Esporte

Prata: Baiano fala em ‘equilíbrio’ no Faxinal e elege Chopinzinho como favorito

Treinador com maior número de títulos da Série Ouro encara mais um desafio na carreira e quer levar o clube do norte do estado para a elite
Baiano coleciona passagens por clubes tradicionais como o Marreco, de Francisco Beltrão (Foto: Adolto Pegoraro)

Após o acesso na Série Bronze em 2018, o Faxinal Futsal vem se preparando para a disputa da segundona do estadual e já anunciou algumas mudanças na estrutura do time. Entre elas, a chegada do técnico Baiano. Ele vem para substituir Boi, que ficará à frente das categorias de base. “A Prata é uma competição que exige uma maior dedicação e o Boi já estava sobrecarregado, visto que é presidente da Câmara de Vereadores de Faxinal”, diz o diretor de esportes do clube, Rafael Cantagalo.

Trajetória vitoriosa

Gaúcho de nascença, Eduardo Pacheco Coelho, o popular Baiano fez história e tornou-se um dos treinadores mais vitoriosos do futsal paranaense. Em 1997, levou o São Miguel à elite. No mesmo clube, conquistou quatro títulos da Série Ouro: 1998, 1999, 2000 e 2001. Pelo CAD, de Guarapuava, levou a Série Ouro de 2010 e 2014. O técnico soma passagens também por Copagril, Umuarama, Toledo, São Lucas de Paranavaí, Keima Ponta Grossa, Marreco – onde chegou a semi-final da Liga Nacional -, além do futsal italiano e japonês.

Elogios ao antigo treinador

Baiano elogiou o trabalho feito por seu antecessor. “Não posso falar sobre o Boi porque não o conheço. Mas, é nítido que fez um brilhante trabalho. Faxinal começou a competição como uma zebra, conquistou o acesso, derrubou Chopinzinho – que era um favorito – e perdeu o título nos pênaltis para Coronel Vivida”, enfatiza Baiano.

Com modéstia se chega ‘lá’

Em entrevista a Juliam Nazaré, Baiano diz que encara um novo projeto na carreira, no qual ele vê como ‘modesto’. “Estamos entrando pra brigar pelo acesso a Ouro, mas não somos favoritos. Temos um grupo unido e comprometido, onde trabalharei em busca do equilíbrio. Primeiro, precisamos ‘reconhecer o território’, porque a Prata é diferente da Bronze. Os investimentos são maiores e nós teremos que nos adaptar e correr atrás dos objetivos ponto a ponto. Faxinal é uma cidade pequena, mas com pensamento grande”, diz o treinador.

Perguntado sobre quem seriam os favoritos da Série Prata em 2019, ele elege um sudoestino.“Pra mim Chopinzinho entra como favorito, pelas contratações que estão fazendo. Mariópolis, Paranaguá e São Miguel também devem brigar pelas primeiras posições da tabela”, aposta.

Clube em reestruturação

Na estrutura, a diretoria está promovendo uma grande formulação. A começar pelos treinamentos, antes sazonais e que agora devem acontecer todos os dias e até em dois períodos. Uma academia e casa para os atletas também estão sendo providenciadas. O Ginásio Manecão deve receber reparos.

Elenco

Dos atletas que conquistaram o acesso em 2018, apenas cinco permaneceram para a disputa da Prata: o goleiro Morcego e os atletas de linha Batista, Zago, Mortadela, Cascão e Deva.

Em contrapartida, a diretoria anunciou a vinda de oito reforços: os alas Gauchinho (ex-Palmas), Leozinho e Grafritti (ambos vindos do São Miguel); os pivôs Dudi (ex-Palmas); os goleiros Gustavo (ex-Ponta Grossa) e Luiz (ex-São Miguel); além do fixo Marquinhos (ex-Palmas). Mas a grande aposta é Macalé, que foi artilheiro da Série Prata do Campeonato Catarinense pelo Lages e que também estará à disposição de Baiano.

Perda de nome importante

Uma das revelações do Faxinal em 2018 foi Glauber, que inclusive disputou o Mundial sub-20 de Futsal pela Seleção Brasileira na Colômbia. O jovem deixou o clube para jogar no Marreco, mas saiu com o aval do novo treinador.

Glauber com a taça de vice-campeão da Série Bronze 2018 pelo Faxinal/Foto: Arquivo pessoal

 

“Conversamos, falamos sobre os objetivos da carreira dele e aconselhei a ida. O Marreco hoje é um dos maiores clubes de futsal do Brasil, possui uma estrutura incrível e lá ele seguirá no sub-20. É importante que não atropele etapas, isso surtirá no futuro da carreira dele. Glauber ficará sob a supervisão do Mauro Córdova, que é um profissional fantástico”.