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Reunião de Conselho de Segurança da ONU tem troca de acusações e tom elevado

reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em que o projeto de resolução russo para condenar o ataque desta sexta na Síria foi rejeitado, teve troca de ameaças e discursos em tom elevado.
EUA, França e Reino Unido atacaram nesta sexta instalações de armas na Síria em resposta a um suposto ataque químico em 7 de abril na cidade de Duma, pelo qual responsabilizam o governo de Bashar al-Assad.
Os embaixadores da Síria e da Rússia na ONU, que negam o uso de armas químicas, acusaram as três potências de mentir sobre seus interesses ao atacar a Síria e de fabricar fatos para justificar o ataque.
Já os representantes de EUA, Reino Unido e França foram duros ao condenar o uso de armas químicas, que é proibido por convenções da ONU. Os EUA ainda ameaçaram o regime de Assad afirmando que estão "carregados e engatilhados caso seja feito mais uso de armas químicas.
Este foi o 5º encontro do Conselho de Segurança desde o suposto ataque químico em Duma. A aprovação de qualquer resolução no Conselho de Segurança é difícil porque os EUA e a Rússia, que têm poder de veto, estão em lados opostos.

Nebenzia criticou o ataque desta sexta, dizendo que ele agrada aos terroristas que se escondem na Síria. Também disse que os três países que lançaram o ataque - EUA, Reino Unido e França – violaram a lei internacional e a ONU.

"Vocês estão derramando lágrimas de crocodilo a respeito do sofrimento dos cidadãos inocentes. Vocês não estão interessados de fato no sofrimento deles. Vocês só estão piorando a situação humanitária."

"Em 24 horas vocês podem acabar com o conflito na Síria. Para isso, Washington, Londres e Paris só têm que ordenar que os terroristas escolhidos à mão parem com os ataques contra o seu próprio povo."

"Os ataques foram feitos contra estruturas sírias que estavam sendo usadas contra os terroristas."

"Washington continua dizendo que o único objetivo é lutar contra os terroristas, mas temos sérias dúvidas a respeito disso."

"É claro que aqueles no Ocidente se cobrem com o discurso da defesa dos Direitos Humanos. Tentam justificar sua atuação na Síria supostamente para derrotar jihadistas, mas na verdade o que querem é arruinar o país."