Fisioterapia Pélvica na Gestação

Dia 15 de Agosto é considerado o Dia da Gestante, por isso essa matéria é especial para elas! O período

Dia 15 de Agosto é considerado o Dia da Gestante, por isso essa matéria é especial para elas!

O período gestacional é acompanhado de muitas mudanças físicas e emocionais, logo a futura mamãe deve cuidar do corpo e da mente para uma gestação tranquila. Essas alterações podem vir acompanhadas de diversas queixas. Entre as mais comuns estão dores nas costas e região pélvica, perdas de urina e edema (inchaço). Em decorrência disso se faz necessário um acompanhamento especializado.

A fisioterapia pélvica é importantíssima nessa fase. Para as gestantes que desejam realizar o parto normal, a fisioterapia pode preparar o períneo para o momento do parto utilizando diversos recursos para aumentar a elasticidade muscular, protegendo o assoalho pélvico das possíveis lacerações, além de orientar sobre os posicionamentos no leito, nas contrações e prescrever exercícios facilitadores, favorecendo a dilatação para o momento do trabalho de parto.

Porém muitas pessoas acreditam que a fisioterapia pélvica na gestação só beneficiará quem opta e consegue o parto normal.
Se a gestante optar pela cesárea, ou se por algum motivo durante o trabalho de parto acabe por ter indicação de cesárea, será que a fisioterapia pélvica foi em vão?
Não!

A gravidez diminui a força dos músculos do assoalho pélvico independentemente do tipo de parto, predispondo ao surgimento de disfunções. Doze meses após o parto (seja vaginal ou cesárea) os músculos, morfologicamente, adquirem a mesma deformação quando comparado à 21ª semana de gravidez, ou seja, a gravidez é o fator de risco!

A Fisioterapia Pélvica na gestação vai muito além de preparação para o parto normal, pois traz proteção perineal, além de prevenir incontinência urinária durante e após a gestação. No segundo e terceiro trimestres da gestação, e também nos primeiros três meses de pós-parto, um terço das mulheres experimentam episódios de incontinência urinária. Lembrando que perder xixi não é normal!

Uma revisão sistemática da Biblioteca Cochrane, sobre o treinamento muscular do assoalho pélvico para prevenção e tratamento de incontinências urinária e fecal antes e após o parto, concluiu que a cinesioterapia perineal em mulheres sem incontinência urinária prévia reduz a prevalência de incontinência urinária no período tardio da gestação (a partir de 34 semanas) e no início do período pós-parto (até 12 semanas).

Quanto a eficácia da prática de exercícios em mulheres com persistência de incontinência urinária 3 meses após o parto, os resultados mostraram um risco 20% menor de apresentação dos sintomas 12 meses após o parto nas mulheres que receberam tratamento com exercícios perineais. A incontinência fecal também se mostrou com risco menor (50%) 12 meses após o parto nas mulheres que praticaram os exercícios.

Além das incontinências, a fisioterapia pélvica previne infecção urinária (uma das maiores causas de aborto e parto prematuro), diástase abdominal acima do fisiológico, constipação intestinal e dores na coluna, quadril e púbis. Também visa promover atividade física segura.

O exercício físico na gestação melhora a circulação sanguínea, a capacidade respiratória e incentiva o metabolismo, evitando edemas, algias, trabalhando a manutenção do peso corporal e os cuidados posturais.

Gestantes que se envolvem em atividade física têm 23% menos chance de desenvolver pré-eclampsia e 50% menos chance de desenvolver diabetes gestacional, mas alguns cuidados devem ser tomados. Cada trimestre da gestação possui peculiaridades e deve ser trabalhado de forma diferente, mesmo que a gestante já realize atividade física anteriormente. Portanto é indispensável o acompanhamento com profissional especializado em gestação, parto e pós-parto.

 

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