Você sabe ensinar?

Caros leitores, com a exploração dos temas relacionados a saúde mental, surge um paradoxo, Como falar deste tema sem exaltar

Caros leitores, com a exploração dos temas relacionados a saúde mental, surge um paradoxo, Como falar deste tema sem exaltar a beleza de viver e as lutas constantes que este ato implica. Viver não é simples ou fácil, implica em comprometimento, responsabilidade, concessões, respeito, colaboração, empatia e todas essas habilidades não são características inatas, logo devem ser aprendidas.

Chegam até mim no consultório vários pedidos, feito principalmente por pais que querem ver estas características nos filhos, quando os questiono qual a possibilidade de participação deles neste processo, percebo um misto de emoções   inclusive o espanto, como se, enquanto psicóloga fosse uma de minhas atribuições ensinar emoções.

 Quando explico que o exemplo é a ferramenta mais eficaz para este processo, percebo desanimo e até uma certa dose de frustração por parte dos inquiridores. Estes esperam a receita pronta ou simplesmente a delegação deste “ensino”. Não funciona assim.

Enquanto humanos não podemos nos abster de sentir medo, raiva, amor, alegria, essas emoções fornecem o grau de tensão que precisamos para nos manter ativos e saudáveis. O excesso ou a ausência das emoções faz com que os comportamentos descritos anteriormente sejam disfuncionais.

Ensinar objetivamente falando seria mostrar através de símbolos, signos e caracteres” o que” se fazer em determinada situação, a reflexão que proponho deve ser voltada para o aspecto de “como o” fazer. Neste último o aprendizado não estar apenas embasado em objetivo didáticos, mais também em fundamentos do convívio social, das relações de afeto, amor atenção.

O aprendizado então sai do campo da didática e passa para o campo do exemplo, pergunto: Você sabe ensinar? Que esta resposta possa conduzir os caminhos que está buscando.

Até a próxima semana, ou a qualquer momento nas redes sociais.

@neziapsicologa.