DISCURSO IMPROVISADO, OU QUASE ISSO…

Consta da história que o Brasil teve bons oradores e entre estes: Rui Barbosa, o Águia de Haia, Osvaldo Aranha,

Consta da história que o Brasil teve bons oradores e entre estes: Rui Barbosa, o Águia de Haia, Osvaldo Aranha, Juscelino Kubitschek, Machado de Assis e muitos outros ainda hoje que se fossem mencionados ocupariam todo o espaço que disponho neste jornal. Lembrei dos oradores ao assistir a diplomação pelo TSE do presidente eleito Jair Bolsonaro e seu vice Hamilton Mourão, quando o primeiro valeu-se de cinco ou seis páginas escritas para discursar. Voltando no tempo lembrei de eleição em cidade do Sudoeste do Paraná, onde morei cinco anos dum candidato a prefeito que tinha tremenda dificuldade de falar em público. Mesmo tendo sido vereador não dizia coisas que empolgassem o eleitorado e isto seria fatal para quem pretendia conquistar a chefia do executivo do município em que era empresário bem sucedido. Um de seus cabos eleitorais de confiança, advogado de formação elaborou um discurso e como não havia computador, foi tudo datilografado. Eram quatro páginas devidamente numeradas e mesmo lendo-as e relendo-as dezenas de vezes ainda soava de forma sofrível quando diante de um microfone. Na época o município tinha dois distritos populosos, atualmente municípios emancipados e num destes estava marcado comício, quando se permitia que músicos começassem a animar o evento com algumas horas de antecedência para reunir assistência numerosa. Sobre a carroceria do caminhão que serviu de palanque, discursaram candidatos a vereador e lideranças locais, ficando o candidato a prefeito para a última fala. Naquele lê e relê, guarda as páginas, pega as páginas, acabou perdendo a última folha, justamente a que relacionava as principais promessas do futuro prefeito. Empolgado, com as veias do pescoço salientes, leu a primeira, a segunda, a terceira e depois… gaguejou… gaguejou e pediu desculpas: Vou encerrar porque perdi a parte mais importante do meu improviso!

Dizem que Manoel Ribas que governou o Paraná de 1932 a 1945, ora como interventor, ora como governador detestava discursos longos. Numa solenidade em sua homenagem, uma liderança sentada ao seu lado sacou do bolso o calhamaço de papel para discursar. Num gesto rápido, Maneco Facão como era seu apelido teria puxado o maço de papéis dizendo: Pode deixar, vou levar para ler em casa!.

Falta de higiene: Esta eu ouvi em programa de humor: Dizem que a cozinha daquele restaurante tinha tantos bichos que a Vigilância Sanitária que fazia uma inspeção transferiu a tarefa ao IBAMA.