Como um menino…

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Em tempos de guerras e violências urbanas, de tantos quereres, em tempos em que muitos desconsideram a escola, a instrução, a família, alguns fatos nos levam a reconsiderar nossa maneira de ver o mundo.

Na capital cearense, próximo à casa, a família sofreu um assalto.

E o que mais desgostou o menino, de apenas seis anos, ao chegar em casa, foi perceber que a sua mochila, com todo seu material escolar, também fora levada pelo assaltante.

Desejando, ardentemente, que ela lhe fosse devolvida, porque queria fazer a atividade escolar, ele recorreu a quem, sem dúvida, resolveria a questão.

Não pensou que a polícia pudesse, em algum momento, encontrar o ladrão e lhe devolver a mochila. Não pensou que seu pai poderia fazer um apelo pelas redes sociais e, quem sabe, conseguir a devolução.

Ele pensou em Alguém em Quem aprendeu a depositar sua fé. Uma fé, que pode ter trazido, dentro de si, ao renascer. Mas, que, com certeza, foi alimentada pelos pais, desde o berço.

Ele foi fazer a sua rogativa a Jesus, pedindo que Ele dissesse ao rapaz que levara sua mochila que a devolvesse. Ele precisava do seu material.

E logo. Porque tinha dever de casa para fazer.

Um pedido muito simples, sem palavras difíceis nem longos comentários.

Então, um telefonema ao pai do garoto informou que a mochila fora encontrada e que, no dia seguinte, seria entregue no colégio.

Bem, Jesus não conseguiu que ela chegasse no mesmo dia. Mas, Daniel entendeu que a sua rogativa fora atendida.

Quem pensa que tudo acabou por aqui, se engana. Se aquele coração de menino era portador de fé, também nele brotava robusta a árvore da gratidão.

E foi desejando agradecer que ele resolveu ofertar ao amigo algo que ele próprio gosta muito: uma maçã.

Deixou a fruta sobre a mesa, no local de orações da escola, com uma cartinha dentro de um envelope:

Obrigado, Jesus, por atender a minha prece. Espero que goste da maçã. Daniel.

Enquanto o relato nos emociona, por descobrir tanta inocência num coração de menino, cogitamos de quanto seria bom se tivéssemos fé semelhante.

Uma fé que não tem somente o tamanho de um grão de mostarda. É bem maior.

E nos fala, igualmente, do poder da oração. Uma oração que, dirigida aos céus, encontrou eco e, de alguma forma, chegou ao coração de quem tudo levara no assalto.

Terá jogado a mochila em alguma casa próxima da escola? Terá sido simplesmente porque descobrira nada ali ter valor para si?

Os que sabemos do quanto atuam os Espíritos em nossos pensamentos, bem podemos crer que um mensageiro do bem lhe tenha dado a ideia de se desfazer daquela mochila, de devolvê-la.

Por fim, registre-se a atitude do garoto ao receber de volta o seu tesouro. Ele não comemora simplesmente, ele deseja demonstrar a sua gratidão.

E o que, em sua mente, tem de melhor, aquilo de que mais gosta, oferece ao amigo.

Um amigo real, com quem ele pode contar, sempre.

Bem asseverou Jesus que para adentrar o reino dos céus devemos nos assemelhar a um menino.

Um menino. Qualquer menino inocente, portador de fé e de gratidão.

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