Saúde

Microfisioterapia: uma arma contra as incomodações do dia a dia

Através de memória corporal, essa técnica promete combater problemas como ansiedade, insônia e stress
As micropalpações criam uma conexão com o cérebro, segundo a profissional (Foto: Divulgação)

Algumas lesões consideradas ‘normais’ surgem no nosso dia a dia, muitas vezes deixamos-as de lado porque achamos que é passageira e sem gravidade. Nesse contexto surge a microfisioterapia, tática que promete estimular o processo de auto cura do corpo.

 

Comprovação científica

A microfisioterapia foi objeto de mais de 30 tipos de avaliações, algumas em meio hospitalar e de acordo com protocolos rigorosos (duplo cego), as quais comprovaram, por exemplo, o efeito benéfico da técnica em 74% dos pacientes submetidos a teste e que sofriam de colopatia crônica.

 

Como funciona?

A fisioterapeuta Camila Copetti, disserta sobre as técnicas utilizadas no processo microfisioterapeutico. “A técnica consiste em identificar a causa primária de uma doença ou sintoma, para que o corpo reconheça o agressor e possa, após o estimulo, iniciar o processo de eliminação e autocura  do organismo”, clarifica.

Durante as sessões são realizados microtoques, a profissional explica como eles agem no organismo. “Através da técnica detectamos se há perda de vitalidade no tecido e identificamos a memória (cicatriz) de uma eventual agressão. Efetuando essas micropalpações, informamos ao corpo as agressões e desencadeia-se o processo de autocura. Pelos mecanismos de autocorreção que então restabelecem as funções do organismo”, explana.

 

Memórias da pele

Lembrar de agressões sofridas podem ajudar a profissional a solucionar os problemas. Camila expressa que os traumas são encontrados de diferentes modos. “Não reconhecer a data não interfere no processo de autocura”, conta.

A fisioterapeuta narra que quando o corpo está lesionado cria-se uma cicatriz patológica. Durante o atendimento, o fisioterapeuta realiza a micropalpação e então encontra essa desordem no tecido. “Identificada e localizada a cicatriz, o corpo é estimulado a desencadear o processo de autocura, de maneira quase instantânea. É promovido um diálogo direto com a memória tecidual da pessoa, por via palpatória, sem nenhum outro apoio. O mecanismo de autocorreção é obtido desta maneira, tanto nos adultos, como nos bebês ou crianças”, salienta.

 

Melhorias e tratamentos

Camila Copatti relata que muitas vezes o paciente nem volta para o segundo atendimento. “Temos muitos relatos de pacientes que vieram para o consultório com uma queixa, e dias após percebem que mudou muito”, descreve.

A fisioterapeuta elucida que o tratamento é sobre o indíviduo como um todo, mas ajuda em diferentes problemas. “Ansiedade, insônia, estresse, irritabilidade, dores físicas, medos excessivos, pânico, dificuldade financeira, deficit de atenção, hiperatividade, problemas de relacionamento seja familiar ou profissional”, finaliza.