Incontinência urinária feminina

Por Carolina Orsi Vieira Marcolin, Fisioterapeuta Pélvica e Ortopédica; Especialista em Pilates e Treinamento Funcional para Gestantes. Define-se como incontinência urinária toda

Por Carolina Orsi Vieira Marcolin, Fisioterapeuta Pélvica e Ortopédica; Especialista em Pilates e Treinamento Funcional para Gestantes.

Define-se como incontinência urinária toda perda involuntária de urina, podendo ser classificada como incontinência de esforço (perder urina aos esforços, como tossir, espirrar, pular, rir, correr ou durante a relação sexual), urgência (correr para ir ao banheiro, levantar muitas vezes a noite para urinar, perder urina em momentos de ansiedade, estresse ou ao manipular água) e mista (esforço e urgência).

A perda da continência urinária é uma condição desconfortável, embaraçosa e estressante, que pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase de suas vidas. Cerca de 60% das mulheres acima de 60 anos apresentam incontinência urinária.

A paciente tende ao isolamento social, pois tem medo de estar em público e ocorrer perda urinária, desistindo da prática de esportes e exercícios ou de outras atividades que possam revelar seu problema. Suas vidas passam a depender da disponibilidade de banheiros. Têm, então, dificuldades sexuais, alterações do sono e repouso.

Além disso, há o fator envelhecimento, que por ser inevitável faz com que algumas mulheres demorem a procurar por um serviço especializado para realizar o tratamento, por predeterminarem ser normal ou esperado que uma mulher idosa perca urina. Só quando sua autoestima e sua qualidade de vida estão demasiadamente ruins é que elas procuram o serviço médico.

Atualmente, são preocupações constantes a qualidade de vida e a boa forma física, por isso a prática de atividades físicas passaram a fazer parte do cotidiano de muitas mulheres, seja como forma de lazer ou atividade profissional.

Vários estudos afirmam que a incontinência urinária feminina é uma afecção com incidência muito maior que a relatada na literatura e predominantemente superior em mulheres esportistas, quando comparadas com mulheres sedentárias. As prevalências de incontinência urinária de esforço em mulheres atletas jovens e nas que praticam exercícios de forma irregular são, respectivamente, de 40% e 8%.

Cerca de 50% das mulheres sem os clássicos fatores de risco para a incontinência urinária – gestação, idade, obesidade ou uso de medicamento – podem apresentar perda urinária durante atividades simples ou eventuais exercícios provocativos.

Os músculos do assoalho pélvico feminino também são sobrecarregados e muitas vezes lesados durante a gestação, independente da vida de parto, e perdem ainda mais força à medida que os níveis hormonais se reduzem na menopausa. Ao contrário de outros músculos do corpo, esse grupo muscular não move um membro ou uma articulação. Por esse motivo, ele frequentemente é esquecido e nada é feito para manter sua vitalidade, até que ocorram sinais de sua debilidade (incontinências, prolapsos).

O tratamento não cirúrgico da incontinência urinária de esforço vem ganhando realce nos últimos anos em face da melhora e dos poucos efeitos colaterais que provoca.

A integridade neuromuscular desempenha papel fundamental na manutenção da continência e na integridade do assoalho pélvico. Com base nesse fato, surgiram tratamentos dentro da Fisioterapia Pélvica com o intuito de restabelecer a função dos músculos e dos nervos que compõem o assoalho pélvico. A avaliação é o primeiro passo para determinar a conduta adequada, o uso e a escolha de recursos como a eletroestimulação, o biofeedback, os cones vaginais, a cinesioterapia e os exercícios perineais (força, resistência, coordenação, potência muscular).

Perder urina é comum, mas não é normal. Quanto antes iniciado o tratamento, melhores e mais rápidas serão as respostas musculares e a resolução do problema.

 

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