Tornar-se avô é contemplar o melhor da vida

No dia de ontem comemoramos o dia dos avós. Data mais que merecida de ser celebrada. Quem de nós não

No dia de ontem comemoramos o dia dos avós. Data mais que merecida de ser celebrada. Quem de nós não carrega no coração o avô, ou a avó preferida? Quando tornamo-nos adultos, aprendemos a reconhecer o papel fundamental que esses seres iluminados e cheios de paciência tiveram em nossas vidas.

Sempre lembramos das vovós cozinhando e dos vovôs nos ensinando algumas artes da vida! O meu avô paterno, por exemplo, achou que poderia me deixar fumar, para o desespero da minha mãe, quando viu tarde demais: eu já estava engasgada! Na verdade, era para ser um segredo entre avô e neta, se não tivesse dado errado! Isso foi na década de 80, quando o politicamente correto não existia ainda! Não recomendo isso hoje!

             Mas o que é um avô, uma avó? Quem são eles? Onde estão? Como se comportam? Ou melhor, não se comportam!

 Eles podem ser o gênio da lâmpada, que realiza não só três, mas  todos os desejos;  um cofre onde estão depositados os mais valiosos tesouros; são, diante dos pais, o mais gabaritado advogado, com a capacidade de livrar-nos de todas as acusações e ainda condenar o acusador! São também um potinho de ouro no final do arco-íris. Mas, sem sombra de dúvidas, são anjos que o Criador nos presenteou quando estreamos na vida!

            Todo o adulto que tem filhos morre de medo de tornar-se  vovô, ou vovó, porque esse papel simboliza também o nosso envelhecimento. No entanto, à medida que o tempo passa e a maturidade chega, desejamos imensamente dar amor em dose dupla. Isso só é possível se tivermos um netinho em nossos braços!

E quando esse serzinho vem ao mundo, agimos todos iguais: derretendo-se, gabando a criatura para todos, fazendo tudo aquilo que dissemos que nunca faríamos! Dando as mais diversas “bardas” para seus pimpolhos, protegendo eles das encrencas com os pais, livrando a carinha desavergonhada desse manipulador mirim de todas as enrascadas.

Sinto informar, de nada adianta os pais dizerem: “Parem de mimar! Vocês fazem todas as vontades! Vocês estão deseducando, meu filho!” Os avós, esses incorrigíveis por natureza, continuarão dando doces às escondidas, juntando os brinquedos esparramados pela casa, permitindo que tomem refrigerante antes de rasparem o prato! Dando o presente caro que o neto pediu! Comprando mais um brinquedo, do qual ele já tem três iguaizinhos e justificando, na cara dura, que o netinho só não tinha daquela cor, ainda!

Na casa dos avós pode tudo o que não é permitido na casa dos pais: ir dormir tarde da noite, ainda por cima, sem tomar banho (só se tiver muito frio!), ligar a TV e ficar mexendo no celular. Pode pular, virar cambalhota na cama; escalar o sofá! Mastigar o dia todo, todas as porcarias que eles negaram a nós!

Mas os avós também pegam pesado, de vez em quando, com essa turminha. Mas só de vez em quando! E eles estão certos! Avós são portos seguros, amor pleno, incondicional. É para os braços deles que corremos, quando queremos o melhor colo; é para a casa delas que vamos para tomar o melhor café; é ao lado deles que nos sentamos para ouvir as histórias mais fantásticas, nunca contadas em livro algum. Deles recebemos também a primeira lição de que não somos eternos!

Sempre encerro minhas crônicas com uma referência à janelas e essa não seria diferente. Tornar-se avô, ou avó é estar na janela da vida, olhando para fora, vendo tudo o que fomos capazes de trazer à vida, mas também olhando para dentro e percebendo o quanto ainda temos para oferecer.

* Aos meus avós Reinaldo (meu nono, do qual herdei a sede pelo conhecimento), Beatriz (minha nona, da qual herdei a altura), Elibia (minha avó, da qual herdei os cabelos e a força)  e Sebastião (meu avô, do qual herdei a paciência, mas só 1%) e ao meu neto do coração, Noah.

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