Saúde

Estresse: o que ele pode fazer com seu corpo

“Os altos níveis de estresse podem influenciar negativamente o bem-estar físico e emocional das pessoas”, declara a psicóloga Adriele Malherbi
Mudança de apetite, dor de cabeça, tonturas, imunidade baixa, gastrite e tensão muscular são sintomas do estresse (Foto: Imagem ilustrativa)

Uma pessoa que está passando por um alto nível de estresse é, geralmente, conhecida por sua irritabilidade, nervosismo ou desequilíbrio emocional. Porém, quem vive na pele as consequências desse problema pode notar alguns sintomas que vão além dos aspectos comportamentais, afetando a pessoa fisicamente.

O principal hormônio que fica no sangue é a adrenalina. Já sabemos que ela pode nos ajudar na motivação, mas o excesso pode deixar sequelas no corpo, assim como o cortisol, outro hormônio liberado pelo corpo para enfrentar situações interpretadas como de perigo. Este último, se é produzido com frequência ou é muito duradouro, pode afetar o sistema imunológico.

Alguns sinais físicos para o estresse são: mudança de apetite, alergias na pele, dor de cabeça, tonturas, imunidade baixa, gastrite, tensão muscular, queda de cabelo, dificuldades para dormir e cansaço constante.

Uma profissional

Segundo a psicóloga, especialista em Saúde Mental, Adriele Malherbi Bortoluzzi, o estresse é definido como sendo um grau de desgaste total, causado pela vida, produzindo certas modificações na estrutura e composição química do corpo.

“Sendo assim, os altos níveis de estresse podem influenciar negativamente o bem-estar físico e emocional das pessoas, podendo muitas vezes gerar problemas sociais, familiares e profissionais”, afirma.

Ainda segundo ela, em alguns casos, para identificar o estresse, é necessária a ajuda de um profissional. “A pessoa reconhece que está estressada por alguns indícios emocionais como o sofrimento por antecipação, os pensamentos negativos, não ter flexibilidade para nada, sendo os sintomas manifestados por sinais psicológicos ou físicos”, completa.

Ela conta que alguns dos sintomas psicológicos são: nervosismo, angústia, excesso de preocupação, ansiedade, irritação, impaciência, tontura, dificuldade de concentração, dentre outros. Já os sintomas físicos incluem a queda de cabelo, cefaleia ou enxaqueca, tensões musculares, alergias, insônia, baixa imunidade, dentre outros.

“Caso sejam observados alguns desses sintomas, é importante identificar as causas do estresse para que seja resolvido, sendo em alguns casos procurar ajuda profissional”, finaliza.

Algumas dicas

Várias pesquisas indicam que uma das melhores técnicas a ser aplicada em um momento de estresse é a respiração profunda e abdominal. Um estudo publicado na revista “Complementary Therapies in Medicine" em 2006 observou o efeito da respiração lenta em casos de pacientes hipertensos. A conclusão foi que mesmo uma única sessão de respiração lenta de 10 minutos foi capaz de diminuir a pressão sanguínea.

Inúmeras pesquisas já estudaram os efeitos do relaxamento muscular no controle do estresse em vários grupos populacionais. Um deles, publicado em 2014 na revista “Journal of Nursing and Health Science” mostrou que a adoção de um programa de relaxamento muscular foi capaz de diminuir consideravelmente o estresse de enfermeiras de hospitais de uma cidade americana.

O conselho é da “British Heart Foundation”, organização que financia pesquisas sobre doenças cardiovasculares: “Se você está se sentindo estressado e tenso, ou se você se sente frustrado, bravo ou depressivo, dê um passo para trás”, diz um guia organizado pela instituição para ajudar o público leigo a lidar com o estresse.

Exercícios físicos também são importantes aliados no combate ao estresse. Pesquisas mostram que a prática aumenta a produção de endorfina, neurotransmissor que proporciona bem-estar. O simples fato de concentrar-se no próprio corpo e esquecer por alguns minutos das tensões diárias já é suficiente para aliviar o estresse.