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Ordens do amor na Família – parte 3

No texto anterior falamos sobre as duas primeiras ordens: Os filhos tomam a vida assim como ela lhes é dada e Os filhos tomam o que seus pais lhe dão para além da vida como ela é. Se você não a leu, procure aqui, saiu na semana passada. Esse conhecimento promove ordenação nos princípios que regem a vida e são tão profundos que basta entrar em contato com eles, com atenção, para que mudanças internas aconteçam.

Agora vamos a terceira ordem:

– Respeitar o que pertence aos pais e permitir que façam o que somente eles podem e devem fazer:

Há filhos que se ressentem porque não herdaram algo dos pais e não estou falando somente de herança financeira, ficam decepcionados por não terem algo da beleza ou da inteligência deles, como se estes pais devessem aos filhos o que tiveram em seu passado. Tudo o que se herda é uma dádiva, não um mérito. Herança é presente, há pais que não deixam herança e mesmo assim não devem nada aos filhos… Há filhos que nasceram quando os pais tinham bastante saúde, disposição ou posses… Há outros que nasceram quando a situação era diferente, nem por isso os pais devem nada, nem os irmãos: cada qual com sua vida e seu destino.

Isso também se aplica quando falamos da culpa pessoal dos pais: O que é deles, fica com eles. Muitos filhos querem vingar os pais se estes tiverem sido roubados, ou querem carregar problemas por eles, ao tentar resolver o que foi um erro deles, trata-os como se fossem grandes e os pais, pequenos. É como se precisassem tomar conta dos pais, estes filhos saem do seu lugar e inicia-se um desequilíbrio.

– Quarta ordem do amor na Família: Os pais são grandes e os filhos são pequenos

Os grandes dão e os pequenos recebem. Muitos filhos sentem que receberam tanto que querem equilibrar a balança, mas com nossos pais, nunca poderemos corrigir o desequilíbrio… É natural dos pais, darem: só quando nos tornamos pais conseguimos ver isso com clareza. Os pais dão a Vida e isso é um Dom Inestimável. Para esse tipo de presente só podemos retribuir com agradecimento sincero e profundo.

-Quinta Ordem do amor na Família: Cada qual tem seu lugar e pertence

Existe uma hierarquia baseada no momento em que se começa fazer parte do Sistema Familiar, esta é a ordem de origem, ela se orienta pela sequência cronológica do ingresso no sistema. No passado, quando haviam filhos falecidos ou que morreram ao nascer, era comum os pais darem ao filho seguinte o mesmo nome, isto exclui aquele que não ficou como se ele não existisse, ou como se dissessem: “nós temos um substituto para você” … Em muitas famílias estes não são nem contados entre os irmãos, não são mencionados: o seu direito de pertencer é ferido ou negado. Ninguém tem mais direito de pertencer que o outro.

O mesmo ocorre com abortos espontâneos ou provocados, cada um deles tem um lugar na família e é bom aos irmãos saber qual lugar cada um ocupa na ordem de nascimento. Segundo a Teoria Sistêmica, não é tolerado excluir. Em geral os excluídos numa geração são representados em outra ou até na mesma geração, essa necessidade de compensação faz com que os membros mais novos representem o que foi esquecido e isto tudo se dá sem que percebemos, por amor ao Sistema Familiar. Por isso, muitos irmãos carregam o destino de outros irmãos que sequer conheceram.

“O Amor cresce com a Ordem e a Ordem tem sua geometria e a sua hierarquia”. O Amor é a água, a Ordem é o jarro. Sem o jarro, a água cai e se espalha…

Você entrará num vórtice de fluidez e a Vida brilhará com alegria quando se ajustar a estas Ordens do Amor na Família, afinal, há séculos já nos foi dito que a Família é território Sagrado, mas por ser também um território da rotina e do cotidiano, falhamos na convivência.

Lembrando que para tudo quanto for Sagrado, devemos respeito máximo e genuíno, seguimos juntos.

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