Nossa casa permanente

Não importa nossa idade, nossa ideologia, nossos meios culturais, nossa raça, nossa cor de pele. Não importa quanto tempo nos

Não importa nossa idade, nossa ideologia, nossos meios culturais, nossa raça, nossa cor de pele.

Não importa quanto tempo nos distanciamos nem por onde andamos.

Não importa se, desejando conquistar o mundo, abandonamos fronteiras natais.

Não importa se buscamos muito longe ilustrar o nosso intelecto e angariar melhores fontes de renda.

Não importa se construímos nosso lar, se somos felizes ou infelizes ali.

Existe no mundo uma casa onde, a qualquer momento, podemos entrar sem avisar, mesmo porque, na maioria dos casos, temos a chave.

Quando entramos, olhos amorosos nos recebem, braços se estendem em saudoso abraço.

Um abraço demorado que nos faz sentir outra vez pequeninos e protegidos, totalmente, sem vontade de nos soltar.

Essa casa tem o poder de nos fazer lembrar dos dias que passamos despreocupados e felizes, antes de descobrirmos que deveríamos andar com nossos próprios pés e vencer nossas batalhas.

Traz de volta a nossa infância com todos os seus folguedos e brincadeiras, todas as risadas e distrações.

Traz de volta a presença dos irmãos, amigos, familiares, vizinhos, que há muito não vemos, mas que moram em nossos corações.

Essa casa tão especial é a casa dos nossos pais, ou somente do pai ou da mãe.

É o único lugar em que olhando seus rostos, sentimos a maior bênção do mundo. Para eles, a alegria é nos ver e ter por perto.

É o lugar onde, por mais contemos o que fizemos, temos e conquistamos, ainda é preciso falar um pouco mais.

Porque quem nos recebe quer saber tudo, nos mínimos detalhes.

Crescemos, somos executivos, empresários, funcionários de empresas públicas ou privadas, profissionais de variada ordem, pais de família mas, para eles, continuamos a ser os filhos que necessitam carinho e ternura.

Nesse recanto, parece que as luzes brilham mais, e podemos falar do que quisermos, sabendo que quem nos ouve, compreende.

Mesmo que sejam atitudes erradas, ações equivocadas, eles entendem. E depois de tudo, terão palavras de encorajamento para que busquemos acertar, doravante.

Quando formos à mesa, perceberemos que as flores colhidas no jardim são as mais belas e perfumadas.

Que o jantar, independente do que seja servido, tem o ingrediente especial do amor.

Mesmo que tenhamos chegado com o coração dilacerado, depois de chorarmos todas as lágrimas, conseguiremos esboçar um leve sorriso.

Todos os que desfrutamos da ventura dessa casa, devemos expressar nosso reconhecimento aos que estão lá e nos aguardam, quando queiramos comparecer.

Importante que eles saibam, antes de partir, como essa casa faz a grande diferença em nossas vidas.

*   *   *

Quem de nós desfrute da ventura de ter seu pai, sua mãe, ou ambos, ainda sobre a Terra; quem de nós tenha essa casa permanente para voltar, na alegria, ou na tristeza, na abundância ou na carência, deve ser grato.

Grato a Deus que nos permite essa bênção.

E nesse preito de gratidão, que lembremos de retornar muitas vezes a essa casa, onde tanto recebemos.

Retornar para abraçar, beijar e dizer: Obrigado, meu pai, minha mãe, por vocês existirem.

Vocês tornam minha vida mais feliz!

Redação do Momento Espírita.

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