Esporte

Adilson Nogueira: a voz do hino do Operário Laranjeiras

Responsável por embalar a música oficial do Rubrão, o radialista contou curiosidades que cercam a canção. Ele presenciou o auge do clube no futebol, na década de 1990, e acredita que o futuro do time superará as glórias do passado
(Foto: Juliam Nazaré)

“Avante Operário, Avante”. Se você é operariano, é pouco provável que leu essa frase sem se remeter ao hino do clube. De autoria de Manoel Laurito Martins (in memorian), a canção é antiga, remete aos 1980.

Ela fez muito sucesso nas rádios laranjeirenses durante o século passado, principalmente em 1990, quando o clube alcançou seu auge: o vice-campeonato da 2ª Divisão do Paranaense de Futebol. O acesso à elite ficou pelo caminho – já que naquela época, a Federação promovia apenas o campeão.

No futebol profissional, o time nunca mais havia dado as caras. Mas em 2012, na participação na Taça Paraná, competição amadora, o Rubrão voltou a dar orgulho ao torcedor. Durante a campanha que culminaria em mais um 2º lugar, a diretoria resolveu resgatar o hino do clube. Porém, tratava-se já de uma gravação velha e que necessitava de uma nova roupagem.

Eleandro Rodrigues, o narrador da Rádio Campo Aberto, estava presente naquela ocasião e levou a ideia até o colega Adilson Nogueira. “O Eleandro me disse: ‘estão querendo regravar o hino do Operário. A gente poderia fazer’. Eu topei”, conta o apresentador da ‘Página Policial’.

 

O estilo de Adilson na nova versão

Da obra original, Adilson sentiu necessidade de fazer alterações. Conforme ele mesmo justifica, elas foram necessárias para que a letra se encaixasse melhor na melodia.

“Após ouvir a gravação original, precisei realizar algumas mudanças. Estava difícil de compreender algumas palavras, por isso, tive que trocar algumas, para que a pronuncia ficasse mais fluente na hora de cantar. Mudei o ritmo, tentei fazer uma versão mais jovial”, conta.

2012 e 2019: esquecimento e ressurreição

Após o vice da Taça Paraná, o clube voltou à inatividade. O despertar do Rubrão veio no início deste ano. Em uma articulação entre o presidente Luiz Leoni Melleti e a secretaria de Esportes da cidade, definiu-se que o então União Operário seria o representante laranjeirenses na Série Bronze.

No nome, saiu o ‘União’ e entrou o ‘Laranjeiras’. O time tem levado, em média, 1,4 mil torcedores por partida ao Ginásio Laranjão. Os números da campanha são impressionantes. Em 21 jogos, venceu 18, empatou dois e perdeu um. Dentro de casa, não deixou escapar um único ponto.

A voz de Adilson Nogueira tem embalado as vitórias do Rubrão. Fato que vem enchendo de orgulho o radialista. “Como o time ficou inativo, a música caiu no esquecimento. Quando voltou, começaram a me perguntar se eu cantava o hino. Eu nem lembrava mais (risos)! O Operário tem sido grande nessa Série Bronze e saber que estou na história do clube, que onde esse hino tocar será ouvido a minha voz, me enche de orgulho”.

Comparações com entres os times de 1990 e 2019

No sábado, a equipe comandada por Luciano Bonfim entra em quadra em seu jogo mais importante no ano. Diante do São João do Ivaí, o Rubrão necessita de um único empate, já que venceu na ida por 7x0, para avançar à semifinal e garantir o acesso à Série Prata.

“Acompanho o Operário desde pequeno. Em 1990, estava no estádio naquela final da 2ª Divisão contra o Grêmio Goioerê. É um jogo que está na memória dos laranjeirenses, até de quem não vivenciou aquele tempo. E eu acredito que se a diretoria manter essa seriedade, esse time ainda vai superar os feitos do passado. Chegaremos em uma elite, coisa que o time de campo não conseguiu”.  

Ouça o hino

Hino do Operário Laranjeiras
Letra: Manoel Laurito Martins
 
Avante Operário, avante
Nós estamos aqui
Avante Operário, avante
Com tua vitória Laranjeiras vai sorrir
 
Tu és forte, tu és temido
Está dentro de nossos corações
É de raça, é de luta, é guerreiro
É orgulho, é gigante, é paixão
 
Para todos tu és imortal
E nunca serás vencido
Entre os rubro-negros
Tu és e serás, sempre o mais querido