Esporte

Qual o melhor exercício físico para cada pessoa?

Escolher a atividade certa ajuda a não desistir de praticá-la
Jeci e a filha Louise, em uma aula de Jiu Jitsu (Foto: Marcieli Chrusciak)

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte afirma que, no Brasil, o índice de evasão das academias é de aproximadamente 70%. O fator decisivo para o abandono nesses espaços é a falta de tempo, seguido da distância até a academia e a ausência de motivação. Isso quer dizer que não adianta optar por aulas coletivas se você não curte muito um agito. Ou apostar na natação se o tempo para a prática for apertado e não permita a troca de roupa e o banho pós-treino. Mas chegar a uma resposta definitiva sobre qual atividade vai proporcionar mais prazer é um desafio.

 

Atividades Físicas

O personal trainer em Laranjeiras do Sul, Clayton Henrique Nogueira dos Santos, mais conhecido como “Coca”, explica porque ocorre a desistência de atividades físicas. “Acredito que muitas vezes as pessoas buscam uma atividade por motivações erradas. Querem um resultado sonhado de forma rápida e sem o mínimo de "sacrifício". Infelizmente, nada que realmente vale a pena alcançar vem de forma fácil, e então muitos desistem por não ter paciência e perseverança.  A velha e boa frase: sem dor, sem ganho", complementa Clayton.

Diariamente são ouvidas as desculpas de falta de tempo e distância para praticar as atividades físicas. Coca explica que essas desculpas não são tão consideráveis. “Já tive alunos e alunas que vinham de Nova Laranjeiras, Rio Bonito, Marquinho para treinar duas e até três vezes na semana comigo. Trabalhavam o dia todo, cuidavam da família, mas sabiam da importância de treinar para manter o ritmo acelerado que a vida moderna exige”, diz ele.

 

Motivação

Coca conta como faz para motivar seus alunos na prática de atividades físicas. “Costumo perguntar quais são os objetivos deles com o treinamento, e depois falo o meu principal objetivo com cada aluno, que é fazê-lo ir para o treino não como uma obrigação, mas sim porque ele se sente bem. Saber oferecer para o aluno aquilo que ele busca, e também aquilo que ele precisa fisicamente e psicologicamente!”, ele complementa.

O profissional destaca ainda as melhores atividades físicas e limitações de cada pessoa. “Muitas pessoas dizem que não fazem nada, pelo simples fato de não gostarem. Mas acredito que a atividade deve estar adequada com as limitações, objetivos e perfil de cada indivíduo. Uma pessoa que não gosta de muito barulho, dificilmente vai querer treinar em uma academia, com um monte de pessoas e música alta. Não importa o que você faça de atividade física, mas faça algo”, complementa Coca.

Todos possuem um objetivo a ser alcançado, por isso o personal deixa uma mensagem explicando que não se deve procurar algo só por fazer e sim para ter vontade de continuar. “Busque aquilo que te dará não só um benefício físico, mas pessoal e social. Treinar o corpo é também treinar alma!”, recomenda Coca.

 

Atividade no dia a dia

Jeci de Paula, Enfermeira aos 25 anos, sempre gostou de artes marciais. Quando tinha 13 anos já treinava karatê. “Com o decorrer do tempo o jiu-jitsu entrou na minha vida de uma maneira simples, fui ver um campeonato que teve na cidade e desde então a paixão pela arte surgiu, não só quis isso para minha vida, mas também para da minha filha Louise, que também sentiu prazer em praticá-lo”, conta Jeci.

Jeci conta que quando começou a treinar não tinha força e nem condição para qualquer esporte ou atividade física. Porém, hoje percebe que a prática da atividade a ajuda com o bem-estar, mas também alivia o estresse, ajuda a definir o corpo, melhora a capacidade cardiovascular e trabalha muito a respiração. “Além das aulas de luta, o Jiu-Jitsu também ensina as atitudes de um lutador. A capacidade de se superar, de pensar sobre pressão, de respeitar o próximo e ter persistência para conquistar a vitória. Esses são valores passados por esse esporte. Essa é uma arte de defesa pessoal, e as mulheres são as mais beneficiadas pelo fato de que o controle da respiração e da mente ajuda em aplicar a técnica”, complementa.

Jeci de Paula deixa uma mensagem para as pessoas que ainda não praticam nenhum tipo de atividade física. “Fazer algum tipo de exercício físico não favorece somente o seu corpo, mas também engrandece a mente e o espírito. É um momento só seu, de investimento exclusivo em você! Permita-se ter esse lado bom na sua vida!”, finaliza Jeci.