Política

O eleitor manda o recado: renovação dos políticos com segurança

Surpresas e decepções foram a tônica das eleições no Paraná
Com anseio por segurança a renovação ganhou a simpatia do eleitor (Foto: Divulgação)

O clima de renovação não trouxe só as surpresas dos novos nomes que conquistaram cadeiras no Legislativo, como Boca Aberta Junior, Estacho, Mabel Canto, mas acima de tudo decepções em candidatos que tinham cadeira cativa no Parlamento.

Para lembrarmos alguns mais conhecidos na região da Cantu, podermos citar o deputado Nereu Moura (MDB) que pretendia pela 8ª vez ocupar uma cadeira na Assembleia , mas ficou na suplência, com 35.479 votos, menos do que conseguiu em 1994, quando se reelegeu com 35.619, na sua segunda legislatura.

Mas, Moura não está sozinho neste mar de lamentações, provocado pela onda “renovacionista”. As atuais deputadas do PSC, Cantora Mara Lima e  Claudia Pereira  também estão no barco dos não reeleitos. Na mesma situação, aparecem do PSDB,  Evandro Junior e Andre Bueno; do PSD, Ademir Bier, Alexandre Guimarães e Hussein Bakri e ainda Adelino Ribeiro (PRP), Elio Rusch (DEM) e Palozi (PSC).

 

Segurança

Outra fenômeno observado após os resultados das urnas, foi a valorização dos candidatos ligados à Segurança Pública. No Paraná foram eleitos deputados estaduais, quatro delegados (Francischini, Jacovos, Recalcatti e Fernando), dois soldados (Fruet e Adriano José),um coronel (Lee) e um subtenente (Everton). Além disso o candidato a deputado federal mais votado no estado foi o Sargento Fahur.

Todos eles empunharam a bandeira do capitão Bolsonaro.

 

Câmara Federal

Mas a onda da renovação e da valorização militar não ficou só no legislativo estadual, foi além, atingiu também a Câmara Federal. O ex-chefe da Casa Civil e então deputado federal Valdir Rossoni (PSDB) também perdeu seu lugar na câmara, contribuindo para que o Paraná não elegesse nenhum deputado do partido tucano neste ano.  Mas não ficou sozinho, vai ter a companhia no time dos não eleitos, dos deputados Osmar Serraglio (PP),  Takayama (PSC). Evandro Roman (PSD), Assis do Couto (PDT) Alfredo Kaefer, entre outros.

 

Senado

No entanto, nada surpreendeu mais que a derrota de Roberto Requião que foi superado por um novato na política, o professor Oriovisto Guimarães, cujo nome, no início da campanha, figurava nas pesquisas, com mísero 1% das intenções de voto, enquanto que seus oponentes Requião, contemplava a preferência de 40% do eleitorado e Richa com 30%. No dia em que esta pesquisa Ibope foi divulgada, em 22 de agosto de 2018, o mais otimista dos eleitores de Oriovisto, não apostaria um centavo que ele chegaria no final do pleito com os 29,17%, que o consagrou nas urnas, como o candidato ao Senado mais votado do Paraná.

 

Reflexão

O resultado para o Senado, obrigou os responsáveis pelos Institutos de pesquisas a prepararem um pronunciamento, explicando o ocorrido, que certamente não convenceu muita gente.

O velho ditado, que diz: “é errando que se aprende”, serve como consolo e reflexão,  para as conhecidas e renomadas lideranças políticas que não triunfaram nas eleições deste ano, mas também gera uma pergunta. Será que os eleitores de tanto errar, aprenderam ou os políticos vão aprender com os erros cometidos?

Se a frustração atingiu muita gente, pode-se dizer que a renovação serve como alento para o eleitor voltar a acreditar que o Paraná e o Brasil tem jeito.