BALA CALIBRE 7.65mm

Lembro o dia e o mês, mas não o ano do fato que lhes narro e que ocorreu a mais

Lembro o dia e o mês, mas não o ano do fato que lhes narro e que ocorreu a mais de uma década. Era o dia 25 de julho, véspera da comemoração em honra a Nossa Senhora Sant’Ana, padroeira de Laranjeiras do Sul e feriado municipal. Preparávamos-nos para dormir, quando do quarto ouvimos barulho estranho na sala, como a queda de um objeto sobre o assoalho de madeira. Levantei-me, acendi a luz, mas não percebi nada de estranho e até mesmo os vários objetos que ficam sobre um balcão estavam todos no lugar. Voltei à cama, pois no dia seguinte teria compromisso com a Liturgia na Missa em honra a padroeira. Na manhã seguinte, ao sair na garagem que divide com a sala notei no chão cacos da vidraça e nesta um orifício pequeno e vários trincados no vidro. Pensei que poderia ser algum malandro com um estilingue que atirou pedrada certeira na minha vidraça, até porque não havia ouvido nenhum disparo de arma de fogo nos arredores. Voltando da Missa fui procurar com mais tempo alguma pista do estranho fato e munido de vassoura, varrer alguns cacos de vidro que caíram para o interior da casa. Foi quando algo duro e pesado rolou pelo assoalho. Nada menos que uma bala que logo conferi ser de pistola calibre 7.65mm, modelo que ainda é fabricado no Brasil pela Taurus. O projétil de pistola é diferente do de revólver, pois o primeiro é capeado com fina chapa de cobre e o segundo é composto só de chumbo. O tiro deve ter sido disparado bastante longe e pelas marcas que tem o projétil deve ter ricocheteado em corpos duros e finalmente nas pedras do calçamento da rua próxima a casa, pois quase sem força apenas furou a vidraça, vindo a cair após bater numa cortina. Guardei a bala num velho caneco de chope que serve como porta-canetas e dia destes ao procurar uma delas, deparei com a 7.65mm, que serviu como tema do conto de hoje.

PENTEADO RABO DE CAVALO – Dois amigos conversavam sobre os candidatos e candidatas às eleições deste ano. Um deles falou que certa candidata à presidência da República poderia ter mais votos se soltasse os cabelos que estão sempre presos em forma de peruca ou rabo de cavalo. E justificou: O eleitor está mais cuidadoso e não vai votar em candidata com o rabo preso.

O abraço do colunista aos leitores fiéis deste espaço, Valentim Andreeta, Frido Ruths, Reinoldo e Edwirges Back, ele colunista deste jornal.