Educação

Colégio Militar: Chefe do NRE detalha o processo de implantação em Laranjeiras

Escola Érico e Colégio Gildo estão na fase final de escolha. Em entrevista ao Correio, Lidio dos Santos fez esclarecimentos a sociedade
["O professor Lidio dos Santos \u00e9 o chefe do NRE de Laranjeiras do Sul"] (Foto: Henrique Giongo)

Em meados de fevereiro, o Correio noticiou que uma instituição de ensino de Laranjeiras do Sul será contemplada com o modelo militar. Nesta semana, novos desdobramentos definiram que a Escola Érico e o Colégio Gildo avançaram à fase final de escolha.

Em meio ao otimismo da sociedade em geral, também existe insegurança e desconfiança em parte da comunidade escolar, principalmente em pais de alunos, professores e funcionários. Tendo conhecimento disso, a reportagem do Correio visitou ontem (30), o chefe do Nucleo Regional de Educação (NRE) de Laranjeiras do Sul, Lidio dos Santos, que concedeu entrevista e esclareceu dúvidas diversas. Confira:

Correio: Qual foi o critério adotado para escolher Gildo e Érico para essa fase final de escolha da instituição contemplada?

Lidio: Tínhamos que elencar duas instituições para seguir no processo de seleção. Se elencássemos instituições como Floriano Peixoto, José Marcondes ou Laranjeiras do Sul, iríamos desassistir alguma região da cidade. O Érico e Gildo possuem uma localização que não irá desassitir nenhuma região. É importante enfatizar que a partir de agora, os nomes estão sendo analisados em Curitiba e um deles será escolhido.

 

Correio: Atualmemte, a Escola Érico oferta apenas o Ensino Fundantal II – do 6º ao 9º ano , enqunto que o Colégio Gildo oferece o Ensino Médio. Como ficará essa situação após o ensino militar iniciar em uma das instituições?

Lidio: Por exemplo, se o Érico for contemplado com o ensino militar, ele passará a ofertar também o Ensino Médio. Nesse caso, o Gildo – sem o ensino militar – também ofertaria o Ensino Fundamental II, para suprir a demanda de alunos que não queiram ingressar no novo modelo e vice e versa.

 

Correio: Quanto aos professores, direção, equipe pedagógica e funcionários que são concursados nas respectivas instituições, estes serão dispensados?

Lidio: Não existe essa possibilidade. Os funcionários – que sabemos – de serviço administrativo e gerais devem ficar. Os professores passam por um processo ligado do diretor geral – que vem da corporação geral -, mas eles têm preferência em permanecer. Só não ficam se não se identificarem com a proposta. Nesse caso, o professor solicita ordem de serviço e poderá trabalhar anualmente em outra instituição. Ele também pode solicitar a remoção do padrão. A tendência é ótima para a classe. Iremos aumentar o número de aulas e consequentemente as turmas. Há uma possibilidade do ensino militar funcionar em período integral e isso possibilita um aumento maior ainda. Existe insegurança por parte de alguns profissionais, mesmo eles já tendo participado de reuniões conosco, onde explicamos todo o processo. Sugeri que entrassem em contato com os núcleos de Foz e Maringá, que receberam o ensino militar em 2019. Não existe problema algum para alunos ou para a categoria dos professores e funcionários.

 

Correio: Caso o Colégio Gildo seja o escolhido, o curso do magistério continuará sendo ofertado na instituição?

Lidio: Não. Será migrado para a Escola Técnica, já que já uma instituição voltada a cursos profissionalizantes.

Correio: Como tem sido a receptividade dos pais?

Lidio: Ótima, inclusive, após a matéria de uma edição desta semana, alguns pais, que possuem filhos matriculados em instituições distintas do município, me procuraram para tomar conhecimento da situação e estavam planejando transferir seus filhos para Gildo ou Érico, visando assegurar vaga. Já temos procura de alunos de outros municípios, inclusive. Orientei que isso poderia ser arriscado, visto que não há como prever qual instituição será contemplada.

 

Correio:Como funcionará o processo de selação dos alunos no futuro Colégio Militar?

Lidio: Aqueles que já estiverem matriculados na referida instituição, garantem a vaga sem precisar passar pelo processo seletivo. Os demais terão que realizar a inscrição e posteriormente uma prova. Os alunos que não quiserem permanecer na instituição terão que pedir a transferência, mas terão a vaga garantida em outra escola da cidade.

Correio: Quantos alunos essa nova instituição deve comportar?

Lidio: Não temos números exatos, pois depende da filosofia do modelo militar. Mas se eles vierem com a proposta de período integral, onde vem sendo empregado em outras cidades, acredito que iniciam com duas turmas de 6º ano e uma de 1º ano, com uma media de 350 alunos.