Saúde e Bem Estar
"Meu leite diminuiu" - Porque isso acontece?

Thaise de Almeida Granzotto

Nutricionista e Consultora em Amamentação

A maior preocupação das mães em relação à amamentação é sobre a produção de leite e, ao contrário do que muitos pensam, as condições anatômicas e fisiológicas são as menos incidentes nos casos de baixa produção. Além disso, embora seja a primeira justificativa, na maioria dos casos de bebês que não estão ganhando peso adequadamente a causa não está relacionada a capacidade de produção de leite materno.

            É comum que em algum momento do período de lactação, algumas mulheres se queixem de redução da produção, muitas vezes acreditando que seu leite está secando, que não vai mais suprir as necessidades do bebê, que precisam usar medicamentos ou comer determinados alimentos para aumentar a produção ou até mesmo que o bebê esteja rejeitando o seio.

            Existem algumas situações onde a produção diminui, entretanto, é necessária a avaliação por profissional qualificado para identificar a causa e reverter a situação o mais breve possível.

            Excluindo-se as causas físicas, que são raras, a avaliação das questões práticas é essencial, ou seja, relacionadas à forma de amamentar e as circunstâncias ao redor disto. Felizmente, geralmente, são simples de serem modificadas.

           Vamos então citar aqui algumas condições em que a produção de leite pode diminuir:

  • Adaptação à demanda do bebê: do final da gestação aos primeiros dias do nascimento do bebê o leite produzido é chamado de colostro. Este, é produzido em pequena quantidade (cerca de 20ml por mamada), o que é totalmente adequado às necessidades energéticas e à capacidade gástrica do bebê, não sendo necessário portanto, a complementação com fórmula, exceto em situações extremas e raras. Entre o 3º e 7º dia após o parto, acontece a apojadura (descida do leite em grande quantidade). Inicialmente, a mãe percebe suas mamas cheias e muitas vezes ocorre ingurgitamento. Isso ocorre porque o organismo da mãe ainda não sabe o volume necessário ao bebê. Após as primeiras semanas, a produção de leite passa a ser regulada pela ingestão. Isso não quer dizer que o leite diminuiu apenas se adaptou às necessidades.
  • Uso de fórmulas infantis, outros leites, água ou chás: a recomendação é que o bebê recebe leite materno exclusivamente até os seis meses, entretanto, quando é inserido na dieta do lactente, outros leites, água ou chás, o que ocorre é uma redução da amamentação. Como o leite é produzido pela ordenha e esvaziamento das mamas, nos horários em que o bebê ingerir esses outros líquidos, não estimulará o seio e, portanto, haverá menor produção de leite com o tempo. Se realmente for necessário uso de complemento, deve ser orientado individualmente, havendo técnicas adequadas para isso, evitando-se introduzir mamadeira. Além disso, é importante concomitantemente, intervir na causa da baixa produção para reestabelecer o aleitamento materno exclusivo.
  • Uso de bicos artificiais (chupeta, mamadeira, chuquinha ou intermediário de silicone): um dos maiores causadores de desmame precoce é o uso desses produtos por causarem confusão de bico. A sucção dos bicos artificiais acontece de forma diferente da sucção para extração de leite da mama e, ao passar dos dias a forma de mamar vai ficando prejudicada, algo que não é percebido pela mãe. Além da confusão de bicos, o uso de chupeta faz com que o bebê realize sucção não nutritiva e muitas vezes, estará com a musculatura fadigada no momento da amamentação. O uso da mamadeira, por sua vez, também trará a confusão de fluxo, pois o bebê ficará condicionado a receber uma quantidade maior de leite sem ter que fazer esforço, fazendo com que comece a rejeitar o seio e, necessitar cada vez mais de complemento até mesmo pela produção insuficiente causada pela falta de estímulo e ordenha adequada.
  • Amamentação com horários estabelecidos: a livre demanda mantém o estímulo frequente das mamas, além de garantir a adequação da produção em relação as necessidades do bebê. Quando o bebê passa pelos picos de crescimento, é indispensável que ele faça mais sucções ao seio, ou seja, demandará de mais mamadas ao longo de alguns dias para que o organismo da mãe entenda que está na hora de aumentar a produção.
  • Ingurgitamento/mastite: sempre que a mama estiver muito cheia, o fator inibidor da lactação enviará mensagens ao cérebro para não produzir mais leite, portanto, o segredo para aumentar a produção, ao contrário do que se acredita, é manter as mamas sempre “vazias”. Muitas mães acreditam que se esvaziarem a mama, o bebê ficará sem leite, o que é um mito. Quanto mais se retirar leite, maior a produção.

           É importante entender, que com o tempo as mamas não ficarão mais cheias e endurecidas, doloridas ou vazando o tempo todo. Com a adaptação, o leite será produzido durante a mamada, por isso não precisam se preocupar.

 

 

A tristeza de fim de ano e as metas para o Ano Novo

Por Naiane Schutz

O fim de ano chegou, a decoração de natal se apresenta nas casas,  lojas e ambientes de trabalho. Para muitos, a época mais esperada do ano, para outros, um período de incômodo, de uma sensação estranha. Os meses de novembro e dezembro costumam ser marcados pela expectativa das festas de fim de ano, reencontros, presentes, férias, alegria. Mas isso não quer dizer que todos os anos seja assim, nem que todas as pessoas se sintam dessa maneira.

