ENTRE MORTOS E FERIDOS

O ano de 1978 chegava ao fim quando o colunista que contava uma década de trabalho em radiodifusão decidiu mudar

O ano de 1978 chegava ao fim quando o colunista que contava uma década de trabalho em radiodifusão decidiu mudar de ares e sondar a possibilidade de fazer parte da equipe da Rádio Chopinzinho que havia entrado no ar recentemente. Foi admitido na emissora que funcionou alguns meses em caráter experimental até receber o prefixo e a frequência definitivos. Criou programas na nova casa que hoje, quase quatro décadas depois ainda vão ao ar diariamente. Tão logo chegou contaram-lhe certo ocorrido que pela comicidade parece obra de humor. O prefeito do município era um sujeito afável e simpático, mas tinha adversários inconformados com a sua eleição. Várias vezes, na caixa do correio da casa do alcaide que ficava na Av. XV de Novembro, deixaram cartas anônimas com ameaças de morte e o assunto passou a ser comentado nas rodas de chimarrão e nos botecos. Chegava o dia de São Francisco de Assis, padroeiro do Município e como sempre se organizou festa religiosa e recreativa. Um grupo de senhoras ficou encarregado das sobre mesas, entre elas a primeira dama, a boníssima e simpática Dona Luíza. E foi na casa dela que se reuniram. Uma das receitas exigia o cozimento de várias latas de leite condensado, para alcançar a consistência desejada. Puseram as latas em panelões de água sobre o fogo e foram ver o capítulo final da novela na TV. Até que algum tempo depois: BUM… BUM…, algumas latas explodiram com a pressão interna provocando o som parecido com tiros em ambiente fechado. Quis a coincidência que em frente funcionasse o velho hotel de Seu Gervásio Góes, onde no porão existia um bar e os homens se reuniam para beber uns goles e atualizar as fofocas, entre elas as ameaças ao prefeito. Tão logo soaram os tiros os homens correram para a rua em frente e deram de encontro com as confeiteiras que faziam o caminho inverso. Ao entrarem na cozinha constaram ter sido um acidente doméstico, restando o trabalho de limpar as paredes e o forro melecados com leite condensado. Contaram depois que trabalhoso mesmo foi evitar que o pai do prefeito que tinha um posto de gasolina nas imediações quebrasse o televisor. Com um machadinho nas mãos queria destruir a geringonça que tanto atraía a atenção das mulheres. Tudo acabou bem e o prefeito Vicente Mücke Jr., teve uma gestão profícua, até o final de 1982 sem sobressaltos ou atentados.

PULSEIRA DE OURO – Duas amigas se encontram. – Puxa, que linda pulseira de ouro você está usando – comenta a primeira! – Obrigada, foi presente do marido em meu aniversário, mas não é de ouro. – Você conhece bem os metais? – Não, conheço bem o meu marido!

LETRAS EM CONSTRUÇÃO – Parabéns ao Cláudio Rieke pelo texto Fascismo e República publicado neste jornal em 13/10/2018. No texto o autor nos ajuda a discernir entre alhos e bugalhos ou berimbau e gaita.

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