AGIMOS COMO FARISEUS

No último dia 23 de janeiro, como é de costume, logo pela manhã, com a Joana acompanhamos a celebração da

No último dia 23 de janeiro, como é de costume, logo pela manhã, com a Joana acompanhamos a celebração da Santa Missa sintonizados com um canal católico de televisão. O Evangelho da citada data, escrito pelo apóstolo São Marcos, é o que abaixo segue:

Naquele tempo, 3 1 entrou Jesus na sinagoga e achava-se ali um homem que tinha a mão seca. 2 Ora, estavam-no observando se o curaria no dia de sábado, para o acusarem. 3 Ele diz ao homem da mão seca: “Vem para o meio.” 4 Então lhes pergunta: “É permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar uma vida ou matar?Mas eles se calavam. 5 Então, relanceando um olhar indignado sobre eles, e contristado com a dureza de seus corações, diz ao homem: “Estende tua mão!” Ele estendeu-a e a mão foi curada. 6 Saindo os fariseus dali, deliberaram logo com os herodianos (seguidores de Herodes) como o haviam de prender.
Tão logo terminou a Missa na televisão a Joana mudou de canal no exato momento em que era noticiado que um padre fora flagrado pelas câmaras de segurança furtando um par de óculos numa loja de Guarapuava. Ora, a mesma notícia já havia sido divulgada na véspera em vários canais de TV, no Rádio, nos jornais e na Internet. Concluímos, com a Joana, que também nós como a mídia agimos tal e qual os Fariseus do Evangelho em nosso cotidiano. Nosso semelhante pode ter inúmeras virtudes, mas basta uma pisada na bola para apontarmos o dedo acusador. Pelo que sabemos, a igreja, e não nos referimos apenas à Católica Apostólica Romana a qual somos seguidores, mas as demais denominações, têm levado incontáveis pessoas a seguir o bom caminho, abandonando vícios e costumes transgressores, mas disso, pouca gente ou ninguém fala. Outro exemplo: os prefeitos dos municípios, dentro de suas limitações, realizam várias obras que a população necessita, mas diante da impossibilidade muitas vezes financeira deixam de fazer algumas que também são necessárias e pronto, tornam-se os personagens principais das fofocas e críticas. Já ouvi munícipe que apanha com regularidade cinco ou mais medicamentos nos postos de saúde. De repente, falta um destes e já é motivo para ir até o bar da esquina, pedir um martelinho de cachaça e se sair com esta: Falei pra moça lá no posto: Porque não fecham esta bosta? Voltando aos eleitos pelo voto, é bem verdade que alguns e não são poucos deixam a desejar, mas não podemos generalizar, o que não nos cabe é torcer pelo fracasso deles, que também será o nosso e quando formos apontar o dedo acusador para o vizinho, lembremos dos Fariseus do Evangelho.