Muitas pessoas costumam sentir que não entram no “espírito de natal”, não sentem a mesma empolgação que veem nos outros. Outras chegam a declarar sentir tristeza, ansiedade e angústia. Do ponto de vista psicológico, pode-se explicar esses dois tipos de sentimentos pelo que a finalização de um ano marca, ou seja, o encerramento de um ciclo, com as devidas comemorações e realização de metas, com o estabelecimento de novos projetos; ou ainda, a sensação de frustração por não ter atingido os objetivos propostos ou não poder comemorá-los como e com quem se gostaria.

No fim do ano, consciente ou inconscientemente, é comum se fazer uma revisão do ano que passou, das principais coisas que aconteceram, mudanças, conquistas e dificuldades. Alguns, realizaram grandes sonhos como uma promoção tão esperada no trabalho, um casamento, uma formatura, uma gravidez, o nascimento de um filho... Outros, sentem-se frustrados e fracassados, como se não tivessem realizado nada por não terem atingido as metas propostas para o ano, não terem trocado de trabalho, quitado dívidas, viajado, emagrecido, parado de fumar ou beber, não obterem mais satisfação nos relacionamentos, não terem feito novos amigos ou relacionamentos amorosos, ou não terem estado o tanto que gostariam com a família e antigos amigos. Outros ainda, ressentem-se por aqueles que não estão mais por perto, seja por motivo de morte, separações ou brigas.

Enquanto uns aguardam ansiosamente pelo tempo que passarão com familiares e amigos, outros sentem-se deprimidos e amedrontados com o que vai ou não acontecer: se terão com quem partilhar as festas, se terão que estar com familiares, se receberão amigos ou serão convidados por eles, se trocarão ou não presentes. Para aqueles que o ano ficou marcado pelas dificuldades, seja nas relações, na profissão ou pessoalmente, o fim do ano pode ser uma época pesada, cujo maior desejo é se esconder até poder voltar a rotina normal.

Mas nem sempre esconder-se é a melhor estratégia, a tristeza é uma emoção universal, que todos sentem em alguns momentos da vida, não sendo vergonha alguma admitir senti-la, tampouco necessário disfarçá-la. Somente ao abrir espaço para tristeza e permitir-se entrar em contato com ela é que se poderá compreender e elaborar o que está acontecendo e, assim, modificar a situação. Não é uma tarefa fácil, mas a angústia e o sentimento de inadequação podem ser trabalhados e um novo olhar para o fim de ano e os fechamentos de ciclos podem surgir.

Não há problema em refletir sobre tudo que foi ou não realizado ao longo do ano, mas sim em ficar focado nas frustrações e não em como superá-las. A ansiedade e a tristeza podem ser boas aliadas quando impulsionam a buscar soluções e a fazer diferente. Ao implementar as novas soluções e criar metas, é importante ser realista:

  1. Evite traçar metas muito grandes, prefira dividi-las em vários pequenos objetivos, que além de serem mais simples e fáceis, sejam viáveis a curto-prazo. Por exemplo, ao invés de traçar como meta para o novo ano eliminar 20kg, prefira traçar objetivos menores que o levem a isso, como: procurar um profissional de nutrição, iniciar uma reeducação alimentar, escolher uma atividade física que lhe seja prazerosa, começar a exercitar-se, de modo que você possa dar um passo de cada vez em direção a sua meta.
  2. Implemente uma mudança por vez. Dificilmente alguém consegue fazer muitas mudanças ao mesmo tempo sem uma carga considerável de stress. Imagine parar de fumar, ingerir bebida alcóolica, açúcar, glúten e carboidratos de uma só vez! Também prefira focar em uma área por vez, seja trabalho, relações ou desenvolvimento pessoal.
  3. Escreva e compartilhe com pessoas significativas seus objetivos e lembre-se de dividir e comemorar as conquistas de cada um deles. Assim, você permanece engajado e mantem-se motivado.
  4. Reavalie periodicamente suas metas e objetivos para confirmar se continuam em consonância com suas prioridades, seu momento de vida e saúde. A flexibilidade é um dos maiores indicadores de saúde mental.

Por fim, a depressão de fim de ano não deve ser simplesmente justificada como algo passageiro. Ela pode ser direcionada de forma positiva se utilizada para gerar uma reflexão sobre a vida, sobre o que se pode melhorar, se não se está desperdiçando oportunidades por medo de se arriscar, de não se achar suficientemente preparado, por não conseguir lidar de forma diferente com velhas situações. A procura por um profissional pode ser muito benéfica. O psicólogo auxiliará a rever e ressignificar importantes crenças sobre si mesmo, os outros e o mundo e, em alguns casos, um trabalho com familiares também é necessário. O mais importante é que cada pessoa possa ser vista integralmente, sendo respeitada sua história, seus desejos, expectativas, potencialidades e dificuldades, bem como sendo considerados os contextos em que se insere, como seu trabalho, família, relacionamentos e cultura.

Prótese Protocolo – o que é e quando é indicada?

Por Letícia Ruths Almeida 

O aumento da expectativa de vida, o acesso facilitado à informação e os cuidados preventivos com a saúde são responsáveis por um número cada vez maior de pessoas preocupadas em envelhecer de forma saudável, ativas, com independência, autoestima e muita segurança.

As tradicionais dentaduras (próteses totais) ou próteses parciais removíveis (pontes) e suas limitações já não atendem com qualidade a expectativa da nova geração de pessoas em processo de envelhecimento ou de pessoas que por outros motivos perderam seus dentes naturais, por não permitirem segurança e estética adequada, na maioria dos casos.

