SEO PSIDÔNIO, O HOMEM QUE VIA BASES

 No meio rural ainda existem benzedores e curandeiros que vêem bases sobre qualquer dúvida, ou seja, uma espécie de premonição

 No meio rural ainda existem benzedores e curandeiros que vêem bases sobre qualquer dúvida, ou seja, uma espécie de premonição do futuro seja em negócios, assuntos amorosos e até mesmo apostas. A crendice do povo da roça ainda os faz admirados, respeitados e consultados sempre que surge alguma dúvida. Feito o preâmbulo lembro o que contou o professor Arno Bento Mussói que quando menino morava com a família em Rio Antero, local do meio rural relativamente próximo ao perímetro urbano, tanto que ela fazia a pé o trajeto de ida e volta entre sua casa e a escola. No meio do caminho havia um casebre onde moravam Seo Psidônio e a esposa, D. Alzira, ele afamado por ver bases, portanto, muito procurado pelos moradores. Próximo dali, onde hoje se situa o campus da Universidade Federal da Fronteira Sul, havia uma hípica onde se realizavam quase todos os finais de semana corridas de cavalos. Dias antes das corridas Seo Psidônio recebia individualmente dezenas de apostadores, interessados em suas bases sobre qual cavalo venceria as corridas em duplas. Após as corridas sempre vinha gente até seu casebre para lhe gratificar, em espécie ou outros mimos, como galinhas gordas, leitões, litros de cachaça da boa ou fumo em corda para os palheiros. Fosse qual fosse o cavalo vencedor, sempre aparecia alguém para lhe presentear. Depois de muitas corridas um Sherlock Holmes da terrinha descobriu como Seu Psidônio acertava com suas bases. A um, garantia a vitória do cavalo X, a outro do cavalo Y, ou seja, uma espécie de meio a meio. Isto quer dizer que os que ganhavam, já que se apostava bastante, vinham agradecê-lo, o que evidentemente não ocorria com os que tinham apostado no perdedor de forma que Seo Psidônio sempre se saia bem. Os causos antigos de Laranjeiras do Sul não foram totalmente soterrados pelas cinzas do tempo, graças a memórias privilegiados como a do professor Arno Bento Mussói, incansável pesquisador e autor de livros sobre a história local e regional. 

PS. Mudando de profissão. Depois de 40 anos como médico proctologista, João decidiu se aposentar e assumir seu verdadeiro amor – mecânica de automóveis. Matriculou-se numa aula de mecânica e estudou muito.  A maioria dos alunos completou o exame em duas horas. João, por outro lado, levou às quatro horas disponíveis. No dia seguinte, João ficou surpreso ao ver a pontuação de 150% para o seu exame e falou com o professor depois da aula. – Eu nunca sonhei que poderia ir tão bem no exame. Como ganhei uma pontuação de 150%? O professor respondeu: – Dei 50% por desmontar perfeitamente o motor do carro, outros 50% por remontá-lo com perfeição. No final te dei mais 50% por ter feito tudo através do cano de descarga.

 

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