Final Feliz: Existe?

E viveram felizes para sempre! Será? Na semana passada compartilhei um post nas minhas redes sociais com a mensagem: “Que

E viveram felizes para sempre! Será?

Na semana passada compartilhei um post nas minhas redes sociais com a mensagem: “Que Dezembro seja um final  feliz!” Os otimistas  de plantão curtiram, aplaudiram, mandaram coraçõezinhos e mãos postas em sinal de oração e bênçãos! Já os mais pessimistas comentaram “Que termine logo!” “Esse ano foi terrível, que pelo menos dezembro seja melhor!” “Final feliz, com a gasolina acumulando alta de mais de 73% em 2021?” Acolhi todos os comentários com o mesmo respeito, pois estar nas redes sociais é correr riscos. Confesso que fiquei incomodada  sim, mas sou obrigada a concordar que de tanto levarmos rasteiras da vida passamos a acreditar que a felicidade está longe de ser alcançada.

Em meio a tantas dores e dissabores de 2021, chegamos em dezembro com a sensação de que fomos atropelados por um trem de carga. E certamente fomos, porém deixar de acreditar em finais felizes é a forma mais dolorosa de perder a fé. Quando deixamos de perseguir a felicidade, vamos morrendo aos poucos.

Infelizmente a maioria de nós acredita que para ser feliz é preciso estar bem sucedido profissional e economicamente. Conheci executivos de sucesso, profissionais liberais de renome e funcionários públicos estabilizados que suportavam a profissão e consequentemente a vida, abaixo de antidepressivos, na espera de um final que, provavelmente, não seria o mais feliz! Porém tive a oportunidade de conviver com pessoas solitárias, pobres, doentes conscientes de que aproveitar cada momento era mais importante que ficar na espera de um final feliz!

Quando nossos olhos e o coração voltam-se para o ter, enterramos qualquer projeto de felicidade! Os projetos felizes nascem dos desejos da alma, do entusiasmo do coração e do brilhantismo da mente! Receber dinheiro, riqueza, fama, respeito, valorização, ou qualquer coisa em troca daquilo que oferecemos ao mundo é só uma forma que o Universo encontrou para retribuir a nossa contribuição para com a humanidade!

Os finais felizes nascem de trajetórias de esperança e fé. Ninguém é só feliz no final… Ser feliz no final é ter já plantado sementes de felicidade ao longo da jornada, por vezes,  trilhada da madrugada ao anoitecer!

Ser feliz no final exige a capacidade de olhar todas as pegadas deixadas pelo caminho e reconhecer que nem todas saíram como planejadas, mas que todas, certamente todas, foram importantes, únicas e necessárias.

Ser feliz no final é estar preparado para que aquele final abrirá as portas para um novo começo, pois, inevitavelmente,  todo começo tem um final, assim como todo fim tem um começo.

A finalização de um desgastado ciclo será a transição para um novo ciclo  que poderá ser feliz ou não, isso dependerá de inúmeros fatores. O que apenas devemos  ter em mente é que a todo tempo abrimos e fechamos ciclos. Por exemplo, o término de um namoro, pode ser o início de um noivado, ou o encontro de um novo amor que, inclusive, pode ser o próprio. O término de um período escolar quase sempre é o início de outro. O término de um ano é uma nova oportunidade que temos e isso dependerá de como olhamos para as velhas situações que nos acompanham a cada novo ano.

Às vezes, não conseguimos visualizar a felicidade em um acontecimento, um ciclo ou um momento, porque focamos nas consequências e não nas possibilidades que o término de algo irá nos proporcionar.

            Todos sabemos que a semente precisa “morrer” para que uma nova planta nasça! Não há novo ciclo sem o fechamento do anterior. Aparentemente o ciclo da semente que se parte para que o broto germine é doloroso, no entanto, haverá um processo de transmutação que pode ser o início de um  novo ciclo. Feliz? Nunca sabemos antecipadamente!

            Os trilhos da vida andam tão descarrilhados que não conseguimos ver uma luz no fim do túnel e isso faz com que nossa crença na felicidade torne-se cada vez mais distante e surreal.

Então, seguimos apegados aos processos, às pessoas, as coisas, resistentes aos finais. Sequer nos damos o direito de tentar novamente o Era uma vez…

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