A odontologia evoluiu e a implantodontia teve um salto tecnológico imenso nas últimas décadas. Para resolver o problema de próteses que não eram fixas, surgiu o conceito de prótese protocolo, que nada mais é do que uma prótese total fixada em ou mais implantes.

 

Utilizadas nos casos em que o paciente já não tem dentes naturais, ela pode ser projetada tanto para a arcada superior quanto inferior com uma estrutura interna de titânio ou zircônia coberta com dentes de acrílico ou cerâmica. Além disso, a gengiva em torno dos dentes é simulada por uma cerâmica rosa claro ou rosa escuro, garantindo estética de alto nível e aparência muito similar aos dentes naturais.

A estética, porém, não é o único benefício desse tratamento. A capacidade mastigatória, que na prótese total é de 20% em média, nesse modelo fixo com implantes chega a 85%. Além disso, a segurança social e a liberdade para comer, falar, assoprar, sorrir, gargalhar… como se estivesse com os dentes naturais são aspectos que fazem deste o tratamento o mais próximo do ideal.

Fixada sobre implantes dentários previamente instalados, possui um pré-requisito: o osso precisa apresentar altura e espessura adequadas. Pacientes que usam prótese móvel há muitos anos podem apresentar reabsorção óssea e nestes casos talvez seja necessário fazer o enxerto ósseo antes da instalação dos parafusos de implante.

 

As fases do tratamento para a confecção dessas próteses são: o planejamento, a cirurgia e a confecção da prótese.

O planejamento conta com exames de imagem e avaliação da condição atual do paciente. Após definição de quantos implantes e qual posicionamento destes, a fase cirúrgica se efetiva. São necessários 4 meses pós-cirúrgicos em implantes na maxila e 6 meses na mandíbula, devido ao metabolismo ósseo.

Após esse período, os implantes são acessados novamente e iniciam-se processos de moldagem para a confecção da prótese definitiva.

 

É importante reforçar que após a instalação da prótese o paciente passa por um período de adaptação e pode enfrentar dificuldades na mastigação, higiene bucal, fala e também o cuidado extra para evitar infecções. Mas, esta fase é temporária e muito mais simples do que a necessária quando se trata de uma prótese móvel. Porém, vale lembrar que os cuidados são contínuos e fundamentais para a manutenção da prótese.

A reabilitação oral realizada com a prótese protocolo é muito segura, duradoura, eficiente e acima de tudo, garante a segurança, a autoconfiança e a autoestima para um sorriso autêntico em qualquer idade.

A reorganização familiar após a chegada do bebê

Por Naiane Schultz

              Ao receber o positivo, nove meses de espera e preparação parecem ser tempo demais para receber um pequeno bebê na família. Mas a verdade é que, por mais organizada que esteja a casa e o enxoval do pequeno e da mamãe, por mais que tenham sido lidos dezenas de livros sobre parto, pós-parto, amamentação e desenvolvimento infantil, ou ainda, realizados cursos durante a gestação, nada de fato garantirá que a família esteja totalmente preparada para o nascimento de um bebê. Isso ocorre porque comumente o nascimento de uma criança é acompanhado de surpresas e inesperados, além de cada bebê ser único e se comportar à sua maneira. Alguns, muito tranquilos, podem ter dificuldade de ficar acordados para mamar, causando preocupação em seus familiares. Outros, com maior necessidade de contato físico, podem depender do colo para conseguirem se acalmar e adormecer. Outros podem chorar ou solicitarem o peito da mãe por longos períodos...

A verdade é que só se conhecerá o bebê e suas demandas após o nascimento, o que pode gerar ansiedade em toda a família, não apenas nos pais, como nos irmãos, avós, tios e todos os que estão em torno dos recém papais. A outra verdade é que por mais preparado que se esteja em teoria, na prática a exaustão e as dores decorrentes do parto, a instabilidade hormonal, a falta de sono e as mudanças psicológicas que acometem a família, fazem com que tudo pareça novidade e diferente ou muito mais intenso do que se havia lido ou ouvido falar.

A chegada principalmente do primeiro filho, que por vezes também é o primeiro neto, demarca um momento de inauguração não apenas da criança nesse novo contexto, mas de um casal que se torna pai e mãe, de pais e sogros que se tornam avós e irmãos que se tornam tios. Quando o bebê não é o primeiro filho, há que se lidar com a novidade que é para uma criança tornar-se irmã ou irmão de alguém. Tais mudanças são delicadas e envolvem diversos fatores, tanto internos em cada membro familiar, como no senso de identidade, quanto em seus relacionamentos, nos padrões de interação comunicacionais, papéis, tarefas e funções.

A ideia que o bebê vai nascer e tudo vai se encaixar tende a ser substituída por uma sensação de caos ainda na maternidade. Durante os primeiros dias é comum que mães, pais, avós, tios e inclusive amigos próximos sintam-se perdidos e cheios de dúvidas quanto ao que gostariam ou deveriam fazer e o que se espera que façam. Sem a pretensão de ditar regras, mas com o intuito de facilitar e nortear a rotina familiar nos primeiros dias após a vinda do bebê, orienta-se que cada membro se responsabilize por algumas funções:

Mamães

Independentemente do tipo de parto, a mãe costuma necessitar de repouso para se recuperar da perda de sangue que teve com o nascimento do bebê, bem como dos incômodos físicos decorrentes do parto. Além disso, é importante que a mãe possa descansar para atender o bebê, que nos primeiros meses requer sua atenção quase exclusiva, uma vez que a preferência do pequeno é sempre pela mamãe. É comum e importante que nos primeiros dias e meses a mãe possa se dedicar a seu autocuidado e do bebê e à amamentação, que lhe demandam atenção dia e noite.

