O adultério promove a revolta dos filhos

Por José Simplício – escritor, autor de quatro livros, teólogo e pastor

Os filhos sentem o reflexo imediato do relacionamento dos pais e por ele são afetados. Quando um casal vive bem, os filhos sentem-se seguros e felizes, entretanto quando há problemas conjugais, por mais que os filhos não saibam o que de fato está acontecendo sentem-se inseguros, preocupados e tristes, alguns buscam inconscientemente chamar a atenção para si através de comportamentos indesejáveis, de acordo com a idade. 
Quando os filhos ficam sabendo que um dos pais traiu o outro, geralmente sente-se traídos também, por conseguinte, ficam revoltados e confusos. Tudo isso se reflete no comportamento dos filhos. 
Se houver o divórcio a criança ou adolescente terá a sensação que o pai ou a mãe infiel o trocou por outra pessoa, e isso levará anos para ser superado. Caso os pais resolvam lutar para manter o relacionamento conjugal superando a tragédia do adultério, haverá sempre o medo de que o divórcio possa ocorrer. 
Os abalos emocionais e psíquicos são extremamente profundos nos filhos. Todo o pai e toda mãe tentado a ceder ao pecado do adultério deve levar em consideração que este ato egoísta de prazer momentâneo pode ferir profundamente os filhos.

O resultado do Adultério para o infiel

O relacionamento conjugal deve ser baseado na confiança firmada através de uma aliança e um voto solene. Por isso, a infidelidade conjugal é uma atitude cruel, que deixa profundas marcas no outro e no relacionamento, é um ato egoísta cometido por fraqueza ou maldade. Este prazer momentâneo traz grandes mazelas para toda a família, desestruturando o lar, tendo geralmente o divórcio como resultado.  
Se a pessoa que cometeu o adultério é alguém bem conceituada na sociedade ou na igreja, estará desmoralizada. Não são poucos os pastores, pregadores e pregadoras, cantores e cantoras, obreiros e obreiras que foram pessoas bem conceituadas e acabaram por macular sua conduta por uma “aventura”. No momento em que escrevo este livro, tenho 12 anos que sirvo a Cristo, pela graça de Deus sou bem conceituado pelos que me conhecem, alguns dizem que sou um referencial de conduta cristã, não que eu julgue sê-lo, mas me esforço para dar sempre um bom testemunho. Contudo, basta um tropeço para que toda essa boa reputação seja profundamente maculada. Por mais que haja recuperação, a mancha da infidelidade sempre ficará. 
Além disso, a desconfiança sempre acompanhará os relacionamentos da pessoa que foi infiel. Conheci um rapaz que me confessou que sua esposa traiu o noivo para ficar com ele. Certo dia ele me disse perturbado: “José, sempre que estou trabalhando tenho a impressão que minha esposa está me traindo com outro homem”. Neste caso, enquanto este rapaz viver com esta moça que provou ser infiel, sempre lhe acompanhará o fantasma da infidelidade conjugal.
É estranho entender como alguém que toma o cônjuge de outra pessoa possa viver tranquilamente, visto que, pode fatalmente ser a próxima vítima de um caso extraconjugal. E mais estranho ainda é viver um relacionamento onde não há confiança. 
Contudo, a falta de credibilidade, de confiança, é resultado da infidelidade conjugal. E para superar isto, somente com o tempo.

Concluímos que a infidelidade conjugal é uma atitude cruel para com o cônjuge e traz como consequência péssimos resultados. A própria palavra “traição”, em si possui a conotação de quão culpável é esta atitude.