Esporte

Coronel Vivida fecha temporada com 65% de aproveitamento. Vando e Tosetto analisam trajetória

Clube deve definir nos próximos dias sobre a renovação ou não do contrator do treinador. Possível participação na Série Ouro também será estudada
Vando orientando seus jogadores durante partida da Série Prata (Foto: Juliam Nazaré)

No sábado (23), o Coronel Vivida encerrou suas atividades profissionais na temporada de 2019. Jogando fora de casa, contra o Chopinzinho, pela 3ª partida da semifinal da Série Prata do Campeonato Paranaense de Futsal, a equipe perdeu por 5x4 e ficou de fora da decisão do estadual, além de perder o acesso à elite. Neste ano, o time passou a ser comandado por Vando e disputou 37 partidas oficiais - entre estadual, Copa Rádio Chopinzinho e os Jogos Abertos do Paraná. Foram 21 vitórias, nove empates e apenas sete derrotas, computando 64,8% de aproveitamento.

Evandro Tosetto é o presidente do Coronel Vivida/Foto: Juliam Nazaré 

O presidente do clube, Evandro Tosetto, fez uma avaliação positiva da trajetória na temporada. "Montamos um elenco competitivo e capengamos nos primeiros jogos. A maioria da torcida e alguns patrocinadores chegaram a pedir a cabeça do técnico Vando. Bancamos ele, conversamos com os atletas, com a torcida, e deixamos o treinador à vontade para trabalhar. Dispensamos um jogador que estava tumultuando o elenco e o time evoluiu. Alguns atletas, como Danilinho e Felipe Gadens, ficaram pelo caminho por terem recebido propostas. O Ceará chegou no andamento do ano e se encaixou bem à equipe".

A afirmação de Vando no comando do time

Vando: sempre enérgico na beira da quadra/Foto: Juliam Nazaré 

"Quando recebi o convite do Coronel, já sabia que teria um grande desafio, que precisaria realizar muitas mudanças. A Série Prata é praticamente profissional. No início, tivemos um pouco de dificuldade, mas aos poucos as coisas se acentuaram. A partir do momento que o time começou a vencer e a torcida recolher nosso trabalho, as coisas começaram a fluir com tranquilidade", explica Vando.

No sábado, após a eliminação em Chopinzinho, a torcida do Coronel aguardou a chegada do time na cidade e fez uma festa de reconhecimento à luta. Vando foi um dos nomes mais reconhecidos na ocasião. "Senti o carinho do torcedor. Gritaram meu nome, vieram me abraçar e pedir para que eu continuasse no ano que vem”, conta.

Os clássicos contra o Chopinzinho

Chopinzinho e Coronel em partida da Série Prata/Foto: Assessoria Coronel Futsal 

 

Em 2019, Chopim e Coronel se enfrentaram em seis ocasiões, com três vitórias para cada lado. Na semifinal da Série Prata, os clubes travaram três batalhas épicas, que culminaram com o acesso chopinzinhense, porém, com muita reclamação por conta da possível influência da arbitragem. "Não tiramos o mérito de Chopinzinho, pois lutaram e venceram dentro de quadra. Mas acredito que o 2º e o 3º jogo foram decididos pela arbitragem. Um jogador de Chopinzinho espalmou a bola dentro da área, seria pênalti. O árbitro fez de conta que não viu, e na sequência do lance levamos o gol”, argumenta o presidente.

"Os clássicos foram muito desgastantes por conta dos problemas extra quadra. Nosso time foi muito prejudicado, foi visível. Fazia anos que não via isso no futsal. A última vez que presenciei isso tinha sido em uma decisão da Série Ouro entre São Miguel e Foz. São coisas que chateiam os amantes do futsal. Foi lamentável", diz o técnico Vando.

A bronca com os donos do apito perdura desde o último jogo da 2ª fase, quando os vividenses empataram com o Siqueira Campos e ficaram sem a liderança do grupo. "Um jogador deles deu uma 'gravata' no Tomada e o árbitro não deu o pênalti. O vídeo rodou na internet, todos viram. Muitas faltas foram invertidas para o adversário. Se vencêssemos o jogo, classificaríamos em 1º e enfrentaríamos uma equipe teoricamente mais fraca nos play-offs do acesso", argumenta Evandro Tosetto.

O futuro: permanência de Vando e disputa da Série Ouro

Por fim, o presidente Tosetto disse que o clube deve definir nos próximos dias sobre a manutenção ou não de Vando no comando da equipe, bem como quem deve ter ou não o contrato renovado entre os atletas. Outra questão que deve ser analisada é a possível disputa da Série Ouro. Por mais que não se tenha ainda um convite oficial da Federação Paranaense, o clube postula como possível herdeiro da vaga da Copagril, que já abriu mão da disputa em 2020.

Sobre a possibilidade ficar no comando vividense, Vando demonstrou vontade de permanecer. " Depende da diretoria. Sempre fui um atleta que fez mais de uma temporada por equipe. Não sou de ficar cada ano num clube. No meu modo de ver, para colher frutos, o trabalho precisa ter seguimento. Se a cada ano você mudar jogadores e filosofia de jogo, dificilmente você consegue mandar o alto nível".