A mãe precisa ainda, lidar com algumas tarefas psicológicas, como fazer o luto de um corpo modificado pela gestação; o luto de sua própria identidade, uma vez que deixa de ser somente filha, esposa e profissional e torna-se mãe; aceitar o fim abrupto do sentimento de união completa e exclusiva com o bebê, que agora é partilhado com todos; adaptar-se a esse novo ser que evoca sentimento de insegurança e estranheza; viver o luto pela perda do bebê imaginário e perfeito, que dá lugar a um bebê real que chora e lhe solicita constantemente; suportar o medo de lidar com o bebê e machucá-lo, além de aprender a tolerar as exigências provocadas pela total dependência da criança.

Porém, a tarefa mais difícil para as mães costuma ser aceitar seu desempenho real como mãe, que pode se distinguir do idealizado durante a gravidez e criar ou permitir uma rede de apoio que lhe auxilie nos cuidados para consigo mesma, o bebê e a casa.

Papais

O pai é a fonte de apoio materno mais importante após o nascimento dos filhos. Neste período, o principal exercício do homem é a busca por uma profunda empatia com a mulher, para que esta se sinta compreendida e amparada emocionalmente, a fim de que possa amparar o recém-nascido.  Esta é a fase em que quem importa para o bebê é a mãe, e cabe ao pai todas as demais tarefas que permitam para a mãe, disponibilizar-se integralmente ao filho.

Neste sentido, o pai é um terceiro na constituição e facilitação da relação mãe-bebê e seu papel, como o de um guardião do ninho, é administrar e organizar as rotinas práticas, como ajudar a mulher a se sentar ou levantar, quando isso ainda lhe for difícil nos primeiros dias de pós-parto; realizar as tarefas domésticas, como cozinhar; ir ao supermercado e; quando houver outras crianças cuidar e diverti-las, já que é comum sentirem ciúmes da mamãe com o pequenino e exigirem mais atenção.

Ir junto nas consultas com o pediatra e procurar entrar em contato com o bebê, vencendo o medo de pegá-lo, trocar, dar banho e colocar para arrotar facilita a formação do vínculo do pai com o filho e permite que a mãe possa fazer alguma atividade prazerosa para si própria ou disponibilizar-se para os outros filhos. Outra importante função dos pais é gerenciar as visitas à mãe e ao bebê para que ambos não sejam incomodados durante o descanso, não se reúna um grande número de pessoas em torno da dupla e, tampouco, sejam criadas situações de ansiedade no lar.

Avós, tias e amigas

Apesar da importância do companheiro, outras mulheres que ofereçam apoio e acompanhem a mãe, valorizando-a, oferecendo informações e servindo de modelo de identificação para a mãe desenvolver seus sentimentos e suas capacidades maternas tendem a deixar a mãe mais segura e confiante para lidar com seu bebê. Algumas mulheres preferem as próprias mães para as auxiliá-las nas idas ao banheiro, trocas de absorvente, curativos, entre outras tarefas íntimas.

Vale ressaltar, que mãe, pai e bebê precisam de tempo e contato para se conhecerem. Então, as avós, tias e amigas que forem ajudar a família devem procurar auxiliar com atividades práticas como o cuidado com a casa, a comida, as roupas e as outras crianças, para que o pai e a mãe possam se ocupar do bebê, pois o vínculo com um recém-nascido se faz nos cuidados básicos.

Além disso, não é incomum surgirem dúvidas ou dificuldades tanto relacionadas ao bebê, quanto aos pais e a relação conjugal e familiar. Quando isso ocorre, o ideal é consultar um profissional da área, pois quanto mais precocemente as dificuldades são identificadas e tratadas, mais rapidamente são sanadas. 

 

 

A importância do cirurgião-dentista no acompanhamento do paciente em tratamento oncológico

Dra. Leticia Ruths Almeida CROPR 26934

Cirurgiã-Dentista Especialista em Implantodontia, Cirurgia Plástica Periodontal e Periimplantar – São Leopoldo Mandic (unidade Curitiba)

Habilitada em Laserterapia – São Leopoldo Mandic (unidade Curitiba)

Atendimento: (42) 36353589 – Rua XV de novembro, nº 2861 (ao lado do laboratório Modelo)

 

Atentando ao Novembro Azul, de acordo com Neville, B,  2009. ‘’O perfil da população com maior susceptibilidade ao carcinoma de células escamosas, o tipo mais frequente de câncer de boca, corresponde a indivíduos com idade superior a 50 anos, do sexo masculino, residentes em zonas rurais.’’

O cirurgião-dentista, além de diagnosticar alguns tipos de neoplasias, pode atuar de uma maneira complementar no tratamento ao paciente oncológico. Como isso acontece?

Como o tratamento é multidisciplinar, antes de uma intervenção cirúrgica, radioterápica ou quimiterápica, uma avaliação clínico-radiográfica feita pelo dentista, com intuito de identificar alterações patológicas tanto em tecido ósseo quanto em tecido mole é de extrema importância.

Focos de infecção prévia são removidos e adequa-se o meio bucal para diminuir a quantidade de bactérias pré-existentes. Infecções bucais podem contribuir para instalação de condição inflamatória sistêmica, servindo como fonte de disseminação de microrganismos por via hematogênica (corrente sanguínea). Como esses pacientes sofrerão, na maioria dos casos, uma imunossupressão, o objetivo é evitar ou diminuir a chance de que isso aconteça.

