunicar e, por meio de suas palavras escritas e faladas, tem inspirado milhões de pessoas. Viver em um mundo rodeado de pessoas que viam toda beleza que ela nunca pôde vislumbrar, que podiam ouvir todos os sons admiráveis que nunca pôde ouvir, essa menina tinha todo direito e motivo para ficar amargurada e ressentida. Não obstante, não nutriu nenhuma amargura nem ressentimento. Ao contrário, talvez tenha sido uma das pessoas mais positivas e realizadas do século XX.

Não se conformar com os erros!

         Em décadas passadas quando a maioria de nós se formou no Ensino Médio, se é que se formou, tínhamos quase que nenhuma oportunidade de seguirmos em frente no mundo dos conhecimentos. Acabamos por aceitar o que o fraco mercado de trabalho oferecia. Aceitamos casamentos e relacionamentos que estão bem, em vez de lutar para torná-los excelentes. Fizemos apenas o que é esperado de nós em nosso emprego e vez de tentar  superar todo o desempenho registrado nos livros. Não tentamos assumir riscos e transformar nossas ideias em negócios porque realmente acreditamos que não seríamos capazes de superar grandes riscos e de alcançar um sucesso extraordinário. O  fracasso sempre traz consequências terríveis. E a partir daí casamentos terminam em divórcio porque o casal não tem percepção, confiança e conhecimento para transformar um casamento medíocre, ou ruim, em um relacionamento verdadeiramente realizado? Ou, igualmente trágico, quantos casais continuam a viver em relacionamento insatisfatório por anos, ou até mesmo décadas, porque não acham que podem fazer alguma coisa para transformar o relacionamento medíocre e insatisfatório em um relacionamento no qual suas mais altas esperanças e maiores expectativas são realizadas? E o tempo passa rapidamente a nossa vida também.

O PÚBLICO BRASILEIRO E A MÍDIA

A diminuição do público interessado em acompanhar o que diz a mídia, sobre a campanha dos políticos, ficou  muito claro nas últimas eleições. Provavelmente não tinha havido até esta última campanha eleitoral uma oportunidade tão clara de medir o tamanho da distância que separa hoje o que a imprensa imprime ou põe no ar daquilo que existe nas mentes e nos sentimentos da audiência. A mídia diz uma coisa. O público o contrário. A mídia anuncia que vão acontecer os fatos A, B e C. Não acontece nenhum dos três. Para que ficar tentando esconder a realidade? O que acaba de acontecer nas eleições de 28 de outubro de 2018, foi o maior fiasco que os meios de comunicação brasileiros já viveram em sua história recente. "É melhor admitir que alguma coisa deu errada, e averiguar quais falhas foram cometidas?" comenta um jornalista idoso, e experiente. Porque a mídia ignorou a lista de reivindicações, de mudanças claríssimas que a maioria dos brasileiros estava apresentando aos candidatos? Porque não tentou, em nenhum momento, entender porque um número cada vez maior de eleitores se inclinava a votar em Jair Bolsonaro? Ou Bolzonaro em italiano? Durante meses seguidos, os comunicadores brasileiros tentaram provar nos noticiários que coisas trágicas iriam acontecer para todos, se Bolsonaro ganhasse as eleições. No entanto nunca pensaram na possibilidade de que milhões de brasileiros estivessem achando que essas coisas trágicas, justamente essas, eram as que consideravam as mais certas para o país. A mídia convenceu a si própria de que não estava em cobertura jornalística, e sim, numa luta do bem contra o mal. Em vez de só cobrir, passou a torcer e a trabalhar por um lado da campanha, convencida de saber tudo. Teve como resultado, em que disputou uma eleição contra Jair Bolsonaro e perdeu com uma diferença de mais de 10 milhões de votos. Não é função dos órgãos de comunicação disputar eleições, muito menos perder. Já que decidiram fazer as coisas erradas, voltando o seu trabalho a favor de um lado contra o outro, deveriam pelo menos, evitar o papelão de acabar surrados pelo candidato que declararam "inimigo" e por seus quase 58 milhões de eleitores. Isso em português claro, significa que você está falando, mas ninguém esta ouvindo o que você diz ou ouvindo tão pouco  que não faz diferença nenhuma. "No caso de Bolsonaro, a credibilidade da mídia foi para o espaço" diz JR Guzzo. Como passar seis meses ou mais, fazendo uma operação contínua contra o candidato menos equipado materialmente pata disputar a campanha eleitoral e contatar, no dia da apuração, que todo esse esforço não resultou em nada? A conclusão é que o público está pouco ligando para o que a mídia lhe diz. "A partir daí, ela se torna irrelevante na vida real. Fica como arquibancada em jogo de futebol: xinga o juiz de ladrão e o técnico de burro, mas não altera em nada o resultado do placar" conclui Guzzo. Inventou-se como estratégia, desde o começo, que o ex-presidente Lula era candidato à Presidência da República em 2018 e não apenas isso, a mídia garantia que ele era o favorito disparado para ganhar. Foi uma falsificação integral. Lula não podia ser candidato. Condenado a mais de doze anos de cadeia em duas instâncias da justiça brasileira. Resta torcer para que o presidente eleito faça  as coisas certas, e seus filhos não atrapalhem.

