PROTEGER A INOCÊNCIA, ESSA RESPONSABILIDADE É NOSSA

O dia 18 de maio – foi instituído o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças, e os

O dia 18 de maio – foi instituído o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças, e os próximos dias 03 e 04 de junho a Rede Mãos Dadas – uma rede de instituições, igrejas e pessoas unidas pela mesma fé – promove a nível mundial um Mutirão de Oração por Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis, sendo esse ano, o 22º Mutirão. Pode ser que essas informações, lhe dê a sensação de alívio, pensando: que bom que tem alguém fazendo alguma coisa, porém, quero lhe convidar a refletir sobre sua participação nessa causa.

A responsabilidade sobre uma criança que é violada em seu direito de crescer saudavelmente, não é somente dos pais, da família, da escola ou do governo, a responsabilidade é daquele que vê essa agressão, seja ela verbal, psicológica, sexual ou física. É isso mesmo! A responsabilidade é daquele que vê, que toma conhecimento, pois passa ser sua obrigação impedir, ou denunciar esse sofrimento.

Não se deve de forma superficial pensar que a infância é uma fase, e que logo essa criança, poderá se defender; As manchas dessa violência, não marcam a infância, elas perduram uma vida inteira, por isso que você se torna responsável, ainda que não seja responsável diretamente pela criança, mas tem a sua responsabilidade com a humanidade, cabe a você colaborar para a criação de seres humanos melhores, para vivermos numa sociedade melhor.

A criança que é violada de forma psicológica, com agressões verbais, pode criar uma carapaça de proteção, tornando-se uma pessoa agressiva, defensiva, incrédula em tudo e em todos.

A criança que é vitimada sexualmente, se torna cética em relação ao amor, as pessoas, ao respeito e aos relacionamentos, tornando-se um ser humano marcado pela dor e muitas vezes pelo rancor. Pode um ser humano assim, acrescentar coisas boas à sociedade?

Se desejamos uma sociedade melhor, é imprescindível que tenhamos pessoas melhores, e as crianças que são agredidas na fase do encantamento, das descobertas, das novidades e surpresas da vida, têm abertas em si, feridas, uma ferida profunda e complexa, tão profunda que vai além do físico, vai além do psicológico, marcam a alma e que para ser curada leva muito tempo e demanda muita atenção, dedicação e cuidado, de profissionais ou de pessoas dispostas a amar aquele ser oculto por baixo da armadura que criou.

Portanto, para uma sociedade melhor, temos que não somente nos dispor a cuidar das crianças que já foram alvos dessa crueldade, mas principalmente proteger as outras, da perversidade do adulto, e essa responsabilidade é nossa!