Durante o tratamento, algumas infecções podem surgir, e o cirurgião-dentista estará habilitado a diagnosticá-las e tratá-las no momento correto. Alguns procedimentos odontológicos devem ser evitados inicialmente, principalmente aos submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço. Já os efeitos citotóxicos dos quimioterápicos são de natureza transitória, não tendem a alterar as condições teciduais após o término da administração das drogas. No entanto, a recomendação é que procedimentos eletivos sejam feitos após o término do tratamento.

As complicações orais mais comuns dos pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico são mucosite, xerostomia (diminuição ou ausência de salivação) e infecções fúngicas, virais ou bacterianas. A mucosite oral é a forma mais comum de complicação oral decorrente das terapias oncológicas, representando uma inflamação da mucosa oral, extremamente dolorosa e debilitante. O tratamento para tal ainda é basicamente paliativo, porém estudos recentes apontam os benefícios da fototerapia com laser em baixa intensidade no tratamento destas lesões e no controle da dor. Essa terapia, que compete também ao cirurgião-dentista habilitado em laserterapia odontológica, resulta em uma diminuição do dano, reparação e efeito analgésico imediato.

No tratamento radioterápico, das complicações podemos citar: mucosite, osteorradionecrose, disfagia (alteração da deglutição), odinofagia (dor na deglutição), xerostomia, cárie de irradiação, infecções fúngicas, virais, bacterianas e trismo (dificuldade para abertura bucal) que podem interferir na terapêutica médica, aumentar a internação hospitalar, além de complicações sistêmicas graves. É de fundamental importância que o cirurgião-dentista esteja familiarizado com tais complicações para que possa prevenir, controlar e tratar tais consequências.

Por fim, também compete ao cirurgião-dentista, sempre orientar como fazer o autoexame bucal e fazer uma anamnese completa do paciente logo na primeira consulta.

(Essa parte abaixo pensei em fazer num campo separado e destacado, tipo uma caixa ? kkkkkkkk)

Como deve ser feito o autoexame de câncer bucal?

O autoexame deve ser realizado em um local bem iluminado e diante do espelho. Deve-se afastar bem as bochechas e os lábios. Palpar o palato (céu da boca). Observar toda a gengiva. Colocar a língua para um lado e para o outro, e colocá-la para acima, a fim de avaliar o assoalho bucal. E por fim, colocá-la para fora e apalpar toda sua extensão. Se observar machas esbranquiçadas, avermelhadas, nódulos, aumento de volume repentino, lesões ulceradas que se assemelham a aftas e que não cicatrizaram em 15 dias, procure de preferência um cirurgião-dentista. O câncer de boca pode acometer qualquer região da cavidade bucal, mas é mais comum em região posterior de língua, assoalho e lábio inferior.

A amamentação na prevenção do câncer de mama

Por Thaise de Almeida Granzoto, Nutricionista e Consultora em Amamentação

Que a amamentação beneficia a saúde da criança todos nós sabemos, pois isso é amplamente divulgado. O leite materno é o alimento ideal para o bebê, devendo ser ofertado exclusivamente até os seis meses e complementado com outros alimentos até os dois anos ou mais. Esses benefícios são a curto, médio e longo prazo, incluindo: o crescimento e desenvolvimento adequado; evita alergias, diarreias e infecções; previne a obesidade, diabetes, hipertensão e câncer; evita mortes infantis; entre inúmeros outros.

                O que muitos não sabem, é que amamentar também favorece a saúde materna, promovendo uma recuperação pós-parto mais rápida, evitando a depressão puerperal e, diminuindo as chances do desenvolvimento do câncer de mama, ovários e endométrio.

                Aproveitando o Outubro Rosa, vamos enfatizar nesta proteção contra o câncer de mama. Então, como isto acontece?

                Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem algumas teorias:

Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de “esfoliação” do tecido mamário e, caso haja células agredidas, estas são removidas e renovadas, favorecendo a saúde materna, sem prejuízos algum à saúde da criança;

Quando a lactação é cessada acontece à autodestruição das células, dentre elas algumas que poderiam ter alterações no material genético;

Durante o período de aleitamento, há uma redução nas taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer.

Ainda, estudos mostram que, a cada 12 meses de aleitamento, as chances de aparecimento de um tumor mamário diminuem em 4,3%. Portanto, quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção.

Também há relação com a prevenção de outros tipos de câncer, como o de ovário, que poderia ser reduzido em 30% se as mulheres amamentassem por mais tempo. Estima-se uma redução de 2% de chances de ter a doença para cada mês de amamentação.

                Há ainda uma menor propensão ao câncer de endométrio. As mulheres que amamentam têm risco 11% menor de desenvolver a doença, se comparadas às que nunca amamentaram.

                Portanto, amamente e encoraje o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e procure manter a amamentação até os dois anos de idade ou mais.

 

O Câncer de Mama

É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma e, o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura.

                O aparecimento do tumor está relacionado há vários fatores, como: mulheres com mais de 50 anos, alterações genéticas, história familiar de câncer de mama ou ovário, primeira menstruação antes dos 12 anos, primeira gravidez após os 30 anos, não ter tido filhos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais, ter feito reposição hormonal, exposição frequente a radiações ionizantes (raio-x), consumo de bebida alcóolica, sedentarismo e excesso de peso.

                É importante que a mulher conheça sua mama e, observe sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias, procurando atendimento médico para avaliação.

                Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como: praticar regularmente atividade física, ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, evitar o uso de hormônicos sintéticos e, amamentar.