EU, VOCÊ, PRECISAMOS DE UM PLANO

Se você estiver construindo uma casa, com certeza não começou comprando o material de construção antes do projeto. Da mesma forma, se estivesse indo daqui do Paraná para Roraima, certamente teria um mapa à mão para auxiliá-lo.. muitos perigos espreitam a pessoa que procura aventuras ou investimentos sem um plano claro e conciso. Outra pessoa pode estar economizando para adquirir a casa dos sonhos e, ao mesmo tempo, acumulando dinheiro para iniciar um novo negócio ou escrever um livro.  Isto é ótimo. No entanto, para a maioria de nós, há um limite para o dinheiro que conseguimos economizar. Isto significa que devemos ter uma prioridade; acreditar muito em uma vida sem dívidas. O senso comum nos diz que os três maiores estresses da vida envolvem o dinheiro, casamento e a saúde. Muitas vezes o estresse financeiro gera a tensão conjugal, podendo certamente provocar problemas de saúde. Em seguida, vamos tentar seguir conselhos de um grande economista, que diz que você e eu, temos que priorizar alo: como liquidar todas as dívidas não cobertas por seguro, ou seja, cartões de crédito, linhas de crédito etc. A maior parte desses tipos de crédito cobra altas taxas de juros; astronômicos. Liquidemos essas dívidas, e mais importante, não voltemos a utilizar esses tipos de crédito. Assim esperamos obter uma taxa de retorno garantida, igual ao montante do juro que estávamos pagando. Seguindo em frente, o renomado economista aconselha, liquidar sua hipoteca. Não há sensação melhor que viver em uma casa que seja um grande ativo patrimonial. Lembra ele, da primeira vez que entrei em minha casa depois de assinar o cheque da última prestação da hipoteca. Uau! Foi como entrar na casa pela primeira vez. Sentei na minha cadeira de leitura (claro que somente eu e meu gato temos direito de sentar nessa cadeira, embora os cachorros desobedeçam à regra quando não estou em casa) e saboreei o fato de que a casa era finalmente minha. Ninguém poderia tirá-la de mim. Que sensação maravilhosa! Sei que não pode ser grande coisa, mas considero isso muito importante e libertador. Freqüentemente, consultores financeiros são contra o pagamento de hipoteca. Afinal de contas, a hipoteca proporciona uma grande dedução tributária, e é o dinheiro de outras pessoas que está sendo utilizado. Mas há mais do que isso. Ao liquidar sua última parcela da casa, você, além de alcançar a liberdade financeira, sente a satisfação de saber que o dono de sua casa é você e, não o banco. "Eu compreendo a lógica das hipotecas, mas não consigo mais lembrar a quantidade de vezes em que, como consultor de investimentos, ajudei casais a liquidarem suas dívidas junto as instituições financeiras e, algum tempo depois,  recebi cartas ou chamadas telefônicas de esposas agradecendo-me pelo estímulo  para que tomassem essa decisão. Em geral as mulheres se preocupam mais coma segurança financeira do que com o crescimento de uma carteira de investimentos. É uma generalização, eu sei, mas minha experiência me diz que é verdadeira. Confie sim, uma vida sem dívidas liberta a mente o espírito, conclui o consultor de investimentos. Albert Einstein certa vez afirmou que os juros compostos são "a oitava maravilha do mundo". Os mais velhos podem se sentir desestimulados pelo fato de que tanto tempo passou e eles estão hoje em uma "sinuca de bico". Também os velhos passaram por turbulências econômicas, tendo sua poupança seqüestrada pelo governo. Tudo bem; isso em parte é verdade, mas nunca é tarde para poupar.

