Pássaros na caixa

“Canta passarinho, canta!”“Eu quero, mas quero só pra mim e do meu jeito”. Essa é a visão de quando alguém

“Canta passarinho, canta!”
“Eu quero, mas quero só pra mim e do meu jeito”. Essa é a visão de quando alguém admira e ama alguém do seu jeito. Mas de repente esse “amor” é só meu. O primeiro sinal é o afastar dos outros com falas de que os outros não são bons pra você e para relacionamento. Segundo sinal é que seu jeito de ser, que antes era maravilhoso, já não é bom, sua música é ruim, suas roupas são ruins, seus amigos são más influencias e suas amigas inadequadas. O relacionamento em pouco tempo passa de namorico para sério e logo torna-se uma caixinha. Mas o outro lado vê todos os sinais acima como cuidado/“amor”. Suas palavras eloquentes, seu jeito insistente, são tão charmosos por alguns meses. Até a privação se tornar clara. Mas o passarinho engaiolado passa a não querer mais essa privação, e teima. Quer sua liberdade, e sai com suas amigas, amigos, se maquia, usa salta, vestido, vai jogar futebol, chope na sexta. Mas as primeiras consequências de resistências e comportamentos negativos começam aparecer: as falta de conversas amenas, brigas, o “gelo”, às vezes palavras onde sua autoestima ficam próximos do núcleo interno da Terra (1300km) de profundidade.

Você começa a fazer coisas que não quer, ir onde não quer, muda seu jeito de ver e viver, aceita regras, normas e às vezes punições. Passa a ser estranho, porquê em alguns casos, têm pessoas que acreditam que merecem, junto com o discurso de sua “inutilidade” e forma “inadequada” de ser. Passarinho na caixa, passa a se comportar bem, faz tudo que seu “dono” quer, muda, se afasta de todos. Assim, a linda ave está triste e apática e não tem mais com que contar.
As situações podem se tornar pior com a falta de ajuda. A Síndrome de Estocolmo, criado esse termo em 1973, no mundo criminalista e da psiquiatria na Suécia, podem ser observadas em pequenos traços nas pessoas que passam anos nessas situações. Pois o desejo de liberdade, torna-se medo e pode transformar-se em conformidade/“amor”. Muitas quando saem apresentam traços de Transtorno Pós-Estresse Traumático que tem sintomas de ansiedade, pânico, medo de reviver as situações passadas, alterações no estado de alerta e reações de vigília.

Há características bem marcantes de pessoas que tem traços dos “engaioladores” (violência psicológica e/ou física), geralmente são: encantadoras, à princípio; intolerantes nas opiniões, autoritários, psicologicamente rígidos (sua razão é a única e não tem controle emocional), pensamentos dicotômicos (8 ou80), chantagistas, oscilam de humor rapidamente, criticam muito, ofendem-se com facilidade, não se arrependem, fazem falsas promessas, precisam do controle extremo, baixa empatia.
Quando o engaiolado decide deixar seu cativeiro emocional, seu “cuidador” transforma-se em um ser humano sem controle e sem a falta de empatia, torna-se fácil fazer uma crueldade.
Essas descrições valem para ambos os gêneros e orientações sexuais, até mesmo relações familiares. Inclusive no assunto que têm sido tão noticiado como o FEMINICÍDIO, afinal EXISTE. Não podemos esquecer que há vários pássaros querendo liberdade. Peçam ajuda!!

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