 

 

Consultoria em Amamentação – orientações no período gestacional,

 apoio e manejo do aleitamento materno.

Instagram: thaise.consultora.amamentação

(42) 99926-7884

 

Constipação Intestinal: a famosa prisão de ventre

Por Carolina Orsi Vieira Marcolin, Fisioterapeuta Pélvica e Ortopédica. Especialista em Pilates e Treinamento Funcional para Gestantes.

 

Constipação intestinal, intestino preso, intestino preguiçoso, intestino lento,… algumas das inúmeras maneiras usadas pelo paciente ao se referir ao seu ritmo intestinal, na imensa maioria das vezes sem entender porque demora tanto ir ao banheiro para defecar.

            Constipação intestinal é definida de acordo com o consenso de Roma III, que se baseia nos 6 critérios:

1- Esforço ao evacuar;

2- Fezes endurecidas ou fragmentadas;

3- Sensação de evacuação incompleta;

4- Sensação de obstrução ou bloqueio anorretal;

5- Manobras manuais para facilitar as evacuações;

6- Menos de três evacuações por semana;

            Mais de 20% de toda população feminina sofre com algum grau de constipação. Entre as gestantes esse valor é superior aos 40%. As causas variam desde não respeitar o desejo de defecação (não ir ao banheiro na hora que sente vontade), intestino “preguiçoso”, dieta inadequada, hemorroidas e fissuras, anismo (incoordenação da musculatura do assoalho pélvico), megacólon (distensão e perda da sensibilidade da ampola retal).

            A terapia comportamental é de extrema importância no tratamento da constipação. Praticar exercícios físicos, consumir fibras, aumentar o consumo de água, posicionamento correto para evacuar são grandes aliados para um bom funcionamento intestinal.

            Além da parte comportamental, para evacuar eficazmente é necessário que a musculatura do assoalho pélvico seja devidamente relaxada. É relativamente comum encontrar mulheres cuja causa da constipação seja incoordenação muscular, ou seja, mulheres que para evacuarem deixam a musculatura do assoalho pélvico contraída, dificultando ou até impossibilitando a evacuação.

            Essa situação de não relaxamento (especialmente do músculo puborretal), dificultando a evacuação, é conhecida como anismo. Conhecer e aprender a contrair e relaxar de maneira apropriada o músculo que está confuso normalmente é suficiente para resolver o problema.

            A constipação intestinal é uma condição que deve ser tratada para evitar disfunções ainda maiores no futuro. Dor ao evacuar, sangramento não são normais e podem levar a prolapsos (bexiga caída, reto caído), devido ao esforço e a sobrecarga causada na musculatura do assoalho pélvico, além de fissuras, hemorroidas e sofrimento ao longo da vida. A pessoa constipada tende a consumir laxante regularmente, o que pode prejudicar ainda mais a função intestinal, podendo levar a desenvolver incontinência de flatos e fezes.

            A fisioterapia pélvica é grande aliada no tratamento da constipação, utilizando-se de técnicas como a massagem elétrica intestinal, massagem transversa do cólon, técnicas de relaxamento e liberação de pontos gatilhos, treinamento de contração e relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, biofeedback, terapia comportamental e em alguns casos eletroterapia.

 

Atende no Espaço Saúde e Movimento

Marechal Cândido Rondon, 2249, em frente ao Posto Lalaco

(42) 99970-7730

Instagram: pelvica_laranjeiras

Incontinência urinária feminina

Por Carolina Orsi Vieira Marcolin, Fisioterapeuta Pélvica e Ortopédica; Especialista em Pilates e Treinamento Funcional para Gestantes.

Define-se como incontinência urinária toda perda involuntária de urina, podendo ser classificada como incontinência de esforço (perder urina aos esforços, como tossir, espirrar, pular, rir, correr ou durante a relação sexual), urgência (correr para ir ao banheiro, levantar muitas vezes a noite para urinar, perder urina em momentos de ansiedade, estresse ou ao manipular água) e mista (esforço e urgência).

A perda da continência urinária é uma condição desconfortável, embaraçosa e estressante, que pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase de suas vidas. Cerca de 60% das mulheres acima de 60 anos apresentam incontinência urinária.

A paciente tende ao isolamento social, pois tem medo de estar em público e ocorrer perda urinária, desistindo da prática de esportes e exercícios ou de outras atividades que possam revelar seu problema. Suas vidas passam a depender da disponibilidade de banheiros. Têm, então, dificuldades sexuais, alterações do sono e repouso.

Além disso, há o fator envelhecimento, que por ser inevitável faz com que algumas mulheres demorem a procurar por um serviço especializado para realizar o tratamento, por predeterminarem ser normal ou esperado que uma mulher idosa perca urina. Só quando sua autoestima e sua qualidade de vida estão demasiadamente ruins é que elas procuram o serviço médico.

Atualmente, são preocupações constantes a qualidade de vida e a boa forma física, por isso a prática de atividades físicas passaram a fazer parte do cotidiano de muitas mulheres, seja como forma de lazer ou atividade profissional.

Vários estudos afirmam que a incontinência urinária feminina é uma afecção com incidência muito maior que a relatada na literatura e predominantemente superior em mulheres esportistas, quando comparadas com mulheres sedentárias. As prevalências de incontinência urinária de esforço em mulheres atletas jovens e nas que praticam exercícios de forma irregular são, respectivamente, de 40% e 8%.

