Economia

Brechós: um negócio em crescimento

A gestora do varejo Danieli Doneda afirma que esse tipo de empreendimento é uma tendência e começou a ganhar mais espaço no mercado
Dhieini Araujo abriu seu próprio brechó há cerca de três meses e afirma que as vendas têm crescido bastante (Foto: Andra Lemonie)

O universo consumista tem motivado e desenvolvido novos nichos de mercado. Um deles se dá através do aumento da procura por brechós, sendo física ou virtual.

Essa alternativa atrai quem procura por peças de qualidade, por um custo menor que na compra em primeira mão e também pela sustentabilidade que se dá por meio da reutilização. Essas peças ainda possuem vida útil, dessa forma, evita-se o descarte desnecessário.

Dhieini Araujo, de Laranjeiras do Sul, acredita que esse tipo de negócio é um sucesso e abriu seu próprio brecho há cerca de 3 meses.

 “Tenho criança pequena e trabalhar fora, no momento, estava fora de cogitação. Uma amiga estava vendendo e me ofereceu. Como sempre estava por ali e via que o movimento era bom decidi me arriscar”, conta Dhieini.

O Brechó Chic oferece roupas e calçados usados masculino, feminino e infantil. “Pego em consignação das pessoas e assim que vender vou repassando o dinheiro”, relata, enfatizando que as peças variam entre R$ 3 e R$ 50.

A nova empresária conta que trabalha muito com divulgação nas redes sociais e isso dá um retorno muito grande. “Tenho grupo no whats, onde posto fotos diariamente com valores e descrições e também uso o Facebook. A maioria das vezes eu vendo pelas postagens. Isto tem um retorno muito bom”, completa.

O Brechó Chic está localizado na rua 7 de setembro, sala 2, em frente ao Ateliê Débora Paula. Quem quiser informações sobre roupas ou calçados pode pedir para Dhieini pelo telefone (42) 9 9959-1242.

 

Tendência

De acordo com a gestora do varejo região Oeste do Sebrae, Danieli Doneda, esse tipo de negócio é uma tendência, que começou a ganhar mais espaço no mercado. “Inicialmente olhávamos com maus olhos o comércio do brechó, pois era um espaço onde se comercializava roupas velhas, sujas, rasgadas, mas isso tem mudado muito. A prática foi iniciada nos Estados Unidos e Europa, onde as pessoas têm por costume reutilizar, reciclar e reaproveitar as peças”, conta.

Segundo ela, no Brasil, novos brechós têm aberto com número significativo. “Nós, meros consumidores comuns, podemos observar isso nas redes sociais, o quanto de bazar organizado por pessoas comuns têm para trocas, compras, vendas de roupas, calçados. Essas iniciativas são mais no sentido de economizar”, aponta.

 

Cuidados

A gestora destaca que quando se abre um brechó, os cuidados são os mesmos que qualquer negócio e por vezes até maior.

Ela enaltece que agora, os brechós vendem peças novas, limpas, em ambientes organizados. O público que compra não procura apenas preço baixo, mas principalmente o consumo consciente, marcas boas, bom atendimento. “Têm muitos brechós chiques, que trazem roupas e peças importadas, para pessoas que tem estilo próprio e criam sua moda, ou para aqueles que querem ter opções diferentes por um tempo menor. Tem o tipo de consumidor que gosta de ter estoque e repetir e aqueles que preferem usar roupas semi-usadas, por um tempo menor e poder diversificar o guarda-roupa”, diz Danieli.

 

Divulgação nas redes sociais

Segundo Danieli, fazer propaganda nas redes sociais é uma das formas mais baratas e eficazes de divulgar os produtos e marcas dos produtos que estão sendo vendidos, inclusive para pesquisar o preço praticado pelos concorrentes. “É o primeiro caminho para captar clientes e fortalecer a marca”.


Dicas para quem pretende abrir um brechó

A gestora dá ainda algumas dicas sobre gestão, para quem pretender abrir seu próprio brechó ou para quem está iniciando no ramo:

- é importante observar qual o público-alvo para o qual vai vender;
- o fornecedor, já que terá de procurar as peças de qualidades e isso muitas vezes exige capital de giro alto. A pessoa pode pesquisar nas redes sociais, comprando de outros bazares, de pessoas físicas que estão vendendo, de pessoas que gostam de comprar em bazar e trocar por peças novas, compra em consignado. O custo alto pode estar na compra dessas peças e ter de lavá-las, trocar botões, mas isso pode ser negociado, pois acabam encarecendo-a para revenda.
- o bom atendimento e boa distribuição das peças na loja, com boa identificação da marca nas redes sociais. Tudo isso não tem custo, mas tem grande retorno

Antes de abrir um negócio, em qualquer atividade, Danieli recomenda que a pessoa procure fazer um plano de negócios e as entidades que dão suporte e verificar a viabilidade da abertura do negócio.