PRESERVAR EMPRESAS

Com o fim da II Guerra Mundial, (1939-45) uma Alemanha arrasada tentava ressurgir das cinzas. Dividida em quatro zonas de ocupação pelos Aliados isto é, Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética (Rússia). Os aliados ocidentais Estados Unidos, França e Inglaterra formaram um governo pós-guerra proclamando a República Federal da Alemanha, tendo como capital a cidade universitária de Bonn. Teodor Heus e Korad Adenauer, presidente e chanceler da Nova República. A União Soviética com sua zona de ocupação, criou a República Democrática da Alemanha (DDR) que de democrática nunca teve nada. Walter Ulbricht nomeado chefe pelos russos, e a capital uma parte de Berlim. A DDR durou até a queda do Muro em 1989. Houve então a reunificação, e Berlim voltou a ser novamente a capital da Alemanha. Os alemães trabalharam mais uma vez arduamente, para reconstruir a parte sucateada que receberam dos Russos. Voltando ao pós-guerra em 1945, os Aliados Ocidentais, foram mais inteligentes e optaram em preservar as empresas que haviam cooperado com o governo nazista: Volksvagen, Hogo Boss, BMW, Deutsche Bank, Dainmler-Benz e, algumas menores. Nenhum desses gigantes, que ajudariam o país a se transformar na potência atual, teria sobrevivido sem aquela sábia decisão. Mas, tiveram o cuidado de excluir a Krupp, fábrica de material bélico, aquela que no século 18 fabricou os primeiros canhões. Até hoje, a marca Krupp não foi totalmente apagada. Em 1769 o primeiro automóvel foi inventado na Alemanha e, o motor era movido a vapor. E o primeiro automóvel movido à gasolina, foi construído em 1885, também na Alemanha, por Karl Benz, dezoito anos antes de Henry Ford vender seu primeiro carro. Portanto, Henry Ford não foi o primeiro inventor de carro, e sim, o primeiro fabricante em série.

Inventores e empresas geram riquezas. Não só para seus donos e empregados. Elas geram riquezas para seus parceiros, revendedores, fornecedores, clientes, governos e todos os que estão à sua volta. É o chamado ecossistema de prosperidade nos dias de hoje, século 21. Quando se fala de uma empresa, pensa-se apenas na marca ou em seus donos. Poucos imaginam, por trás de uma logomarca há muitas pessoas que vivem dela. Com a tecnologia hoje tão avançada, os países com o maior número de multinacionais, são também os mais ricos. O Brasil, por breve período chegou a ter empresas nacionais em destaque no mercado mundial. Hoje como se lê, poucas resistem. Segundo o Boston Consulting Group, o Brasil só tem duas empresas nacionais que são consideradas desafiantes globais, ou seja, com potencial para assumir a liderança mundial no segmento em que atuam. Esse encolhimento se deve a vários fatores como: crise no mercado interno, instabilidade política, falta de reformas necessárias, e claro corrupção sem precedentes que abalou o país. Muitas dessas empresas assinaram acordos de leniência acreditando que poderiam se salvar e ajudar a salvar o país. Não foi o que aconteceu. Os acordos deveriam ter como objetivo preservar as empresas que assumiram seus erros e, colaboraram com as investigações. Puni-las sim, mas não quebrá-las. Na prática, elas se tornaram reféns da burocracia estatal, e expostas a todo tipo de represália. Todas as pessoas físicas ou jurídicas, cometem erros. Pergunta-se hoje, o que teria acontecido com a Alemanha em meados de 1945, se numa falta de visão e em nome de uma suposta justiça histórica para atender o clamor público internacional, tivesse decidido aniquilar as empresas do país e a famosa "Made in Germany"? é de se esperar que as autoridades brasileiras sigam o exemplo alemão, em vez de destruir optem pela preservação da fonte de prosperidade.

