AMAR É UM VERBO

Jesus nos ensina que os dois maiores mandamentos são: “Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu

Jesus nos ensina que os dois maiores mandamentos são:

Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.27-29).

Paulo afirma que “quem ama cumpre a lei” (Rm. 13.8,10). Logo, precisamos saber o que é amar? No idioma Grego, existem quatro termos diferentes para referir-se ao amor, cada um com um enfoque diferente. Vejamos:

  • Storge – amor paternal;
  • Phileo – amor fraternal; recíproco, entre amigos;    
  • Eros – amor romântico, atração sexual;
  • Ágape – amor incondicional,             sacrificial, o amor que Deus manifesta pela humanidade.

Amar é um verbo, isso quer dizer que amar é mais do que sentimento, está relacionado sobretudo nas atitudes. Amar é a atitude de atender as necessidades de alguém. Isso é um desafio para a natureza humana, porque estamos mais interessados em nossas necessidades satisfeitas do que a do próximo. O ser humano é por natureza egoísta. E, geralmente amamos quando nos é conveniente, por exemplo, amamos quem nos ama, para os demais, indiferença. Alguns estão em tamanha desgraça que sequer ama os que lhe amam.

Você ama os que te amam? E aqueles que não demonstram amor por você, consegue amá-los?

Jesus nos conta uma história que é uma exemplificação perfeita do que é o amor nas relações interpessoais. É a história do bom samaritano. Jesus conta (Lc 10.25-37) que um homem judeu que ia de Jerusalém a Jericó caiu nas mãos de salteadores que lhe roubaram e o espancaram deixando-o a beira da morte. Ocasionalmente passou por aquele caminho um sacerdote, que deveria ser o exemplo de altruísmo para o povo de Deus, mas vendo o homem caído, passou de largo, não o ajudou, foi indiferente a sua dor e sofrimento, deixou aquele homem agonizando no caminho. Logo depois, passou um levita, que também tinha funções junto à religião judaica e deveria dar o exemplo, mas de igual modo ao sacerdote, foi omisso, não se colocou no lugar daquele homem, nem pensou que talvez tivesse uma família e filhos que esperasse por ele, tão pouco considerou que era um compatriota seu.

Jesus conta que passou por ali um samaritano, que era de um povo inimigo dos judeus, as pessoas destas duas regiões se odiavam e não se comunicavam. Havia um ódio de séculos entre estes povos. Mas naquela ocasião, diferente do sacerdote e do levita, o samaritano se aproximou do homem caído. Ele não ficou indiferente, mas foi movida por uma profunda compaixão.

Sua compaixão não foi apenas um sentimento isolado, mas ele teve atitudes de amor, ele tratou as feridas colocando algum pano, passando seu azeite e vinho nos ferimentos. O samaritano coloca aquele homem sobre a sua cavalgadura e o leva para um lugar seguro, uma hospedagem, ficou com ele por cerca de um dia e cuidou do estranho, depois pagou pelas despesas e pediu para que o hospedeiro cuidasse dele e ainda garantiu que se houvesse algum custo adicional, ele pagaria em seu retorno.

A história que Jesus conta sobre o samaritano, abala o senso comum de amor e socorro. Geralmente as pessoas ajudam quem elas conhecem ou amam, alguns fazem se for conveniente e outros para aparecer ou tomar proveito. Mas com o samaritano da história contada por Jesus, aprendemos que o amor é:

  • Se colocar no lugar do outro e sentir suas necessidades;
  • Descer da posição que estamos para atender o próximo;
  • Colocar a dignidade humana            acima das diferenças;
  • Um ato de sacrifício do tempo e dinheiro;
  • Cuidar das pessoas;
  • Fazer o bem sem esperar algo em troca;
  • Se possível, fazer o bem e se manter anônimo;     

Que possamos manifestar o amor de Deus através de nossas vidas como Jesus nos ensinou.

Deus os abençoe!

Pastor José Simplício