Cerca de 50% das mulheres sem os clássicos fatores de risco para a incontinência urinária – gestação, idade, obesidade ou uso de medicamento – podem apresentar perda urinária durante atividades simples ou eventuais exercícios provocativos.

Os músculos do assoalho pélvico feminino também são sobrecarregados e muitas vezes lesados durante a gestação, independente da vida de parto, e perdem ainda mais força à medida que os níveis hormonais se reduzem na menopausa. Ao contrário de outros músculos do corpo, esse grupo muscular não move um membro ou uma articulação. Por esse motivo, ele frequentemente é esquecido e nada é feito para manter sua vitalidade, até que ocorram sinais de sua debilidade (incontinências, prolapsos).

O tratamento não cirúrgico da incontinência urinária de esforço vem ganhando realce nos últimos anos em face da melhora e dos poucos efeitos colaterais que provoca.

A integridade neuromuscular desempenha papel fundamental na manutenção da continência e na integridade do assoalho pélvico. Com base nesse fato, surgiram tratamentos dentro da Fisioterapia Pélvica com o intuito de restabelecer a função dos músculos e dos nervos que compõem o assoalho pélvico. A avaliação é o primeiro passo para determinar a conduta adequada, o uso e a escolha de recursos como a eletroestimulação, o biofeedback, os cones vaginais, a cinesioterapia e os exercícios perineais (força, resistência, coordenação, potência muscular).

Perder urina é comum, mas não é normal. Quanto antes iniciado o tratamento, melhores e mais rápidas serão as respostas musculares e a resolução do problema.

 

Atende no Espaço Saúde e Movimento

Marechal Cândido Rondon, 2249, em frente ao Posto Lalaco

(42) 99970-7730

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Amamentar não é instintivo, precisa ser aprendido!

O leite materno é o alimento ideal para cada espécie de mamíferos, portanto, o leite que a mãe produz é essencial e possui a composição nutricional adequada ao seu bebê.  Na espécie humana, ao contrário dos demais mamíferos, a amamentação não acontece instintivamente como imaginamos que deveria ser.
Amamentar não se resume em colocar o bebê para sugar e pronto, pois há muitos fatores que podem influenciar, como as vivências anteriores da mãe ou de pessoas próximas, falta de apoio familiar e profissional, alterações orais do bebê, uso de bicos artificiais, fatores emocionais da mãe, entre outros.
Para algumas mães a amamentação acontece facilmente, logo após o parto o bebê busca o peito, faz a pega corretamente e segue sem dificuldades. Entretanto, nem sempre é assim, pelo contrário, muitas enfrentam dificuldades e acabam não conseguindo estabelecer ou dar continuidade ao aleitamento materno.
Durante a gestação, o que mais preocupa a mãe é o parto e a amamentação nem sempre é lembrada, até mesmo pelos profissionais de saúde, dando a impressão de que este será o processo mais fácil. E, quando não acontece como num passe de mágica, a mãe se frustra, entristece, se culpa e desiste. De uma prática muito desejada, sonhada como uma coisa linda e natural (como na maioria das vezes vemos nas propagandas, nas revistas, na internet...) passa a ser um grande desafio.
Na maternidade real a mulher pode ter dificuldades, o bebê mesmo saudável chora, pode ter cólicas, não dorme a noite toda, precisa de contato corporal, do olhar e da fala da mãe. O choro é fonte de angústia para toda a família, mas é a forma de comunicação do bebê e precisa ser interpretada como o aprendizado de uma nova língua.
O que acontece é que sem orientações corretas e sem apoio familiar e profissional, as dificuldades acabam não sendo enfrentadas e o desmame é na maioria das vezes inevitável. 
Dentre as principais dificuldades encontradas na amamentação podemos destacar as fissuras mamilares, o ingurgitamento ou “leite empedrado”, mamilos planos ou invertidos, a “recusa” do peito pelo bebê, bebê com ganho de peso insuficiente, insegurança em relação à produção de leite e a capacidade de suprir as necessidades nutricionais com aleitamento materno exclusivo. Sem apoio adequado a chance de se utilizar produtos inadequados ou introduzir outros leites é muito grande, o que consequentemente eleva o risco de desmame precoce.
Nas próximas colunas abordarei especificamente as dificuldades, mas para evidenciar que a amamentação é um ato que precisa ser aprendido e, que precisa de apoio profissional específico vou abordar algumas:
 As fissuras não resultam da falta de preparo das mamas durante a gravidez e não há mais recomendações para uso de pomadas nos mamilos com esta finalidade. São causadas por ação mecânica, ou seja, pega e/ou posicionamento inadequado durante a mamada, bebê com frênulo lingual alterado (“língua presa”), uso de esgotadeiras, uso de seringas invertidas na tentativa de forma bico na mama, entre outros e, portanto, a avaliação da mãe, do bebê e da mamada é essencial para identificar o fator causador e orientar as medidas para melhora do problema.
O ganho de peso insuficiente do bebê, na grande maioria das vezes não está relacionado à quantidade de leite produzido pela mãe, existem vários pontos que devem ser avaliados na mãe, no bebê, na mamada e na rotina de dupla mãe-bebê para se identificar a causa. Sendo importante ressaltar que não existe “leite fraco”.
    O intuito não é desestimular as mamães e sim trazer à discussão a importância de buscar informações desde o período gestacional, estabelecer sua rede de apoio (incluindo o companheiro nas consultas, conversar com a vovó ou aquela pessoa próxima que estará auxiliando no pós-parto sobre seu desejo de amamentar e sobre as informações recebidas), de ter um profissional de referência para lhe apoiar nas primeiras dificuldades encontradas, avaliando e intervindo de forma correta.
    

