Política

Maconha: senador do Paraná propõe liberação do uso medicinal

De acordo com o Flávio Arns, a proposta traz como exemplos países que já regulamentaram o uso da Cannabis medicinal, como Israel, Canadá, Holanda, Chile e Estados Unidos
Flavio Arns acredita que a liberação do plantio da Cannabis para uso medicinal pode facilitar os estudos científicos em relação à planta (Foto: Reprodução)

O senador paranaense Flávio Arns, da Rede Sustentabilidade, apresentou um projeto de lei para tratar do controle, da fiscalização e da regulamentação do uso da maconha no país para fins medicinais.

O senador explica que a ideia é permitir o plantio da Cannabis por empresas e liberar a venda de medicamentos à base de canabidiol em farmácias.

“Eu diria que é uma oportunidade de se ter uma verdadeira revolução nos próximos anos. Desde que se siga regras e regulamento, para se plantar, pesquisar e ministrado com receita médica e tudo isso está no meu projeto de lei”, argumenta Arns

Contrário

No mês passado, o Ministério da Saúde se manifestou sobre o assunto e se mostrou desfavorável ao plantio da Cannabis. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a produção da planta no país não se justifica por haver um número restrito de pacientes que procuram medicamentos a base de maconha.

Diante disso, o ministro afirma que o preço do produto continuaria alto. O senador Flávio Arns rebate as informações e diz que a regulamentação vai combater o mercado ilegal.

“Eu não sei por que a reação a não plantar, eu acho que é mais a população que acredita que a liberação do plantio para uso medicinal, será porta de entrada para o recreativo, por isso defendo que haja regulamentação e fiscalização, pois a legalização do cultivo ira facilitar o desenvolvimento científico e um estudo mais aprofundado da planta que tem suas qualidades medicinais”, defende o senador.

Patologias

O uso de substâncias extraídas da maconha reduz sintomas de doenças como convulsões, epilepsia e dores. Além disso, elas podem ser usadas para tratar doenças como a esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson e dores crônicas. No entanto, o senador esclarece que o texto da proposta não traz um rol com as doenças que podem ser tratadas com a substância.

O projeto segue agora para as Comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Sociais, que analisa especificamente a questão da saúde. Sendo aprovado nas Comissões, o projeto é encaminhado para a Câmara dos Deputados para que possa ser debatido.