Uma forma diferente de Luto

Foram falados de duas visões de luto nessa pandemia. Buenas, agora vou falar do LUTO VIVO, algo mais complexo/interno/dentro da

Foram falados de duas visões de luto nessa pandemia. Buenas, agora vou falar do LUTO VIVO, algo mais complexo/interno/dentro da psiquê. Esse ocorre há muito tempo antes de pandemias e séculos. Mas guria, o que tu quer dizer com isso?

Dos planejamentos, sonhos, metas, desejos profundos, investimentos, decisões fortemente tomadas com absoluta certezas e fé, amores intensos, chegada de pequenos lindos bebês, relacionamentos totalmente apaixonados, relacionamentos platônicos, dentre tantos outros, mas que por ventura não acontecem do jeito esperado…

Bah tchê, tu estás querendo comparar a dor de um luto por entes queridos com essas frivolidades?! Sim, e sabe porque, pelo simples fato que os sentimentos/pensamentos podem ser bem parecido na frequência, duração e intensidade.
Se tem uma característica comum entre os seres humanos em geral é a insatisfação. De repente, alguma determinada situação, objeto, expectativa, ganham força nos nossos comportamentos e se tornam imprescindíveis ter/ser/conquistar/competir por algo. E quando essas situações não acontecem, quais os sentimentos vem? Ansiedade, Frustração, negação, raiva, barganha, depressão, aceitação (menos visto). Cada um no seu nível de maturidade, óbvio. A intolerância à frustração é um comportamento aprendido que trazemos da infância, bem trabalhado ou não.

Exemplo: Você, lembram dos natais ou dia das crianças, lá em mil novecentos e bolinha? (Pergunto pra galera maior de idade), a privação de reforçamento positivo (prazer), ou seja, expectativa de ganhar algo legal que se via nos comerciais das tv’s, mas geralmente era algo frustrante. Esses sentimentos negativos (iniciados pelas frustrações, medo, insegurança, tristeza) e mais os ditos acima, poderiam deixar uma trilha de isolamento social, irritabilidade, desprezo, baixa autoestima, baixa auto confiança. Todo esse contexto serve para exemplificar as consequências de nossas memória/vivências e que essas podem modelar nossa vida e nossas ações.

Mas resumindo: expectativas de empregos dos sonhos, que se tornam pesadelos, casamentos dos sonhos que se tornam filmes de terror, expectativas de filhos perfeitos que se tornam sacis no tornado, promessas não cumpridas, dinheiros que nunca vieram, desejo de ter bom relacionamento com os pais e a distância emocional é maior que a do Grand Canyon (Arizona, EUA), falta de habilidade social, problemas sérios financeiros que produzem as escolhas difíceis, pensamentos de que a vida não vale a pena ser vivida.

Essas situações podem gerar as mesmas situações do luto nas pessoas. O racional entende, mas a psiquê e o corpo não. Geralmente produzem os mesmos sintomas.
Não menospreze seus sentimentos, procure auxílio, afinal sofrimento é sofrimento, precisa ser trabalhado.
Afinal já ouvi muitas vezes: “Já superei isso ou aquilo na minha vida” Fico feliz, mas as autoregras que criamos são como um alçapão de onde saem Cobras e lagartos que só São Jorge e sua lança da Psicoterapia podem fechar as portas dos horrores que saem de lá. E deixo aqui um pequeno trecho:

“Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz” O que é O que é – Gonzaguinha

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