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Saiba porque ‘La casa de Papel’ ganhou tanta repercussão

A já nem tão nova série que está dando o que falar atualmente é La casa de Papel. A história criada por Álex Pina vem diretamente da Espanha, onde oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda, com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros.

Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

O lançamento do seriado de drama e suspense foi feito ano passado com primeira temporada de nove episódios, e voltou em 2018, no último dia 6, com sua segunda parte para mais nove episódios.

Se a primeira metade de La Casa de Papel prende o público em um jogo de gato e rato, na segunda, gato e rato se misturam, se confundem, trocam de lado e a coisa perde qualquer vestígio do maniqueísmo habitual de tramas de perseguição.

Curiosamente, La Casa de Papel foca mais em criar situações mirabolantes para o meio de caminho, e deixa para o final todas as saídas mais práticas, ainda que carregadas de tiros e explosões.  Ainda que com ares utópicos, que só podem ser digeridos se o público estiver disposto a ceder doses cavalares de liberdade poética, a série se despede sem grandes problemas.

Ao terminar o último episódio, fica no público a sensação de diversão despretensiosa e, é claro, o eco de Bella Ciao tocando por algum tempo no fundo da cabeça.