Tecnologia

Banco dedados expõe informações de quase meio bilhão de pessoas no Facebook

Pacote não pertencia à rede social e seria resultado de uma ação antiga de coleta de dados
A técnica usada para roubar os dados é conhecida como ‘scraping’ (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Título: Banco de dados expõe dados pessoas de 419 milhões de pessoas no Facebook
Linha fina: Pacote não pertencia ao Facebook e seria resultado de uma ação antiga de coleta de dados
 

Recentemente o pesquisador de segurança Sanyam Jain encontrou um banco de dados totalmente exposto na internet, sem nenhuma senha, e com informações coletadas de até 419 milhões de usuários do Facebook. Mesmo relacionando telefones, países e nomes dos usuários, o banco de dados não era de responsabilidade do próprio Facebook.
Após denúncia do pesquisador e do site TechCrunch, esse banco de dados foi retirado do ar pelo provedor de hospedagem. Mas os responsáveis pela manutenção e criação desse banco de dados não foram identificados.
O Facebook negou que houvessem 419 milhões de dados, e disse que na verdade, existiam apenas 220 milhões.
De acordo com o Facebook, o método usado para conseguir esses dados é chamado de ‘scraping’, que envolve o uso de “robôs” para navegar pela rede social e armazenar dados dos perfis.
Os dados não seriam recentes. No ano passado, o Facebook fez ajustes para impedir a identificação de contas por meio do número de telefone. Além da busca no próprio site, a recuperação de senha pelo número de telefone também restringe a identificação do perfil, mostrando o perfil apenas nos casos em que o Facebook reconhece a rede de acesso.
Restrição de pesquisas
A prática de coleta de dados usando esse método ocorre no Facebook desde 2010, quando um pacote com 100 milhões de perfis foi colocado na internet para alertar os usuários dos riscos de deixar qualquer informação pública na rede social. Desde então, o Facebook vem restringindo o acesso a consultas e listas de perfis.
Como o Facebook permitia encontrar um usuário pelo número de telefone, um hacker poderia tentar todos os números de telefone e descobrir a quem os números pertenciam.
Um problema semelhante foi descoberto no Snapchat em 2014, porém o Facebook só adotou restrições em 2018. No ano passado além do caso da Cambridge Analytica, que rendeu uma multa bilionária ao Facebook, uma brecha permitiu coletar informações consideradas particulares.