COMO FAZER E ACEITAR CRÍTICAS?

Como aceitar críticas tão fortes como: "Eu falei para você!". "Não acredito que você fez isso!""Em que droga você estava pensando?" "Você sempre faz isso!" "Você nunca faz isso!""Não seja ridículo!"Você está louco!" "Sabia que isso ia acontecer!""Porque você não me ouviu?""Não seja tão sensível!""Parece que você ganhou peso! Você realmente precisa prestar atenção no que come".

Críticas, críticas e críticas... crítica não é um palavrão, mas poderia ser. A crítica pode se apresentar de várias formas - uma declaração, uma pergunta sarcástica e até mesmo, um olhar condescendente. Ninguém a quer, e todo mundo a recebe. E embora todos nós odiemos receber críticas, não tem problema em fornecê-la. Ser criticado é uma das experiências mais difíceis que você tem de lidar todos os dias; contudo, criticar é tão fácil e natural quanto respirar.

Você se lembra de alguma coisa pela qual foi criticado enquanto crescia? Pense nisso por um minuto. Quais foram algumas das críticas que recebia dos professores, dos pais dos irmãos, das namoradas ou dos namorados? Disseram-me que tinha nariz grande, uma letra horrível, que era relaxado, que era muito possessivo, que era estúpido. Essas são apenas algumas que podemos ter recebido em nossa juventude. Procure se lembrar de mais alguma, tá!

Agora, vamos tentar se lembrar de alguma crítica que recebemos nos últimos trinta dias. Lembremo-nos de uma só. Agora também vamos tentar se lembrar de algumas críticas que fizemos na infância. As chances são grandes que seja muito mais fácil de lembrarmos das críticas que recebemos do que, das que fizemos. Porque? A resposta é que as críticas nos ferem muito mais profundamente, embora que, não admitamos. Mas, ferem tão fundo que o nosso cérebro nunca mais se livrará delas, mesmo depois de parar de pensar nelas por décadas. Na verdade, a crítica é tão desagradável, desalentadora e dolorosa que, quando se forma no ensino médio o estudante faz de tudo que pode para evitá-la. Todos devem se ajustar em seu comportamento para evitar ser criticado. Quantos relacionamentos e quantas famílias poderiam ter sido salvos se a ajuda tivesse sido oferecida livremente, em vez de negada por medo de crítica. Quantas grandes ideias e inovações que poderiam tornar a vida melhor nunca foram realizadas por medo da crítica. A crítica é uma das forças mais destrutivas em sua vida pessoal e profissional e na sociedade como um todo.  Essa é a má notícia. A boa notícia é que há uma forma de você superar o impacto negativo da crítica de alguém e derrotar por completo qualquer consequência negativa que ela possa ter em sua vida.

Outra forma de derrotar o impacto negativo da crítica e de parar de evitá-la é se arriscar a enfrentá-la. Não a ignore nem fique indiferente a ela. A única forma de derrotar o impacto negativo da crítica é aprender a maneira correta de lidar com ela. E há apenas um modo correto de lidar com a crítica. Veja, qualquer crítica que você recebe pode ser o seu melhor aliado ou seu pior inimigo, isso depende de três coisas: a fonte, a exatidão e a sua reação com ela. E se ela se torna sua inimiga conquistadora ou sua aliada é sua escolha. Embora ela possa vir a você como uma inimiga com intenção de machucá-la, você pode convertê-la em uma aliada que pode ajudá-la muito.

