DESATENÇÃO OU DESCONHECIMENTO DA HISTÓRIA?

Diz a história que foram os imigrantes poloneses e ucranianos que trouxeram ao Brasil as primeiras carroças, depois copiadas, fabricadas

Diz a história que foram os imigrantes poloneses e ucranianos que trouxeram ao Brasil as primeiras carroças, depois copiadas, fabricadas e utilizadas em todo o país, especialmente na Região Sul devido a disponibilidade da madeira apropriada ao seu feitio, o pinheiro do Paraná, leve e fácil de ser trabalhada. Os rústicos veículos foram essenciais para o transporte de mercadorias e o abastecimento de cidades, inclusive Curitiba. Construídas conforme a necessidade eram puxadas por parelhas de 2 a 6 cavalos. O jornal Gazeta do Povo trazia nas edições dominicais de tempos idos uma página histórica incluindo fotografias de carroças carregadas com barricas cheias de erva mate que, pela Estrada da Graciosa eram transportadas ao litoral para exportação, comprovando a importância desse transporte no Ciclo do Mate, um dos mais importantes da história e da economia do Paraná. O pequeno povoado que hoje é a cidade de Laranjeiras do Sul com suas poucas casas comerciais era abastecido pelos carroceiros que transportavam mercadorias trazidas da cidade de Ponta Grossa. Foram carroceiros desses tempos, entre outros, José Rodrigues Medina, Emílio Schoroeder, Vicente Lourenço Ruths e Jacob Roth. José Rodrigues Medina teria construído uma carroça especial na qual trouxe a primeira máquina a vapor para uma das poucas serrarias da incipiente cidade, façanha que exigiu várias parelhas de cavalos e carroção reforçado. No livro NERJE lançado em 1999, foi possível estampar a Carteira de Carroceiro de Emílio Schoroeder à época da Capital do Território Federal do Iguaçu. Seo Jacob Roth que possuía fazenda bem perto de onde hoje é o perímetro urbano, era sogro do expedicionário Jorge Fernandes de Araújo e avô materno do padre Erondi Araújo, o primeiro Xaveriano de Laranjeiras do Sul. Outro neto, Ari Fernandes Araújo foi meu colega na Rádio Educadora durante vários anos. Leis Municipais que dão nomes a ruas têm, entre outros objetivos, perpetuar a memória de pioneiros o que é normal e compreensível. Entre os antigos carroceiros temos aqui as ruas José Rodrigues Medina e Jacob Roth que, lamentavelmente sempre é citada ou escrita como Jacob Ruths, inclusive no noticiário chapa branca da nossa Prefeitura, quando noticia o programa de pavimentação de vias públicas em andamento de forma que, a coluna tem o objetivo de alertar sobre este engano.