Saúde

Dois municípios da Cantu estão em risco para epidemia de dengue

Quedas do Iguaçu e Três Barras do Paraná possuem índices alarmantes. Cinco estão em alerta e os demais em condições satisfatória
["O Aedes aegypti tamb\u00e9m \u00e9 transmissor da chikungunya, com 343 notifica\u00e7\u00f5es e 7 casos confirmados no estado, e da Zika, com 171 notifica\u00e7\u00f5es e 2 casos confirmados"] (Foto: Divulgação)

O Paraná registrou mais 501 casos confirmados de dengue em uma semana, de acordo com o boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado neste terça-feira (2). Os casos foram registrados em 137 municípios do estado. Dos casos confirmados, 1.926 são autóctones, adquiridos no município de origem, e 97 são “importados", ou seja, as pessoas contraíram a doença fora da cidade onde residem.

Os municípios com maior número de casos confirmados são: Londrina (545), Foz do Iguaçu (140). Uraí (120).

As condições de infestação no Paraná atingem 82,45%, com ocorrências em 329 municípios. O Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná informa que o período do outono ainda continua favorável à proliferação no mosquito.

 

Na Cantu

Na região da Cantuquiriguaçu, que envolve 20 municípios, a maioria, ou seja, 11 deles não teve nenhuma notificaçação, são eles: Candói, Cantagalo, Foz do Jordão, Goioxim, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Virmond e Campo Bonito.

Já Laranjeiras do Sul (2) Pinhão (2), Ibema (1) e Guaraniaçu (5) tiveram casos notificados, mas que foram descartados.

Por sua vez, Catanduvas Espigão Alto do Iguaçi, Quedas do Iguaçu e Três Barras do Paraná tiveram um caso cada confirmado. Somente em Espigão foi um caso importado, nos demais são autóctones.

De acordo com a enfermeira e chefe da Vigilância Epidemiológica de Laranjeiras do Sul, Patricia Massuqueto, no município, diariamente os agentes de saúde e de endemias visitam as residências para orientar as pessoas com relação aos possíveis criadouros. “Intensificamos as ações no dia 9 de cada mês, trabalhando em uma área menor e aproveitando para fazer a análise da carteira de vacina de cada morador”, conta Patricia.

Segundo ele, no próximo dia 9, haverá uma ação também, ainda sem local definido. “Vistoriamos as casas. Em casos de reincidências estamos notificando e dando prazo de 48 horas para que o morador elimine o criadouro e na não eliminação são multados. Já multamos algumas pessoas”, relata.

De acordo com a enfermeira, as doenças transmitidas pelo mosquito é um risco de saúde pública e dessa forma precisa da colaboração de toda a população.

 

Levantamento entomológico

O índice de infestação predial (IIP) é a relação expressa em porcentagem entre o número de imóveis positivos e o número de imóveis pesquisados. A partir dos indicadores de IIP  obtidos os municípios são classificados de acordo com o risco para desenvolvimento de epidemia, sendo os municípios considerados em condições satisfatória quando o IIP fica abaixo de 1%, em condição de alerta quando este índice está ente 1 e 3,99% e em risco de desenvolver epidemia quando o índice atinge 4%.

Dessa forma, entre os municípios da Cantu, podemos elencar que cinco estão em alerta, sendo: Laranjeiras do Sul (1,3%), Nova Laranjeiras (3,9%), Espigão Alto do Iguaçu (2,3%), Guaraniaçu (2,1%) e Ibema (1,2%). Dois municípios: Quedas do Iguaçu (7,7%) e Três Barras do Paraná (5%) estão em risco dedesenvolver epidemia. Os demais possuem condições satisfatórias.

 

Monitoramento nacional

Municípios do Paraná concluíram levantamento sobre o índice de infestação do Aedes aegypti para o Ministério da Saúde. Os dados serão usados como base para novas estratégias. Segundo Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, a pesquisa apresenta 78 municípios com índice maior que 4%, o que significa que em cada 100 imóveis visitados 4 apresentaram focos ou criadouros do mosquito.

 

Recomendações

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do Aedes aegypti, mosquito que se prolifera em depósitos de água parada e lixo acumulado.

O Aedes aegypti também é transmissor da chikungunya, com 343 notificações e 7 casos confirmados no estado, e da Zika, com 171 notificações e 2 casos confirmados.