O FILHO PRÓDIGO

Há um número considerável de famílias que possui em seu meio um filho pródigo. E se for filho único? Pior ainda. Os motivos de afastamento da família são vários: desavença com os pais, irmãos, (quando tem), bebida, drogas etc. A falta de fé em Deus, e que Deus é qualquer coisa menos alguém capaz de colocar alegria em suas vidas. Pensar nele não trás boas recordações e, por isso, o "excluíram" de suas vidas. Alguns, no entanto, recordam a parábola do filho pródigo da bíblia, mas nunca a tenham escutado com o coração e tomado como referência para o que deve ser o comando da família. O verdadeiro protagonista dessa parábola é o pai. Por duas vezes repete o mesmo grito de alegria: "Este meu filho estava morto, e voltou a vida"; estava perdido e eu o encontrei". Este grito revela o que há em seu coração de pai. A este pai não interessa sua honra, seus interesses,  nem o tratamento diferenciado que lhe dão os seus dois filhos, no caso da parábola. Não utiliza nunca uma linguagem moral. Só pensa na vida do seu filho: que não fique destruído, que não continue morto, que não viva perdido sem conhecer a alegria da vida. O relato descreve com detalhes o encontro surpreendente do pai com o filho que abandonou o lar. Estando, ainda, longe, o pai o viu, com fome e humilhado, e ficou comovido. Este olhar bom, cheio de bondade e compaixão é o que nos salva, que salva um filho, que salva uma família. Deus nos olha assim. Então o pai corre ao encontro do filho ingrato. Não é só o filho que volta para casa, é o pai que corre ao encontro do filho e o abraça com grande ardor. Diz um texto: "Atirou-se ao pescoço e pô-se a beijá-lo". Assim está sempre Deus: com seus braços abertos para quem volte para Ele. Assim deveria ser todo pai. Mais adiante o filho começa sua confissão que preparara longamente em seu interior. O pai o interrompe para poupar-lhe mais humilhações. Não lhe impõe castigo algum, não lhe exige nenhum rito de expiação, não lhe põe condições para acolhê-lo em casa. O pai só pensa na dignidade de seu filho. Mando trazer o melhor vestido, o anel e as sandálias, símbolos de dignidade, para entrar em casa. O filho deve conhecer junto a seu pai a vida digna e ditosa que não pode desfrutar longe dele. Quem ouve esta parábola com o coração talvez chore de alegria e agradecimento. Sentirá que, no mistério último da vida, há alguém que nos acolhe e perdoa porque só quer a nossa alegria, nossa felicidade: o Pai que está no céu, referência divina para toda paternidade humana. A parábola da Bíblia conta a história moderna, alguns voltam para "pegar" mais um pouco e retornam ao mundo do vício e não estão nem aí para o sofrimento dos pais. Cada andarilho, e morador de rua, tem uma história, quase sempre muito triste. Apesar de tudo,  tem Alguém, para recebê-los de braços abertos.

VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA

Que violência atraí e gera mais violência é uma constatação histórica. Nem todos e nem sempre as pessoas estão dispostas a "oferecer a outra face", isto é, quando agredidas, responder com uma palavra tranqüila que leve o agressor a refletir sobre a injustiça da sua agressão. A opção do diálogo para construir a paz parece ser sempre uma utopia, fraqueza ou ingenuidade. O episódio da derrubada das torres gêmeas em Nova York, com milhares de vítimas inocentes, levou ao massacre retaliador de dois povos, de duas nações: Afeganistão e Iraque. Com centenas e milhares de vítimas inocentes. Na guerra histórica entre palestinos e israelenses, cada agressão de uma das partes é respondida por outra, mais violenta, mas mortífera, com mais mortes inocentes. Quando vamos compreender que violência só gera mais violência e que diálogo é sempre a melhor e a mais humana opção? Não envergonhemos nossos irmãos animais...