Consultoria em Amamentação – orientações no período gestacional,
 apoio e manejo do aleitamento materno.
Instagram: thaise.consultora.amamentação
 (42)999267884

Briga de irmãos: o que fazer?

Recentemente comemoramos o dia dos irmãos e foram inúmeras as manifestações em redes sociais de irmãos declarando uns aos outros seu amor e gratidão. Chama a atenção que é somente na idade adulta que a maioria dos irmãos reconheça o inestimável valor de uns para com os outros e que as principais lembranças infantis dos irmãos sejam de disputas e brigas em meio a brincadeiras e competições.
Ninguém nega que a convivência entre irmãos tem uma influência extremamente significativa ao longo de todo desenvolvimento de uma pessoa, principalmente no que diz respeito às características emocionais e sociais. E é inegável também, por todos os pais que possuem mais de um filho morando juntos, o quanto é delicada a linha que separa as brincadeiras das brigas, a cooperação da competição, o amor do ciúme. Justamente nesse equilíbrio de forças que se desenham as bases para relacionamentos futuros com amigos, colegas e mesmo cônjuges.
As brigas são pelos mais variados motivos, mas frequentemente envolvem:
Disputas por objetos: na infância por brinquedos, materiais, tablets, televisão e, na adolescência, por roupas e acessórios, entre outros.
Disputa por lugares: seja no carro, na mesa, no sofá, como nos cômodos da casa durante a escolha dos quartos, por exemplo.
Disputas por atenção: dos pais, avós, amigos...
Muitos pais, ansiosos por verem os conflitos encerrados ou sentindo-se culpados por não conseguirem impedir ou resolver as brigas, procuram saná-las comprando mais coisas, para que assim cada filho tenha o seu brinquedo ou computador, por exemplo. Porém, não importa a quantidade ou a qualidade de brinquedos que se tenha disponível, os irmãos sempre acharão pelo que brigar. Afinal, uma das maiores funções dos irmãos é justamente ensinar a cada um que aprenda a se defender, reivindicar, brigar, ceder e perdoar. Cabe aos pais, ensiná-los a gerenciar esses conflitos, para que as situações de disputas não se tornem intensas a ponto de criar situações de tamanha hostilidade que impactem de forma negativa na construção da identidade e autoestima de cada de um.  
Mas então, o que fazer quando os ânimos esquentam entre os filhos e brigas começam? Que pai e mãe nunca ficaram na dúvida entre intervir ou não nos conflitos dos filhos? Deixar que briguem ou separá-los? Tirar de ambos o objeto de disputa ou ouvir sobre o que começou o desentendimento? Obrigar a ceder? Punir? As experiências dos pais como irmãos ou filhos únicos em suas famílias certamente influência nesse momento, podendo ser revividas de modo a fazer como seus pais faziam em suas casas ou ainda, exatamente o contrário, quando sentiam-se injustiçados frente a intervenção dos pais nas brigas fraternas. Quanto aos pais que são filhos únicos, as fantasias de uma relação idealizada entre irmãos podem paralisá-los frente às brigas dos filhos.
A tendência dos pais é procurar ser justo e retirar a fonte de discórdia ou ainda punir todos os envolvidos, mas isso com frequência tende a dificultar a relação entre os irmãos, uma vez que um deles sempre se sentirá injustiçado com tais condutas. Assim, orienta-se aos pais que não intervenham se não houver agressões físicas ou verbais e, que evitem tomar partido de um filho nas brigas. Quando forem solicitados a interferir ou a situação estiver caminhando para a agressão, é importante que os pais procurem atuar promovendo a empatia, que é capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se na situação dela e, estimulando as crianças a encontrarem as próprias soluções. 
A partir dos quatro anos, quando a criança já começa a possuir a habilidade de se colocar no lugar do outro, é útil pedir que cada um conte ao outro sua queixa. Em seguida, deve-se pedir (e ajudar se for necessário) que se coloque no lugar do irmão e diga como acha que ele está se sentindo. Após isso, se espontaneamente os irmãos não entrarem em um acordo, os pais devem estimular que os filhos sugiram soluções que sejam aceitas por todos, para que possam treinar as habilidades de lidar com as emoções e solucionar conflitos. Se os filhos não conseguirem, os pais podem sugerir opções, regras e combinados sentidos como justos e aceitos por todos. 
No início, as crianças podem ter dificuldade em fazer este exercício de colocar-se no lugar do outro, mas aos poucos vão aprimorando esta capacidade e a levarão para vida adulta e para os diferentes contextos nos quais vierem a se relacionar. Mesmo que leve mais tempo e exija mais dos pais, esta tende a ser a melhor maneira de ensinar os filhos a resolver conflitos e promover o bom relacionamento entre os irmãos. Além disso, é importante que os pais evitem ao máximo a comparação entre os irmãos ou manifestações de favoritismo, devendo mostrar que cada filho tem seu lugar na família e que são igualmente amados, tanto por suas diferenças e qualidades únicas quanto por suas semelhanças. 
Não há motivos para preocupações excessivas quando as brigas se alternam com momentos de carinho e cumplicidade entre irmãos. Mas, quando o desafeto é constante e há risco de prejuízo físico ou psicológico, ou mesmo se as disputas estiverem prejudicando o desempenho social ou escolar de uma das crianças, deve-se buscar orientação de um psicólogo, que irá analisar juntamente com a família as possíveis causas e construir com a mesma possibilidade de intervenção e solução.