Está feliz hoje?

Quando estava esta semana “passeando” nas redes sociais e deparei com uma citação de FREUD, sobre felicidade, embora a citação

Quando estava esta semana “passeando” nas redes sociais e deparei com uma citação de FREUD, sobre felicidade, embora a citação esteja ali sem um contexto as palavras me levaram a reflexão, do quanto batalhamos para buscar a felicidade. Quando questiono alguém sobre seu desejo, ele me responde prontamente: “eu quero ser feliz.” E quem não quer? Todavia a de se considerar ai uma distinção os caminhos e para esta questão mais estrutural da psicologia vou repostar palavras de uma colega muito inspiradoras @codatovaleria .Freud (1930) evidencia três fontes do sofrimento humano: o próprio corpo, destinado às doenças, decadência ou morte; as forças implacáveis da natureza que não podemos evitar; a relação com os outros humanos. Viver não é fácil! Para amenizar o sofrimento, buscamos distrações e satisfações substitutivas variadas, dentre elas a cultura, a ciência e a religião, como também os narcóticos (medicamentosos ou recreativos) que anestesiam a dor de existir.

 A felicidade será sempre limitada, nos diz Freud, e caminhos distintos são eleitos por cada um de nós nessa tentativa vã de encontrá-la completamente, ou ainda, de evitar o desprazer e a dor que implica o viver.

Ou seja, onde cada um investe sua libido, direciona seu desejo, faz suas apostas e escolhas, revela modos singulares de gozar da vida.

Freud não deixa de apontar que a pulsão de morte que nos constitui está sempre presente nas relações com o outro. Há uma potência agressiva que insiste, que não é totalmente encoberta por Eros e que perturba o convívio com as outras pessoas. O mandamento divino “Amar ao próximo como a ti mesmo” revela-se necessário para mitigar nossa hostilidade e agressividade voltadas ao outro.

Não bastassem as 3 fontes de sofrimento acima mencionadas, também encontramos uma instância psíquica que julga e critica o próprio Eu como se fosse outro, produz o sentimento de culpa e até mesmo a necessidade do castigo. São imperativos de um super eu que exigem a realização de um ideal de perfeição inalcançável e que traz como consequência um sofrimento neurótico miserável.

Por isso, a psicanálise não promete a felicidade como um estado pleno a ser atingido, mas uma análise deve conduzir cada um a encontrar o seu próprio caminho da felicidade possível, utilizando-se de seus recursos subjetivos para recortar do mundo externo as possibilidades de realização de seu empreendimento vital.

Como também dizia Freud, a psicanálise não faz mais que transformar ou reduzir a infelicidade neurótica a uma infelicidade banal. E ele sabia que toda infelicidade neurótica é uma felicidade que não se reconhece como tal. Logo estamos buscando algo que nem sempre reconhecemos que já possuímos.

Até a próxima: @neziapsicologa.

Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades  Facebook |  Twitter |  YouTube |  Instagram. Também temos nosso grupo de notícias no  Whatsapp, todo dia atualizado com novas matérias.

Fique por dentro de todas

Se inscreva e receba as melhores notícias do Correio do Povo direto no seu e-mail