Acesso à Sabedoria

Professora de Constelação Familiar, Marcia Oliveira também é palestrante e Terapeuta.

Instagram @pormarciaoliveira
Youtube: Márcia Oliveira Desenvolvimento Humano

Neste primeiro contato com você, caro leitor do Jornal Correio do Povo, gostaria que soubesse que sou aquela que busca a Palavra de Deus desde antes de saber ler, criança ainda encontrei uma velha Bíblia, empoeirada, tomei posse dela pois sabia que ali continha o Saber que minha alma buscava ardentemente, apesar da pouca idade.

Fui filha temporã, numa família grande, pobre e ocupada. Nos tempos da colonização do Mato Grosso, meus pais saíram do Paraná para MT, seguindo o sonho de serem donos de suas próprias terras. 

Minha mãe me gestou no caminho e me pariu no dia em que chegou lá. O Pau de arara que levava os poucos bens e os muitos filhos, parou na beira da estrada empoeirada e uma desconhecida se compadeceu da minha mãe gestante, com sua barriga de 9 meses, oferecendo abrigo num velho paiol para que pudesse descansar. Nasci naquela noite. Pequena e rosada, junto ao milho seco e algumas dúzias de ratos, cercada de amor e dos olhos curiosos dos meus irmãos. Décimo quarto parto natural da minha mãe, décima oitava filha de meu pai, que já tinha tido uma esposa anteriormente.

Numa família tão grande e com poucas posses, a gente tem que crescer rápido para dar a nossa parte na ajuda diária. E assim foi…

Sobre aquela Bíblia abandonada e empoeirada, como não sabia ler, pedi aos meus pais que deixassem que as senhoras das Testemunhas de Jeová viessem para me ensinar. Duas senhoras vinham ler para mim e meu coração ardia ao ouvir as promessas de Deus. 

Não sei o nome delas, mas desejo que a gratidão que tenho por aquele gesto, as alcance onde estejam.

Mesmo tendo nascido em uma família sem religião, acreditei e busquei as promessas de Deus de forma insistente até que aos 9 anos, minha mãe, escondida do meu pai, pediu a um Frei que me batizasse. Me lembro até hoje: Com um vestido branco, emprestado, ela me levou à igreja e me disse: “Não conte pra ninguém, se seu pai souber ele me mata”. E eu não duvidava pois ele era um homem que usava da violência emocional e física e não duvidava em castigar com vara e cinto, os nossos equívocos.

Quando se separaram eu tinha 11 anos, comecei a frequentar igrejas e templos diferentes, levando aquela velha Bíblia para tentar entendê-la: A estudei com os Espíritas, com os Testemunhas de Jeová, pedi explicações aos Assembleianos… Aos 14 fiz parte do grupo de jovens da Católica que pouco a usavam… Aos 20 decidi seguir com os Batistas, onde estudei e pratiquei com eles por 15 anos. Aos 35, após participar do Encontro de Casais com Cristo, retornei à Igreja Católica, junto com meu marido que era não praticante, após conversar com meu antigo pastor.

Andei por muitos caminhos com essa velha Bíblia e tenho buscado a Sabedoria Divina. Me dedico às relações humanas, suas implicações e como dissolver os conflitos emocionais e psicológicos para dar lugar ao Sagrado dentro de cada lar. 

Ao meu ver, Deus, o detentor de toda Sabedoria – já conhecendo as ambições do coração humano – “rasgou”a Sabedoria em pedacinhos e a deu um pedaço para cada denominação religiosa, deixou um pedaço com a natureza e espalhou pela terra pequenos pedaços de seu Saber. 

Ao encontrar um desses pequenos pedaços o ser humano pensa ter encontrado o Todo…

Em Jó 28:23 lemos: Só Deus conhece o caminho para a Sabedoria, somente Ele sabe onde ela se encontra, pois Ele contempla os confins do universo e vê tudo o que existe debaixo do céu. Quando fixou um peso para o vento e definiu a medida das águas, quando deu uma lei para a chuva e uma rota para o relâmpago e o trovão, então Ele a observou, avaliou, sondou e estabeleceu. E disse ao homem: “A Sabedoria consiste em temer ao Senhor e a inteligência está em afastar-se do mal”.

Na verdade estamos afastados do grande mal pelo poder do Espírito Santo e nos esforçamos para assim nos manter, mas em nossos corações cometemos pequenos atos de maldade e os guardamos escondidos até de nós mesmos: O rancor, a maledicência, a raiva do outro e de si mesmo, as mágoas de parentes e conterrâneos são simples exemplos de pequenas maldades que estão em nossos corações, fixados como algo comum que carregamos há anos e que nos afasta da felicidade e da intimidade com Deus.

Como muitos, tenho buscado a Deus e a Sabedoria, me dedicado conforme Jeremias  29:13 instrui: “Buscar-me-eis, e me encontrareis quando me buscares de todo o vosso coração”. 

E a Bíblia nos dá vários rumos: “Se alguém de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus que a todos dá liberalmente”, Tiago 1:5.

Repito e mesclo os versículos para melhor absorvê-los: “Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus. Peça de todo coração. Que Ele dá com liberalidade.” 

E minha fé se renova: Sou essa que busca de todo coração!

Como a prática leva a perfeição, tive e tenho tido gratas surpresas nesse caminho de busca: Quando me aplico de todo coração às orações e pedidos de intercessão, Jesus em sua infinita bondade, aparece bem na minha frente e fala comigo, me mostrando como fazer para desamarrar os nós e recuperar a pureza de coração, nas relações familiares.

E é isso que humildemente quero trazer para cá: formas práticas de como fazer para atingir a Reconciliação de coração, que recupera o Amor Essencial, nos torna mais puros e distantes do mal e nos liga a Deus, à Vida e à felicidade aqui na terra. Peço que me acompanhe nas próximas postagens.

Atenciosamente: Márcia Oliveira

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